segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

IDÍLIO EM ANGRA DOs REIS

                            
Angra dos Reis, foto Net

IDÍLIO EM ANGRA DOS REIS

Imediatamente após, Olavo regressou a Lisboa, passando pelo escritório, antes de ir para casa.
Ali demorou pouco, dado já havia tomado nota dos E-Mail’s, pelo notebook.
Porém, sentia saudades da doce Vera, que o esperava, com a saudade habitual.
Como havia vários casos pendentes, ficou vários dias pela cidade capital do rectângulo, mais a sul de Europa.
Em Lisboa foi resolvendo, e usufruído o “dolce far niente” com a sua amada Vera.
Depois de tudo, ordenado preparou-se para passar a pôr em ordem vários assuntos, que foram chegando a Angra dos Reis.
Ali contava também ter a fidelidade de Mirta.
Para tal, enviou-lhe E-Mail, para vir ao encontro dele no Aeroporto internacional do Rio de Janeiro – António Carlos Jobim.
Depois do que seguiriam, para o apartamento de Angra dos Reis juntos.
Dera o horário previsto da chegada, tendo a resposta efusiva de aquiescência.
Seria que Mirta, se prestava a deixar-se passar também por sua secretária?
A seu tempo veria!
Mais ou menos a hora aprazada, encontraram-se. Ela veio logo ao seu encontro, dando largas à sua alegria muito brasileira.
Ainda deu tempo para tomarem um lanche, após o qual num voo de jactinho, rumaram à Ilha, onde ficariam a sós, no apartamento que lhe servia de escritório.
Era tarde!...
Foram jantar, só dia seguinte estabeleceria os contactos que estavam em aberto.
Registados no seu P.C. local, dos quais ia tomando conhecimento pelo notebook.
Ali passaram dois dias, em belo idílio, Olavo fazendo contactos, ela secretariando-o, estabelecendo ambos, agradável cumplicidade.
Mirta, aos olhos de Olavo, era uma mulher atraentemente bonita, a mostrar-se extremamente agradável.
No entanto já lhe fizera ver que nunca poderia substituir Vera, no que ela aquiesceu, tinha a questão muito presente, apenas pedia lealdade para com ela.
Ele desejava o mesmo dela.
Pondo-a à vontade, para tomar as suas resoluções, em plena liberdade.
Deram-se as mãos e enleando-se carinhosamente, entregaram-se largamente, às vincadas sensualidades.

Daniel Costa


sábado, 3 de dezembro de 2011

AEMDOEIRAS EM FLOR

                               

AMENDOEIRAS EM FLOR

O Algarve é a Província mais a sul de Portugal, suas costas são marítimas do lado nascente, de clima mediterrânico, de belas praias, de areias muito brancas e finas, um mar sempre tranquilo, de águas com temperaturas muito agradáveis.
Na agricultura, a figueira, a laranjeira, a alfarrobeira e sobretudo a amendoeira. predominam.
As praias, toram-se paraíso de turistas nacionais e estangeiros.
Os Ingleses e os nórdicos, muito, além de muitos que ali passam as suas férias. Nomes muito conhecidos, se fixam, com Elton Jones, ali têm uma das suas moradas numa sua quinta.
Este, no caso, por lá criou uma propriedade vinícola, onde produz vinho com marca própria.
Outro cartaz turístico é a amendoeira em flor, que de facto, no início da Primavera é um espectáculo de brancura inolvidável.
A sua aguardente de medronho, quando pura, pode ser considerada um bom conhaque
Olavo conhece tudo, e admira, mas a desenvoltura, das mulheres!...
A própria amenidade do clima, terá muita influência, também nesse aspecto.
Enfim!...
Olavo, ainda que “bon vivan”, nunca descurava o trabalho.
No entanto, este, dá para alargar conhecimentos.
Depois de estar com Milena e esta ter rumado a Faro, onde morava.
Olavo deslocou-se ainda a Loulé, mais com a intenção de marcar terreno.
Foi dando, uma volta pela cidade, e num dos cafés que lhe pareceu interessante, sentou-se e passando um empregado solicito, pediu uma bica.
Calmamente a foi degustando, enquanto ia tomando nota visual da distinta clientela.
Depois pagou e deixou interessante gorjeta com o fim de visitas posteriores.
Regressou então a Olhão, onde foi pernoitar, pensando na doçura de Vera.
Coitada!...
Manhã cedo, iria para Lisboa e ali ficaria uns dias e resolver, assuntos de somenos importância o outros, que entretanto o seu E-Mail registara, segundo o Not Book.
Regressado a casa fez as delicias de Vera, a sua bonita mulher, cuja meiguice sempre o encantava.
Uns dias, uns encontros em Lisboa, assuntos em ordem e de novo em Loulé.
Nada parecia acontecer.
Resolveu interpelar o empregado, veio a saber que o Flávio, bem acompanhado, de vez em quando, ali confraternizava com a Dona Telma.
Mais nada sabia!
A seguir a aparição do par deu-se.
Nestes casos Olavo, tenta passar despercebido lendo um livro, que sempre o acompanha.
Foi reparando no carinho que do par, do arranjinho emanava.
A quem o seguia, atentamente e era experiente, o derriço apresenta-se saliente.
Olavo foi ficando, até que o par foi embora.
Depois, mais uma vez, à distância com descrição, seguiu-os até entrarem na mesma casa.
Não ficaram dúvidas, Flávio a traía sua mulher!
Foi isso que de imediato, transmitiu à sua cliente.
Esta pediu para juntos voltarem a almoçar no dia seguinte. em Olhão.
Ficou aprazada a hora, no mesmo restaurante de que ficara agradada.
Ali poriam tudo em dia.
Como não podia deixar de acontecer, à hora combinada o encontro deu-se, ficando tudo esclarecido, enquanto saboreavam o almoço.
Acabado este, ela pediu para o acompanhar ao hotel.
Ali choramingou, enquanto dizia: já esperava, mas queria ter a certeza.
Olavo foi-a aconselhando a continuar a fingir, se de todo não queria perder o marido.
Ela foi tentando Olavo com gestos de sensualidade, enquanto dizia:
- Desejo já uma vingança!
Sempre lacrimejante, outro aspecto se sensualidade!
Olavo não resistiu!
Meigamente, satisfez-lhe a vontade!

Daniel Costa


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OLHÂO DA RESTAURAÇÃO

                             
Bela e rica igreja matriz de Olhão

OLHÃO DA RESTAURAÇÃO

Um dos apelos que tinha no E-Mail, vinha de Faro, capital da Província do Algarve, cidade bonita, de que Olavo gosta.
Quem o enviara fora Milena. Apelava receber um telefonema a fim de marcar um encontro, para explanar o seu caso.
Olavo pensou que seria na sua cidade.
Do escritório telefonou, e então Milena, propôs que o encontro tivesse lugar na cidade próxima, Olhão, evitado clamores das vizinhas.
Conhecia um café interessante, na Avenida 5 de Outubro.
Olavo marcou lugar no Hotel Real Marina Residence, com vista panorâmica para a Ria Formosa, donde saiem ferries para a bela Ilha de Armona que se pode alcançar em quinze minutos.
Sabe-se que a população, na sua maioria pescadores, ofereceram-se para ir ao Brasil avisar a Corte, da expulsão e consequente libertação do Algarve das invasões francesas, das tropas de Napoleão Bonaparte.
Foram recebidos pelo futuro Rei, Dom João VI.
Fizeram a arrojada viagem no caíque “Bom Sucesso”.
Dom João VI, compensou-os e também Olhão, entre outras formas, atribuindo-lhe o título de “Olhão da Restauração”.
O encontro deu-se, entre Milena e Olavo, a conversa desenrolou-se à volta de cafés.
Era o seguinte: Flávio, ultimamente, estava muito ausente, eram reuniões e encontros prolongados, noites havia de ausência total
É certo que sempre tinha o cuidado de avisar, mas para ela, havia uma amante, apontou o nome da localidade que a sua intuição lhe ditara:
- Loulé muito próximo e a sul de Faro.
Apresentou também foto de Flávio.
Com os dados, na posse de Olavo, este prometeu desvendar o assunto.
Entretanto, chegara a hora do almoço, Olavo projectara fazer o repasto num dos bons restaurantes, perto do porto de pesca e do mercado.
Veia à sua ideia, convidar Milena para acompanhá-lo, o que parecia esperado.
Durante o almoço, ela parecia satisfeita, deu em insinuar-se, desinibida e sensualmente, atrevida.
Passou na cabeça do companheiro do almoço: ela gostaria de ir conhecer o Hotel?
Arriscou convidá-la!
Milena aceitou de imediato e seguiu-o.
Chegados lá instalaram-se e ela desatou a mimá-lo.
Olavo nunca fica indiferente, a uma mulher atraente como ela é.
Dentro em pouco estavam enrolados!
A seguir surgiram consequências.

Daniel Costa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

GAROTAS DE IPANEMA



GAROTAS DE IPANEMA

Nesse dia à noite, feita a instalação em Angra dos Reis, depois do derradeiro encontro com a Creusa, no “Devassa”, do Rio de Janeiro, regressaria a Lisboa.
Enquanto tomava o pequeno-almoço, com as saudades da amada Vera, pensava em como passar a manhã.
Havia tanta coisa no Rio de Janeiro que gostaria de ver!
Doravante teria ensejo de passar por tudo, com tranquilidade, apesar de não ter ali as suas instalações, mas em Angra.
Seria mais por snobismo?
Talvez!...
Não podia negar isso a si mesmo.
Nisto pensou, na praia de Ipanema, que Vinicius de Morais celebrizou em poema, que deu origem à sua famosa canção, “Garota de Ipanema”.
Apanhou um transporte e para lá se dirigiu.
Uma vez chegado, o sítio e as suas vivências, encantaram-no, como teriam encantado o grande poeta.
Estar na nobre Ipanema, realmente, era um gosto. Primeiro o seu calçadão construído à portuguesa, junto à praia ladeada de palmeiras, um ambiente verdadeiramente tropical!
As garotas de que o poeta falou, lá estavam nos seus arrojados bikinis, senão em topless.
Um sonho a fazer lembrar as histórias das “Mil e uma Noites de Bagdad, relatadas por Xerazade!
Depois o “bon vivan”, Olavo, ainda visitou a igreja da Senhora da Paz, um belo monumento.
Pensando em tomar por ali o seu almoço, passou uma vista de olhos pelas bastantes ofertas que há. Escolheu precisamente, o “Gourmet” para fazer o seu repasto.
Posto isto, chegou de novo ao “Devassa”, onde calmamente, tomou o seu café, aguardando a chegada de Cleusa.
Ela, não se fez esperar!
De novo, Olavo pediu um suco para a anfitriã e retomaram o assunto que a trazia preocupada.
Afinal, Olavo tinha boas notícias para ela!
Sem desenrolar muito o novelo, informou-a sobre o que apurara:
- A rival, que de facto havia, deixaria de a assombrar, podia prometer!
Pudera!...
Comentou alguns factos, os que achou possíveis e prudentes, para justificar.
De feliz que ficou, perdendo um pouco, a noção de que não estava em local apropriado.
Lançou-se ao seu pescoço, abraçou-o e beijou-o
Olavo ficou com a sensação que tinha contribuido, para que a felicidade voltasse a alegrar aquela alma.
Chegara, entretanto, a hora marcada para apanhar o voo para Lisboa.

Daniel Costa


Abrir o link e ouvir “Garotas de Ipanema

sábado, 29 de outubro de 2011

UMA RENDIÇÃO

                            
                             

UMA RENDIÇÃO

No dia seguinte, já Olavo tinha recebido nova chamada da cidade de Nova Lima, próxima da majestosa Belo Horizonte, capital do Distrito de Minas Gerais.
Era duma mulher chamada Mirta. Combinaram encontro para o dia seguinte, na sua cas em Nova Lima.
Exactamente nesse próprio dia o encontro estava marcado com Cleusa no bar Devassa, no Rio de Janeito.
À hora marcada, a Cleusa apareceu, com a identificação devida como o combinado.
Olavo, na sua qualidade de anfitrião, indicou-lhe uma cadeira. De seguida solicitou um suco, como ela desejava.
Era uma mulher ainda nova e bonita, divorciada, agora namorada e a viver com o Emenson.
Ele inspector da famosa Petobrás, com deslocações a várias cidades, por dever de ofício, normalmente estas eram de um dia e na área da cidade maravilhosa.
Porém ultimamente, sobretudo, quando ia a Belo Horizonte, passara a demorar três dias.
Cleusa dera em crer, já não ser só e vendo a comunicação do Olavo, num dos jornais, logo pensara em contratar os seus serviços.
Era para o que estava ali!
Olavo, depois de ouvir a história, dado o facto do Nova Lima ser cidade periférica de Belo Horizonte, teve como que uma premonição:
- O contacto de Mirta, não diria respeito ao mesmo Inspector?
A sua sagaz imaginação, fê-lo ser muito inconclusivo, com o caso de Cleusa.
Disse-lhe precisava meditar, sobre o assunto e solicitou novo encontro, no mesmo local, para daí a três, ao que ela aquiesceu.
No dia a seguir embarcou no avião para Novo Horizonte e daí, de táxi, dirigiu-se a Nova Lima. Foi mesmo o condutor a dirigir-se à Rua onde morava Mirta, o número da porta tinha Olavo.
Mirta não mostrou qualquer preconceito e franqueou-lhe logo a porta.
Estava a chegar a hora do almoço, só então Olavo, olhando para o relógio reparou.
Fez tensão de se retirar para a refeição, num restaurante de jeito, que encontrasse. No que foi de imediato desencorajado a fazer.
A mulher ofereceria a refeição e juntos, no repasto iriam falado das suas preocupações.
Assim aconteceu! Afinal tratava-se mesmo do Emenson, que dizia namorar há uns tempos, sem saber do seu sério, outro namoro.
Ao saber, a princípio ficou abalada, depois recompôs-se.
Acabado o almoço, convidou Olavo a sentar-se. Serviria Wisque para ambos.
Olavo aquiesceu, desde que posse uma pequena porção.
Não tardou muito que ela não o rodeasse de mimos, foi-o enfeitiçando e ele deixando-se enlear nos laços amorosos que se lhe estendiam.
Depois… depois… era tarde para regressar ao Rio de Janeiro.
Ela, de propósito, tinha-o prendido.
Já não o deixou sair só, convidou-o tomar um café, depois jantaria e dormiria com ela, seria um prazer.
Olavo aceitou, perante a promessa de terminar com Emerson, o que foi aceite.
Contudo, em troca, na próxima ficaria com ele no seu apartamento de Angra dos Reis, e cada vez que ele estivesse lá.
Não, não estava enganada, já sabia que Olavo era casado, mas no Brasil seria a sua querida mulher.
 Mirta era uma mulher encantadora e, muito importante para Olavo, sabia conversar bem e com elegância.

Daniel Costa

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

RIO DE JANEIRO E ANGRA DOS REIS

                        
                               
Foto Internet: NAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO E ANGRA DOS REIS

Agora, Olavo, já se achava, além se sagaz, um investigador muito experimentado.
Tal como sempre previra, ia alargar o seu campo de acção Brasil, Rio de Janeiro e possivelmente, a São Paulo.
Já sempre munido de Notebook, na sua mala, género diplomata. Ao fim e ao cabo, já se tornara diplomata de amores.
Apanhou avião para o Rio de Janeiro, que sempre gostava de conhecer, agora ia acontecer de vez.
Já a viajar na aeronave, veio-lhe ao pensamento a sua querida e amorosa Vera, que fizera sempre tudo por ele.
Numa próxima viagem, seria acompanhado da sua mulher muito amada. Passariam uns dias juntos, em pleno gozo de férias, no lugar onde ficasse.
Ia disposto a criar instalação em local aprazível, dado o estatuto a que se impunha, de investigar mesmo casos de gente abastada que também os havia e de que maneira!
No Brasil, na prática, não há classe média, apenas a ricos iria servir a quem cobraria bons honorários.
Não quer dizer, que excluiria menos abastados, não, mais aí teria em conta o menor poder económico.
Com estas meditações, já estava a chegar ao Rio.
Desembarcou e, apanhado um táxi, dirigiu-ss de imediato, ao hotel Pestana Rio Atlântico, situado próximo da famosa Copacabana, de Lisboa levara a referência.
Ali serenou ímpetos, depois resolveu logo, anunciar a sua presença nos jornais do dia seguinte, com o número do seu celular.
Faria deslocações a todo o grande Brasil se necessário.
Depois, dando uma olhadela pelos bares das proximidades, elegeu o Devassa, para ter os possíveis encontros.
Ficou ali dois dias a adaptar-se o novo fuso horário e a ver no que dariam os anúncios. Como preza bastante os aspectos culturais e monumentais, além de outros, deu uma volta minuciosa pelo NAM – Museu de Arte Moderna do RJ, ficou deveras encantado.
No fim, apanhou um avião que faz careiras para Angra do Reis, que as telenovelas da Globo tornaram famosa, por mostrar as suas paisagens maravilhosas, não apenas no Brasil, mas em países de língua lusa.
Angra dos Reis, faz uma baía com bastantes ilhas, local muito aprazível, frequentada por muitos magnatas, para onde viajam com os seus jactinhos particulares a passarem dias de sonho.
Tal é o edílico local!
Olavo foi instalar-se no hotel do Frade, que lhe recomendaram também.
Alugou um dos bastantes apartamentos, muito bem dotado, especialmente, com TV.
Tratou da instalação de um P.C. a sua providencial ferramenta, que através do notebook, podia estar sempre em contacto.
Depois, contra o que imaginava, logo foi contactado pelo celular,
Uma mulher que disse chamar-se Creusa, sendo a sua cidade Rio de Janeiro.
Marcou-lhe encontro para o dia seguinte, no Rio, no Bar Devassa.
Voltou a mandar inserir os anúncios, agora com o E-Mail do Brasil.

Daniel Costa


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

QUEM PASSA POR ALCOBAÇA

                              

QUEM PASSA POR ALCOBAÇA

Estavam a resultar os anúncios que o Olavo mandara inserir na imprensa de Lisboa, assim como os mesmos que aproveitara para a do Porto, por ocasião da sua passagem por aquela cidade.
A partir de um deles, recebera uma chamada telefónica de uma mulher de voz melosa, dizendo que se chamava Clarice.
Propôs um encontro em Lisboa, num lugar acessível, à escolha de Olavo.
Encontro aprazado para o dia seguinte no Centro Comercial Colombo, que já fora tornado, preferencialmente, local de reuniões.
No dia seguinte ali almoçaram ambos e debateram o problema da mulher.
Era dos arredores da cidade de Alcobaça, professora, namorada (amante) de Timóteo, um bancário, casado com a sua colega, Patrícia.
Prometia deixar a mulher, por divórcio, para casar com ela, Clarice.
No entanto o assunto há muito era abordado mas sempre adiado.
Clarice questionava-se já sobre a sinceridade de Timóteo.
Em face do anúncio, ocorreu-lhe uma ideia: encomendar uma investigação!
Foi assim que Olavo, no outro dia estava em sua casa a saber mais pormenores, entretanto já intuíra de que se trataria um daqueles subterfúgios que os homens sabem inventar.
Como os seres elementos eram colegas, talvez expiando-os, fosse fácil aquilatar, por alguém experiente e dotado de sagacidade, como de facto, o investigador se achava ser.
Foi dando, desde logo conselhos, enquanto reparava não estar a ser indiferente à bonita Clarice.
Partiu, no dia seguinte, para a cidade de Alcobaça, ficou de voltar mais tarde a dizer o resultado da observação.
A cidade, dotada como o grandioso mosteiro, erigido pelos monges de Cister, em terras doadas pelo primeiro rei, Dom Afonso Henriques.
De terras bastante férteis, por acção da ordem de Cister, deu-se um grande desenvolvimento agrícola, que ainda persiste.
Tudo isto passara pela mente de Olavo.
Este passou, pela respectiva agência bancária, manteve-se por lá despercebido.
Até que o casal saiu colado, para o almoço, este seguiu-o, à distância, indo almoçar no mesmo restaurante, a ver como ia ser o seu comportamento.
Com os olhar sempre atento, pegou no menu e fez a sua escolha para o seu ritual almoço.
Sempre alerta, não viu nada de discordante entre Timóteo e Patrícia, pelo contrário, pareceu-lhe um casal encantador que se entendia muito bem.
Saíram primeiro e Olavo ficou entregue às suas meditações e consequentes conclusões.
Pensou no que dizer à Clarice!
De facto, ela não podia esperar fazer o seu futuro ao lado de Timóteo, essa era a verdade!
Chegado, de novo a casa da adorável mulher, sua cliente, esta ofereceu-lhe onde se sentar, ficando a seu lado.
Ouvindo-o deu em choramingar, coisa muito de mulheres, na circunstância!
Nisto foi chegando-se mais agarrando-se-lhe.
Olavo, que não pode ver uma mulher chorando, foi acariciando-a com ternura.
Não tardou - estavam definitivamente envolvidos, mais por acção dela.
Acabou deixando conselhos que lhe pareceram bem acatados, mostrava ser uma mulher inteligente e entendeu o que lhe era dito.
De sorte, era uma mulher atraentemente bela e sensual, não teria dificuldade em encontrar homem à altura!

Daniel Costa
Recomendo abrir o link e ouvir até final, para ouvir a maravilhosa voz de Maria de Lurdes Resende, valerá a pena, meus amigos. Um grande bem haja a quem me visita, com a grande cantora que foi apelidada de feia bonita.





quinta-feira, 6 de outubro de 2011

PRIMEIRO REGRESSO

             

O PRIMEIRO REGRESSO

Olavo acordou cedo, como é seu hábito, no entanto já se mourejava no Porto. Tomou o pequeno-almoço enquanto chegou a hora de cumprir o resto da missão, afinal testar o que já se evidenciara, o Hugo com a Rute, configurava uma pura infidelidade conjugal
No entanto depressa rumou, postando-se a ler um jornal com a finalidade de passar mais despercebido.
Primeiro entrou a Rute, logo após o Hugo.
O teste estava feito!
A demora não podia ser muita, a esposa espera-o para jantar.
Porém, desejava visitar uma das melhores livrarias do mundo. Não para adquirir livros, não levava nenhum em mente, até porque ainda tinha vários para ler, mas a Livraria Lello & Irmãos, na Rua das Carmelitas do Porto, é um verdadeiro monumento aos livros.
Televisões e jornais estrangeiros tem-lhe dado destaque em espaços noticiosos.
Depois de visitar a Lello, voltou para Lisboa. Antes porém, projectava fazer um desvio e ir almoçar a Almeirim. Vila do Ribatejo, onde o prato é tradicional a “sopa da pedra”
Olavo, para quem a refeição do almoço era, como que, um ritual, adorava o restaurante “Forno”, onde esse prato era de um requinte digno de um bom “gourmet”.
Escolheu uma mesa e com um sorriso, recordou a lenda da sopa da pedra:

- É assim:
- Em tempos um frade mendicante, passou por ali. Era hora de almoço e dirigiu-se a uma casa abastada, pedindo algo para o seu almoço, o que lhe foi negado.
Trazia um tacho e arranjou uma pedra, que limpou muito bem e disse: vou fazer uma sopa de pedra, fica maravilhosa.
A seguir, pediu um pouco de água para cobrir a pedra. Nisto, os senhores, em vista da sua tranquilidade e já curiosos, cediam a todos os pedidos que foi fazendo: se levasse mais isto, ainda ficaria melhor e assim sucessivamente.
No fim ficou um cozinhado maravilhoso, que deu a provar a todos que o acharam óptimo.
Nasceu da lenda, ou a lenda terá nascido do tradicional facto?
A tradicional “sopa de pedra” em Almeirim e arredores.

Olavo foi fazendo o seu repasto e meditando, no esclarecimento a dar à Magda.
Com outro caso, proveniente de um telefonema que tinha recebido, seguiu viagem. Primeiro ia dirigir-se a casa da cliente, depois passaria ao escritório, ver se haveria E-Mail’s provenientes dos anúncios.
No fim, em casa cairia nos braços da sua amada Vera.
Ao passar por casa de Magda, está indicou-lhe, novamente o sofá e para o ouvir, sentou-se bem juntinho.
Foi ouvindo o que já esperava, se o marido nem o fim-de-semana vinha passar a casa!
Foi sendo cada vez mais sedutoramente sensual, que de novo Olavo, perdeu a resistência e começou a afagá-la, depois ela voltou entregou-se.
Entretanto terminou o inusitado enleio, com as suas bocas coladas e enternecidas!
Depois do que Magda retribuiu principescamente, os honorários ao Olavo, sem perguntas.
Este, com tudo arrumado, depois da passagem pelo escritório, afim de abrir o computador e ver, o correio electrónico, depressa alcançou a sua morada caindo, enfim nos braços da sua adorada Vera.

Daniel Costa


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A VIAGEM AO PORTO

                       
                                
Porto -  aspecto de Magestic (foto Internt)

A VIAGEM AO PORTO

Para percorrer um longo caminho, nada como dar o primeiro passo, meditava Olavo, seguindo para o Porto, não pensado na viagem, propriamente dita, mas sim no novo percurso de investigador que ora iniciava.
Em breve estava a chegar à zona da Bairrada, logo após Coimbra, com inúmeros restaurantes, a servir o famoso leitão assado no espeto em fornos de lenha.
Ali se pode comer o melhor leitão do mundo, basta dizer que o animal é apenas criado até um certo peso, depois com as suas vísceras e sangue com picante, a servir de molho, para temperar o prato na mesa a gosto.
Prato que acompanhado com o magnifico vinho verde da região, é uma das jóias da culinária portuguesa.
Foi num desses restaurantes, que Olavo almoçou, um homem com o prazer da mesa, para ele um ritual.
Logo após, sempre imaginativo, seguiu viagem, absorto nos seus pensamentos.
Depressa chegava ao Porto, cidade muito sua conhecida.
Havia de aproveitar bem o tempo, não só directamente, no que o levara ali, mas também para rever algumas belezas da cidade.
Estacionou o carro num parque estratégico, afim de apenas o utilizar de regresso.
Dali, subindo a bonita Rua 31 de Janeiro, ao cimo cortou à esquerda, para a grande Rua de Santa Catarina, onde se encontra delegação que queria fixar.
Depois tomou um “cimbalino” (café no Porto) no famoso Magestic, de velha tradição, onde iria começar.
Pareceu-lhe provável ser ali que iria encontrar Hugo, objecto da sua investigação.
Segundo pensou, seria cedo para encontrar o passarão.
Contava vigiá-lo desde a sua saída da empresa e ser seu “guarda-costas” muito discreto.
Desceu a dar uma mirada pela Avenida dos Aliados e a decantada e famosa Torre dos do Clérigos.
Chegou a hora calculada para subir de novo a Rua de Santa Catarina, à altura de ficar de “plantão” a ver as saídas.
Até que Hugo saiu e como Olavo tinha previsto, encaminhou-se logo para o Magestic.
Sentou-se numa mesa já ocupada por uma senhora.
Ali ficaram ambos em jeito de intimidade, a dar mostra inequívoca de arranjinho.
Com o seu celular e discretamente, dando ares de com ele brincar, bateu duas fotos com os pombinhos.
Dali saíram ambos para o hotel, onde Hugo estaria hospedado.
No dia seguinte conferiria se sairiam juntos.
Não dando o dia por terminado, voltou ao Magestic, escolheu uma mesa servida pelo mesmo empregado, a quem gratificara principescamente.
Pediu uma francesinha, um prato típico, em jeito de lauta sandes confeccionada com bons e vários ingredientes.
A seguir a ser servido, fez perguntas sobre aquele casalinho.
Soube que o senhor doutor Hugo, quando ia ao Porto, era “habituê” da casa, invariavelmente, acompanhado por Rute, empregada na empresa.
Assim ficou na posse dos dados que lhe interessavam.
Visitou, depois, um seu amigo de longa data, o Emanuel, que decerto lhe ofereceria, como era seu hábito, um cálice de Vinho do Porto da sua própria garrafeira.
Assim aconteceu, o amigo sacou de uma garrafa daquele verdadeiro néctar, de 37 anos – “Old Porto Wine”, como diriam os Ingleses.
Como era saboroso, degustado, num cálice de cristal! …
Antes de o saborear, primeiramente abanou o cálice, para melhor sentir o seu odor aromático.
Como apreciador, foi conversando e repetindo a operação.
Um pouco de Vinho do Porto deu para acompanhar uma salutar conversa, como sempre acontecia.
Depois, agradeceu e despediu-se, ainda tinha de procurar hotel onde dormiria nessa noite.
Depois faria um telefonema à sua querida mulher Vera.
No dia seguinte, procederia a uma confirmação dos dados apurados, para dar por finda a investigação.

Daniel Costa

sábado, 24 de setembro de 2011

ENCONTRO PORTUITO

                               
Agência Lusa

ENCONTRO FORTUITO

Depois de equacionar o problema do local, Olavo alugou, em Lisboa, uma sala junto à Agência Portuguesa de Notícias LUSA. Muito perto está um dos maiores centros comerciais da Europa, o Colombo.
O Centro Comercial Colombo, na sua espectacular grandeza, é como uma cidade coberta, composto de ruas e praças com nomes alusivos aos descobrimentos.
Por essas pode assistir-se diariamente a um verdadeiro desfile de beldades alfacinhas (Lisboetas).
Já com a sala equipada a seu jeito, Olavo resolveu ir tomar café ao Colombo, era hora de ponta, os muitos e pequenos cafés ali existentes em fila, estavam com os balcões apinhados de gente, o mesmo acontecia nas suas, respectivas, mesas que se situam fora, com uma óptima visão de parte dos andares por debaixo.
Olavo, disposto a fazer ali uma pausa e meditar no que havia a orientar ainda, como nos pequenos anúncios a inserir em jornais da capital, etc.
Não encontrava mesa disponível.
Nisto, repara numa mulher bastante atraente, até pela sensualidade cativante de que dava mostras.
- Estava só!
Pediu-lhe licença para se sentar a tomar o seu café. A mulher, num sorriso acenou que sim.
Ao fim de minutos, tinham entabulado uma agradável conversa.
Olavo que já só pensava, na nova empresa, de investigador que criara, não tardou que a mencionasse.
Nisto, parece ter-se feito luz no olhar da mulher.
Sem mais rodeios, disse:
- Quer iniciar com um caso que me tem dado que pensar?
Olavo, como que impulsionado, disse logo:
- Adoraria!...
Ela começou de imediato a debitar pormenores; tratava-se do marido, que sendo gestor de determinada empresa deslocava-se variadíssimas vezes a uma delegação do Porto, onde permanecia, invariavelmente duas semanas.
Nesta altura, a mulher, Magda de seu nome, já se mostrara carente e ficou combinado no dia seguinte ele passar por sua casa, onde receberia mais instruções, depois partiria logo a resolver a questão.
Ela desconfiava de infidelidade e queria ter a certeza.
No dia seguinte, logo cedo estavam reunidos ambos, numa sala da casa de Magda, sem dúvida, decorada com gosto.
Ela indicou-lhe o sofá, os seus olhos olhavam o homem e faiscavam de desejo.
Em pouco ele era, carinhosamente, acariciado.
Desencorajar não, mas como fazer?
Deixou-se enlevar, saboreando, aqueles doces momentos.
Tudo foi esquecido, em pouco estava, como que hipnotizado, pelo que se lhe oferecia e saciou-a até à exaustão.
Depois calmamente voltaram à conversa sobre o assunto que o levara ali, acertaram pormenores, o resto seria de conta da astúcia de Olavo.
Ficara a saber onde se localizava a delegação. A partir dali iniciaria a investigação e rodou a caminho da cidade do Porto.

Daniel Costa


sábado, 17 de setembro de 2011

SITUAÇÃO DE DESEMPREGO

                               
SITUAÇÃO DE DESEMPREGO

Olavo é um homem de estatura mediana, tez morena, feições atraentes, não muito expansivo mas sempre sorridente. Porém de muita seriedade no trato, um bom interlocutor, ao conversar com ele, depressa se depreende ter na frente alguém em quem pode confiar.
Era assim que Olavo, juntava a essa qualidade, outras importantes e adjacentes, como uma enorme sagacidade, firmeza de carácter e, sobretudo honestidade e versatilidade.
Embora se dedicasse a um tipo de jornalismo especializado, como amador, nunca deixara de ter emprego. Teve vários no campo das artes gráficas e editorias, em que acabou por se especializar, na parte comercial de relações públicas.
Até que, pelas mudanças na sociedade, no que seria o último emprego por conta de outrem, a que tivera acesso e onde se achava realizado, chegou a vias de falência. O vencimento deixou de ser certo.
Tentou dedicar-se mais, à menina bonita dos seus olhos, a revista, viu que não daria assim. Não procurou novo lugar em empresa diferente. Afinal nenhuma empresa merecia a sua capacidade de trabalho.
Foi meditando e avaliando a situação. Até que concluiu por uma situação que a sua sagacidade, já em tempos lhe ditara: dedicar-se à investigação particular, em especial a infidelidades conjugais!
Para isso teria de ter uma conversa muito séria com a sua adorável esposa Vera, dado que poderia ter de haver, factos a ferir a sua sensibilidade de mulher.
Foi assim que ao jantar, ambos equacionavam o assunto. Escutando calada. Por fim, Vera disse que a sagacidade do marido, augurava uma feliz opção, ela sempre muito cordata e conhecedora das mentalidades femininas, estaria sempre do seu lado, ainda que sabendo as provações que, fatalmente, teria de passar.
E assim ficou assente por ela, o seu amado Olavo, seria investigador.
Por sua vez, Olavo deu-lhe conta de como iria agir. Sempre só, estabeleceria, bases em Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo. Nestas últimas cidades, procuraria estabelecer contactos com os seus velhos amigos. Os que faziam o favor de o ser, através da sua revista que não terminaria, apenas sofreria alterações de periodicidade.
No dia seguinte, encetaria a procura de alugar uma pequena sala num lugar da Lisboa moderna, onde aporia na porta apenas STOP SECRET, equipada com computador para anotar os dados de cada futuro cliente. Como telefone, usaria sómente o celular.
A seguir mandaria inserir, alguns anúncios discretos em jornais.
Daniel Costa


terça-feira, 13 de setembro de 2011

INICIO TOP SECRET OLAVO

INÍCIO - TOP SECRET OLAVO 13/09/2011

sábado, 18 de junho de 2011

CONFERÊNCIA

A CONFERÊNCIA QUE PROFERI EM 17/06/2011
NO MUSEU DA REPÚBLICA E DA RESISTÊNCIA
EM LISBOA

AMOR NA GUERRA

Porquê AMOR NA GUERRA, se o livro trata a guerra colonial?
Primeiro deve ser levado em conta que o autor é por natureza um romântico e um optimista nato. Factores que se revelam em todas as circunstâncias.
Depois, em 1962 / 1963, em que estive no Tari Lifune, a cerca de 30 quilómetros de Nambuangongo, a norte do rio Lifune. Ali a UPA, estava apenas a, uma vez por mês, cerca dos dias 20, a flagelar com disparos de três canhânguladas, cujos efeitos se saldavam por, assinalar presença, disparando, nos blindados dos carros. Era o bate e foge.
                               
Quando proferia a conferência,
ladeado do Dr. José Paulo, do Museu

O seu poderio militar ali, concentrara-se mais na famosa região do Zala, mais circunscrição de Nambuangongo.
No Batalhão 350, a que pertenci, já bastante perto do fim, em que se esteve em zona operacional, um dos esquadrões sofreu um verdadeiro massacre, seguido do rebentamento da única mina anti-carro, outro massacre.
Por fim o 297, a que pertencia, de regresso do Tari, a 5 de Abril, foi emboscado no corredor, que serviu para a coluna, comandada pelo lendário Tenente-Coronel Maçanita, progredir em direcção da retomada de Nambuangongo.
Da emboscada resultaram cinco mortos, entre eles, um motorista civil. Ficaram todos sepultados no Mucondo.
Além do nosso armamento, ser rudimentar, na circunstância, nada podia ser feito contra a guerrilha e no seu efeito surpresa, ainda atirou uma granada incendiária, para um dos carros, onde bastante material ardeu na combustão, antes do comandante do coluna o então, Capitão João Ramiro Alves Ribeiro, tomar a dianteiro de subir e atirar tudo o ao solo, evitando um mal maior.
                           
Recebia o Prof. Dr. Yebora Martins,
autor do Prefácio, amigo de há cerca de 50 anos

Vivendo este gravoso acontecimento e a chuva torrencial, que se lhe seguiu, o meu optimismo nunca deixou de estar em alta
Há talvez, ineditismos na narração que se faz no AMOR NA GUERRA:
- 1º. Terá sido sob créditos um dos raros diários de guerra colonial, portanto os dados cronológicos estão certos, porquanto eram escritos, taxativamente ao dia, mesmo em dias fora do aquartelamento. O autor andava sempre munido de papel e caneta. a esferográfica já tinha feito a sua aparição, mas ainda não era muito usada
                             
 Coversando, com o Prof. Dr. Yebora Martins

- 2º. Terá sido o único testemunho de uma praça, que só depois frequentaria o ensino liceal.
- 3º. A narrativa foca apenas factos vividos e observados. Propositadamente, não se abordam motivações politicas.
Depois convém não esquecer que aquela guerra, como se sabe, foi de libertação. Libertação que veio a servir de génese à revolução de Abril de 1974, Que no entanto se iniciou em 1960, visto que logo bastantes homens fugiam a corta mato, a fugir à guerra, por um lado e à miséria por outro.
Portanto, não causará admiração, que para o Onofre, o protagonista, apresente a estada na guerra, como se fora umas férias.
Foi já depois que, foi tendo conhecimento de quão terrível foi a guerra, mesmo em sítios tranquilos que passei como a Lunda. Na estada aí que está assinalada com a questão: seriam espiões?
Sem dúvida ali, com o refúgio, Congo ex Belga, a sete quilómetros e meio, já se andavam a preparar meios para pôr também a província a ferro e fogo.
Toda a narração está, pois impregnada de verdade e certamente, nada há mais revolucionário do que a verdade.
Quem ler o livro com atenção, poderá reparar num facto: o exército português, daquele tempo, estava muito carenciado de meios logísticos.
Como foi possível, a previsão de frescos e envio de correio bi semalmente, chegar a falhar, frequentemente, duas e três semanas?
Como foi possível, um abastecimento da vila Portugália, à então cidade de Henrique de Carvalho (Saurimo), estarmos sujeitos, a esperar três dias, por uma qualquer passagem de viatura, para ir em busca de material para concertar o meio, uma GMC imprópria para se movimentar naqueles terrenos, que ia para servir de transporte, que já havia servido na Segunda Grande Mundial, sem se ir munido de comunicações?
Como era possível, um soldado ser agraciado com a Cruz de Ferro, por acto de bravura, ser convocada, para cerimónia em Luanda, tendo como transporte, ida e volta, a boleia de colunas, de a de acampamento em acampamento, numa viagem de vários dias e regressar desidratado, e dar baixa à enfermaria, em consequência?
“Amor na Guerra”, porque o houve mesmo o platónico, resultante da correspondêncîa postal, mormente com Madrinhas de Guerra. Depois na zona sul, de diversas formas, namoros com negras, etc.
Num aparte deve ser referido o caso e um ex-camarada, ter adquirido o livro e tê-lo proibido à esposa, pelo nome AMOR NA GUERRA.

Vou mostrando fotos, as possíveis, do princípio da guerra.

Responderei a perguntas que a ilustre assistência deseje fazer.

Daniel Costa