segunda-feira, 17 de outubro de 2011

QUEM PASSA POR ALCOBAÇA

                              

QUEM PASSA POR ALCOBAÇA

Estavam a resultar os anúncios que o Olavo mandara inserir na imprensa de Lisboa, assim como os mesmos que aproveitara para a do Porto, por ocasião da sua passagem por aquela cidade.
A partir de um deles, recebera uma chamada telefónica de uma mulher de voz melosa, dizendo que se chamava Clarice.
Propôs um encontro em Lisboa, num lugar acessível, à escolha de Olavo.
Encontro aprazado para o dia seguinte no Centro Comercial Colombo, que já fora tornado, preferencialmente, local de reuniões.
No dia seguinte ali almoçaram ambos e debateram o problema da mulher.
Era dos arredores da cidade de Alcobaça, professora, namorada (amante) de Timóteo, um bancário, casado com a sua colega, Patrícia.
Prometia deixar a mulher, por divórcio, para casar com ela, Clarice.
No entanto o assunto há muito era abordado mas sempre adiado.
Clarice questionava-se já sobre a sinceridade de Timóteo.
Em face do anúncio, ocorreu-lhe uma ideia: encomendar uma investigação!
Foi assim que Olavo, no outro dia estava em sua casa a saber mais pormenores, entretanto já intuíra de que se trataria um daqueles subterfúgios que os homens sabem inventar.
Como os seres elementos eram colegas, talvez expiando-os, fosse fácil aquilatar, por alguém experiente e dotado de sagacidade, como de facto, o investigador se achava ser.
Foi dando, desde logo conselhos, enquanto reparava não estar a ser indiferente à bonita Clarice.
Partiu, no dia seguinte, para a cidade de Alcobaça, ficou de voltar mais tarde a dizer o resultado da observação.
A cidade, dotada como o grandioso mosteiro, erigido pelos monges de Cister, em terras doadas pelo primeiro rei, Dom Afonso Henriques.
De terras bastante férteis, por acção da ordem de Cister, deu-se um grande desenvolvimento agrícola, que ainda persiste.
Tudo isto passara pela mente de Olavo.
Este passou, pela respectiva agência bancária, manteve-se por lá despercebido.
Até que o casal saiu colado, para o almoço, este seguiu-o, à distância, indo almoçar no mesmo restaurante, a ver como ia ser o seu comportamento.
Com os olhar sempre atento, pegou no menu e fez a sua escolha para o seu ritual almoço.
Sempre alerta, não viu nada de discordante entre Timóteo e Patrícia, pelo contrário, pareceu-lhe um casal encantador que se entendia muito bem.
Saíram primeiro e Olavo ficou entregue às suas meditações e consequentes conclusões.
Pensou no que dizer à Clarice!
De facto, ela não podia esperar fazer o seu futuro ao lado de Timóteo, essa era a verdade!
Chegado, de novo a casa da adorável mulher, sua cliente, esta ofereceu-lhe onde se sentar, ficando a seu lado.
Ouvindo-o deu em choramingar, coisa muito de mulheres, na circunstância!
Nisto foi chegando-se mais agarrando-se-lhe.
Olavo, que não pode ver uma mulher chorando, foi acariciando-a com ternura.
Não tardou - estavam definitivamente envolvidos, mais por acção dela.
Acabou deixando conselhos que lhe pareceram bem acatados, mostrava ser uma mulher inteligente e entendeu o que lhe era dito.
De sorte, era uma mulher atraentemente bela e sensual, não teria dificuldade em encontrar homem à altura!

Daniel Costa
Recomendo abrir o link e ouvir até final, para ouvir a maravilhosa voz de Maria de Lurdes Resende, valerá a pena, meus amigos. Um grande bem haja a quem me visita, com a grande cantora que foi apelidada de feia bonita.





8 comentários:

  1. Querido amigo,

    Além de muito interessante o enredo, a descrição de cada capítulo enriquece o leitor pelos detalhes lugares mencionados, toda a ambientação e demais singularidades bastante interessante. No post anterior esqueci de comentar, foi a lenda da sopa de pedra.


    Beijos com carinho e boa semana, Daniel!

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  2. Daniel,
    Aqui estou para conhecer este seu outro espaço.
    De fato, gostei.
    A narrativa é muito atraente e envolvente.
    Aos poucos tentarei ler os capítulos anteriores.
    Grande abraço.

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  3. Oi, Daniel.
    Gostei da narrativa.

    Um beijo.

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  4. Pois é, meu querido amigo, o nosso investigador não perde uma!
    Para dizer a verdade elas é que se atiram a ele. E como ele não é parvo nem nada :))) vai aproveitando.
    Acho muito interessante a ideia de ires aproveitando a passagem pelos vários locais para fornecer informação acerca dos mesmos. O mosteiro de Alcobaça é lindíssimo, merece ser visitado e a sua história devia ser mais conhecida.
    E a fruta de Alcobaça, que foi tão famosa? Infelizmente perdeu-se... como tantas outras coisas...
    Mas a fruta de que tratamos aqui é outra... São aquelas belas peças de fruta que caem nos braços do Olavo.
    Esperemos pela próxima :)))

    Obrigada pelo teu alerta, que ainda não posso dispensar. Não organizei ainda a minha sidebar de modo a não precisar do teu aviso. Um dia destes trato disso.

    Já tinha saudades de ouvir a Maria de Lurdes Resende. Que voz linda e melodiosa ela tinha!

    Uma semana feliz. Beijinhos

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  5. Amigo queridoooo!
    Eu me sinto cada vez mais bem aquinhoada em poder me aperceber e compartilhar da sua incrível capacidade de dar vida e emoções aos seus personagens.
    Legal mesmo! Adorei esse Olavo!
    Beijos e muito carinho!!!

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  6. Olavo não perde a oportunidade de apreciar suas clientes. Mas vem realizando bem seu trabalho, dada sua perspicácia e capacidade de observação. Você desenvolve a trama sem se descuidar dos detalhes onde se desenrola, o que é encantador.

    A voz da cantora é linda, realmente.
    Bjs.

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  7. Amigo Daniel adorei conhecer este seu cantinho e já estou acompanhando. Vou seguir com muito prazer as investigações e aventuras do Olavo.
    A voz da Maria de Lurdes encanta-me sempre.
    Beijinhos
    Maria

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  8. Olavo esperto como sempre, vai pegando pelas banda como um bom mineiro.Gostei do detalhes e da música da Maria de Lurdes Resende, uma voz muito bonita. Beijos e ótima semana meu amigo.

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