terça-feira, 6 de agosto de 2013

PREFÁCIO


Mariazita em conversa com o autor, imediatamente, antes do lançamento do seu segundo livro
AMOR NA GUERRA.

PREFÁCIO

 
Conhecer o Daniel foi um milagre.
Um milagre que Daniel Costa vai celebrando dia-a-dia, através do seu optimismo sempre presente, e que se reflecte na sua profusa e variada escrita.
Com 3 livros de poemas e 3 em prosa publicados, e com o lançamento programado de novo livro de poemas para Outubro, este autor revela uma força interior gigantesca.
Quem conhecer o percurso de Daniel nos últimos dez anos compreenderá porquê ele considera ter adquirido o direito a uma segunda vida.
A primeira oportunidade de vida terminou há mais de dez anos atrás (em 2000), quando foi vítima de um fortíssimo AVC, que teria derrubado qualquer simples mortal; mas Daniel é homem de rija têmpera, e não só lhe sobreviveu após dois meses em coma, como reaprendeu tudo o que a doença lhe fizera esquecer, tendo começado a partir do zero, qual bebé recém-nascido.
Hoje encontra-se quase totalmente recuperado – o seu intelecto parece até que saiu revigorado – produzindo uma obra atrás de outra, sem descanso ou interregno.
No presente livro o autor lança-nos no mundo da intriga detectivesca, criando um charmoso detective – Olavo – que alia, ao seu brilhante e sempre bem sucedido trabalho de investigação, sucessivos casos amorosos, sem esquecer nunca a sua adorada esposa, Vera, que o aguarda sempre com um sorriso quando ele regressa das suas aventuras.
Mas será que Vera estará disposta a perdoar para sempre os casos amorosos em que Olavo se envolve, e de que ela tem sérias desconfianças? Só no decorrer da leitura destas páginas o iremos descobrir.
Daniel Costa, autor, dá-nos, com este livro, mais uma prova do seu inegável talento e valor intelectual.

 
Maria Caiano Azevedo
 
AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.

 


 

 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

NOSSA SENHORA DA LUZ

 
 
NOSSA SENHORA DA LUZ 
 
 
Olavo continuava de férias em Guarabira, não como o que havia previsto, pois as prolongara, em virtude de se ter deixado apaixonar por Diana.
Já tinha convencionado com a nova amante, passarem a viver juntos no seu apartamento de Angra dos Reis.
O fato a levava a arrumar e a planear todos os seu interesses e bem assim emalar toda a sua vasta indumentária, assim como todos os objectos pessoais.
Sentia-se prazer em vê-los assim tão enamorados.
Como o detective, tinha gosto em tomar o maior conhecimento possível das localidades por onde passava, esse redobrou por ser Guarabira, a bela cidade da sua namorada, a quem já se afeiçoara muito.
Para ele era já um amor indestrutível.
Sentia-se muito correspondido, pela meiguice e amor dela.
Um par perfeito, em todos os aspectos, visíveis no modo como de entendiam.
Todos dias tinham os seus tempos de visita aos diversos pontos da cidade, que Diana ia apontando e se constituindo cicerone.
Certo dia deslocaram-se à catedral da Nossa da Luz. Ali sós, de mãos dadas, juraram amor e fidelidade para toda a vida.
Depois visitaram, demoradamente, o templo e as imediações.
Entretanto, Olavo já havia estudado um pouco do seu historial.
Fica uma resenha desse estudo:
- Em 1 de Novembro de 1755 com o grande terramoto de Portugal, que danificou muito a cidade de Lisboa e dizimou bastantes milhares de pessoas.
José Rodrigues Gonçalves da Costa, tomado de pânico, fugiu da Póvoa de Varzim, cidade onde residia.
Conduzindo a família e uma imagem de Nossa Senhora da Luz, a que tinha muita devoção e a quem erigiria uma ermida
Escolheu o Brasil:
- Dentro da Paraíba e em terras desta, escolheu a Guarabira, para cumprir a sua promessa.
A 27 de Abril de 1832, o Bispo da Diocese cria no estado da Paraíba a Freguesia de Nossa Senhora da Luz, sendo o seu primeiro pároco o Padre José Pereira de Araújo.
Em 18 de Outubro 1980 é instalada canonicamente, a Diocese de Guarabira. A 27 de Dezembro de 1981, teve como seu primeiro bispo, Dom Marcelo Pinto Carvalheira.
Na mesma data, a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, foi elevada à dignidade de Catedral da Diocese.
Durante todo o tempo, o novo casal viveu junto no Vitor’s Centre Hotel, numa perfeita união de fato.
Entre o muito que o detective ia vendo, com a sua amada, estando próximo da época de Natal, altura em que as empresárias, Maria de Fátima e Ana Maria Tomaz, abririam a sua casa ao público com um gigantesco presépio, decidiram passar a quadra festiva em Guarabira.
Depois então, rumariam à nova morada.
Valeu a pena observar, a grandiosa estrutura do presépio, que a família Tomaz, há anos, construía e franquiava ao público.
Quem passar em frente ao lar, localizado na Praça Nossa Senhora da Luz, em frente à Catedral, começa por ficar maravilhado com a decoração.
Mas só entrando é que se poderá notar a verdadeira dimensão ornamental.
Cascatas, banda musical, Papai Noel da floresta, vitrais, presépios com o menino Jesus, anjos, árvore do pecado, casa das bonecas, duendes moradores de árvores, quebra-nozes, e uma infinidade de bonecos, podem ser vistos na residência.
Uma grande riqueza de detalhes, altamente, impressionante, só notados, se vistos pormenorizadamente.
Além de tudo estar provido de música ambiente, a proporcionar a visita também muito envolvente.
Segundo Olavo apurou, a grande magia natalícia é muito visitada por naturais de todo o Estado da Paraíba e está a atrair bastantes forasteiros de todo o nordeste.
O grandioso evento, não conta com apoio da administração pública municipal.
Estava cumprida a visita de sonho dos dois enamorados.
Depois viveram, muito entrelaçados, a última noite no hotel.
Ao outro dia já dormiram, festejado com extremo amor, no apartamento de Angra dos Reis.
Olavo, antes de mostrar a Diana a riqueza paisagística local, tratou de verificar os contactos recebidos no computador.
Tinha realmente bastante trabalho em mãos.
Tornara-se já um detective muito conceituado!
Depois voltou a abraçar muito forte, a beijar e acarinhar a sua Diana, de quem jamais se separaria.
Seguidamente, ambos foram a um mergulho, que seria como aspergir a amor que os unia.
Só na hora do almoço, feito num dos bons restaurantes locais. Olavo lhe deu conta das deslocações que já tinha de fazer.
No entanto, Diana acompanhá-lo-ia sempre, tal como haviam já acordado.
Daniel Costa

domingo, 28 de julho de 2013

GUARABIRA - PARAÍBA




GUARABIRA – PARAIBA
 
Certa manhã esfumou-se o encanto de Mizé, viver o papel de amante, do já muito querido Olavo.
Ela já sabia, que aconteceria isso, uma vez que o detetive nunca lhe escondera, que tão logo arrumasse, todos os seus assuntos com Vera e tivesse na definitiva posse do apartamento, iria refazer a sua vida no Brasil.
Como já gostava muito dela, ainda lhe propôs que o acompanhasse.
O que, devido a considerar-se bem instalada na vida rejeitou.
Feitas as despedidas, com muita ternura, e algumas lágrimas, Olavo embarcou para o aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto.
É este aeroporto, situado a onze quilómetros, no município de Bayeus, que serve a capital da Paraíba, a bela cidade de João Pessoa.
Como o inspetor, num trabalho, tinha conhecido um pouco o local e tão bem lhe referenciaram Guarabira, que se decidiu por férias nessa cidade paraíbana.
Foi assim que ao desembarcar, tomou um táxi, que o conduziria ao Victor’s Centre Hotel, por indicação do profissional que o conduzira.
Chegou junto da hora do almoço, depois de se instalar no aposento, que lhe foi destinado, de imediato foi almoçar.
Depois se estirou, a descansar no seu aposento.
Após um sono reparador, sentiu-se muito leve e livre.
Depois de mais informações recolhidas na receção foi vaguear um pouco pela cidade.
Pelo que foi conhecendo e por informações que foi recolhendo, sentiu que Guarabira, podia ser na verdade apelidada - rainha do Brejo, por ser a principal cidade da microrregião do Brejo da mata da Paraíba.
É realmente, magnífica a sua situação geográfica.
Depois recolheu ao Hotel, para jantar e voltar a repousar, ver e sobretudo ouvir televisão, fazendo a sua indispensável leitura.
Guarabira, além de outros atrativos, tem na tradição, as chamadas Vaquejadas, orgulho dos moradores locais e polo de atração para muitos forasteiros.
Depois da tão premiada Vaquejada, em espaço próprio, a organização promove, um grande e sempre animado espetáculo de forró.
O forró é, por excelência, a música nordestina, com exímios e conhecidos interpretes daquele tipo de canção muito alegre.
Olavo, não sendo muito apreciador do género de espetáculos que são as Vaquejadas, não pelo sofrimento dos animais, mais pelo do homem, entenda-se!
No entanto para ele, era forçoso observar tudo, por onde passasse e ao recinto se deslocou.
Chegado ali se foi dando conta, da grande movimentação humana verificada. Aspeto que sempre lhe agradava, por conseguir alhear-se e se entregar de todo, a uma observação muito abrangente.
Foi no decorrer que, em especial, foi atentando nos elementos femininos, menos dominante naquele anfiteatro, mesmo assim, bastante numerosos.
Foi assim que o seu olhar se fixou em determinada mulher, acompanhada de outras.
Acontecia que, a presença do Inspetor, nunca deixava as mulheres indiferentes, já que era um homem atraente e elegantemente, bem constituído.
A mulher, pelo seu jeito muito feminino de estar, o impressionou favoravelmente bem.
Daí até se fazer notado, demorou pouco.
Seguiu-se uma troca de olhares.
Em pouco tempo, estavam em animada conversação.
Depois de se apresentarem e ela declinar o nome, ele ficou a saber que a seu bonita graça era:
- Diana!
Ele a prendera, de tal modo, que a Vaquejada pareceu terminar depressa.
Olavo e Diana, depois ficarem de se voltarem a encontrar no espetáculo de forró, depois do jantar.
Aconteceu mesmo assim, ambos recém-divorciados, já pareciam namorados.
Atrevido o detetive, no fim convidou-a a ir com ele, tomar café no hotel.
Sem resistência, ela aceitou, com prazer.
O que já era previsível aconteceu:
- Diana se foi chegado, cada vez mais, até que cheia de ternura o beijou languidamente!
Em resultado, os dois ficaram a dormir juntos.
Depois muito se amaram, apaixonadamente.
Ao outro dia era já tarde, depois do pequeno-almoço, foram visitar vários pontos de interesse da cidade de Guarabira.
Pararam junto à estátua em homenagem ao frade capuchinho, Frei Damião de Buzzano, missionário do nordeste brasileiro, a quarta maior do mundo e orgulho da cidade!
Assentaram que daí em diante seriam eternos amantes.
Olavo apaixonara-se por Diana e face ao desaire que o seu casamento acabara de sofrer, prometeu a si mesmo, passar a ser homem de uma mulher só:
- Diana!
Daniel Costa
 

 
 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CARNIDE - ADEGA DAS GRAVATAS

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CARNIDE – ADEGA DAS GRAVATAS  
 
Embora não tenha ainda deixado transparecer, o inesperado divórcio solicitado por Vera, estava-lhe atravessado no peito.
Se ficara de imediato acordo, fora por muito a amar.
Ela não merecia que ele, Olavo, lhe pusesse obstáculos.
Porém, para atenuar a mágoa decidiu, de imediato, fixar residência no paraíso brasileiro, que é Angra dos Reis, onde já tinha apartamento.
Como se sabe o apartamento, servia também como sede das suas atividades no País irmão.
Ao ter uma certa paixão por Mirta, consentira que ela também disfrutasse do apartamento.
Porém sem alegar razões, enviou-lhe E-Mail, a informar que, doravante, passaria o morar ali.
Deixando-a pensar que seria com a sua Vera, com quem na prática já estava separado.
Depois deste assunto tratado e ter contatado a imobiliária, para ver como decorria o assunto, apartamento, que desejava adquirir em Lisboa mais para, alojar a sua razoável biblioteca.
Tratou de contatar a sua cliente Mizé, para lhe dar conta da resolução da investigação, para que o contratara.
Contatada esta, o encontro recaiu em novo almoço no aprazível restaurante Adega das Gravatas, em Carnide.
a hora aprazada, ali estavam petiscando alguns dos variados, aperitivos, que serviam em todas as mesas do grande e renomado espaço da gastronomia lisboeta.
Muito normalmente, o detetive particular, foi dando conta a Mizé do trabalho de que o encarregara.
Paiva o corcunda pinga amores, tinha-se decido por outra mulher e não fazia conta de voltar mais a sua casa.
Esta choramingou e ficou como que perdida.
Ela que sempre se apresentara, senhora da situação, perdeu a postura e agarrou-se a Olavo.
O inspetor para a consolar, prometeu apoio, dizendo-lhe ser uma atraente mulher e de sucesso, que depressa poderia arranjar novo amor. 
Para a ajudar a passar a crise, convidava-a desde já, para jantarem em ambiente acolhedor.
Sem se fazer rogada ela aceitou, iria ter com ele ao hotel, onde já sabia ele estar hospedado.
Acabou o repasto que ambos remataram com uma sericaia, doce mais típico da cidade fronteiriça alentejana de Elvas e da relativamente vizinha Vila Viçosa, onde nasceu a grande poeta Florbela Espanca.
O doce é apresentado, com calda de ameixa seca e encimado por uma destas, também seca.
Doce de origem conventual.
Depois um café e um licor Beirão, como digestivo, acabou o almoço.
Mizé e Olavo, metendo-se nos respetivos carros, seguiram os seus destinos.
O inspetor foi à imobiliária, saber o andamento do caso apartamento.
Como tudo, estava bem encaminhado, pode logo ver o que foi proposto.
Como era próximo do seu escritório e reunia as condições desejadas aceitou.
Fez de imediato contrato de compra e venda, pedindo que o ato de escritura fosse o mais rápido possível.
Depois passando pelo seu escritório, abriu o computador, para ver o expediente.
Dali partiu para o hotel, onde Mizé já estava no bar à sua espera.
Ao juntarem-se subiram os dois, ali estavam eles, cada qual com a sua mágoa e sem palavas.
Mizé foi a primeira abeirar-se, era cedo e Olavo, curiosamente, estava em Lisboa, na firme disposição de nunca mais se render aos encantos, das cientes.
Passaria a ser de uma mulher só … Vera!
E agora?
A instintiva reação foi arrastar Mizé para o leito.
Depois de bastantes carícias ela se lhe entregou perdidamente.
Deram conta depois, então de precisarem comer.
Mesmo do quarto encomendaram, algo para degustar e ali ficaram numa conversa animada.
Dela, resultou a confissão de Olavo.
Depois dos seus problemas solucionados, o seu destino seria morar definitivamente no Brasil.
Foi a vez de Mizé propor-se ficar com ele todos os dias, enquanto este estivesse em Lisboa.
Por fim, deram-se as mãos e juntos pernoitaram.
Daniel Costa
Texto e foto

quarta-feira, 17 de julho de 2013

NATURISMO




NATURISMO
 
Ao outro dia, Olavo depois de se ter instalado num hotel das redondezas, tomou o pequeno-almoço e dirigiu-se escritório, objetivando adquirir um apartamento por perto.
Depois de contacto telefónico, com uma determinada agência imobiliária, obteve a promessa de ter rápido o apartamento desejado.
Com esta garantia, partiu de novo para a praia do Meco.
Ali daria umas braçadas, depois uma passeata, ao longo da imensidão da praia, com as suas arribas de calcário, muito recomendado para tratamentos de pele.
Aquela praia, que fora apenas de pescadores, tornara-se muito conhecida e frequentada, devido a ser autorizada a ter a sua parte de naturismo, vulgo nudismo.
A parte de nudismo seria interdita a quem o não praticasse integralmente.
Porém, Olavo estava disposto a fazer tábua rasa desse preceito.
Depois do banho, percorreu em linha reta todo o extenso areal.
Entrado na parte demarcada, do naturismo, com o seu à vontade natural foi entabulando conversas, sobretudo com mulheres, que olhando o seu calção de banho e a sua postura trocava, aqui e ali, impressões normalmente.
O inspetor, sempre com os seus olhos de lince, pôde ver alguns “voyeur’s” postados a espreitar, escondidos em várias moitas das arribas.
A sociedade é de facto composta de tudo!
Depois foi almoçar ao “Mequinhos”, tendo por objetivo o seu trabalho de investigação encomendado pela Mizé.
Ficou na mesma mesa, onde logo o empregado o cumprimentou cordialmente
Este trazia logo a ementa, para ele fazer a sua escolha.
Não tardou muito, apareceu sorridente o corcunda Paiva, como se fosse a elegância feita homem.
A corcunda era bem visível, o que admirou Olavo, em face da elegante mulher que reconhecera na sua.
Enfim, o empregado, entretanto chegara com o almoço já solicitado e enquanto o servia, com os olhos no corcunda, ia cochichando com Olavo.
Logicamente o cliente, recém-chegado, como assíduo e vivaz, não podia deixar de notar que o alvo dos cochichos era ele.
Tratou logo de indagar do que se tratava, o que criou um certo mau estar no empregado.
No entanto, foi sossegado pelo detetive, que logo se propôs ir ter uma conversa com Paiva, quando acabasse de almoçar.
Após o almoço, ambos se encontraram, na mesma mesa, dando-se a curiosidade de, entre eles, logo se estabelecer mutua simpatia.
Ambos eram bem formados e habituados a estabelecer contactos.
Foram dialogando, até o corcunda, oferecendo um digestivo a Olavo, tratou de indagar o que procurava da sua pessoa, visto não ter dívidas, nem ter solicitado algum empréstimo a nenhuma entidade bancária.
O inspetor ficou assim com o espaço para lhe falar de Mizé.
Foi ouvido com uma risada:
- Meu amigo, a Mizé já era, apenas falta eu a abordar a pedir o divórcio.
Amigo…
Já tenho uma nova companheira com quem vivo e nos amamos!
Pode já contactar a sua cliente com a resolução!
Agora, ergamos os copos, à nossa saúde, mais por o mistério ter deixado de o ser.
Como já conhecera a Mizé, restou a Olavo, pensar com os seus botões:
- Mas onde o corcunda Paiva, embora bom conversador, depositará o lixo?

Daniel Costa


quinta-feira, 11 de julho de 2013

PRAIA DO MECO



 
PRAIA DO MECO
Conforme o combinado, ao outro dia o detective, foi logo para o escritório, esquematizar todos os elementos que possuía, tendo em vista, resolver o problema de que se queixara Mizé.
Depois de muito imaginar esquemas, logo pensou em ir almoçar à Aldeia-do-Meco, grande povoação, perto da praia do mesmo nome, onde o corcunda Paiva tinha o seu atelier.
Não passaria sem fazer ali o almoço, visto ser ali a base dos veraneantes.
O dia estava magnífico e Olavo, primeiro aproveitou ir de manhã cedo refrescar-se, dando umas braçadas e uns mergulhos.
Fê-lo rapidamente, na medida que, objectivava saber onde era habitual almoçar Paiva.
Tomou um banho de chuveiro vestiu-se e com rapidez, começando a imaginar onde era usual almoçar o desenhador gráfico.
Com a sua característica de saber conhecer os bons restaurantes pelo aspecto exterior.
Observou o restaurante petisqueira, o Mequinhos que pareceu adequado a um artista gráfico, por excelência, bom gastrónomo.
Qualidade que Olavo também possuía, razão porque resolveu ficar para almoçar ali.
Em boa hora o fez, já se vai ver porquê.
O restaurante, o Mequinhos era muito frequentado por Paiva, quer ao almoço, quer a petiscar.
Era na hora dos peticos, várias vezes aparecia acompanhado de uma bela mulher.
O inspector foi, desde logo, insinuando-se ao empregado de mesa no sentido de sem ele sentir, ir respondendo a um verdadeiro questionário, tendo em vista saber certos hábitos de Paiva.
Sabia como o fazer, eficazmente. Nada como gratificar principescamente.
Acabado o repasto, foi para uma esplanada tomar café e como digestivo, um cálice de Vinho do Porto seco.
Dali entrou em contacto telefónico com a sua amada Vera, uma cortesia de marido!
Não era hábito, mas acho-a muito estranha, a dar mostras que algo de diferente ia na sua mente.
Fez-lho notar, ao que esta respondeu:
- São coisas minhas, logo saberás!
Olavo ficou deveras apreensivo, mas como a mulher se encontrava no trabalho, seguiu o que tinha planeado.
Era ainda cedo, foi visitar o Cabo Espichel, perto da praia e porto piscatório da vila de Sesimbra.
Quem está pelas redondezas, é quase obrigatório explorar o Santuário de Nossa Senhora do Cabo. Uma ampla e antiga construção, a servir de local de peregrinação, com casas anexas, para os peregrinos pernoitarem, como havia em vários locais do país, como aquele, actualmente desativados
Foi isso que Olavo fez, por pouco tempo. Pretendia saborear um dos afamados petiscos, que o Mequinhos servia nas tardes.
Mais visando conhecer os hábitos do artista gráfico, corcunda Paiva.
Já então o Inspector soubera que, por vezes ele era acompanhado por uma bonita mulher.
Entretanto, Olavo ficara deveras preocupado com a atitude de Vera, a sua verdadeira amada.
Cedo chegou a casa, para tentar saber o que se passava na cabeça dela.
Vera, como qualquer mulher, nas mesmas circunstâncias, a soluçar, disse que entre eles, já não havia mais nada do que simples amizade.
O até então marido perguntou se ela estava certa do passo que ia dar, pedindo o divórcio.
Ela aquiesceu.
Sempre imaginara que o marido a traía disse; embora por motivos profissionais.
Tolerou isso sempre, até que agora se apaixonara por um colega que enviuvara.
Solicitava-lhe o divórcio.
Cabisbaixo e pensativo, Olavo olhou-a bem de frente, depois foi passeado, de costas pela sala.
Pensou rápido, afinal Vera merecia-lhe toda a consideração e amizade do mundo,
Voltou a olhá-la bem de frente, dizendo:
- Pois bem, divórcio concedido!
Hoje já não me tens em casa. Podes tratar da papelada, quanto mais depressa melhor, para eu assinar o desquite.
Ditou o que pretendia, que se resumia todo o ser acervo literário.
O mesmo ficaria à sua guarda, apenas enquanto ele, não arranjasse um espaço próprio.
A casa e recheio, pertença de ambos, prescindia de tudo.
Ficou assim acertado o divórcio entre Olavo e Vera.
 Daniel Costa

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARNIDE - LISBOA


CARNIDE – LISBOA
Ao outro dia, regressado a Angra dos Reis onde, logicamente foi companhia de dormida da doce Mirta.
No dia seguinte, depois de uma manhã numa das praias do sítio, foi na habitual carreira de pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Dali tomou um voo para Lisboa.
Já na capital de Portugal, seguiu para casa, onde a sua Vera o espera levantada e acordada, para receber bem o seu sempre, bem-vindo príncipe.
Dentro de enorme ternura e carinho, Vera e Olavo, entrelaçados foram fazer o seu almejado sono, depois de terem tomado um chá com biscoitos.
Pelo que se conhece do Inspector, as suas obrigações matrimoniais não terão ficado por mãos alheias.
No dia seguinte, não muito cedo já refeito das viagens e das constantes actividades sexuais, foi para o seu escritório de Lisboa.
Ali abriu o seu computador, um dos seus mundos. Além de vários E-Mail’s, um lhe despertou muita atenção. A sua intuição o fez, de imediato contactar, telefonicamente Mizé.
Era desta o contacto, a desejar os seus serviços de investigação.
Ao falar com Mizé, esta propôs se encontrarem nesse mesmo dia, para que sugeriu almoçarem no restaurante Adega das Gravatas, em Carnide, perto do escritório do detective e não longe do seu atelier de desenhadora.
Conforme o combinado, na hora do almoço, Olavo já estava com o seu livro, numa mesa, à espera de Mizé.
Antes, porém foi remorando os dados do famoso restaurante que já conhecia.
O restaurante Adega das Gravatas é o resultado da transformação de uma típica adega de bons vinhos do princípio do século vinte.
A sua decoração, é muito peculiar, pois conta de cerca de três mil gravatas, na sua maior parte, oferecidas por clientes.
Há que convir que, o binómio qualidade preço, também é um factor deveras atraente.
Olavo, para quem a refeição é como um ritual e como bom apreciador da boa mesa, deu em pensar ter sido encaminhado para um dos melhores restaurantes que conhece.
Nisto uma atraente senhora se lhe dirigia e vendo o livro apresentou-se como a Mizé.
Convidada a sentar-se, foram encetando conversação, enquanto esperavam o cardápio.
Era o seguinte:
- Mizé encantara-se com Paiva, um tanto corcunda, em comum tinham a profissão de desenhadores, a trabalhar em regime liberal, cada qual com seu atelier.
Ela em Lisboa, ele na Aldeia do Meco, a localidade mais próxima da praia do mesmo nome.
Ambos se encontraram a fazer trabalhos, para uma mesma empresa.
Namoram e em breve casaram, não havia dúvida, Mizé era uma mulher atraente, como se deixou prender por um corcunda?
Ficaram na mesma com os seus atelier’s e a morar em Lisboa na casa dela.
Ele como grande profissional que era, encarregavam-no de bastantes trabalhos. Tinha necessidade de pernoitar na sua casa do Aldeia-do-Meco.
A certa altura ela se sentiu traída, deu mesmo em entender que, cada vez mais os serões se intensificavam, como capa para esconder “afaires” com amantes.
- Imaginava ela!
O almoço já ia decorrendo, quando Olavo, depois de a ouvir bem, lhe pediu dados.
Muito naturalmente desvendaria o assunto que a trazia preocupada.


Daniel Costa