terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

GOIÁS E A CIDADE DE GOIÂNIA

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GOIÁS E A CIDADE E GOIÂNIA

Aquando da descoberta do Brasil, pelos portugueses, a região do actual estado de Goiás, era habitado pelos índios avarás-canoeiros, tupi-guaranis e tapuias.
A ocupação do território goiano foi iniciada com Catarina Silva e as expedições de bandeirantes (aventureiros) vindos da Capitania de São Paulo.
As Bandeiras tinham como objectivo capturar índios, para servir de mão- de-obra escrava para desenvolver a agricultura e as minas, tanto no território de “Goyazes”, como na Capitania de São Paulo.
Outras expedições saiam do Pará, nas chamadas “Descidas” (as primeiras expedições ao actual estado de Goiás eram organizadas em canoas, seguindo o curso dos rios Parnaíba, Tocantins e Araguaia), não se dava a criação de vias permanentes.
Devido à descoberta do ouro, em Minas Gerais e Mato Grosso, a ocupação tornou-se efectiva, porque se acreditava que a região também possuía minério. Ideia que ganhava força com a crença, muito renascentista, que o ouro era mais abundante, quanto mais próximo da linha do Equador e no sentido leste oeste.
A busca do ouro se intensificava e a sua deste tornou o foco incontornável das expedições dos Bandeirantes na região.
A história de Goiás remonta ao início do século XVII, com a chegada dos bandeirantes vindos de São Paulo, atraídos pela descoberta de minas de ouro. Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhaguera, comandou a primeira bandeira com a intensão de ali se fixar.
Saiu de São Paulo a 3 de Julho de 1722, sendo a região do Rio Vermelho a primeira a ser ocupada, com a fundação de Vila Boa (mais tarde cidade de Goiás).
Uma das Bandeiras mais importantes, chegadas ao território goiano, foi a comandada por Francisco Bueno, a primeira a encontrar ouro em 1682, embora em pequena quantidade.
A região explorada por essa Bandeira estendeu-se, das margens do rio Araguaia até à região do actual município de Anhaguera.
Bartolomeu Bueno da Silva filho de Francisco Bueno, também fazia parte dessa Bandeira.
Francisco Bueno da Silva interessou-se pelo ouro que adornava algumas índias de certa tribo, mas não teve sucesso em obter informações confiáveis sobre a localização exacta desse ouro.
Para descobrir a localização exacta, resolveu ameaçar pôr fogo nas fontes e rios da região, utilizando aguardente para convencer os índios da tribo, que tinha “poderes” e meios para fazer isso acontecer.
Os índios apavorados, de imediato o levaram às jazidas, surgindo o apelido de Anhaguera (diabo vermelho ou feiticeiro).
O filho de Anhaguera, chamado Bartolomeu Bueno da Silva, cerca de 40 anos após o acontecido, tentou retornar aos locais, onde o seu pai havia passado.
Em 1722 fixa-se na vila de Sant’Ana, em 1727. Mais tarde, viria a tornar-se Vila Boa de Goyaz.
O ouro explorado na área era, retirado da superfície dos rios, por peneirar o cascalho, este tornou-se escasso após 1770.
A região, basicamente, passou a viver da pequena agricultura de subsistência de algumas actividades de pecuária.
À época as principais regiões de Goiás eram exploradas pela capitania de São Paulo.
A região correspondente ao Triângulo mineiro pertenceu à capitania de Goiás, desde a sua criação, em 1744, até 1816.
Antigos registos históricos mais antigos encontrados na região de Goiás, foram datados de onze mil anos, o que indicia que a ocupação humana na área se iniciou há milhares de anos.
Grande parte dos sítios arqueológicos que se apresentam, estão situados em Serranópolis, Caiapónia e Bacia do Paraná, abrigados em rochas de arenito e quartzito, além de grutas de maciços de calcário.
Além destes há fortes indícios de ocupação pré-histórica nos municípios de Uraçu e Naquilândia que, juntos, abrigam bastante material lítico do homem pré-histórico, conhecido no caso, como “homem Parnaíba”.

Daniel Costa

sábado, 18 de fevereiro de 2017

PARANÁ E CURITIBA, SUA CAPITAL

Foto de Daniel Costa.
Foto de Daniel Costa.

PARANÁ E CURITIBA, SUA CAPITAL

No período pré-cabralino, a região que hoje constitui o estado do Paraná, uma das 27 unidades federativas do Brasil, era habitada por diversos povos indígenas brasileiros, milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus. Aqueles incluíam os carijós, no litoral e os caiangangues, no interior.
 No século XVI, ignorada por Portugal, o período pós Cabral foi explorada por outros países, que procuravam madeiras, especialmente, de lei.
As mais importantes expedições, foram espanholas, trazendo os religiosos da companhia de Jesus, que fundaram centros de povoamento no oeste do Paraná.
Em 1554. Otiveros, distando uma légua do Salto das Sete Quedas, foi fundada por Domingo Martinez de Irala, governador do Paraguai.
Posteriormente, a cerca de três léguas de Otiveros foi fundada a Ciudad Real del Guaryrá, na foz do Rio Piquini.
Em 1576, foi fundada, ainda pelos espanhóis, na margem esquerda do rio Paraná, Vila Rica do Espírito Santo.
Com três cidades ou “pueblos” e várias “reduções”, à época, a região era conhecida, como Província Real del Guaíra.
No início do século XVII, depois de se descobrir ouro em terras paranaenses, os luso-brasileiros, iniciaram a ocupação, por meio de bandeiras, saídas de São Vicente.
Já em 1629, os estabelecimentos dos jesuítas espanhóis, excepto Loreto e Santo Inácio, sofreram destruição completa dos bandeirantes paulistas. Em 1632 Vila Rica, último reduto espanhol, com capacidade para resistir, sofreu cerco e destruição, por António Raposo Tavares.
A região aurífica do Paraná foi descoberta antes da de Minas Gerais.
Assim, os povoadores foram fixados no litoral, como no primeiro planalto paranaense. O povoamento era mais concentrado em Paranaguá.
Em 1693, Curitiba foi elevada a vila, sendo transformada no centro que comandava a expansão territorial do Paraná.
Era bem difícil explorar o ouro, dado que não eram conhecidos métodos eficientes e também porque a mão-de-obra era escassa. Dessa forma, logo que se deu a descoberta de ouro em Minas Gerais, o do Paraná deixou de ser importante.
Só em 1820, o território ocidental do Paraná, foi entregue à coroa portuguesa, passando a ser, politicamente, anexo à Província de São Paulo, com o nome de comarca de Curitiba.
Os primórdios de Curitiba, remontam ao século XVII, quando o chamado caminho de Queritiba, foi percorrido pelos bandeirantes, vindos em procura do ouro fora da Serra do Mar, pelo meio de Paranaquá.
O chefe da primeira expedição oficial, que coordenou a exploração de ouro dos Distritos do Sul (com a inclusão de Curitiba), foi Eleodoro Ébanos Pereira. Após surgem os primeiros nomes na história de Curitiba: Baltasar Carrasco dos Reis e Mateus Martins Leme.
Depois de várias peripécias, os bandeirantes se acomodaram no povoado chamado Vilinha.
Em 1668 um pelourinho foi levantado, por Gabriel Lara, no povoado de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Um grupo que integrava dezassete povoadores assistiu ao erguer desse pelourinho. 
Assim foi o início da história de Curitiba.
O bandeirante Gabriel Lara não se considerava, o fundador de Curitiba, atribuindo, o relevante facto, ao bandeirante carioca Eleodoro Ébanos Pereira.
Não havendo registo da data exacta em que foi fundada Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, mais tarde Curitiba, oficialmente, é admitido o ano 1661.
Ainda na época da colonização com a emigração, especialmente, italiana e Polaca, deu-se o alargamento da povoação do Paraná e do que viria a ser a cidade de Curitiba.

Daniel Costa









terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

FLORIANÓPOLIS - FLORIPA

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FLORIANÓPOLIS – FLORIPA

Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina, região sul do Brasil.
Antigas populações habitaram a ilha se Santa Catarina, em tempos remotos. Existem indícios da presença do chamado Homem de Sambuqui em sítios arqueológicos, que os registos, mais antigos datam de 4.800 a.C. A ilha possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas Líticas, (locais onde grupos pré-coloniais poliam os instrumentos de pedra), em várias praias.
Por volta do décimo século, os povos indígenas tapuias, que habitavam a região, foram expulsos para o interior, devido à chegada de povos do tronco linguístico tupi, vindos da Amazónia.
No século XVI, aquando da chegada dos primeiros europeus à região, a mesma era habitada por um desses povos do tronco tupi, os carijós.
As actividades básicas da sua subsistência eram a agricultura e a pesca de moluscos.
Entre os carijós, a Ilha de Santa Catarina era conhecida como “Meiembipe” (montanha ao longo do mar). O estreito do continente “Y-Jureré-Mirim”, (pequena boca de água).
Os carijós, seriam depois escravizados pelos colonos de origem portuguesa, de São Vicente.
Já no início do século do XVI, os navios que se dirigiam à bacia do Prata, acostavam na Ilha de Santa Catarina, para se abastecerem.
Foi denominada, originalmente, Ilha de Santa Catarina, uma vez que, em 1673, o bandeirante Francisco Dias Velho, com família e agregados, fundador do povoado, aportou ao local no dia de Santa Catarina.
Continuou por bastante tempo assim, até se tornar vila com o nome de Nossa Senhora do Desterro. Comprovado nas correspondências oficiais, quando ainda se mencionava Ilha de Santa Catarina com que, era descrita nas cartas de navegação da época.
O nome Desterro, desagradava aos moradores. Este desgosto pelo nome, fez com que algumas votações acontecessem para a possível mudança.
Uma das sugestões foi a de Ondina, nome de uma deusa da mitologia que protege os mares.
O nome foi descartado até que, com o fim da Revolução Federalistas, já no contexto da independência, em 1894, em homenagem ao então Presidente da República, Floriano Peixoto, Hercílio Luz, finalmente mudou o nome para Florianópolis, cidade de Floriano.
Do nome, deriva o apelido de Floripa, pelo qual a cidade se tornou bastante conhecida.

Daniel Costa



domingo, 12 de fevereiro de 2017

ILHA DE SANTA CATARINA

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ILHA DE SANTA CATARINA

As costas marítimas do Estado de Santa Catarina, após a descoberta do Brasil, por Pedro Álvares Cabral, foram visitadas por navegadores de vários países.
Não existe dúvida, quanto à viagem dos portugueses, em 1514, Nuno Manuel e Cristóvão de Haro e nomearam ilha dos Patos, a actual ilha de Santa Catarina.
No ano seguinte, o português João Dias Sóis, ou João Diaz de Soliz, em representação da Coroa espanhola, passou em direcção ao rio da Prata, tendo naufragado, do que resultou onze náufragos. Estes foram bem recebidos pelos índios carijós e com eles se integraram. Aborígenes que viviam da caça e da pesca e eram excelentes de a tecer redes e esteiras, assim como produziam cestos e trabalhavam objectos de pedra.
Várias expedições de Espanha, a caminho do Rio da Prata, detiveram-se no litoral de Santa Catarina, como Dom Rodrigo de Acuña, em 1525, que ali deixou dezassete tripulantes, onde se voluntariamente e se fixaram. Sebastião Caboto, entre 1526 e 1527 e seguiu para o Rio da Prata e veio a retornar.
Após Caboto, aportaram na ilha Diego Garcia e Gonzalo de Mendonza, em 1553.
Álvar Núñez Cabeza de Vaca, partiu da ilha de Santa Catarina, em 1541.
Sempre com o propósito de tomar posse do Brasil meridional, o governo espanhol nomeou Juan Sanabria governador do Paraguai, com a missão de colonizar o rio da Prata e de povoar o porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.
Com a morte deste tomou posse o seu filho, Diogo de Mendonza. Alguns navios da expedição chegaram a Santa Catarina, onde os espanhóis, dividindo-se em dois grupos, permaneceram dois anos. Um dos grupos seguiu para Assunção; o outro, sob a chefia do piloto mor Herman Trejo de Sanabria, estabeleceu-se em São Francisco do Sul, de onde, após as maiores privações, sob a ameaça de ataques silvícolas (selvajaria indígena), seguiu também para Assunção.
Os aborígines da região foram catequizados, por jesuítas, a partir de 1549, onde chegaram ao Brasil, na companhia do governador-geral. Tomé de Sousa, na chefia do padre Manuel da Nóbrega.
Os jesuítas empenharam-se na missão com ardor, opondo-se às tentativas dos colonizadores de escravizarem os índios, não conseguiram levar essa tarefa a bom termo e já em meados do século XVII, desistiram da catequese do sul.
O paulista Francisco Dias Velho, que chegou à ilha de Santa Catarina cerca de 1675, teria dado esse nome ao sítio, onde edificou uma ermida, evocando, Santa Catarina de Alexandria, de quem uma filha sua, ganhara o nome.
Em virtude da divisão do Brasil em capitanias hereditárias, a costa catarinense, a partir de Laguna, mais tarde, com dois terços do actual estado do Paraná, foi formada a capitania de Santana, o último quinhão do sul, doado a Pero Lopes de Sousa.
Tanto o donatário como os seus herdeiros não o colonizaram.
Depois de um litgio de dois séculos, entre os herdeiros de Pero Lopes e os de seu irmão, Martim Afonso de Sousa, foi comprado no início do século XVIII, pela coroa, em conjunto com as terras do Paraná e grande parte de São Paulo.
Para Espanha, era indiscutível o seu direito a esses territórios, recomendando, a conquista e o povoamento não só da ilha, como de todo o litoral catarinense.
Na década de cinquenta, do seculo XVII, Manuel Lourenço de Andrade, um português habitante de São Vicente, criou uma povoação no rio de São Francisco, para onde se mudou com a família. Sendo mais tarde, designado capitão-mor da povoação, que em 1660 foi elevada a vila, com o nome de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco, constituindo a primeira fundação estável da costa catarinense.
Laguna, foi outro ponto do litoral, na mesma época. Domingos de Brito Peixoto, outro paulista, organizou uma bandeira, para tomar conta das terras desabitadas ao sul e em 1676, fundou Santo António dos Anjos da Laguna.
A povoação teve vida incerta e o bandeirante despendeu nela toda a sua fortuna, objectivando dar-lhe estabilidade, buscou recursos no aprisionamento do gado nativo e na caça ao gentio.
Só em 1696 deu início à igreja matriz local.
No princípio do século XVIII, Laguna era pequena e pouco habitada, vivendo duma rudimentar agricultura e da exportação de peixe seco para Santos e Rio de Janeiro.
O interior rebelde não era explorado nem povoado.
Essa seria mais tarde, a missão de Dom Luís António de Almeida Mourão, governador da capitania de São Paulo, interessado em garantir o domínio português na região, assim como o escoamento do gado para São Paulo.
Com essa finalidade encarregou um paulista abastado, António Correia Pinto de Macedo, de estabelecer a povoação denominada Lages.
Em 1820, Lages passou à jurisdição do governo da ilha, dando a Santa Catarina uma configuração similar à actual.
Portugueses, na sua maioria açorianos, começaram a chegar a Santa Catarina, em 1750, para que colonizassem e protegessem o Sul do Brasil, de eventuais ataques de espanhóis.

Daniel Costa




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

CIDADE DE PELOTAS

Foto de Daniel Costa.
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CIDADE DE PELOTAS

Pelotas é cidade município do Rio Grande do Sul, a sua história começa em Junho de 1758, quando o General Gomes Freire de Andrade, conde de Bobadela, doou ao Coronel Thomáz Luiz Osório, as terras das margens da Lagoa de Patos.
Em 1753 muitos habitantes da Vila do Rio Grande, fugindo da invasão espanhola, procuraram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório.
Mais tarde chegaram também vários da Colónia do Sacramento, entregue aos espanhóis pelos portugueses em 1777.
É em 1778 que se instala em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins, o que estimulou a criação de mais charqueadas com o consequente crescimento da região, originando o seu o seu alargamento.
O charque era enviado para todo o Brasil e assim ia fazendo a riqueza de Pelotas.
Com o sucesso, os charqueadores, dispondo de duas estações amenas, foram construindo palacetes, enquanto iam promovendo a cultura e a educação no ambiente urbano.
Aí a freguesia de São Francisco de Paula foi fundada, já em 1812, pelo padre Pedro Pereira Mesquita.
O nome de Pelotas, teve origem nas embarcações de varas, de corticeiras (árvores da família das leguminosas, nativas do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), forradas de couro e usadas na travessia dos rios, na época das charqueadas.
Em Pelotas é tradicional, anualmente, ser realizada a Feira Nacional do Doce, “Fenadoce”, festa de eventos onde os já famosos doces de origem portuguesa contribuem para a fama de Pelotas.
As famosas Pampas, que são a região natural de planícies com coxilhas (colinas em regiões de campos, em geral, cobertas de pastagem), localizadas na América do Sul, abrangendo a metade meridional do estado do Rio Grande do Sul.
No Brasil, os Pampas podem ser designados por Campanha Gaúcha, Campos do Sul ou ainda Campos Sulinos.
Foram precisamente estas condições que se, apresentaram excepcionais, para a criação do gado, que originaram a grandeza de Pelotas.

Daniel Costa



sábado, 4 de fevereiro de 2017

PORTO ALEGRE - CAPITAL DO RIO GRANDE DO SUL

Foto de Daniel Costa.
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PORTO ALEGRE – CAPITAL DE RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre apenas a partir do século XVIII se estabeleceu como cidade quando, legalmente, o território de Rio Grande do Sul ainda pertencia aos espanhóis, pelo Tratado de Tordesilhas.
Porém, desde o século XVII, eram feitos esforços para a sua conquista, pelos portugueses que progressivamente foram penetrando no território, pelo seu nordeste, através do caminho dos conventos (extensão da Estrada Real).
A penetração foi sendo realizada por Bandeirantes, vindos em busca de escravos índios e por tropeiros (condutores de tropas ou comitivas de muares e as regiões de produção e os centros consumidores no Brasil, a partir do século XVII), que caçavam os grandes rebanhos de gado bovino, mulas e cavalos a viver livres no estado.
Mais tarde os tropeiros, transformando-se em estanceiros, passaram a radicar-se no sul, solicitando a concessão de sesmarias (lei instituída em 
Portugal no século XIV que, aquando se efectivou a conquista do território do Brasil o Estado português decidiu utilizar o sistema).
Manuel Gonçalves Ribeiro foi aí, o primeiro concessionário de uma sesmaria em 1732.
Outra via de penetração deu-se através do litoral, fundando-se em 1737, onde hoje se situa o Rio Grande, com o objectivo de assistência à Colónia do Sacramento, no Uruguai, então na posse dos portugueses.
Depois do Tratado de Madrid em 1750, o rei de Portugal, D. João V determinou, a ida de um grupo de 4.000 casais dos Açores para povoar o sul, na realidade só chegaram 1.000.
A cidade constituiu-se com a chegada desses casais açorianos em meados XVIII. Já no século XIX, chegou outra leva de emigrantes; alemães, italianos, espanhóis, africanos, polacos e libaneses, desenvolvendo-se esta com rapidez.
O Rio Grande do Sul, em 1763 foi de novo invadido por espanhóis, a população portuguesa fugiu e o governo da Capitania à pressa, mudou-se para Viamão, que foi elevado a freguesia, com o nome de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais.
Em 26 de Março de 1772, actualmente estabelecida como a data da criação oficial de Porto Alegre. Tendo em vista a sua melhor situação geográfica e estratégica, em 25 de Julho de 1773 o governador da Capitania, Marcelino de Figueiredo, decretou que a capital se situasse lá.
Com a paz entre Portugal e Espanha, pelo Tratado de Santo Ildefonso, acordo em 1 de Outubro na província espanhola de Segóvia, a posse da terra foi regularizada assim como a administração.
Foi então mandado erguer o Palácio do Barro, a primeira sede de governo, assim como a igreja matriz. As ruas foram calcetadas, foi criado serviço postal e o comércio cresceu rapidamente.
Em 1814 o novo governador, Dom Diogo da Cunha, obteve a concessão de uma grande sesmaria ao norte, com o fim expresso de estimular a agricultura local.
Com o crescimento de cidades próximas como Rio Pardo e Santo António da Patrulha, em vista da sua situação geográfica privilegiada, na confluência das duas maiores rotas de navegação interna: Rio Jacuí e Lagoa de Patos – Porto Alegre começou a ser o maior centro comercial da região.

Daniel Costa





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

RIO GRANDE DO SUL

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RIO GRANDE DO SUL

À época da descoberta do Brasil, a região que actualmente forma o Rio Grande do Sul era habitada pelos índios minuanos, charruas e caaguarás que já lá viviam há 12 mil anos aC.
Sabe-se que foram bons ceramistas e que na caça usavam boleadeiras (espécie de fundas, que eram lançadas aos pés dos animais, em corrida, causando-lhes a queda e assim possibilitando ao caçador, matar as peças). A boleadeira é até hoje um dos instrumentos do peão gaúcho.
Essas tribos viveram bastante tempo com os brancos colonizadores e as disputas entre Portugal e a Espanha sobre os limites das suas possessões das Américas fizeram com que a região só viesse a ser ocupada no século XVII.
Os jesuítas espanhóis foram os primeiros a estabelecer-se no local.
A geografia do estado do Rio Grande do Sul, que se divide em onze regiões fisiográficas e o Tratado das Tordesilhas, de 1494, que dividiu a soberania sobre os descobrimentos entre Portugal e Espanha, influíram para retardar a ocupação a leste, por aqueles.
No caso do Brasil, o meridiano estendia-se a cerca da ilha de Marajó até à baia de Laguna, em Santa Catarina.
Dadas as dúvidas, sobre o ponto exacto, onde devia passar a linha que se convencionara e situando-se o rio de São Pedro na zona discutida, nenhuma das nações, se apressava a ocupá-lo, por temer de novas dificuldades diplomáticas.
No entanto, em princípios do século XVII a Espanha penetrou na margem esquerda do Rio Uruguai, por intermédio dos jesuítas, os quais, a partir do Paraguai, estabeleceram as suas “reduções” (aldeamentos indígenas organizados pelos jesuítas espanhóis no novo mundo), chegando perto donde se situa a hoje Porto Alegre.
A seguir, chegam os Bandeirantes, que destruíram a província do Guairá e descendo à província de Tape, no coração do Rio Grande do Sul, assim como à do Uruguai, desbarataram as aldeias, com o aprisionamento dos índios, levando-os como escravos para as suas lavouras.
António Raposo Tavares foi um dos maiores chefes dessas expedições predatórias.
Os sobreviventes fugiram com os jesuítas mais para sul, onde se fixaram na margem direita do rio Uruguai.
Depois de bastantes batalhas e escaramuças entre portugueses e espanhóis reivindicando direitos, tendo em vista, sobretudo, o tratado das Tordesilhas, celebrado entre ambos os países, onde o força guerreira, se foi fazendo sentir, finalmente os portugueses puderam colonizar o Rio Grande do Sul.
Evangelizar os indígenas foi sempre um dos objectivos, no caso os missionários procederam sempre outras forças.
Nem a pressão dos bandeirantes pôs fim à presença dos jesuítas na margem oriental do rio Uruguai, que cinquenta anos depois, sempre atraídos pelas disponibilidades económicas da região, sobretudo pelo gado, retomando o território perdido, fase que veio a terminar, precedida de longas indecisões diplomáticas, que só terminaram com uma rápida acção militar em 1801.
A conquista do Rio Grande do Sul e seu povoamento são obra do carácter da gente portuguesa.
O litoral do actual território do Rio Grande do Sul, só foi explorado pela expedição de Martim Afonso de Sousa, provavelmente cabendo-lhe a primazia da descoberta da barra do rio Grande, ou de São Pedro.
O Tratado das Tordesilhas não impediu que a coroa Portuguesa se atribuísse o território do Rio Grande do Sul, na verdade.

Daniel Costa