sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SERINGAIS



SERINGAIS

O Inspector arranjou-se cedo, depois de tomar o pequeno-almoço, foi na biblioteca do hotel AFA, com o objectivo de pesquisar o Estado Federal do Acre que lhe parecia ter história interessante.
Depois, mesmo dali, tentou e conseguiu ser atendido por Márcio.
Este não se fez rogado e marcaram um almoço de reunião, onde o assunto seria esclarecido.
Este iria também ter lugar no próprio hotel.
Olavo nunca descurava de procurar saber um pouco de historiografia dos locais por onde passava.
Encontrou um volume sobre a anexação do Acre, como território brasileiro e a sua ascensão.
Aconteceu assim:
- O Estado Federal do Acre é uma das vinte e sete unidades federativas do Brasil e fica situado no sudoeste da região norte, tendo como limites os estados do Amazonas a norte, a Rondónia a leste, a Bolívia a sudoeste e o Peru a sul e a oeste.
Sendo um dos estados menos povoados do Brasil, foi o último a sê-lo, constituindo o seu ponto extremo a oeste.
A sua capital é, como já sabemos, Rio Branco.
Em 1887 começaram a aportar ao Acre, à época território boliviano, os primeiros colonizadores, quase todos nordestinos, em busca da borracha, encontrada na floresta amazónica.
Em final de século XIX, já havia na região 50 mil brasileiros.
Os seringueiros entraram em luta com as tropas para ocupar a região.
Em 1903, sob a liderança de Plácido de Castro, proclamaram o Estado Independente do Acre.
O governo brasileiro ocupou então, militarmente a região.
Em seguida, entrou em conversações com a Bolívia, dando como resultado a compra do Acre pelo Brasil à Bolívia.
Criado como Território Federal em 1904, o Acre foi elevado a Estado em 1962.
A produção de borracha, que promoveu a sua ocupação e desenvolvimento, entrou em decadência a partir de 1913.
No entanto, o Acre é um dos maiores estados brasileiros na produção e exportação de borracha.
Chegado à hora de almoço, segundo o combinado, Olavo que tinha reservado mesa, com o habitual livro, aguardava Márcio.
Este não se fez esperar e em pouco, ei-los com a ementa a escolher, cada qual. o seu prato,
Enquanto este, não era servido, passaram aos factos que já preocupavam, a cliente Erika.
Daí que entregasse o desvendar do que, pensava ser traição, ao Inspector.
Depois de gentilmente servidos, Márcio e Olavo, escalpelizaram os factos a fundo.
O que acontecia, era Márcio se ter deixado apaixonar por uma outra mulher Glayce:
Esta era alheia, ao envolvimento, com Erika.
Apesar de Olavo se propor, mediar o caso, Márcio recusou e não forneceu elementos.
Preferiu nova reunião, para o almoço do dia seguinte, num restaurante do seu agrado.
Ele próprio convidava e prometia levar tudo aclarado.
Olavo esperava resolver o impasse no dia seguinte para transmitir as conclusões a Erika.
Prolongaram a conversação à mesa:
Depois cada qual seguiu o seu destino, depois de Olavo ficar ciente que poderia, assentar no dia seguinte reunir com a cliente para lhe fornecer as conclusões.
Foi conhecer, um pouco da capital Rio Branco.
Deambulava, quando o celular tocou, era a Erika muito melosa a fazer convite para jantar, o que foi recusado.
Ficou sim, logo reiterado no dia seguinte jantarem no hotel AFA, onde seriam apresentadas as conclusões finais.

Daniel Costa








terça-feira, 6 de novembro de 2012

RIO BRANCO

             
         
RIO BRANCO

Em Angra dos Reis no seu apartamento acordou, não sonhou, estava no seu segundo céu com Mirta ao lado.
Olava estava a disfrutar de uma certa liberdade.
Acordado sentia-se bem, a sentir os afagos desta.
Ao mesmo tempo desconfortável, ao lembrar-se de Vera, sua legítima amada que, em circunstância alguma esquecia.
Mirta, esmeradamente, preparou-lhe o pequeno-almoço, findo o qual fora ver o expediente que havia vindo através do E-Mail.
Entre os habituais, pedidos de simples aconselhamento, encontrou um de investigação.
Como sempre, com uma solicitação, como outras anteriores, vinha indicado com SOS.
Era de uma tal de Erika e vinha da cidade capital do Estado do Acre, Rio Branco.
Em virtude do Inspector estar sempre de serviço de imediato, estabeleceu contacto, via celular, com a futura cliente.
Ficou a saber da pressa dela.
Como tinha de determinar as vias para a viagem, local de estadia e de encontro, ficou com mais dados e observações, e dizendo voltar em breve a novo contacto.
De seguida desligou e tratou estudar como viajar e onde se alojar em Rio Branco, capital da província federal do Acre.
O primeiro assunto visto foi: teria de se deslocar ao Rio de Janeiro e aí apanhar voo directo para aquela cidade, assim como o espaço que consumiria no trajecto.
A seguir   tratou da inevitável escolha de alojamento.
Olavo pesquisou e optou pelo AFA hotel, no centro da cidade, a quinhentos metros do Palácio governamental.
Com estes dados, no mesmo dia pode entrar de novo em contacto com Erika, com vista a ter um encontro, logo no dia seguinte a jantarem, no próprio hotel, de que ela conhecia bem a localização.
Ao outro dia, dia Olavo equipado do se Notebook, cedo despediu-se ternamente de Mirta tomou o vou regular num dos pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Do aeroporto internacional Galeão – António Carlos Jobim, embarcou para Rio Branco.
De seguida apresentou-se no AFA hotel, marcado de antemão, a tomar conta do seu aposento,
Dali fez todos os contactos, via E-mail a comunicar s sua chegada.
Mais tarde, conforme o combinado, dirigiu-se à recepção com o livro que andava a ler de momento e que servia de referência, para ser reconhecido por Erika.
Não tardou muito, ela chegou e cumprimentando-se, efusivamente, numa prova de hospitalidade daquela.
A mulher aos olhos de Olavo era bonita e muito elegante.
Sentaram-se a uma mesa e depois de consultar o cardápio e de fazerem os seus pedidos, abordaram o assunto que os reunia ali.
Erika já não desgrudava a vista do cavalheiro Inspector, de facto um homem de atraente presença pessoal.
Tratou de o ir pondo ao corrente do problema que a afectava.
Ela vivia com duas miúdas que havia adoptado, para o que dispunha de uma ama.
A determinada altura, Márcio a conquistou.
Ficaram sempre como namorados e como ela tinha segunda casa na cidade, ali iam fazendo o seu ninho de amor, consoante ela podia deixar as filhas adoptivas só com a ama.
Por amor do Márcio, fazia-o muitas vezes.
Trocavam telefonemas, diariamente e era desses que saía a motivação e a consequente combinação.
Acontece que Márcio sempre lhe jurara amor, agora estava a espaçar, cada vez mais os encontros.
Estava certa que, estaria a ser traída e era o que desejava fosse investigado!
Olavo foi ouvindo com inteira atenção e prometeu no dia seguinte começar aclarar o problema.
Pediu mais dados do namorado, do Márcio, local de trabalho, números de telefones e mais dados que entendesse úteis.
A mulher já não deixava fixar o nele o olhar.
Estava findo o repasto e esta ousou convida-la a ir a um bar de ambiente muito intimista, tomar uma bebida e conversarem mais.
Olavo aquiesceu:
- Em pouco tempo Erika e o Inspector, sem este entender  como  aconteceu, estavam de mãos dadas, com esta a afaga-lo.
Depois aconteceu a mulher querer entregar-se-lhe no quarto do hotel.
Olavo não se fez rogado a viveu a dádiva de amor da jóia de mulher:

Daniel Costa




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SÃO VICENTE DE FORA

 
SÃO VICENTE DE FORA

O labor de Olavo era elevado, tendo em vista a cabal missão de investigar o caso da sua cliente Vanessa.
Na verdade, acordara tarde, pela exaustão acumulada.
Partes da noite a dormir com Tila no hotel, a preparar a amante para o Swing, cuja ocorrência seria já nessa noite de Sábado, era trabalho duplo.
Mais uma vez, iria ter o almoço a dois no Centro Comercial Colombo, a cumprir o que já se estava a tornar rotineiro, contra os princípios do Investigador.
Porém serviço é serviço, a que o zeloso Olavo programava ao pormenor.
Depois do almoço dirigiu-se, de novo a observar a zona onde se situava o Clube de Swing.
O que o levou a visitar o vasto Mosteiro de São Vicente, dedicado ao padroeiro de Lisboa e a riquíssima zona monumental envolvente.
Zona envolvente, onde se podia ver o Panteão Nacional, ou a igreja de Santa Engrácia. Mais acima a famosa Igreja da Graça, e um miradoiro junto, com uma magnífica vista sobre a parte antiga da cidade.
Olavo romântico, por natureza, apelidava estas vivências, por romagens de saudade!
Debruçou-se mais, sobre o Mosteiro de São Vicente:
- Este remonta de uma igreja principiada em 1582, no local onde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, havia mandado construir um primitivo templo.
Este também sob a invocação de São Vicente.
O Santo foi proclamado padroeiro de Lisboa em 1173, quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve, para uma Igreja fora das muralhas da cidade.
Concluído em 1627, a sua traça é da autoria do arquitecto Filipo Terzi
A 4 de Dezembro de 1720, João Frederico Ludovice foi nomeado como “Mestre Arquitecto das Obras do Real Mosteiro de São Vicente de Fora”.
É da autoria deste profissional o imponente altar barroco, encomendado por D. João V de Portugal, que ocupa o centro da capela-mor.
Colocado sob o baldaquino, assenta em quatro potentes colunas.
Sobre altos plintos destacam-se oito imagens monumentais, de madeira pintada de branco, ao gosto italianizante da Escola de Mafra Ludoviciana.
Representam São Vicente de fora e São Sebastião, executadas por Manuel Vieira, a quem se devem ainda as belas esculturas de anjos, colocadas sobre as portas de acesso o côro dos cónegos.
Ainda com estes factos a matraquear-lhe a cabeça, Olavo degustava um lauto jantar de arroz de marisco, nas redondezas do Clube de swing.
Era dia de facto, Sábado em que este funcionava e nesse dia ali faria a estreia, com a sua amante especial.
Jantou calma e tranquilamente, até dali partir para o “Europa Bar”, onde havia marcado, obviamente, encontro com Lila.
Com ela planeara, partir dali para o Swing.
Precisamente, à meia-noite, a porta ia-se entreabrindo a cada casal, previamente inscrito.
Cerca de quarenta e cinco minutos mais tarde, já com todos vestidos, apenas de gravata vermelha, dependurada no pescoço. Com a distribuição de uns drink’s, dava-se início à sessão.
Para essa a indumentária foi assim constituída e uma espécie de bailado, constituía a primeira parte lúdica.
Enquanto isto, dois invólucros com amarelos papéis, um para a escola pelas mulheres e outro para os homens, tantos quantos os presentes, dobrados em quatro.
Assim eram os pares encontrados!
Olavo indo contra os seus princípios de rectidão, conseguiu subornar, a mulher incumbida de proceder ao sorteio, para lhe caber a bonita Ana, amante de Adolfo.
Acabado o sorteio, cada casal tinha gabinete reservado.
Era ai que se tinha conhecimento, com quem ia formar para par.
Foi assim que Ana, ficou a saber que lhe calhara Olavo.
A nudez, que a gravata vermelha, realçava manteve-se até final.
Foi assim que Olavo e Ana conversaram, ela era uma boa conversadora, o que muito interessou o Inspector.
Houve apenas conversação e nada de consumação.
No fim ambos estavam satisfeitos!
Os primitivos casais voltaram a reunir-se, seguindo cada um o seu destino.
Ao outro dia Olavo podia, com propriedade, apresentar conclusões à sua cliente Vanessa.
Com um telefonema a esta, estabeleceu uma reunião de almoço com ela.
Aí a pôs ao corrente de como lhe era feita a traição e de como se tornara vítima.
Como esta já tinha dissipado dúvidas, agradeceu a Olavo a colaboração, fornecendo-lhe dados concretos.
No dia seguinte, entraria com o processo de divórcio.

Daniel Costa






quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CASTELO DE SÃO JORGE

 
O Castelo pode ser observado, no alto
foto de Daniel Costa

CASTELO DE SÃO JORGE

Já o dia ia avançado, quando o Inspector meteu a chave na porta do seu escritório.
Pouco se demorou, uma vez que combinara almoçar com a Tila, a quem iria oferecer o almoço.
Pensava em como a abordar, no mesmo, para a tornar sua amante.
Ao mesmo tempo, queria consumar o namoro na noite desse dia, afim de que pudesse ser rápida, também a sua possível aceitação para parceira, na inscrição e entrada com ele no Clube de Swing.
Ia remoendo tudo isto, quando se encaminhava, para o restaurante, no Colombo, conforme o combinado, onde a aguardaria.
Em pouco avistou a elegante Tila, desfilando a sua beldade, na grandiosa rua que ia dar ao restaurante.
Como cavalheiro, levantou-se e ofereceu-lhe um panorâmico lugar.
Após consultarem as listas com o menu e de fazerem os seus pedidos ao solícito empregado, fluiu a conversa, que Olavo foi encaminhando a seu belo prazer, no melhor sentido do seu interesse.
Ia caminhando para que ela assumisse o namoro.
Como a mulher para se entregar, pelo menos, precisa fingir imaginar-se conquistada.
Assim aconteceu:
- No fim do almoço, Olavo e Tila, eram garbosos namoradinhos!
Seguiu-se o café, adquirido num dos “nichos” especializados, de uma galeria e tomado numa das mesas junto ao gradeamento, acentuando a visão das ruas inferiores.
O local era o ideal, para se fixarem as novas conquistas amorosas.
Ali namoraram algum tempo, até que se despediram, ficando novo encontro marcado, para a noite no Europa Bar.
Acontece que Olavo se dedicara, em exclusivo, a resolver o caso da sua cliente Vanessa.
Como já observara, o mesmo era motivado pelo Swing, pelo que ia actuando bastante a rondar o Clube, o mesmo em que vira Adolfo entrar.
Mais uma vez por lá passou, ficando informado que o mesmo, funcionava apenas três dias por semana.
Sabido este pormenor, subiu ao antiquíssimo Castelo de São Jorge, situado nas redondezas.
O chamado Castelo de Lisboa, localiza-se, na freguesia, que se denomina mesmo Castelo.
O nome actual deriva da devoção do castelo a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, por ordem de D. João I no século XVI.
Na primeira metade do século XX, o Castelo chegou a estar num avançado estado de ruína.
Na década de 1940 foram implementadas grandes obras de reconstrução.
Por esse motivo, ao contrário do que se poderia pensar, o “carácter medieval” deste conjunto militar deve-se a esta campanha de reconstrução e não à preservação do espaço do castelo, desde a Idade Média até aos nossos dias.
Este ergue-se em posição dominante sobre a mais alta colina do centro histórico, proporcionando aos visitantes, deslumbrante panorâmica sobre a cidade e o estuário do rio Tejo.
O castelo vem de tempos remotos, tendo pertencido a variados povos que iam constituindo de Lisboa a praça-forte dos seus domínios.
O Inspector bastante conhecedor da cidade, de Lisboa, não deixou de recuar no tempo e pensar no do islamismo lisboeta.
O castelo já havia defendido a antiga cidadela islâmica, o Alcazar, abrindo nos seus muros com ameias, doze portões, sete dos quais, para o lado da freguesia de Santa Cruz do Castelo.
Pensando, em como teria sido, a cidade dos tempos a. C., dirigiu-se para o jantar.
Logo após foi, para o Europa Bar, tomar café.
Porém para o fazer aguardou a chegada da Tila, em boa companhia iria ter outro sabor.
Esta não se fez esperar!
Ambos bem instalados, solicitou ao barmen, os dois cafés acompanhados de um Vinho do Porto de trinta anos.
Como conhecedor de bons vinhos e de como se degustam.
Propositadamente, foi como que, embalando-a, com o assunto a que prestou muita atenção.
Depois lhe apontou Adolfo e a amante, que estavam numa mesa próxima, como dois Swingrs.
Era intróito, para falar do assunto e sua profissão de detective particular.
Depois disto, ela muito terna, foi-o ouvindo e cada vez mais atraída, aceitou ser levada a dormir num hotel.
Tita mostrado toda a sua sensualidade, com prazer ao Olavo se entregou!

 

Daniel Costa

sábado, 8 de setembro de 2012

GALERIAS ROMANAS DE LISBOA

 

GALERIAS ROMANAS DE LISBOA

Ainda muito meditativo, Olavo tomava o ser frugal pequeno-almoço, como sempre, constituído apenas por duas tostas secas e uma chávena de café de cevada e chicória.
O Inspector abominava leite e seus derivados, custava-lhe suportar seus próprios cheiros, menos usar uma faca com indícios de manteiga, ou queijo, ainda que usada pela sua amada Vera.
Era mesmo ela, o principal motivo da sua preocupação!
Nesse dia, com a sua lealdade (?), iria abordá-la sobre a traição (?) que teria de cometer:
- Era forçoso encontrar uma amante, para parceira, possibilitando a inscrição, no tão fechado Clube de Swing que Adolfo frequentava, também com a sua amante.
Enfim!...
Foi Vera que o vendo tão sisudo, o seu homem, sempre risonho e carinhoso com ela o interpelou, sobre o caso:
- Ela lhe facilitava, assim, a abordagem!
Então, em nome da sua honestidade e criatividade, ao serviço dos clientes, teria de haver traição!
Vera não mostrou ares de surpresa:
- Disse:
- Desde o primeiro dia, conhecendo bem o desejo de eficiência do marido, sabia que, mais tarde ou mais cedo iria ser traída.
Olavo respirou profundamente!
Sua mulher acrescentou:
- Nas intenções, também sempre contava com a sua fidelidade!...
Abençoada Vera!...
Ainda bem que é sua amada, sua afeição!...
Premiou-a com um longo beijo na testa!...
Depois enternecido, despediu-se.
A seguir foi rondar muito bem aquele Clube de Swing.
Abordando então, mais pessoas de estabelecimentos de cafetaria vizinhos.
Sabendo Olavo, como eram indiscretas, por natureza tais pessoas!
Todas disseram saber, apenas que aquela era a entrada de um Clube Secreto.
Porém Olavo, sabia por alto do que se tratava, pela leitura de certo livro:
- Resumia – Swing ou troca de casais, é um relacionamento, entre dois casais estáveis, que praticam sexo em grupo!
Como estava, por perto, desceu e deambulou, pela baixa lisboeta e deu-se a pensar nas Galerias Romanas da Rua da Prata, precisamente no subsolo de várias ruas que pisava.
Ficaram a descoberto, só com o grande terramoto de 1755, sendo desconhecidas, durante séculos.
Era assim:
- As galerias romanas da Rua da Prata, ou criptopórtico da Rua da Prata, mais conhecidas por Galerias Romanas da Rua da Rua da Prata.
Abrangem, Rua da Prata, Rua da Conceição e Rua do Comércio, da baixa de Lisboa.
Esta plataforma é uma estrutura artificial nivelada, sobre a qual terão sido construídos diversos edifícios, com suporte, para fazer face à pouca consistência dos solos na zona.
A estrutura que actualmente resta teria sido, primitivamente, um vasto complexo de galerias de que não se conhece a total dimensão.
A construção é datada da época da ocupação romana, durante o governo de imperador Augusto, entre os séculos I a. C. e I d.C.
As galerias compõem-se de corredores abobadados, paralelos, uns aos outros, com cerca de 2 a 3 metros de largura, de paredes planas e verticais, com abobadas em arcos de forma circular.
Uma vez por ano, normalmente no mês de Setembro.
A água que inunda as galerias é retirada pelos bombeiros municipais, de forma a permitir a visita, em grupo, durante três dias, sobre a orientação de técnicos do museu da cidade.
A entrada, localiza-se nua Rua da Conceição e a visita, de cada grupo é de 20 minutos.
A abertura das galerias ao público realiza-se, pelo menos, desde 1986.
Desde 1906, as entradas, eram apenas permitidas a jornalistas e investigadores.
Depois Olavo, almoçou num restaurante da baixa e fez o resto da tarde no seu escritório, a ordenar os E-Mails que recebera.
Jantou em casa, tendo-se dirigido logo ao Europa Bar, o tomar café, disposto a fazer a sua conquista.
O Inspector sabia-se insinuar, também não passava indiferente, ao mundo feminino.
Depressa apareceram duas belas mulheres. Estas deram uma mirada por todo o espaço.
Este arriscou e convidou-as para a sua mesa.
Elas, com olhos faiscantes e provocadores aceitaram.
Encetaram agradável conversa, mais fascinante a que dava por Tila.
Ele simpatizou com a dita, ao ponto de a convidar a almoçar no dia seguinte.
Ela aceitou!
Trocando, números dos seus telemóveis despediram-se.

Daniel Costa










domingo, 26 de agosto de 2012

CLUBE DE SWING



CLUBE DE SWING

O Inspector passou o dia no seu escritório de Lisboa, entre E-Mail’s e telefonemas, a resolver os vários casos pendentes.
Enquanto isso, andou sempre meditativo, em relação ao caso Vanessa.
Haveria mesmo motivo, para a sua preocupação?
Do modo, como ela expusera, tudo dava a entender que sim, mas sua visão inicial, nada de estranho notara.
Porém, se necessário, procederia a mais verificações, do comportamento de Adolfo, no Europa Bar, onde pelos vistos, ia todas noites.
Decidiu portanto, também marcar ali afincada presença, com o fim de trazer bem vigiada a possível presa.
Olavo jantou e disse a Vera, que ia tomar café com o seu Licor Beirão, no Europa Bar, onde podia regressar tarde.
Logo após saiu.
Ao entrar no espaçoso Bar de diversão e reunião nocturna, nada de Adolfo, apesar de já ali se encontrarem amigos seus.
Olavo foi tomado o café e bebendo, calmamente o licor, sempre observando e meditando.
Passado um certo tempo, viu entrar Adolfo, acompanhado por uma elegante mulher.
Como é evidente, com descrição, já não desviou os seus sentidos deles.
Verificou, terem escolhido mesa, de modo a ficarem a sós.
Ali fizeram o seu consumo, enquanto conversaram, depois meteram-se no carro e zarparam.
Olavo muito atento, seguiu-os à distância, também no seu carro evitando ser notado.
Numa zona, perto da Sé de Lisboa, pode dizer-se no espaço, entre a Baixa Pombalina e Alfama.
Adolfo estacionou o carro e ambos saíram. Alguém veio entreabrir, espreitou e sem franquear mais a porta, fez sinal para para que entrassem.
Como não lhe pareceu moradia, Olavo ficou como que petrificado.
Depois, suspirou e ali perto, num café, com o seu jeito, veio a saber que um Clube de Swing ali funcionava.
A Baxa Pombalina, é uma reconstrução de 1755, pelo Marquês de Pombal, após o célebre terramoto, de 1 de Novembro, desse ano, que devastou Lisboa, assim como várias localidades, nomeadamente no Algarve.
O terramoto, mais marmoto, que pela sua grande intensidade, interessou bastantes filósofos europeus.
Visto Olavo ter de rever a estratégia em relação a Adolfo, foi pensando, na vizinha e vetusta Sé de Lisboa.
Apesar de se situar, na encosta, foi bastante atingida pelo sismo.
A Sé de Lisboa, inicialmente designada, por Igreja de Santa Maria Maior, mandada erigir pelo rei D. Afonso Henriques em 1150, três anos após ter reonquistado aos mouros, o que viria a ser capital de Portugal.
Foi construída no local de uma antiga mesquita, para o primeiro bispo de Lisboa, o cruzado Inglês, Gilbert de Hasting.
No século XV, três terramotos, assim como o de 1755, foram muito inclementes para a Matriz de Lisboa.
Ao que tudo indica, construída sobre a antiga mesquita Muçulmana, o primeiro impulso de edificação da Sé de  Lisboa deu-se entre 1147, data da reconquista da cidade,  aos primeiros anos do século XIII.
No projecto, foi adoptado um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra.
A Sé de hoje é uma mistura de estilos, com a fachada e as duas torres sineiras ameadas e a esplêndida rosácea, a manterem sólido aspecto romântico.
Curioso, ainda hoje se pode ver a pia baptismal, onde foi baptizado Santo António.
Possuindo a Sé Catedral, bastantes tesouros, a peça mais preciosa é a arca que contém os restos mortais de S. Vicente, padroeiro da cidade.
Os mesmos foram transferidos do Cabo de S. Vicente, para Lisboa em 1173.
A lenda reza, que dois corvos sagrados mantiveram uma vigília permanente sobre o barco que transportava as relíquias.
Os corvos e o barco tornaram-se o símbolo da cidade de Lisboa.

Daniel Costa

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

LISBOA DO FADO



LISBOA DO FADO

De regresso, de novo, ao apartamento de Angra dos Reis, Olavo reviu, o seu computador, o seu mundo de trabalho, ali viu ter de voltar a Lisboa.
Na capital do que chegou a ser o maior império do velho mundo, uma nova cliente, de seu nome, Vanessa, pretendia contratar os seus serviços.
Com Mirta agarradinha ao seu pescoço, depressa a preveniu que, no dia seguinte viajaria para Lisboa.
Do mesmo modo, pelo MSN, avisou a amada Vera.
Em Angra dos Reis, Mirta não se coibiu, de passar a noite a demonstrar o amor que lhe dedicava.
Olavo sabia ter uma boa figura de homem e ao mesmo tempo pensava:
- Ter o que se pode chamar de; sorte com mulheres e seus amores.
No dia seguinte era recebido, na sua casa, em Lisboa, por sua verdadeira amada Vera.
Só ao outro dia o Inspector policial, reiniciava o seu trabalho, no escritório local.
Dentre os variados casos, de menor importância, lá estava o apelo de Vanessa.
Pedia uma reunião com ele, para o que deixara número de telemóvel, afim de tornar o contacto rápido.
O que Olavo fez a seguir.
No éter, uma voz doce o atendeu.
Desejava ser recebida a seguir, para o que ficou logo marcado um almoço de reunião no grande Centro Comercial Colombo, para o Inspector ficar ao corrente do que a afligia.
Na hora marcada, num bom restaurante, que Olavo escolhera, de antemão e indicara,
chegava Vanessa, uma presença feminina, muito altiva, enquanto interessante.
Depois de lida a carta gastronómica e os pedidos feitos, esta entrou logo no assunto que a preocupava e a levara a pedir a intervenção de Olavo:
- Era o seguinte: seu marido, o Adolfo, a poucos anos do casamento, parecia ter perdido o interesse por ela!
O interlocutor, apenas fez um grunhido, um hummm!
A seguir pediu dados, do Adolfo e do seu comportamento presente.
Além destes, ficou a saber que muitas vezes à noite, tinha reuniões de trabalho, no Europa Bar, um espaço lisboeta, com bastante animação cultural.
Depois foi pedida foto de Adolfo.
Pedido logo satisfeito, por bastante lógico.
No fim, Olavo prometeu, dar inicio à investigação, do caso logo nessa noite.
O Centro Colombo, é um centro comercial de lazer e muito visitado.
Está localizado, junto à Avenida Lusíada e à Segunda Circular.
Junto ao edifício, há terminal da autocarros e estação de Metro.
O Centro foi inaugurado em Setembro de1977.
A arquitectura do espaço e a sua decoração original, foram adaptadas à época dos Descobrimentos Portugueses, um dos períodos mais importantes da História d Portugal.
As praças e ruas do seu interior têm nomes alusivos à época quinhentista. São paradigmáticas, a dos Descobrimentos, o Trópico do Câncer, etc.
Ente 2007 e 2009 a decoração interior, foi renovada, com a mistura de temas contemporâneos aos originais.
O centro possui capela, bastantes restaurantes, exposições periódicas, cinemas, cafés, grandioso hipermercado e muito mais.
Em suma, uma cidade, dentro da cidade.
Quando foi inaugurado era o maior centro comercial de Península Ibérica.
Em 119.725 m2, conta com 404 lojas, como a livraria FNAC, Zara, Sport Zone, Vobis, Adidas Originals, etc.
Quem se der ao trabalho de estacionar, numa das praças, pode apreciar a muita elegância feminina lisboeta que por ali vai desfilando.
Porém Olavo, como prometera a Vanessa, jantou e foi para o Europa Bar, onde tomou café acompanhado dum cálice do famoso Licor Beirão.
Numa mesa próxima, lá estava Adolfo, num grupo de amigos.
Dele então não desgrudou a vista.
Até que todos saíram.
Discretamente, seguiu o motivador a investigação, até que o viu entrar em casa.

Daniel Costa

sábado, 4 de agosto de 2012

LENÇÓIS MARANHENSES



LENÇÓIS MARANHENSES


O Parque dos LENÇÓIS MARANHESES, não fugia da cabeça de Olavo.
Contratou um pequeno aviao, para fazer o périplo de ida e volta.
Em pouco, estava perante essa maravilha natural, que são, sem sombra de dúvida, os LENÇÕIS MARINHENSES.
Pode dizer-se, de nível mundial, senão veja-se:
- O Parque Nacional dos LENÇÓIS MARANHENSES, é um parque nacional brasileiro, criado em 2 de Junho de 1981, com uma área de 155 mil hectares.
Distante, 260 quilómetros da cidade de São Luís, a capital do Maranhão, ocupando, uma área de 270 quilómetros quadrados.
Trata-se dum ecossistema costeiro, que associa ventos fortes e chuvas regulares.
Consiste num faixa de dunas que avança entre 5 e 25 em direcção ao interior.
As dunas formam pequenas lagoas de água doce.
Já está explícito que se localiza no Estado do Maranhão, o que Olavo não disse, é que o parque se estende pelos municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão e Paulino das Neves.
Além da via terrestre, o acesso, pode se feito, entrando o canal do Rio Preguiça, que nasce no parque.
A sede do parque, fica a 2 quilómetros de Barreirinhas.
Todo este esplendor foi observado, por Olavo numa viagem de barco, pelo Rio Preguiça, que tem o leito a cortar o parque a meio, até desaguar no mar.
Depois deste périplo, o Inspector regressou a São Luís, onde almoçou o pôde entrar em contacto, com Fábio.
Dizendo porque, queria ir a Arari falar-lhe, marcaram uma reunião, mesmo para a tardinha desse dia.
Ora, Arari, dista 162 quilómetros de São Luís.
Contratou os serviços de um operador de táxi, que o informou ser a estrada boa.
De Facto, antes da hora marcada chegava a Arari.
O motorista transportou-o à empresa onde trabalhava Fábio.
Este bastante solicito, atendeu Olavo, cordialmente e porque o Inspector o inteirara, por alto, do que lhe queria questionar!
Fábio conduziu o Inspector à sala de reuniões, onde puderam conversar, sem serem incomodados.
Uma vez ali, Olavo perguntou, o motivo, porque abandonara a esposa, a trocara por outra, indo fixar-se em Arari?
Este respondeu:
- Refizera a vida em Arari, devido à mulher ter a doença bipolar, bastante acentuada, com crises muito frequentes.
Em suma:
- Luna, era uma excelente mulher, que lhe fizera da vida um Inferno.
No entanto, propôs-se ficar a criar os filhos, como nunca deixou de ser boa mãe, Fábio consentiu, mas manteve o casamento, para melhor controlar esse aspecto.
Agora já havia netos, sobre esses, também Luna, o punha ao corrente.
Olavo, ficara esclarecido, já tinha a solução do puzle para, na reunião marcada para esse dia à noite, confrontar a cliente e lhe fornecer a conclusão.
Engraçado!...
O inspector que dormira com ela, não dera por nada!
Rebuscou na memória, então era o seguinte:
- O distúrbio bipolar, é uma forma de humor, caracterizado, por ideias maníacas, umas vezes hiperactivas, outras depressivas, ou maníacas.
 Sintomas de depressão, ou triteza, devido a repentina ansiedade.
O sintoma pode revelar-se no ocaso da vida.
Apenas a recorrência a um psiquiatra, pode ajudar.
As crises podem ser mais ou menos frequentes.
No caso de Luna, segundo Fábio, eram bastante frequentes, de tal maneira que, mesmo gostando dela achou por bem o abandono, não fosse ele contrair alguma doença do género.
De Arari, só ficou a conhecer o que o motorista, o foi informando durante a viagem de regresso:
- Arari, signica pequena arara, é também cidade e município maranhense.
O município foi fundado pelo padre jesuíta português, José da Cunha D’Eça.
A actividade económica da região, consta da pesca, da melancia e do arroz.
Arari, de 27.000 habitantes, é banhada pelo rio Mearim.
Ao jantar, no Hotel Pestana São Luís, deu à sua cliente as conclusões, que obtivera, do próprio Fábio.
A seguir, confrontou-a sobre o distúrbio bipolar.
Ela respondeu, agarrando-se a ele, com a pergunta:
- Achaste alguma coisa em mim?
De facto, Olavo achou-a uma mulher muito interessante e culta, com quem dava gosto conversar.
Tinham acabado jantar, era tarde, só largou Olavo, aquando possuída.
Depois dormiu junto e muito agarradinha!

Daniel Costa