terça-feira, 6 de novembro de 2012

RIO BRANCO

             
         
RIO BRANCO

Em Angra dos Reis no seu apartamento acordou, não sonhou, estava no seu segundo céu com Mirta ao lado.
Olava estava a disfrutar de uma certa liberdade.
Acordado sentia-se bem, a sentir os afagos desta.
Ao mesmo tempo desconfortável, ao lembrar-se de Vera, sua legítima amada que, em circunstância alguma esquecia.
Mirta, esmeradamente, preparou-lhe o pequeno-almoço, findo o qual fora ver o expediente que havia vindo através do E-Mail.
Entre os habituais, pedidos de simples aconselhamento, encontrou um de investigação.
Como sempre, com uma solicitação, como outras anteriores, vinha indicado com SOS.
Era de uma tal de Erika e vinha da cidade capital do Estado do Acre, Rio Branco.
Em virtude do Inspector estar sempre de serviço de imediato, estabeleceu contacto, via celular, com a futura cliente.
Ficou a saber da pressa dela.
Como tinha de determinar as vias para a viagem, local de estadia e de encontro, ficou com mais dados e observações, e dizendo voltar em breve a novo contacto.
De seguida desligou e tratou estudar como viajar e onde se alojar em Rio Branco, capital da província federal do Acre.
O primeiro assunto visto foi: teria de se deslocar ao Rio de Janeiro e aí apanhar voo directo para aquela cidade, assim como o espaço que consumiria no trajecto.
A seguir   tratou da inevitável escolha de alojamento.
Olavo pesquisou e optou pelo AFA hotel, no centro da cidade, a quinhentos metros do Palácio governamental.
Com estes dados, no mesmo dia pode entrar de novo em contacto com Erika, com vista a ter um encontro, logo no dia seguinte a jantarem, no próprio hotel, de que ela conhecia bem a localização.
Ao outro dia, dia Olavo equipado do se Notebook, cedo despediu-se ternamente de Mirta tomou o vou regular num dos pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Do aeroporto internacional Galeão – António Carlos Jobim, embarcou para Rio Branco.
De seguida apresentou-se no AFA hotel, marcado de antemão, a tomar conta do seu aposento,
Dali fez todos os contactos, via E-mail a comunicar s sua chegada.
Mais tarde, conforme o combinado, dirigiu-se à recepção com o livro que andava a ler de momento e que servia de referência, para ser reconhecido por Erika.
Não tardou muito, ela chegou e cumprimentando-se, efusivamente, numa prova de hospitalidade daquela.
A mulher aos olhos de Olavo era bonita e muito elegante.
Sentaram-se a uma mesa e depois de consultar o cardápio e de fazerem os seus pedidos, abordaram o assunto que os reunia ali.
Erika já não desgrudava a vista do cavalheiro Inspector, de facto um homem de atraente presença pessoal.
Tratou de o ir pondo ao corrente do problema que a afectava.
Ela vivia com duas miúdas que havia adoptado, para o que dispunha de uma ama.
A determinada altura, Márcio a conquistou.
Ficaram sempre como namorados e como ela tinha segunda casa na cidade, ali iam fazendo o seu ninho de amor, consoante ela podia deixar as filhas adoptivas só com a ama.
Por amor do Márcio, fazia-o muitas vezes.
Trocavam telefonemas, diariamente e era desses que saía a motivação e a consequente combinação.
Acontece que Márcio sempre lhe jurara amor, agora estava a espaçar, cada vez mais os encontros.
Estava certa que, estaria a ser traída e era o que desejava fosse investigado!
Olavo foi ouvindo com inteira atenção e prometeu no dia seguinte começar aclarar o problema.
Pediu mais dados do namorado, do Márcio, local de trabalho, números de telefones e mais dados que entendesse úteis.
A mulher já não deixava fixar o nele o olhar.
Estava findo o repasto e esta ousou convida-la a ir a um bar de ambiente muito intimista, tomar uma bebida e conversarem mais.
Olavo aquiesceu:
- Em pouco tempo Erika e o Inspector, sem este entender  como  aconteceu, estavam de mãos dadas, com esta a afaga-lo.
Depois aconteceu a mulher querer entregar-se-lhe no quarto do hotel.
Olavo não se fez rogado a viveu a dádiva de amor da jóia de mulher:

Daniel Costa




9 comentários:

  1. Penetrar no Acre (Rio Branco)Grande região que se deu início com os nordestinos ,no ciclo da Borracha com a miscigenação entre brancos x índios, que atraiu os espanhóis e especialmente os portugueses.
    Como sempre o Olavo só assume a investigação depois que dar um golpe com seus olhos cheios de desejos para a cliente.Do qual vejo como um conceito simbólico para sempre se juntar as mulheres.
    Particularmente ,conheço muitos homens que tem essa atitude .Mas como a história continua ,espero nos próximos capítulos sua inerência diante dos vínculos editados.
    E continuo vendo a Vera como a coitada,excluída e nunca amada...
    Abç

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  2. Sem conexão não pude ver o vídeo ...outra hora vejo e comento...
    Abç

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  3. Olá, Daniel
    Ainda não havia nenhuma Erika na colecção do Olavo... pois não? Pois agora já há!

    Um grande passarão me saiu este Olavo :)
    Conheces, certamente, aquelas pessoas que não conseguem fazer nada sem haver um estímulo, um empurrão...
    Creio que o Olavo pertence a essa classe de pessoas: precisa primeiro ir para a cama (mas não é p'ra descansar...)e só depois fica com genica e e sabedoria para descobrir os mistérios :)

    Vamos aguardar o próximo capítulo para ver o que ele vai descobrir desta vez... (para além de já ter descoberto os "pormenores" da Erika :)

    Uma semana feliz.
    Beijinhos

    PS - Compreendo o que queres dizer com uma mais frequente actualização do meu blog. Não deixo de te dar razão, mas na verdade não disponho de muito tempo. Para além da escrita do meu livro (que agora parece andar mais devagar do que "antigamente" - a "veia" falha muitas vezes) ando também a fazer um trabalho de compilação de fotos de mim e do meu marido, ao longo dos 50 anos, a pedido dos filhos.
    Mas quero publicar um post mensal - que será sempre ao dia 14. Portanto, no dia 14 de Novembro, lá te espero...

    + 1 beijinho

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  4. Ufa! Que fôlego tem o Olavo!(rsrsrs). Não dispensa qualquer oportunidade com suas clientes...mas, também,
    elas se insinuam demais.

    Gostei de ouvir a música do vídeo. Há muito tempo não a ouço tocar.

    Beijo.

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  5. Olavo não perde uma! Você o colocou com extremo charme, pois as mulheres não resistem a seus encantos. Ele nem precisa tomar a iniciativa, pois elas logo se jogam em seus braços. Dessa vez, foi longe, ao Acre! Aguardemos, para saber o que Marcio está aprontando. Bjs.

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  6. Olá Daniel!

    O Olavo tem um poder de sedução muito grande, e sua cliente não resiste.
    Fico a pensar quantas mulheres estão no mesmo lugar da Vera.Espero mais pra frente que o Olavo toma mais juízo risosss. Coitada da Vera, deveria receber um prêmio!
    Desta vez o Olavo esteve longe.

    Grande abraço caro amigo!
    Bjs!

    Ótima semana!

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  7. Olá Daniel, uma passadinha pra ver se tem mais novidades e deixar um grande abraço com desejo de uma grande semana.
    Aguardo os próximos capítulos!
    Beijoss!

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  8. Olá, Daniel!

    Que história!
    Não faz o meu género, mas está muito bem contada. Coisas da vida real, afinal.
    Conhece algumas cidades do Brasil?

    Quanto ao desafio no "Luzes e Luares", foi engraçado. Fomos vinte a colaborar e eu encerrei a narrativa.
    Não gosto muito de contos. Prefiro poesia e prosa leve.

    Resto de boa semmna.
    Abraço da Luz.

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  9. Olá Daniel passei pra agradecer, e e aproveito desde já, pra te desejar um Natal cheio de muitas alegrias, e que o espírito do Natal te guie durante o ano novo que está para começar. Feliz Natal e Próspero Ano Novo!
    Beijos!

    Refletindo com a Smareis

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