segunda-feira, 22 de julho de 2013

CARNIDE - ADEGA DAS GRAVATAS

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CARNIDE – ADEGA DAS GRAVATAS  
 
Embora não tenha ainda deixado transparecer, o inesperado divórcio solicitado por Vera, estava-lhe atravessado no peito.
Se ficara de imediato acordo, fora por muito a amar.
Ela não merecia que ele, Olavo, lhe pusesse obstáculos.
Porém, para atenuar a mágoa decidiu, de imediato, fixar residência no paraíso brasileiro, que é Angra dos Reis, onde já tinha apartamento.
Como se sabe o apartamento, servia também como sede das suas atividades no País irmão.
Ao ter uma certa paixão por Mirta, consentira que ela também disfrutasse do apartamento.
Porém sem alegar razões, enviou-lhe E-Mail, a informar que, doravante, passaria o morar ali.
Deixando-a pensar que seria com a sua Vera, com quem na prática já estava separado.
Depois deste assunto tratado e ter contatado a imobiliária, para ver como decorria o assunto, apartamento, que desejava adquirir em Lisboa mais para, alojar a sua razoável biblioteca.
Tratou de contatar a sua cliente Mizé, para lhe dar conta da resolução da investigação, para que o contratara.
Contatada esta, o encontro recaiu em novo almoço no aprazível restaurante Adega das Gravatas, em Carnide.
a hora aprazada, ali estavam petiscando alguns dos variados, aperitivos, que serviam em todas as mesas do grande e renomado espaço da gastronomia lisboeta.
Muito normalmente, o detetive particular, foi dando conta a Mizé do trabalho de que o encarregara.
Paiva o corcunda pinga amores, tinha-se decido por outra mulher e não fazia conta de voltar mais a sua casa.
Esta choramingou e ficou como que perdida.
Ela que sempre se apresentara, senhora da situação, perdeu a postura e agarrou-se a Olavo.
O inspetor para a consolar, prometeu apoio, dizendo-lhe ser uma atraente mulher e de sucesso, que depressa poderia arranjar novo amor. 
Para a ajudar a passar a crise, convidava-a desde já, para jantarem em ambiente acolhedor.
Sem se fazer rogada ela aceitou, iria ter com ele ao hotel, onde já sabia ele estar hospedado.
Acabou o repasto que ambos remataram com uma sericaia, doce mais típico da cidade fronteiriça alentejana de Elvas e da relativamente vizinha Vila Viçosa, onde nasceu a grande poeta Florbela Espanca.
O doce é apresentado, com calda de ameixa seca e encimado por uma destas, também seca.
Doce de origem conventual.
Depois um café e um licor Beirão, como digestivo, acabou o almoço.
Mizé e Olavo, metendo-se nos respetivos carros, seguiram os seus destinos.
O inspetor foi à imobiliária, saber o andamento do caso apartamento.
Como tudo, estava bem encaminhado, pode logo ver o que foi proposto.
Como era próximo do seu escritório e reunia as condições desejadas aceitou.
Fez de imediato contrato de compra e venda, pedindo que o ato de escritura fosse o mais rápido possível.
Depois passando pelo seu escritório, abriu o computador, para ver o expediente.
Dali partiu para o hotel, onde Mizé já estava no bar à sua espera.
Ao juntarem-se subiram os dois, ali estavam eles, cada qual com a sua mágoa e sem palavas.
Mizé foi a primeira abeirar-se, era cedo e Olavo, curiosamente, estava em Lisboa, na firme disposição de nunca mais se render aos encantos, das cientes.
Passaria a ser de uma mulher só … Vera!
E agora?
A instintiva reação foi arrastar Mizé para o leito.
Depois de bastantes carícias ela se lhe entregou perdidamente.
Deram conta depois, então de precisarem comer.
Mesmo do quarto encomendaram, algo para degustar e ali ficaram numa conversa animada.
Dela, resultou a confissão de Olavo.
Depois dos seus problemas solucionados, o seu destino seria morar definitivamente no Brasil.
Foi a vez de Mizé propor-se ficar com ele todos os dias, enquanto este estivesse em Lisboa.
Por fim, deram-se as mãos e juntos pernoitaram.
Daniel Costa
Texto e foto

5 comentários:

  1. Olá amigo Daniel!
    Estou aqui a ler seu texto...
    E relendo para compreender bem...
    Mas acredito que ESTE TEU LIVRO será um sucesso para os amantes de uma boa leitura.
    Até amigo... Volto logo!

    Beijos da amiga Fernanda Oliveira

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  2. Olá!Boa tarde
    Daniel
    não conhecia sericaia.Deve ser uma delícia.
    Pronto, Olavo se envolveu com a cliente,Mizé, justamente num momento em que estava com seus planos traçados com Vera.Isso, não vai dar boa coisa."A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la."
    Augusto Branco
    com calma e pouco a pouco vou tomando ciência do top secret Olavo...
    Obrigado pelo carinho de sempre
    Bela semana
    Abraços

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  3. Olavo é um homem que se rende, facilmente, aos encantos femininos. Impossível manter, dessa forma, um relacionamento estável. Aí está ele, mais uma vez, deixando-se levar.
    Como sempre, Daniel, seu detetive resolve as questões profissionais, frequenta ótimos restaurantes... e não perde a chance de estar com uma cliente (rss). Bjs.

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  4. Olá Daniel,

    Creio que Olavo não é homem de cumprir promessas, nem as que faz a si próprio. Decididamente, ele não é homem de uma só mulher. Feliz da Vera que deu outro rumo à sua vida.

    Abraço.

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  5. Olá, Daniel
    Antes de mais nada obrigada pelo teu alerta.
    Não sei com me escapou este episódio...
    Estou a ficar velhota, é o que é...
    O nosso amigo Olavo, por muito boas intenções que possa ter, acaba sempre por ceder ao apelo da carne :)))
    Costuma-se dizer que "quem torto nasce, tarde ou nunca se endireita". É o caso dele, está-lhe nos genes...

    Olha, agora até que comia uma bela duma sericaia :)
    Como eu gosto desse doce! E a ameixa em calda, então, é de ir às lágrimas. Só temos é que esquecer que a quantidade de calorias nela contida é mesmo para esquecer...

    Vou à casinha mais acima, ler o último episódio - último publicado, não sei se é o último mesmo.
    Já vou ficar a saber.

    Beijinhos
    Mariazita

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