quinta-feira, 11 de julho de 2013

PRAIA DO MECO



 
PRAIA DO MECO
Conforme o combinado, ao outro dia o detective, foi logo para o escritório, esquematizar todos os elementos que possuía, tendo em vista, resolver o problema de que se queixara Mizé.
Depois de muito imaginar esquemas, logo pensou em ir almoçar à Aldeia-do-Meco, grande povoação, perto da praia do mesmo nome, onde o corcunda Paiva tinha o seu atelier.
Não passaria sem fazer ali o almoço, visto ser ali a base dos veraneantes.
O dia estava magnífico e Olavo, primeiro aproveitou ir de manhã cedo refrescar-se, dando umas braçadas e uns mergulhos.
Fê-lo rapidamente, na medida que, objectivava saber onde era habitual almoçar Paiva.
Tomou um banho de chuveiro vestiu-se e com rapidez, começando a imaginar onde era usual almoçar o desenhador gráfico.
Com a sua característica de saber conhecer os bons restaurantes pelo aspecto exterior.
Observou o restaurante petisqueira, o Mequinhos que pareceu adequado a um artista gráfico, por excelência, bom gastrónomo.
Qualidade que Olavo também possuía, razão porque resolveu ficar para almoçar ali.
Em boa hora o fez, já se vai ver porquê.
O restaurante, o Mequinhos era muito frequentado por Paiva, quer ao almoço, quer a petiscar.
Era na hora dos peticos, várias vezes aparecia acompanhado de uma bela mulher.
O inspector foi, desde logo, insinuando-se ao empregado de mesa no sentido de sem ele sentir, ir respondendo a um verdadeiro questionário, tendo em vista saber certos hábitos de Paiva.
Sabia como o fazer, eficazmente. Nada como gratificar principescamente.
Acabado o repasto, foi para uma esplanada tomar café e como digestivo, um cálice de Vinho do Porto seco.
Dali entrou em contacto telefónico com a sua amada Vera, uma cortesia de marido!
Não era hábito, mas acho-a muito estranha, a dar mostras que algo de diferente ia na sua mente.
Fez-lho notar, ao que esta respondeu:
- São coisas minhas, logo saberás!
Olavo ficou deveras apreensivo, mas como a mulher se encontrava no trabalho, seguiu o que tinha planeado.
Era ainda cedo, foi visitar o Cabo Espichel, perto da praia e porto piscatório da vila de Sesimbra.
Quem está pelas redondezas, é quase obrigatório explorar o Santuário de Nossa Senhora do Cabo. Uma ampla e antiga construção, a servir de local de peregrinação, com casas anexas, para os peregrinos pernoitarem, como havia em vários locais do país, como aquele, actualmente desativados
Foi isso que Olavo fez, por pouco tempo. Pretendia saborear um dos afamados petiscos, que o Mequinhos servia nas tardes.
Mais visando conhecer os hábitos do artista gráfico, corcunda Paiva.
Já então o Inspector soubera que, por vezes ele era acompanhado por uma bonita mulher.
Entretanto, Olavo ficara deveras preocupado com a atitude de Vera, a sua verdadeira amada.
Cedo chegou a casa, para tentar saber o que se passava na cabeça dela.
Vera, como qualquer mulher, nas mesmas circunstâncias, a soluçar, disse que entre eles, já não havia mais nada do que simples amizade.
O até então marido perguntou se ela estava certa do passo que ia dar, pedindo o divórcio.
Ela aquiesceu.
Sempre imaginara que o marido a traía disse; embora por motivos profissionais.
Tolerou isso sempre, até que agora se apaixonara por um colega que enviuvara.
Solicitava-lhe o divórcio.
Cabisbaixo e pensativo, Olavo olhou-a bem de frente, depois foi passeado, de costas pela sala.
Pensou rápido, afinal Vera merecia-lhe toda a consideração e amizade do mundo,
Voltou a olhá-la bem de frente, dizendo:
- Pois bem, divórcio concedido!
Hoje já não me tens em casa. Podes tratar da papelada, quanto mais depressa melhor, para eu assinar o desquite.
Ditou o que pretendia, que se resumia todo o ser acervo literário.
O mesmo ficaria à sua guarda, apenas enquanto ele, não arranjasse um espaço próprio.
A casa e recheio, pertença de ambos, prescindia de tudo.
Ficou assim acertado o divórcio entre Olavo e Vera.
 Daniel Costa

 

4 comentários:

  1. Bom dia, Daniel
    Estive cá ontem à noite (depois do teu alerta...), li, mas não tive coragem (muito sono!!!) para comentar.
    Mas cá estou de novo.
    Fazes uma boa publicidade à Praia do Meco; só te faltou falar nos nudistas :)))))))))))))))
    Quanto ao nosso Olavo... parece que a coisa tá a ficar preta... mas muita paciência tem tido a pobre Verinha. Era de esperar que um dia "a casa viesse abaixo"!
    Tantas ele aprontou que acabou por ela se fartar.
    É o que acontece, muitas vezes, aos "conquistadores".
    Não vou dizer que não tenho pena dele, porque a verdade é que o Olavo é encantador e muito bom profissional, e o seu amor pela Vera nunca esteve em causa.
    Mas, como mulher, tenho que ficar do lado da Vera, é claro!
    Aguardemos então pelo próximo episódio para ver como ele resolve o caso do corcunda.

    Bom fim-de-semana.
    Beijinhos

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  2. Você me surpreendeu!!!! Não imaginava que a mulher de Olavo, sempre tão carinhosa e solícita, iria se apaixonar por outro homem. Mas ele mereceu (rss) porque não resiste a uma bela cliente. Fico, agora, esperando a solução do novo caso. Aliás, a paisagem onde se desenrola é muito bela. Bjs.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá Daniel,

    Surpreendente!
    Jamais poderia imaginar a Vera dando o fora no Olavo. É isto que acontece merecidamente com os homens conquistadores e traidores. Acabam recebendo o troco-rsrs.

    Muita linda a Praia do Meco.

    Abraço.

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