quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

ENCONTRO EM MACEIÓ


Um trecho de Maceió - foto internet

ENCONTRO EM MACEIÓ

Como haviam acordado, horas mais tarde, Olavo estava sentado, sua mesa de trabalho frente a Evandro.
Antes de entabularem conversação, os dois homens olharam-se olhos nos olhos.
Olavo, procurando as palavras que achava certas, para a abordagem.
Evandro já com cara de quem estava preparado para dar a resposta a tudo.
Nisto, este acabou por fazer o convite para se irem sentar num café, onde não haveria interferências.
O café situava-se junto à beira-mar, num ambiente deveras acolhedor.
Estava estabelecida, como que uma certa empatia.
Perante o olhar interrogativo de Evandro, Olavo encetou o assunto que o levara ali, os casos amorosos:
- Fora convocado por Nilma, que lhe pareceu apaixonada e esta esperava que ele tomasse a resolução que lhe prometera, disse.
Ocorreu-lhe a ideia de lhe falar e questionar a tentar saber o pensava, perante o facto.
Evandro mostrou saber bem o que desejava.
Respondeu que, se apaixonara mesmo por Nilma, mas para efectivar a prometida união, havia problemas a resolver.
Por isso, não descurava o assunto, tanto que foi indo à Praia de Pujaçara, ter encontros amorosos, com ela afim de não ser esquecido.
O seu casamento estava para terminar e só nessa altura, ficaria disponível a pedir a Nilma, para morar com ele em Maceió.
Tinha-lhe dado conta disso mesmo. Ela devia saber esperar!
Mas as mulheres são assim!
Quanto ao caso com Neide, tratava-se de uma colega casada.
Era esporádico, Olavo como homem, devia saber como essas coisa acontecem, não se pode resistir a um assédio como o que lhe foi movido!
Olavo foi ouvindo e entendendo certos porquês.
Entretanto ia pensando no que teria de transmitir a esta sua interessante cliente.
Afinal, Evandro estaria certo, tinha a certeza de ter a verdade dos factos que, antes de ouvir Evandro, lhe pareciam mais complicados.
Este por sua vez, pedia para não contactar Neide.
Se entendesse, podia comunicar a sua versão. Tinha a certeza que saberia como não o ia deixar mal!
Não, sem que Evandro o convidasse a tomar novo café, Olavo foi ficando a ouvi-lo.
Aceitou conversarem, mais tempo já como bons amigos.
Após o que voltou à Praia de Pujaçara.
Já do Hotel contactou Nilma, pelo celular, e convidou-a a jantar, para ai de lhe falar do fim da investigação.
Já a esperava, quando esta apareceu vaporosa, tentadora.
Talvez mais, atraentemente provocadora.
Foram jantando enquanto Olavo, fora dando conta da conversa com Evandro:
- Em resumo, ela podia esperar por ele!
Porém a mulher não despegava o olhar do Olavo.
A provocação, motivou o convite  a subir de novo!
Já no aposento, Nilma não se fez rogada e entregou-se de alma e coração e claro, dormiram juntos.
Estaria ali uma nova Mata Hari?
A famosa espiã da Primeira Guerra Mundail, presa, tida como dupla e fuzilada.
Claro, é apenas uma questão académica, por alguma similitude, como estiveram implicadas três mulheres!
Nilma, mesmo depois de saber com o que contava do Evandro, tudo fez para se entregar a Olavo.

Daniel Costa

6 comentários:

  1. Bom dia, amigo!
    Nossa, caso de espionagem nas praias de Pajussara em Maceió? E surge uma Mata Hari para esquentar a história...
    A foto tá mui bela, Daniel. Obrigada por atender meu pedido, adorei!
    Você é um anjo, amigo do meu coração!
    Um maravilhoso final de semana!!!!

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  2. Vejo no Olavo um Vinicíus de Moraes...um eterno apaixonado.Que continua enebriando as mulheres...
    Abçssssssssss

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  3. Um apaixonado que fala aos corações femininos.Beleza, meu amigo!
    Abração.

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  4. Meu amigo, essas mulheres são a perdição de Olavo. Em cada caso, uma conquista. E o procuram para solucionar questões de amor (rss).

    Bjs.

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  5. Daniel, o Olavo deve ser muito gatanteador, sempre tem uma mulher na sua aba. Essa foto é maravilhosa.
    Um abraço e ótima semana.

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  6. Olá Daniel! Passando para agradecer a tua visita e comentário, bem como, apreciar mais um capítulo deste belo conto. Faltou o Olavo voltar e falar para o Evandro o acontecido entre ele e a Nilma. Rsrs. Além de detetive, um bom garanhão.

    Abraços,

    Furtado.

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