terça-feira, 7 de março de 2017

PARÁ E... BELÉM DO PARÁ

Foto de Daniel Cordeiro Costa.
Foto de Daniel Cordeiro Costa.

PARÁ E… BELÉM DO PARÁ

Pelo tratado das Tordesilhas, em 1694, a região do vale amazónico, pertencia à Coroa espanhola. Uma vez que era assim, a foz do rio Amazonas foi descoberta, pelo navegador Yáñez Pinzón, em Fevereiro de 1500.
Diogo Lepe, seu primo também a alcançou em Abril do mesmo ano.
Com o fim de consolidar a região, como território português, foi fundado o Forte do Presépio, na então chamada Santa Maria de Belém do Grão Pára.
A construção foi a primeira do modelo na Amazónia, também a mais significativa do território até 1660.
Apesar do Forte, a ocupação do território foi, desde cedo, marcado por incursões de holandeses e Ingleses, em busca de especiarias. Daí a crescente necessidade de os portugueses fortificarem a área.
No século XVII, integrada a região, à capitania do Maranhão, o Pará conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária.
Em 1616 é criada a capitania do Grão-Pará, pertencente ao Estado Colonial Português do Maranhão, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro, hoje o estado do Amazonas.
Frequentemente, designada Belém do Pará, a cidade de Belém foi fundada em 12 de Janeiro de 1616 pelos portugueses, desenvolvendo-se às margens da baia Guajará.
É cidade portuária e histórica, situada no extremo nordeste da maior floresta tropical do mundo, sendo a cidade mais chuvosa do imenso Brasil, devido ao seu clima equatorial, directamente influenciada pela Amazónia.
Nos seus 400 anos, Belém viveu momentos de plenitude, em determina época, foi conhecida como Paris na América, apesar de ser cosmopolita e moderna, a cidade não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões e igrejas do período colonial.
Mantém eventos de grande repercussão como o Círio da Nazaré, criado em 1793, que será a maior manifestação religiosa do Brasil e uma das maiores do mundo, declarada pela NESCO, Património Cultural da Humanidade.
Belém era um pequeno lugarejo, em meados do século XVIII, moradia dos índios xucurus.
O núcleo do município foi crido no contexto da conquista da foz do rio Amazonas, no início da ocupação militar da chamada União Ibérica, na região, em 1580 e a consequente defesa da Amazónia por forças luso-espanholas, sob o comando do Capitão Francisco Caldeira Castelo Branco.
Foi este, que em 12 de Janeiro de 1616 fundou o Forte do Presépio, que deu origem ao povoado, inicialmente, chamado de Feliz Lusitânia, passando então por Santa Maria de Belém do Pará, denominação que sofreu metamorfoses, até a Belém simplesmente.
Em 1621, para assegurar a posse do território, foi criado o Estado do Maranhão e Grã Pará com sede em São Luís, em virtude da sua importância económica e politica, em 1751, a sede foi transferida para Belém, tornando esta a primeira capital de Amazónia.
Também com sede em Belém, além do próprio município, este envolvia outros, como Acará, Ourém e Guarná. Dele também fazia parte a comarca.
Nessa época os indígenas tiveram participação directa, mas em áreas reservadas, afastadas dos centros urbanos, para viverem a sua cultura, após vários conflitos com os colonizadores.
Em contrapartida, crescia o comércio de escravos, trazidos para os trabalhos gerais, surgindo a figura do caboclo que se ia desenvolvendo com a miscigenação.

Daniel Costa





2 comentários:

  1. Mais um pedaço de História muito interessante.
    Bom domingo e boa semana, caro Daniel.
    Abraço.

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  2. Quando venho aqui, sei que aprendo sempre imensa coisa sobre a História do Brasil, tão colada à nossa neste tempo. Obrigada, amigo.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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