terça-feira, 15 de novembro de 2016

ALAGOAS, A GUERRA COM OS HOLANDESES E O QUILOMBO DE PALMARES

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ALAGOAS, A GUERRA COM OS HOLANDESES E O QUILOMBO DE PALMARES

No princípio do século XVII, Penedo, Porto Calvo e Alagoas, admitindo-se essas promoções fossem atribuídas no século anterior. Mas em 1636 é foram elevadas a vilas, com a economia baseada na actividade açucareira, visto que os engenhos de açúcar se tornaram os núcleos principais da ocupação da terra.
A partir de 1630 Alagoas é atingida pela invasão holandesa, tendo povoados, igrejas e engenhos incendiados e saqueados.
Os portugueses reagiram duramente. Batidos por sucessivos reveses, os holandeses, já desanimavam, pensando em retirar-se quando para eles se passa o mameluco Domingos Fernando Calador, de Porto Calvo.
Grande conhecedor do terreno, orientou-os em nova expedição a Alagoas.
Tendo os invasores, aportado à Barra Grande passaram a vários pontos com êxito. Em Santa Luzia do Norte, a população ainda resistiu.
Após encarniçada batalha os holandeses, recuaram e retomaram a Recife.
No entanto, caindo em seu poder o arraial do Bom Jesus, entre Recife e Olinda, adregaram vitórias.
Alagoas, Penedo e Porto Calvo, foram os pontos principais se travou a luta em terras alagoanas.
Por fim, os portugueses retomaram Porto Calvo e aprisionaram, que morreu na forca em 1635.
Clara Camarão, uma mulher porto-calvense de sangue indígena, também se salientou na luta com os holandeses, acompanhando o marido, o índio Filipe Camarão, na maior parte dos lances, arregimentando outras mulheres, tomando-lhes a dianteira.
Por volta de 1641, um chefe holandês afirmou a região estar quase despovoada. João Maurício de Nassau pensou em repovoá-la, contudo o projecto não foi em frente.
À época também se produzia fumo (planta, antigamente conhecido por “ouro verde”) em Alagoas, considerado de qualidade excelente, o da Barra Grande.
Em 1645 a população participou na reacção nacionalista, na luta sob o comando de Cristóvão Lins, neto homónimo do primeiro povoador de Porto Calvo.
Expulsos os holandeses do território, em Setembro de 1645, a prossegue na luta, agora em território de Pernambuco.
No fim do século XVII, São intensificadas lutas contra os quilombos, os negros agrupados nos Palmares.
Frustradas as primeiras tentativas de Domingos Jorge Velho em 1692. Dois anos depois o quilombo é derrotado, com ataques simultâneos de três colunas: uma, de paulistas; outra de pernambucanos, comandados por Bernardo Vieira de Melo, a terceira, de alagoanos sob o camando de Sebastião Dias.
Palmares, começou a formar-se ainda no em fim do XVI século, durando cerca de em anos.
Dos maiores redutos de escravos foragidos da era colonial, Palmares ocupava, a vasta área que, coberta de palmeiras, se estendia do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. A superfície, progressivamente, reduzida com o passar do tempo viria, em fins do século XVII, a concentrar-se, na ainda extensa região delimitada pelas vilas de Una Serinhaèm em Pernambuco e Porto Calvo, Alagoas e São Francisco penedo, também em Alagoas.
Os escravos se organizaram reduto, um verdadeiro estado, em moldes africanos com o quilombo constituído de diversas populações (mocamos) cerca de onze, governadas por oligarcas, na chefia suprema do rei Ganga-Zumba.
A partir de 1667, intensificaram-se as entradas contra os negros, a princípio com a finalidade de os recapturar, em seguida com a de reconquistar as terras de que aqueles se tinham apoderado.
As investidas do sargento-mor Manuel Lopes em 1835 e de Fernão Carrilho 1677, foram desastrosas para os quilombos. As hostes aguerridas em seguida a uma primeira expedição punitiva, em 1679, que liquidaria o velho, verdadeira e última resistência.
Desapareceu o quilombo de Palmares, em 20 de Novembro de 1695.

Daniel Costa






7 comentários:

  1. Amigo Daniel, vejo que nesta postagem continuas com Alagoas ("ALAGOAS, A GUERRA COM OS HOLANDESES E O QUILOMBO DE PALMARES"), que se constitui em marco importante da História do Brasil. Como tem ocorrido em outras postagens, nesta também revi a História aprendida nos bancos escolares e aprendi o que não sabia sobre essa fase histórica.
    Parabéns pelas imagens e pelo texto, que é de grande importância.
    Grande abraço.
    Pedro.

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  2. Grande importância ler aqui parte da História do Brasil, Quilombo dos Palmares, seu fim e a parte em que travavam a guerra com os holandeses, enfim...
    Ler é muito bom, aprender quando se lê melhor ainda, aqui se aprende com prazer, pois em poucas linhas nos dá a dimensão do que nos quer passar, o olhar de um amigo estrangeiro que nos ama, ama o meu Brasil!
    Abraços apertados e obrigada pelo carinho lá no meu espaço!

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  3. os holandeses têm uma triste história, feita de pirataria e pilhagem, como outros povos, aliás.
    ainda hoje o seu ADN é assustador.
    os portugueses, apesar de tudo o mais, procuraram outros povos, com o intuito de estabecer trocas comerciais privilegiadas, como na antiguidade o fizeram fenícios e gregos.
    muito há a saber do que se passou, então, mas tenho muito orgulho em ter nascido neste pequeno país, Portugal, e ter outros povos da mama língua, como irmãos.
    um abraço

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  4. Sempre os holandeses no caminho dos portugueses...
    Mais um pedaço de História que não conhecia.
    Um abraço, caro amigo Daniel.

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  5. Faço minhas as palavras de Pedro Luso

    Bom domingo

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  6. Não foi fácil a colonização do Brasil... Você dá-nos sempre lições fantásticas. Obrigada, Daniel.
    Uma boa semana.
    Beijos.

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  7. Um Natal BOM e um Ano Novo MELHOR.
    Beijos.

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