terça-feira, 19 de julho de 2016

MARANHÃO - INICIO DA COLONIZAÇÃO DO TERRITÓRIO


MARANHÃO – INICIO DA COLONIZAÇÃO DO TERRITÓRIO

Instalado no seu apartamento do Hotel Tropical Tambaú, junto à Av. Almirante Tamandré, na cidade de João Pessoa, construído nas próprias areias da praia de Tambaú, Teodósio de Mello pensava sobre a saga dos muitos marinheiros do século XVI e seguintes que por ali passaram.
Em verdade, ele estava a viver muito próximo da Ponta do Seixas, a parte mais ocidental das Américas onde o sol nasce mais cedo, bem mais cedo.
Era manhã cedo e estava à vista de espectacular sol nascente, no Atlântico Sul, que banha terras da Paraíba e consequentemente a sua capital João Pessoa, quando a sua bela Samira se lhe veio juntar.
Bem juntinhos, e como já por hábito, trocaram impressões a propósito do empreendimento do marido, escalpelizando mais sobre a chegada de portugueses a terras do que é hoje o imenso Brasil, provendo depois a sua aculturação.
De facto um feito gigantesco que nunca será de mais realçar, em vez de menosprezar a raça deste povo, como continua a ser, simplesmente feito vendo as coisas à luz do presente, erradamente, é de crer.
Tudo tem um tempo, é no século XVI a abertura ao mundo de algumas rotas desconhecida, por grandes homens portugueses de então.
É feito de assinável grandeza!
A conversa entre Teodósio de Mello e Samira, entretanto, abordou o Maranhão, talvez um dos Distritos do Brasil, mais difíceis de anexar, devido a interferências de franceses e depois de holandeses, com quem foram travadas grandes lutas, para os expulsar definitivamente.

Não há relatos exactos sobre as primeiras expedições na costa maranhense. Contudo, há a crença que, em 1500, o espanhol Vicente Yáñez Pinzón, já navegou por toda a costa norte do Brasil.
Essa viagem de Pizón, teve origem em Pernambuco com destino à foz do rio Amazonas. No meio da vigem o navegador espanhol, já atravessou o litoral do Maranhão.
Em 1519 o cartógrafo português Lopo Homem traçou o mapa Terra Brasilis. Nesse aparecem escritos nomes de acidentes geográficos da costa maranhense.
A partir de 1524, os franceses começaram a frequentar o litoral do Maranhão. Frequência explicada, por o litoral do Maranhão ter sido esquecido pelos portugueses.
No ano de 1531, Martim Afonso de Sousa, tendo sido o comandante da primeira expedição que começou a colonizar a região, o militar e nobre português exigiu que Diogo Leite fosse responsável pela exploração do litoral norte.
Diogo Leite da foz do rio Gurupi. Que na actualidade divide os Estados do Maranhão e do Pará.
A divisa entre os actuais estados do Brasil ficou, por muito tempo conhecida como “abra de Diogo Leite”.
Em 1534, quando não tinham colonizado o Maranhão, D. João III, dividiu a Colónia em Capitanias Hereditárias.
Um ano depois o monarca de Portugal concedeu a terra a três fidalgos da sua confiança, João de Barros, Fernando Álvares de Andrade e Aires da Cunha. Os primeiros idealizaram o seu plano para a tomada de posse da Capitania.
Estes dois donatários encarregam a execução a Aires da Cunha que partiu para o Brasil no mesmo ano da doação. Durante a viagem, com dez veleiros, 900 homens de armas e 130 a cavalo, nas costas maranhenses a frota, devido a temporal violento, afundou tendo falecido o capitão, como a maior parte dos integrantes.
Entretanto, os sobreviventes fundaram um núcleo de povoamento, a que denominaram Nazaré, passando a explorar o terreno através dos acidentes geográficos fluviais. Acresce, que os indígenas em nada favoreceram essa ocupação.
Do núcleo não restou nada, quando a povoação foi destruída, os portugueses abandonaram-na.
Em 1539, outro fidalgo lusitano, de seu nome Luís de Melo da Silva, que também teve o seu navio afundado no litoral maranhense, retornando a Portugal em 1554.
João de Barros, em 1555, mandou os seus descendentes João e Jerónimo, para a sua donataria.
Naquela época os franceses já tinham entrado ali. De acordo com a narrativa que Jerónimo dirigiu ao seu monarca, estiveram na capitania 17 naus de franceses, estes já tinham edificado, com materiais de construção da época - Casas de pedra - E, claro, fazendo comércio com os indígenas.

Daniel Costa



4 comentários:

  1. Não conheço o Maranhão,mas deve ser lindo!
    Parabéns Daniel por nos compartilhar.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  2. Oi Daniel, que postagem maravilhosa, como todas as outras.
    O Brasil é lindo demais,e eu preciso conhecer ainda, vários lugares
    que não conheço!
    Obrigado pelo visita, e feliz dia do amigo!
    Abraços!
    Mariangela

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  3. Como você explica bem, Daniel, a nossa história, tão comum à do Brasil, nesse tempo...
    Gostei muito de o ler.
    Um beijo.

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  4. Amo História do Brasil, conheci o Sul, Centro Oeste, Nordeste só até Pernambuco (Porto de Galinhas), preciso subir mais um pouco e ir nas cidades turísticas ao Norte que conheci só Manaus por enquanto,mas que é fantástico poder ler aqui isso é, me incentivou e despertou curiosidade!
    Abraços apertados amigo Daniel, nossa, gostas mesmo do meu Brasil!!!Eu também!!!

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