segunda-feira, 27 de junho de 2016

CRIAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO



CRIAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO
 
Como aqui já foi anotado, em 1532, Martim Afonso de Sousa, fundou no litoral paulista a primeira vila brasileira.
Ficando donatário desta, incentivou a ocupação da região e outras vilas foram nascendo nesse litoral.
Poucos anos depois, vencida a barreira, que a serra e o mar representavam, os colonizadores vão avançando pelo planalto Paulista.
Interessado no estabelecimento de um local onde pudesse catequisar os índios, afastados da influência dos homens brancos, o padre Manuel da Nóbrega, superior da Companhia de Jesus no Brasil, observou que uma região próxima, localizada sobre um planalto seria o ideal, o então chamado Piratininga.
Em 29 de Agosto de 1553 aquele missionário, ordenou 50 catecúmenos, entre os nativos, aumentando assim o estímulo para fundar um colégio jesuíta no Brasil.
Não obstante, a procura da catequese sem a influência de colonos fosse um objectivo, o que precipitou a mudança para o planalto, foi a necessidade de resolver o problema da alimentação dos naturais que estavam a ser doutrinados, como veio a afirmar o padre José de Anchieta.
Ainda em 1553 João Ramalho, explorador português, já a morar no planalto, casado com a índia Bartira esta, por sua vez, filha do cacique Tibiriça, chefe da tribo dos Guaianases, estava apto a intermediar os interesses portugueses junto dos indígenas.
É a 25, de Janeiro de 1554, dia em se comemora a conversão do apóstolo Paulo, que os jesuítas erguem um barracão de taipa de pilão, numa colina alta. O padre Manuel Paiva celebra a primeira missa nessa colina.
A celebração marcou o início da instalação dos jesuítas no local e entrou para a história como o da criação da cidade de São Paulo.
Dois anos volvidos, os padres ergueram uma igreja, a primeira edificação duradora do povoado.
Em seguida criaram o edifício do colégio, assim como o pavilhão com os aposentos.
Em redor do colégio, foi-se formando uma pequena povoação de índios convertidos, jesuítas e colonizadores.
Em 1560, a população do povoado seria expressivamente ampliada, quando, por ordem de Mem de Sá, governador-geral da colónia, os habitantes da vila de Santo André da Borda do Campo, foram transferidos para os arredores do colégio.
A vila foi extinta, sendo e o novo núcleo populacional elevado à categoria, com o nome de “Vila de São Paulo de Piratininga.
No mesmo ano, por acto régio foi criada a sua Câmara Municipal, então designada “Casa do Conselho”.
Foi provavelmente, nesse mesmo ano de 1560 que foi criada a “Confraria da Misericórdia de São Paulo”, a actual Santa Casa da Misericórdia.
Ainda em 1562, incomodados com a aliança entre gaianases e portugueses, os índios tupinambás, unidos na Confederação dos Tamoios, lançam uma série de ataques contra a vila, a 9 de Junho, dando lugar ao Cerco de Piratininga.
A defesa, organizada por Tibibiçá e João Ramalho, obsta a que que os tupinambás entrem em São Paulo, tendo sido obrigados a recuar logo no dia seguinte.
Na eminência de novos ataques, ainda em 1590, com as necessárias obras de defesa, em meio desse ambiente de incertezas a prosperidade era impossível.
Na viragem do século XVII, a situação acalma e então, vai-se consolidando o povoamento.
 
 Daniel Costa
 
 
 

6 comentários:

  1. Que lindo seu texto e homenagem a nossa linda cidade de São Paulo.
    Bjs Daniel.
    Carmen Lúcia.

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  2. Oi Daniel!
    Estou de volta, bem, e saudosa dos amigos!
    Como sempre, com belas riquezas por aqui.
    Agora, com nosso estado maravilhoso!
    Obrigado por tudo.
    Abração,
    Mariangela

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  3. OI DANIEL!
    UM TRIBUTO AO BRASIL E A BELA CIDADE DE SÃO PAULO.
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

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  4. É com todo o gosto que leio as suas crónicas. Esta sobre a criação da cidade de São Paulo é muito interessante e pedagógica.
    Beijos, Daniel.

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  5. Muito interessante, eu desconhecia por completo os pormenores da fundação de São Paulo.
    Boa semana, abraço.

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  6. Daniel, que lindo isso, minha Sampa, amei ler aqui, sabe, eu adoro São Paulo Capital, onde moro, mas estou planejando com meu marido, em quem sabe nos mudarmos para o litoral, já tive uma casa de praia em Itanhaém, no centro histórico, adoro lá, tem um lugar lindo onde Anchieta caminhou, até tem uma bela pedra com formato de cama, (cama de Anchieta) pode pesquisar!
    Adorei ler aqui, sou paulista paulistana que ama São Paulo!
    Abraços apertados!

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