terça-feira, 13 de março de 2012

ILUSTRE CASA DE SAMAIÕES


Um friso de Chves - foto Internet

ILUSTRE CASA DE SAMAIÕES

Ainda no dia do encontro com Filipe, Olavo de posse de todos os dados precisos, sobre a empresa em que a mulher, Ana Paula, era Secretária de Direcção.
Foi para observar as saídas.
Em vão, ela já não estava, veio a indagar, já ter saído com Hermano, o maior accionista Gerente.
Porém, o investigador deu por bem empregue o tempo.
Ficou o reconhecimento feito!
Ao outro dia, Olavo postou-se de modo a não ser notado, para ver as entradas.
Continuou a ver goradas as intenções:
- Nada de especial se passou!
Já ao almoço, tudo foi diferente. Todo o pessoal saíra, quando viu saírem Ana Paula e Hermano.
Viu dirigirem-se ao “Mercedes” deste e arrancarem.
Deduziu de imediato, que iriam almoçar juntos.
Não pensou mais, pegou no seu carro e procurou seguir-lhes o rasto.
Conseguiu-o, a certa altura, Hermano estacionou e ambos se dirigiram a certo restaurante.
Olavo imitou-oa e no mesmo, escolheu mesa, onde ia também almoçar, expiando-os discretamente.
Hermano mostrava-se a delicadeza em pessoa, ambos exibiam gestos e olhares cumplíces de vivamente apaixonados.
Assim, como entraram, depois do almoço saíram.
Olavo não perdeu de voltar a acompanhar, tal guarda-costas.
Dali, deambulou pela cidade de Chaves, como sabia, havia sítios de visita obrigatória.
Foi à zona termal, com os seus balneários, cujas águas minero-medicinais, jorram quentes, mercê de um acidente teutónico claro e feliz.
Como qualquer turista, bebeu um copo da água quente a sair da fonte termal.
Tendo chegado a hora calculada, Olavo dirigiu-se a um ponto estratégico, a tentar observar as saídas de Hermano e Ana Paula.
Não tardou a vê-los sair à vez, bastante antes da hora do fecho, para se juntarem depois junto do carro do Administrador e seguirem.
Para onde?
Foi para saber que o Inspector quis ver, conduzindo o seu carro seguiu-os, até os ver entrar num prédio da apartamentos.
Tinha confirmado o que já imaginara sobre o caso e regressou ao hotel.
Já na sua suite, deu uma passagem no Notebook, fez o seu quotidiano telefonema à sua amada Vera.
Depois foi lendo, enquanto meditava na melhor maneira de abordar Hermano e a secretária, Ana Paula.
Obviamente, tomara uma decisão de falar-lhes sem rodeios, do caso que se encarregado de desvendar.
Ao outro dia discou, para chegar à fala com Hermano.
O telefonema passou pela secretária, porém este apenas declinou o nome.
Hermano, ouvindo Olavo, pareceu não ter ficado surpreendido, convidou-o a reunirem a almoçar no afamado restaurante da Casa de Samaiões.
Depois disto pediu para passar, a chamada para Ana Paula. Sentiu hesitação e obteve uma negativa.
Foi então pedido para, de momento, deixar a secretária em paz, ele próprio lhe iria falar, dentro de uma hora lhe comunicaria uma decisão.
Passou pouco tempo, o celular de Olavo tocou, era Hermano, a informar que a secretaria os acompanharia, no almoço, que já mandara marcar para as treze horas e trinta, no mesmo local.
Olavo, em tempos, tinha ali almoçado num Domingo, dia em que o mesmo é servido em jeito de “bufetf”, num verdadeiro desfile de variadas e saborosas comidas, mais transmontanas.
Como dispunha de tempo foi cedo para observar bem e de novo o grande espaço circundante,
A Casa situa-se na franja sul da cidade, ainda fazendo parte da mesma, mas tanto o restaurante, bem como o hotel junto, estão rodeados do meio rural.
No restante são servidos casamentos e outros eventos, dispondo de um grande e bem tratado espaço, para fotos e filmagens.
Dali se pode avistar um magnífico panorama rural
Foi tudo isto que o inspector, muito contemplativo, teve o prazer de rever.
Tenho a chegar a hora combinada, Olavo postou-se junto do portão, como o combinado, para aí de encontrar com Hermano e secretária.
A hora marcada, chegaram estes, depois do estacionamento seguiram a almoçar.
Foi então que Olavo, viu o belo pedaço de mulher que é Ana Paula.
Sentaram-se, cada qual com seu cardápio, encomendou o prato desejado.
Uma vez servidos, sem que o Inspector se pronunciasse, Hermano iniciou falar sobre o assunto que os reunira.
Este disse:
- A partir daquele momento, Ana Paula passaria a ser somente sua e a viverem juntos.
Esta aquiesceu, em jeito de felicidade.
O repasto processou-se de duas dadas!
Olavo apenas testemunhava a união de facto, que se iniciava.
No outro dia já sabia, como iria relatar as conclusões da investigação a Filipe.

Daniel Costa






7 comentários:

  1. Olá, Daniel
    Como podes ver já dei uma arrumadela ao meu blog.
    Ainda não está «au point» mas com mais tempo hei-de pôr tudo em ordem.

    Tenho a impressão que este é o caso mais difícil do Olavo. Para mim, seria... Ter que comunicar ao marido que acabou de perder a mulher não deve ser nada fácil.

    Está muito bem engendrada a história. Gostei.
    E agora... venha a próxima :)))

    Boa semana. Beijinhos

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  2. Muito bom esse capítulo, Daniel. Um homem vai confirmar que não é mais amado. A vida caminha da mesma forma, para os dois lados. Esse sentimento surpreende homens e mulheres. E Olavo foi hábil, como sempre. Bjs.

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  3. Olá Daniel,

    Olavo vai precisar de tato e diplomacia para relatar a
    seu cliente o resultado de sua investigação. AFF...

    PARABÉNS, POETA, PELO DIA ESPECIAL!

    Beijos.

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  4. Amigoooo, que saudade de ti!
    Eu fico boquiaberta pelo modo como inseres tantos dados culturais sem que isso empane a desenvoltura dos personagens, Daniel.
    Um espetáculo literário!
    Parabéns e um beijão bem grandão!

    PS: Sabe que nem pude ainda sair para te enviar pelo correio um cartão de agradecimento pelo livro que me presenteaste? Fico aqui nessa casa, só cuidando das panelas, hahahhaha. Vidinha de mulher é fogo!

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  5. ...Olá meu amigo Daniel!
    O Olavo quando chegar a identificar ao seu cliente com afirmação,será um processo de renuncia estabelecido,pois limitar e delimitar o local do acontecido,é um jeito coerente que posiciona sua identificação.É a partir desse capitulo que vejo o enredo mudar de posição.É melhor aguardar o próximo capitulo para ver onde vai chegar essa investigação.
    estou ficando curiosa,kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Abç
    Abç

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  6. Daniel querido! Muito obrigada pelo carinho e pelo convite! Feliz Dia do Blogueiro pra você também! Não sabia mas podia imaginar, vindo de você, as palavras dançam diante de teus dedos ágeis e se encontram através de tua imaginação rica! Você nasceu para escrever! Narrar a vida em verso e prosa! A alma de poeta é inquieta, sagaz e sonhadora! Parabéns por todo este talento! Achei o texto muito bem escrito, ao ponto de fazer a imaginação voar durante a leitura! Mas, como não acompanhei a história desde o começo, fica para a próxima! Grande abraço ao amigo!
    Elaine Averbuch Neves
    http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com/

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  7. Daniel meu amigo, fico a pensar como consegue escrever tão lindamente assim, nunca perde o fio da meada.Esse Olavo deve te deixar com as idéia tiriricando. Quero saber como Olavo vai se sair dessa.E como Felipe vai receber a conclusão da investigação. Aguardo outro capitulo.

    Beijos e ótima semana amigo.

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