sexta-feira, 5 de maio de 2017

ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA

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ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA

A 360 km a nordeste da cidade de Natal, no Rio Grande do Sul, fica o arquipélago de Fernando de Noronha, formado 21 ilhas e ilhéus, de origem vulcânica.
A sua descoberta aconteceu logo, entre 1500 e 1502 e é atribuída a uma expedição comandada pelo explorador Fernando de “Loronha” sendo certo, porém, que o primeiro a descrevê-lo foi Américo Vespúcio, a partir de expedição entre 1503 a 1504.
Primeira capitania hereditária do Brasil, Ingleses, franceses e holandeses, entre os séculos XVI e XVIII, o foram invadindo.
Por carta régia, Fernando de Noronha, em 1700, tornou-se dependência de Pernambuco, capitania a que já tinha ligação histórica.
A Companhia Francesa das Índias Orientais, em 1736, invadiu-o e passou a lhe atribuir a de designação de Isle Daufine.
No ano seguinte uma expedição enviada do Recife expulsou os franceses.
Fernando de Noronha segundo registos escritos, foi descoberta em 10 de Agosto de 1503, por uma expedição portuguesa organizada e financiada por um consócio privado, liderado pelo comerciante de Lisboa, Fernão de Noronha.
Gonçalo Coelho era o capitão, que também levava o aventureiro italiano, Américo Vespúcio. A nau que capitaneava a expedição, embateu num recife e naufragou já perto da ilha, tripulação e carga tiveram de ser resgatados.
Sob as ordens de Gonçalo Coelho, Vespúcio ancorou na ilha e lá passou uma semana, enquanto o resto da frota, ficou ao sul.
Vespúcio descreve a ilha, em carta a Pedro Sodeneri, como desabitada.
O diário de bordo de Martim Afonso de Sousa, na década de 1530 referia-se ao arquipélago, como ilha de Fernando de Noronha (Loronha era erro ortográfico, então muito comum).
Fernão de Noronha, não só tornou a ilha capitania hereditária, como estabeleceu um monopólio comercial sobre o comércio do Brasil.
Entre 1503 e 1512, os agentes de Fernando de Noronha estabeleceram uma série de feitorias, ao longo da costa brasileira, envolvendo-se no comércio de pau-brasil, madeira nativa, com os índios locais, altamente valorizada, pelos costureiros europeus visto, que servia como corante vermelho.
A ilha era o ponto central da rede.
O pau-brasil colhido, em continuidade, pelos índios da costa e entregue aos vários armazéns do litoral era enviado para o armazém central do arquipélago.
Entretanto visitados por navio de transporte maior, que levava o produto para a Europa.
Logo após caducidade, em 1512, a organização foi assumida pela coroa portuguesa. No entanto, Fernão de Noronha e os seus descendentes mantiveram a posse da ilha e a capitania hereditária, pelo menos até à década de 1560.
A UNESCO, em 2001, declarou o arquipélago de Fernando de Noronha, como Património Natural da Humanidade, citando os seguintes motivos: 
- A importância da ilha como área de alimentação de várias espécies, como atum, peixe-agulha, cetáceos, tubarões e tartarugas marinhas.
-  Elevada população de golfinhos residentes.
- Protecção de espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-pente e diversas aves.

Daniel Costa




8 comentários:

  1. Lindo demais, essa parte do Brasil é um encanto, natureza exuberante!
    Amei ler, como sempre nos dá essa linda visão histórica, pois conhecemos mais pela parte turística ir lá e se deslumbrar!
    Abraços meu amigo!

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  2. Espetacular!
    Fernando de Noronha tem cada lugar que enche os olhos!

    Beijinhosss ;*
    Blog Resenhas da Pâm

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  3. Deve ser um lugar de Paraíso...

    Abraço e bom fim de semana :)

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  4. Mais uma excelente lição de História, Daniel.
    Obrigada.
    Beijos.

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  5. A sua abordagem história sobre o arquipélago de Fernando de Noronha está muito boa. Desse lugar extraordinário, todos nós, brasileiros, temos até a obrigação de conhecer um pouco da sua História. Parabéns também pelas belas imagens do arquipélago.
    Um abraço.
    Pedro

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  6. Sempre interessante ler estes relatos históricos.
    Um abraço, caro amigo Daniel.

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  7. Fernando de Noronha é lindíssimo.
    Bela postagem, Daniel.
    beijos

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  8. Ai, isso é maravilhoso, que postagem feliz, Daniel! Que fotos! Tinha de ser Patrimônio Natural da Humanidade, sem dúvida!
    beijo, amigo.

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