quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DECLARAÇÃO DE AMOR



DECLARAÇÃO DE AMOR
 
Teodósio de Mello jamais pensava noutra coisa, que não naquela doce e Angelical, visão que tivera no recinto deromagens de Nossa Senhora da Penha.
Foi assim que um dia, acordou no seu apartamento do Residencial Apart Vitory, e tomou uma resolução tendente a resolver, o que se lhe tornara já obsessivo.
Via diariamente que na via em frente, paralela pelo menos, junto ao mar de Manaíra e Tambaú, ao nascer do sol, fechava ao trânsito motorizado a ficar disponível, para caminhadas pedestres ou ciclísticas.
Pois bem, passaria diariamente, sobretudo nos fins-de-semana, a fazer também ali palco de passeios pedestres, já que até se lhe afigurava actividade agradável, respirar o ar da maresia, e assistir ao lindo nascer sol daquele lado do Atlântico.
Foi assim que um dia voltou a avistar a mulher, que tanto o impressionara na romaria de Nossa Senhora da Penha.
Era Sábado e ainda que, em passo estugado os seus olhares voltaram a encontrar-se e mesmo a fixarem-se.
Tanto bastou, para Teodósio de Mello, chegar à fala com ela, uma vez que as gentes da Paraíba são de fácil abordagem.
Não havia dúvida que esta parecia não ser indiferente aquilo que ele pensou, mesmo pelos modos tímidos da abordagem, que seria seu pretendente.
Assim foram abrandando o passo, até que sentaram no paredão.
Ali se fizeram as apresentações, Samira de seu nome, a ele já conhecemos.
Ela era, era muito desejável, aos olhos do assumido pretendente, em todos os aspectos físicos, até os seios que, pressentiu serem tipo maçã que adorava.
Depois de conversarem, ela, a Samira mais desinibida, deu para ele sentir e observar, um tipo de conversação inteligente, muito do seu agrado.
Foi ouvindo e falando de si, ficou a saber que ela morava na cidade, e ali trabalhando numa livraria.
A conversação estava tão agradável até que, entretanto, chegara a hora de almoço, como num ápice.
Teodósio de Mello, ainda esboçou um convite a fazer-lhe companhia a almoçar, o que seria agradável para ambos como ficou entendido. Porém, Samira, nesse dia tinha um almoço em família, a que não deixaria de estar presente, dizendo: “há  mais marés, que marinheiros”, quis dizer que aceitaria de bom grado.
Tanto bastou para ser convidada para, o dia seguinte, Domingo.
Como o combinado, no dia seguinte, encontraram-se em Tambaú, junto ao busto do Marquês de Tamandré.
Foi dali que partiram, para o restaurante “Maré Alta”, já em Manaíra, na romântica beirinha mar, sempre a escutar o seu marulhar, era assim que, o par se ia entendendo, estava à vista uma futura união.
Nisto chegam, ao restaurante, onde o “mestre” Gii, fez questão de os receber bem.
Afinal Samira, de passagem, conhecia o “Maré Alta” e sabia ser agradável, não obstante, o serviço ser de “bufet”.
Teodósio de Mello, com os dedos na da palma das mãos de Samira, olhou-a  a sorrindo e disse:
- Sempre se oferece aos amigos do que se gosta!
Passaram a tarde no hotel, onde Samira recebeu uma bonita declaração de amor, o que esta era incapaz de rejeitar.
Doravante, estava constituída a união tanto desejada.

Daniel Costa

 


5 comentários:

  1. Adorei ler amigo Daniel.
    Uma história muito linda e com o término feliz.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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  2. Obrigada por visitar o meu blog e me dar a conhecer este seu. Já sou seguidora e já li alguns trechos muito bonitos e muito bem escritos. Só poderei ler mais, com calma, daqui a dias. Estou de partida para os Açores!
    Um abraço

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  3. Obrigada por visitar o meu blog e me dar a conhecer este seu. Já sou seguidora e já li alguns trechos muito bonitos e muito bem escritos. Só poderei ler mais, com calma, daqui a dias. Estou de partida para os Açores!
    Um abraço

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  4. Oi Daniel
    Uma linda e gostosa história de amor
    Meus parabéns
    Beijos
    Dorli Ramos

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  5. Oi Daniel
    Um bom fim de semana
    Beijos
    Dorli Ramos

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