segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

IDÍLIO EM ANGRA DOs REIS

                            
Angra dos Reis, foto Net

IDÍLIO EM ANGRA DOS REIS

Imediatamente após, Olavo regressou a Lisboa, passando pelo escritório, antes de ir para casa.
Ali demorou pouco, dado já havia tomado nota dos E-Mail’s, pelo notebook.
Porém, sentia saudades da doce Vera, que o esperava, com a saudade habitual.
Como havia vários casos pendentes, ficou vários dias pela cidade capital do rectângulo, mais a sul de Europa.
Em Lisboa foi resolvendo, e usufruído o “dolce far niente” com a sua amada Vera.
Depois de tudo, ordenado preparou-se para passar a pôr em ordem vários assuntos, que foram chegando a Angra dos Reis.
Ali contava também ter a fidelidade de Mirta.
Para tal, enviou-lhe E-Mail, para vir ao encontro dele no Aeroporto internacional do Rio de Janeiro – António Carlos Jobim.
Depois do que seguiriam, para o apartamento de Angra dos Reis juntos.
Dera o horário previsto da chegada, tendo a resposta efusiva de aquiescência.
Seria que Mirta, se prestava a deixar-se passar também por sua secretária?
A seu tempo veria!
Mais ou menos a hora aprazada, encontraram-se. Ela veio logo ao seu encontro, dando largas à sua alegria muito brasileira.
Ainda deu tempo para tomarem um lanche, após o qual num voo de jactinho, rumaram à Ilha, onde ficariam a sós, no apartamento que lhe servia de escritório.
Era tarde!...
Foram jantar, só dia seguinte estabeleceria os contactos que estavam em aberto.
Registados no seu P.C. local, dos quais ia tomando conhecimento pelo notebook.
Ali passaram dois dias, em belo idílio, Olavo fazendo contactos, ela secretariando-o, estabelecendo ambos, agradável cumplicidade.
Mirta, aos olhos de Olavo, era uma mulher atraentemente bonita, a mostrar-se extremamente agradável.
No entanto já lhe fizera ver que nunca poderia substituir Vera, no que ela aquiesceu, tinha a questão muito presente, apenas pedia lealdade para com ela.
Ele desejava o mesmo dela.
Pondo-a à vontade, para tomar as suas resoluções, em plena liberdade.
Deram-se as mãos e enleando-se carinhosamente, entregaram-se largamente, às vincadas sensualidades.

Daniel Costa


sábado, 3 de dezembro de 2011

AEMDOEIRAS EM FLOR

                               

AMENDOEIRAS EM FLOR

O Algarve é a Província mais a sul de Portugal, suas costas são marítimas do lado nascente, de clima mediterrânico, de belas praias, de areias muito brancas e finas, um mar sempre tranquilo, de águas com temperaturas muito agradáveis.
Na agricultura, a figueira, a laranjeira, a alfarrobeira e sobretudo a amendoeira. predominam.
As praias, toram-se paraíso de turistas nacionais e estangeiros.
Os Ingleses e os nórdicos, muito, além de muitos que ali passam as suas férias. Nomes muito conhecidos, se fixam, com Elton Jones, ali têm uma das suas moradas numa sua quinta.
Este, no caso, por lá criou uma propriedade vinícola, onde produz vinho com marca própria.
Outro cartaz turístico é a amendoeira em flor, que de facto, no início da Primavera é um espectáculo de brancura inolvidável.
A sua aguardente de medronho, quando pura, pode ser considerada um bom conhaque
Olavo conhece tudo, e admira, mas a desenvoltura, das mulheres!...
A própria amenidade do clima, terá muita influência, também nesse aspecto.
Enfim!...
Olavo, ainda que “bon vivan”, nunca descurava o trabalho.
No entanto, este, dá para alargar conhecimentos.
Depois de estar com Milena e esta ter rumado a Faro, onde morava.
Olavo deslocou-se ainda a Loulé, mais com a intenção de marcar terreno.
Foi dando, uma volta pela cidade, e num dos cafés que lhe pareceu interessante, sentou-se e passando um empregado solicito, pediu uma bica.
Calmamente a foi degustando, enquanto ia tomando nota visual da distinta clientela.
Depois pagou e deixou interessante gorjeta com o fim de visitas posteriores.
Regressou então a Olhão, onde foi pernoitar, pensando na doçura de Vera.
Coitada!...
Manhã cedo, iria para Lisboa e ali ficaria uns dias e resolver, assuntos de somenos importância o outros, que entretanto o seu E-Mail registara, segundo o Not Book.
Regressado a casa fez as delicias de Vera, a sua bonita mulher, cuja meiguice sempre o encantava.
Uns dias, uns encontros em Lisboa, assuntos em ordem e de novo em Loulé.
Nada parecia acontecer.
Resolveu interpelar o empregado, veio a saber que o Flávio, bem acompanhado, de vez em quando, ali confraternizava com a Dona Telma.
Mais nada sabia!
A seguir a aparição do par deu-se.
Nestes casos Olavo, tenta passar despercebido lendo um livro, que sempre o acompanha.
Foi reparando no carinho que do par, do arranjinho emanava.
A quem o seguia, atentamente e era experiente, o derriço apresenta-se saliente.
Olavo foi ficando, até que o par foi embora.
Depois, mais uma vez, à distância com descrição, seguiu-os até entrarem na mesma casa.
Não ficaram dúvidas, Flávio a traía sua mulher!
Foi isso que de imediato, transmitiu à sua cliente.
Esta pediu para juntos voltarem a almoçar no dia seguinte. em Olhão.
Ficou aprazada a hora, no mesmo restaurante de que ficara agradada.
Ali poriam tudo em dia.
Como não podia deixar de acontecer, à hora combinada o encontro deu-se, ficando tudo esclarecido, enquanto saboreavam o almoço.
Acabado este, ela pediu para o acompanhar ao hotel.
Ali choramingou, enquanto dizia: já esperava, mas queria ter a certeza.
Olavo foi-a aconselhando a continuar a fingir, se de todo não queria perder o marido.
Ela foi tentando Olavo com gestos de sensualidade, enquanto dizia:
- Desejo já uma vingança!
Sempre lacrimejante, outro aspecto se sensualidade!
Olavo não resistiu!
Meigamente, satisfez-lhe a vontade!

Daniel Costa