CIDADE DE CAMPINA GRANDE E O MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO
No
seu ainda novo mundo, da cidade de João Pessoa, daquela orla marítima, a englobar
Tambaú, onde vivia Teodósio de Mello, com a adorada Samira, continuava olhando
a vida com o encanto, pelo seu gosto de pesquisar todos os pormenores do
achamento do Brasil e posterior colonização e aculturação pelos portugueses.
Em
conversas e livros ou artigos, são tecidas inúmeras críticas à forma de com
esta colonização foi levada a cabo, pela vitimização de várias etnias índias,
se visto isto à luz da civilização ocidental, de hoje, seria certo.
Porém
se olharmos e meditarmos, sob o ponto de vista da época, de todas as
colonizações, talvez se mude de ideias e se deixe de ser injusto para os
antepassados dos portugueses de hoje.
Um
estudo Norte-Americano revela que a colonização, do Brasil, foi exemplar. Tanto,
Teodósio de Mello não diria mas vê isso como razoável, visto que nenhuma
civilização, como a portuguesa, deixou a fraternidade, pela miscigenação.
Os
portugueses deixaram no Brasil, séculos de integração genética e cultural de
povos Celta, Romano, Germânico e Lusitano. Não obstante, estes serem
basicamente uma população europeia, sete séculos de convivência com mouros, do
norte de África e Judeus, foi importante este legado que os portugueses
introduziram no Brasil.
A
chegada dos primeiros colonos portugueses, maioritariamente homens, deu em relações
íntimas com índias, que mais tarde, em 4 de Abril de 1755, D. José, rei de
Portugal, decretou a autorização de miscigenação de portugueses com índios.
Pensando
nisto, foi com Samira, passar um fim-de-semana, na segunda cidade do estado,
depois de João Pessoa, Campina Grande, expressão cultural daquele nordeste,
naturalmente, influenciada pelos portugueses na sua génese.
A urbanização
do município tem forte vínculo com as actividades comerciais, desde o seu início
até hoje.
O
município foi lugar de repouso para tropeiros, em primeiro. Depois ali
formou-se uma feira de gado e uma feira geral, de grande destaque no Nordeste.
Posteriormente
o município deu um grande salto de desenvolvimento, em virtude das actividades
tropeiras e ao crescimento da cultura do algodão.
A
origem de Campina Grande é, normalmente, atribuída à ocupação pelos índios
Ariús comandados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor dos Sertões, em 1
de Dezembro de 1697.
Em 1750,
Campina Grande é elevada a freguesia denominada Nossa Senhora dos Milagres.
Mais
tarde, o Governo da Capitania de Pernambuco propõe a criação de três vilas no
Cariri paraíbano.
Em
1787, António Filipe Soares de Andrade Brederodes, resolveu homenagear a Rainha
de Portugal, Dona Maria I, nomeando o local de Vila Nova da Rainha e
estabelecendo a primeira rua, com casas de taipa.
A
igreja, construída no alto da ladeira, originou a construção de várias casas
junto, sendo actualmente a Catedral de Campina Grande.
O
largo da Matriz, a Rua onde foi construída a igreja veio a tornar-se uma das
ruas mais importantes da cidade, a Avenida Floriano Peixoto.
A
economia do povoado era norteada e sustentada pela feira das Barrocas, por onde
passavam tropeiros e boiadeiros.
Devido
ao progresso comercial, que foi sendo alcançando, aos poucos o povoado evoluiu
até se tornar vila.
Foi
no fim do século XVIII, que a Coroa mandou criar novas vilas na província.
Nessa época, a província da Paraíba, estava sujeita à de Pernambuco, o
governador era D. Tomás José de Melo.
Em
1787, sendo ouvidor da Paraíba, António F. Soares, que pediu ao governador de
Pernambuco a criação de três vilas na capitania. Além de outras, Campina Grande
era candidata.
Em
Abril de 1790, Campina Grande, foi escolhida pelo Ouvidor Brederodes, para se
tornar vila, por as suas terras cultivadas representarem maior valia a produzir
riqueza e principalmente, pela sua melhor localização, entre a capital no
litoral e o sertão.
O
território era bastante abrangente: compreendia o Cairi, parte do Brejo, os
povoados de Fagundes, Boqueirão, Cabaceiras, Milagres, Timbaúba do Gurião,
Alagoa Nova, Marinho e outros povoados.
Actualmente,
sedia vários eventos culturais, com destaque para o chamado, “O Maior São João
do Mundo”, que se desenvolve e dura todo o mês de Junho, herança da colonização
portuguesa que depois se ampliou.
Daniel
Costa
Oi, Daniel, gostei de ler mais sobre Campina Grande, pouco sabia. Realmente a miscigenação é muito visível, pelo tamanho do país e seus habitantes de origem, não tinha outra forma. E o maior São João do mundo!! Sem dúvida.
ResponderEliminarBeijo, Daniel. Vai ficar um ótimo livro!
Ando a ler com muito gosto esta sua história sobre o Brasil. Obrigada por mais esta lição.
ResponderEliminarUma boa semana.
Beijos.
Pois é, amigo Daniel, como não me lembro muito da História do norte e nordeste do Brasil, e muita coisa desconheço, vou me instruindo com as suas postagens sobre o Brasil.
ResponderEliminarGrande abraço.
Pedro
Pedro Luso
ResponderEliminarTem aqui bastante trabalho de pesquisa e até de interpretação, servindo-me até de alguma experiência, pois fiz muitos artigos deste tipo.
Abraço