INICIO... Brasil o País do Futuro
Sem duvida, o Brasil é o País do futuro. Há apenas, de não se adiar esse futuro.
terça-feira, 4 de julho de 2017
domingo, 25 de junho de 2017
PREFÁCIO
A história só se escreve com palavras depois
que se desenvolve como realidade.”
Florestan Fernandes – sociólogo, ensaísta
brasileiro
A lusofonia é
a plataforma que tem conduzido os países de língua portuguesa a se aproximarem
e ampliar seu cabedal de conhecimento e de partilha de um passado comum e
passível de muitas transformações.
O longo
processo histórico do Brasil carrega consigo muito desta identidade cultural.
Apresentar um
livro como este, de um amigo escritor de além- mar, e fazer jus a obra que tem
como assunto a colonização portuguesa pós Cabralina, é quando muito, desafiador.
A obra de Daniel Costa, jornalista, poeta e
escritor português, “Brasil – O Sorriso
de Deus”, constitui, no seu conjunto, um belo elogio ao povo brasileiro,
pois visa recontar o trabalho pioneiro de seus ancestrais, sua caminhada de
conquistas e avanços tendo como mote as principais cidades brasileiras. E isto
se percebe através da composição da sua obra.
Segundo o
autor, a ideia do livro começou a germinar na leitura dos estudos do
historiador Teodósio Mello, sobre a colonização no Brasil na Paraíba, em
especial, e é também, produto de uma longa pesquisa abrangendo livros e várias
fontes, inclusive trabalhos e artigos de sua lavra, assim como visitas
presenciais ao Brasil.
O título em
si carrega no seu bojo o encantamento do olhar do autor, que no decorrer da sua
escrita aviva nossa perplexidade ante a história do país e deixa evidente a
admiração e o vínculo de seu respeito com a história da colonização e da miscigenação do povo brasileiro.
Página a
página, vai nos levando a um mergulho na história e a uma extraordinária viagem
no tempo. Do passado, faz o confronto do
desconhecido, com a verdade do presente e a beleza de futuro promissor.
Traz no seu
conteúdo muita informação histórica que nos ajudam a compreender a natureza do
homem na sua humanidade e a elucidar e perpetuar para a memória, os sonhos e as
aspirações dos desbravadores de uma terra inóspita, mas rica de recursos e belezas
naturais.
Como
brasileira e escritora, aplaudo o trabalho acurado do autor na descrição dos
fatos históricos, assim como à literatura lusófona que aproxima e amplia o
intercâmbio entre os povos de língua portuguesa.
O Sorriso de Deus, vem para disseminar
conhecimento, porém, mais do que tudo unir Portugal e Brasil na voz do escritor
e do tempo, numa história real em dois universos tão distantes.
Segundo o
escritor François La Rochefoucauld (1613-1680), “A distância é como os ventos: apaga as velas e acende as grandes
fogueiras.”
Esse é o
legado de Daniel Costa.
Boa leitura!
Eloah Westphalen
Naschenweng
Presidente do Grupo de Poetas Livres/
Florianópolis- Brasil
Membro do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de
Lisboa
quarta-feira, 21 de junho de 2017
POSFÁCIO

POSFÁCIO
Recebi, com imensa alegria, a responsabilidade de
dizer alguma coisa, dentro das minhas limitações culturais e conhecimentos de
história sobre o livro bem escrito e até romântico em certos momentos, do amigo
escritor e poeta Daniel Costa: Brasil - O Sorriso de Deus.
Há tempo que o Daniel Costa falava do desejo e
vontade que era escrever sobre a história que liga Portugal ao Brasil. Em boa
parte fui testemunha da história aqui contada, algumas vezes fui até partícipe
da mesma.
O autor na sua modéstia pesquisou, indagou, anotou,
recolheu informes e deixa nesse livro como fonte de esclarecimento sobre o
passado histórico. Pois nos dá, sem delongas, a noção dos acontecimentos, no
tempo e lugar. Contudo nos enche de orgulho e serve para nos orientar, quando
precisarmos falar do nosso povo e da nossa Pátria.
Confio e desejo que o autor se tenha realizado pelo
trabalho tão bem elaborado que acaba de nos oferecer.
Siga em frente que o livro ficou magnífico.
Severa Cabral (escritora)
sexta-feira, 16 de junho de 2017
PEDRA DO INGÁ

PEDRA DO INGÁ
Pedra do Ingá é um monumento
arqueológico, que também se identifica por “Itacoatiara”, constituído por
rochas, com inscrições rupestres, localizado no estado brasileiro da Paraíba,
junto da cidade do Ingá.
O termo vem da língua tupi:
itá (pedra) e kuatiara (riscada ou pintada). Reza a tradição, quando os índios
potiguaras, que habitavam a região, indagados pelos colonizadores, sobre o
significado dos sinais inscritos na rocha, eles usam o termo.
A formação rochosa, no seu
conjunto principal, cobre uma área de 250 m2. Relevo de 50 metros de
comprimento por 3 de altura, e áreas adjacentes.
Há inúmeras inscrições, de
significados ainda continuam a ser incógnita. No conjunto, diversas figuras
sugerem representações de animais, frutas, figuras humanas e constelações como
a de Órion.
O sítio fica 109 km da cidade
de João Pessoa e a 38 km de Campina Grande, havendo no local um edifício de
apoio aos visitantes e as instalações um museu de História Natural, com
diversos fósseis e utensílios líticos (relativos a pedras), encontrados na
região.
Na verdade, Teodósio d Mello,
já conhecedor visual da PEDRA DO INGÁ, nas suas visitas ao sítio e na da
leitura de alguns estudos, de vários especialistas a propósito, não pôde deixar
de admirar o monumento megalítico.
Perguntava-se:
- Há cerca de seis mil anos,
a datação de certo modo consensual das inscrições, já teria havido, alguma
ideia ou tentativa de colonização do sítio?
Há que ter em conta, que já
investigadores a atribuir as inscrições a Fenícios e sabe-se a sua veia colonizara,
na Europa, particularmente no território que e viria a ser Portugal.
Até há uma corrente a
defender que os sinais do Ingá terão sido obra de engenharia extraterrestre.
O que para Teodósio de Mello,
não é crível uma vez, não haver nada no planeta TERRA, que permita a afirmação
peremptória de ter havido visitas de extraterrestres, embora continue a ser
considerado, possível haver vida, para além da TERRA.
Em suma, até hoje, ainda não
foi possível afirmar, sem reticências quem foram os autores, ou autor e motivações
das inscrições do ingá.
A motivação até pode ser
circunstancial e nada mais.
Tudo isto, embora vários
estudiosos internacionais que têm passado pelo Ingá. É preciso desmitificar o
assunto e Teodósio de Mello, por experiencia própria no terreno, em várias
formações, humildemente, atreve-se a fazê-lo.
Como se atreve a dizer que, a
alma dum povo é a sua cultura o que, certo modo os descobridores não
descuraram, introduzindo missionários nas suas missões de exploração e
ocupação.
Intensa cultura, que ainda
estará a faltar no espaço da C.P.L.P. – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
De anotar os entraves à circulação de obras literárias, muito devido a uma
norma que a Revolução de Abril de 1974 aboliu, quanto aos custos de correio.
De facto a circulação postal,
para o Brasil e do Brasil para Portugal era igual à interna. A denúncia terá
partido de Portugal.
Acresce uma inusitada demora:
- Já houve casos em que livros,
enviados via aérea, demoraram tanto, a chegar ao Nordeste brasileiro, como as
caravelas de Pedro Álvares Cabral, em 1500. Como não aconteceu apenas uma vez,
o assunto foi participado aos respectivos Serviços dos Ctt portugueses.
Á certa alegação, de que o
problema teria a ver com o serviço de distribuição, no destino. Foi apontada a
UPU – União Postal Universal, que por convenção, tem a faculdade de interferir
e aclarar, problemas desse teor, como de outro.
Depois temos, O Acordo
Ortográfico de Língua Portuguesa que visa criar uma ortografia unificada, por
todos os países de língua oficial portuguesa, onde se incluí o Brasil.
Ciente da realidade
brasileira, e de outras realidades, inclusive a portuguesa, o Acordo não é
integralmente cumprido e, pelo que se sabe, é de prever que nunca seja. Isto na
visão de Teodósio de Mello.
Duas realidades que conhece,
de escritores de Angola e Brasil. Aqueles nos seus escritos usam bastantes
palavras de dialectos locais, estes escudam-se até, no português arcaico, que
os colonizadores transmitiram.
Em suma, a língua talvez se
enriqueça pela diversidade!
Pensaram neste aspecto, os
peritos da linguagem lusa?
Pensaram na origem, no latim
e das muitas influências, na língua portuguesa?
Foi equacionada a variedade
linguística, das diversas zonas do Brasil?
E dos países de África e da
tentação de adopção de certas palavras, de uso local e ancestral?
Teodósio de Mello debruçou-se
bastante sobre este aspecto, e não pode deixar de referir a variedade
onomástica e dos seus modos diferentes de registo, que há no Brasil.
Fica esta pérola onomástica, do
descendente de portugueses, da Paraíba, escrita pelo próprio, para que não haja
equivoco:
- YAMAGUCHY…
Daniel Costa
sexta-feira, 26 de maio de 2017
FORTE DE SANTA CATARINA DO CABEDELO



FORTE DE SANTA CATARINA DE CABEDELO
Primitivamente construída em
taipa, a estrutura foi arrasada durante a governação de André de Albuquerque,
por um ataque combinado, em 1591, de corsários franceses e indígenas.
Reconstruído a partir do ano
seguinte, em alvenaria. Foi concluído em 1597 com a invocação de Santa Catarina
de Alexandria, padroeira da capela do forte, e como homenagem a Dona Catarina
de Portugal, Duquesa de Bragança.
Teodósio de Mello de já
adoptara a cidade de João Pessoa, como sua, pela consabida urbanidade, pelo
clima tropical-ameno, pelo seu verde, pelos seus quilómetros de costa e
sobretudo, por ser a cidade da sua amada Samira, a sua romântica paixão.
Ainda por se situar no ponto
das Américas, onde o sol nasce mais cedo, propício, portanto para os seus
estudos sobre a descoberta do País e dos muitos navegadores, que por ali terão
passado, deslumbrando-se.
Tal com os habitantes da
cidade, capital da Paraíba já se achava bem integrado no ambiente, tanto mais
que vivia à vista daquele mar que há séculos fascinara inúmeros navegadores.
Entre os frades que sempre
acompanharam as expedições, alguns já aplicariam a sociologia, criada séculos
depois, como ciência, por Augusto Comte, já citado.
Este viria a ser seguido por Émile
Durkheim, que criou a disciplina académica da sociologia, muito poderia estudar
as motivações da colonização do Brasil, ao longo de séculos, por portugueses.
É que teve de haver algo de
místico motivador, devido a bastantes guerras e perigos eminentes a enfrentar,
que só a sociologia, tal como a conhecemos hoje, pode explicar.
No mesmo ano, de 1597, uma
esquadra francesa, de treze navios, com uma força de 350 homens, atacaram o
forte por terra, do que resultou a morte do seu comandante, durante a
resistência ao assalto.
O Capitão João de Matos
Cardoso reassumiu então comando.
Em 1601, a guarnição era de
um comandante Capitão, um alferes, um sargento, um tambor e vinte soldados
armados com mosquetes; artilhado com três peças de bronze e nove de ferro.
Em 1611 as peças de bronze
foram refundidas em Pernambuco e no ano seguinte, trezentos soldados com
arcabuzes, faziam parte do seu efectivo. Da sua artilharia constavam onze
peças.
Em 1618, reconstruido pelo
Engenheiro-mor e dirigente das obras de fortificação do Brasil, Francisco de Frias
Mesquita.
Em 1603 a 1634 auxiliou a
defesa de terra, contra um desembarque holandês sob o comando do Almirante
Boudewign Hendrickszoon por alturas da baia da Traição.
Em 1631, ainda no comando do
Capitão João de Matos Cardoso, já com a progressiva invasão holandesa, o forte teve
as suas defesas reforçadas, com a guarnição de duzentos homens e artilhado com
dezoito peças, resistindo ao ataque de Dezembro.
Depois 16 navios, 1300 homens
no comando do Coronel Hartman Gottfred von Stein Callenfels atacaram, perecendo
Jerónimo de Albuquerque Maranhão. As baixas holandesas ascenderam a duzentos
mortos e cento e cinquenta feridos.
O forte, na ocasião, estaria
artilhado com catorze peças de bronze e quarenta e duas de ferro.
Rechaçado o ataque holandês,
de 25 a 28 de Fevereiro de 1634, 24 navios e 1200 homens, comandados por
Sigismundo van Schkoppe, o forte sofreu melhorias na direcção do Diogo Pais,
tendo passado a ser artilhado com seis peças de bronze e doze de ferro.
No entanto os holandeses
irredutíveis, voltaram a atacar, desta vez com 29 navios e 2350 homens,
comandados por Schkoppe, que chegou à Paraíba a 3 de Dezembro de 1634. No
ataque iniciado no dia seguinte, veio a perecer o Capitão Matos. Substituído
pelo Capitão Jerónimo Pereira, em 12 de Dezembro de 1634, que por seu turno,
veio a cair, sendo substituído, no comando, por Francisco Gregório Guedes de
Souto Maior.
Em 19 de Dezembro, nova frota
holandesa, vinda do Recife bloqueou a barra do rio Paraíba, alvejando o Forte
de Santa Catarina, em seguida sitiado por tropas de terra.
Ao mesmo tempo, a 23 de
Dezembro, caia o Forte de Santo António, que o apoiara, cruzando fogo na margem
oposta a norte da foz do rio Paraíba.
Ainda resistiu a Praça por
quinze dias, porém com as muralhas arrasadas, sem munições, a artilharia
danificada, a capitania rendeu-se.
A cidade de Filipeia e a
capitania da Paraíba foi entregue aos holandeses.
A luta custou à defesa,
oitenta e dois mortos e cento e três feridos.
Os holandeses, vieram a
perder o controlo de Frederica… Filipeia de Nossa Senhora das Neves em 1645,
ficando limitados e restritos à ocupação deste forte e do de Santo António.
Aquando da sua capitulação,
no Recife em 1645 abandonaram estes, que foram reocupados por forças
portuguesas, comandadas pelo Coronel Francisco Figueiroa.
Ao longo dos tempos, o forte
foi-se degradando e pelas cartas régias de 28 de Novembro de 1689 e de 29 de
Agosto de 1697, reiteradas por ordens datadas de 28 de Agosto de 1699, deu-se a
reconstrução com a planta, inicialmente, traçada pelo Sargento-mor Pedro
Correia Rebello, mais tarde revista e ampliada pelo Engenheiro Luiz Francisco
Pimentel.
O forte… Fortaleza, como
Teodósio de Mello, já teve ocasião de visitar, fica apenas a 18 quilómetros da
cidade de João Pessoa, na embocadura do da foz do rio Paraíba, já na cidade
portuária do Cabedelo.
Mais uma testemunha, da presença
portuguesa no Brasil colonial, que os roteiros turísticos assinalam.
Teodósio de Mello, também
comtemplou, demoradamente todo o complexo, defensivo e verificou ser muito
visitado por grande afluxo turístico.
Daniel Costa
domingo, 14 de maio de 2017
COLONIZAÇÃO DO BRASIL - GUERRAS INTERNAS - CONFLITUALIDADE GERALCIONAL


COLONIZAÇÃO
DO BRASIL – GUERRAS INTERNAS – CONFLITUALIDE GERACIONAL (?)
Teodósio de
Mello, com o seu grande empenhamento em se debruçar sobre a história pós
descoberta e consequente colonização do Brasil, não deixava de ter a mente
sempre em actividade, virada para o grande empreendimento de gerações, de
séculos.
Definitivamente expulsos os usurpadores,
como espanhóis, Ingleses, franceses e holandeses, passou a haver “guerrinhas”
entre grupos de colonizadores portugueses, as chamadas guerras nativistas.
Estão neste caso, as guerras
dos “Emboadas”, de 1707 – 1709, ou outras que se vieram a travar entre
bandeirantes e portugueses, e outros emigrantes do Brasil.
A dos Mascates, 1710 – 1711,
que opôs os senhores de terras e engenhos pernambucanos, concentrados na cidade
de Olinda, e os comerciantes portugueses da metrópole, de mais recente
emigração para a colónia.
Dir-se-á ter havido falta de
solidariedade, porém já uma nova cultura, de cerca de dois séculos, se podia
verificar na grande colónia de Portugal. Já se podia augurar a futura independência,
à distância de um século, como veio a verificar-se.
Ou ainda a Revolta de Filipe
Santos, também conhecida por revolta de Vila Rica, 1720, uma das primeiras
reacções de descendentes portugueses, contra a metrópole.
Aconteceu na então Vila Rica,
Ouro Preto, do Estado de Minas Gerais. Tendo culminado com enérgica reacção do
governador João de Almeida Portugal, Conde de Assumar, motivando a morte, por
execução, do líder Filipe dos Santos.
Esta Revolta é considerada percursora da
designada por Inconfidência, também referida como Conjuração Mineira, tendo
sido de natureza separatista, contra a execução da derrama e do domínio
português, motivo porque foi reprimida pela Coroa portuguesa em 1798.
Fica todo um campo de fértil estudo,
para os especialistas em ciências sociológicas, de que o francês Augusto Comte
terá sido iniciador.
Os sociólogos portugueses e
brasileiros, cujo que seria fastidioso citar neste estudo histórico, decerto não
deixarão de se debruçar, já que diz respeito aos povos hora também designados
por de países irmãos.
Teodósio de Mello, pelo presente estudo e por outras vias, que vai cruzando, formou a sua opinião, a sua real ideia das motivações, da grande odisseia da gesta portuguesa de há cerca de 500 anos.
Teodósio de Mello, pelo presente estudo e por outras vias, que vai cruzando, formou a sua opinião, a sua real ideia das motivações, da grande odisseia da gesta portuguesa de há cerca de 500 anos.
De muitas gerações
subsequentes.
Daniel Costa
sexta-feira, 5 de maio de 2017
ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA


ARQUIPÉLAGO
DE FERNANDO DE NORONHA
A 360 km a
nordeste da cidade de Natal, no Rio Grande do Sul, fica o arquipélago de
Fernando de Noronha, formado 21 ilhas e ilhéus, de origem vulcânica.
A sua
descoberta aconteceu logo, entre 1500 e 1502 e é atribuída a uma expedição
comandada pelo explorador Fernando de “Loronha” sendo certo, porém, que o
primeiro a descrevê-lo foi Américo Vespúcio, a partir de expedição entre 1503 a
1504.
Primeira capitania
hereditária do Brasil, Ingleses, franceses e holandeses, entre os séculos XVI e
XVIII, o foram invadindo.
Por carta
régia, Fernando de Noronha, em 1700, tornou-se dependência de Pernambuco,
capitania a que já tinha ligação histórica.
A Companhia
Francesa das Índias Orientais, em 1736, invadiu-o e passou a lhe atribuir a de
designação de Isle Daufine.
No ano
seguinte uma expedição enviada do Recife expulsou os franceses.
Fernando de
Noronha segundo registos escritos, foi descoberta em 10 de Agosto de 1503, por
uma expedição portuguesa organizada e financiada por um consócio privado,
liderado pelo comerciante de Lisboa, Fernão de Noronha.
Gonçalo
Coelho era o capitão, que também levava o aventureiro italiano, Américo Vespúcio.
A nau que capitaneava a expedição, embateu num recife e naufragou já perto da
ilha, tripulação e carga tiveram de ser resgatados.
Sob as ordens
de Gonçalo Coelho, Vespúcio ancorou na ilha e lá passou uma semana, enquanto o
resto da frota, ficou ao sul.
Vespúcio
descreve a ilha, em carta a Pedro Sodeneri, como desabitada.
O diário de
bordo de Martim Afonso de Sousa, na década de 1530 referia-se ao arquipélago,
como ilha de Fernando de Noronha (Loronha era erro ortográfico, então muito
comum).
Fernão de
Noronha, não só tornou a ilha capitania hereditária, como estabeleceu um
monopólio comercial sobre o comércio do Brasil.
Entre 1503 e
1512, os agentes de Fernando de Noronha estabeleceram uma série de feitorias,
ao longo da costa brasileira, envolvendo-se no comércio de pau-brasil, madeira
nativa, com os índios locais, altamente valorizada, pelos costureiros europeus visto,
que servia como corante vermelho.
A ilha era o
ponto central da rede.
O pau-brasil
colhido, em continuidade, pelos índios da costa e entregue aos vários armazéns
do litoral era enviado para o armazém central do arquipélago.
Entretanto
visitados por navio de transporte maior, que levava o produto para a Europa.
Logo após
caducidade, em 1512, a organização foi assumida pela coroa portuguesa. No entanto,
Fernão de Noronha e os seus descendentes mantiveram a posse da ilha e a
capitania hereditária, pelo menos até à década de 1560.
A UNESCO, em
2001, declarou o arquipélago de Fernando de Noronha, como Património Natural da
Humanidade, citando os seguintes motivos:
- A importância da ilha como área de
alimentação de várias espécies, como atum, peixe-agulha, cetáceos, tubarões e
tartarugas marinhas.
- Elevada
população de golfinhos residentes.
- Protecção
de espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-pente e diversas aves.
Daniel Costa
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