

AMAPÁ:
Todo o litoral atlântico, a norte da desembocadura
do rio Amazonas, segundo o célebre Tratado de Tordesilhas, em 1494, ficou
enquadrado no direito de ocupação de Espanha. Acontece que Portugal e Espanha
só viriam a explorar a região de Amapá entre 1580 a 1640, quando os reis de
Espanha governaram Portugal.
Também franceses, Ingleses e holandeses se
interessaram pelo território, na época chamado Costa do Cabo Norte.
Deles extraíram madeira, resinas, frutos
corantes como o urucum (açafroa – colorau) e óleos vegetais, ainda produtos de
pesca, designadamente, o peixe-boi, guarabá ou manati, (mamífero aquático, que
pode pesar 300 quilos) que salgado era vendido na Europa.
No século XVI, a região da chamada Guiana, estendia-se
da foz do rio Amazonas à foz do rio Orinoco, onde as tribos caribes e aruaques
dominavam.
O termo guiana significa “terra de muitas
águas”, na língua aruaque.
No século XVI, Os territórios das Guianas,
foram colonizados pela Inglaterra, Holanda, França, Portugal e Espanha.
O estado de Amapá, até meados do século XX, foi
chamado Guiana Portuguesa, Guiana Brasileira, depois da independência.
Os portugueses, ao iniciarem a penetração da
Amazónia, inquietavam-se com a competição estrangeira.
Bento Maciel Parente, em 1637, obteve de Filipe
II a concessão do Cabo Norte, como capitania hereditária, tal como o rei D.
João III criara cem anos antes.
Título reconhecido, depois da Restauração, pelo
rei D. João IV, nem por isso as incursões estrangeiras, sobretudo de franceses
a basear as suas pretensões em cartas-patentes, que o rei Henrique IV fizera em
1605 a Daniel de la Touche, sire de La Ravardière.
Em 1713, o primeiro tratado de Utrecht, dispôs
que o limite entre as possessões portuguesas e francesas no norte do Brasil,
seria o rio Oiapoque ou de Vicente Pinzón, enquanto consagrou a desistência
francesa de usar o rio Amazonas, garantindo a Portugal a posse exclusiva de
ambas as margens.
Entretanto, os portugueses prosseguiram com o
desbravamento de terras e a catequese de índios, fundando-se missões
franciscanas e jesuíticas.
Depois o Marquês de Pombal, que bastante se
ocupou da Amazónia, em 1764, ordenou a construção da maior fortaleza da
colónia, em Macapá, capital de Amapá, a Fortaleza São José de Macapá.
Para Macapá e Nova Mazagão foram levadas 340
famílias de Mazagão (Marrocos) e açorianos, como colonos.
A fortaleza de São José de Macapá, que os
portugueses construíram, constitui por hoje, uma das sete maravilhas do Brasil.
Daniel Costa
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