sábado, 4 de fevereiro de 2017

PORTO ALEGRE - CAPITAL DO RIO GRANDE DO SUL

Foto de Daniel Costa.
Foto de Daniel Costa.
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PORTO ALEGRE – CAPITAL DE RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre apenas a partir do século XVIII se estabeleceu como cidade quando, legalmente, o território de Rio Grande do Sul ainda pertencia aos espanhóis, pelo Tratado de Tordesilhas.
Porém, desde o século XVII, eram feitos esforços para a sua conquista, pelos portugueses que progressivamente foram penetrando no território, pelo seu nordeste, através do caminho dos conventos (extensão da Estrada Real).
A penetração foi sendo realizada por Bandeirantes, vindos em busca de escravos índios e por tropeiros (condutores de tropas ou comitivas de muares e as regiões de produção e os centros consumidores no Brasil, a partir do século XVII), que caçavam os grandes rebanhos de gado bovino, mulas e cavalos a viver livres no estado.
Mais tarde os tropeiros, transformando-se em estanceiros, passaram a radicar-se no sul, solicitando a concessão de sesmarias (lei instituída em 
Portugal no século XIV que, aquando se efectivou a conquista do território do Brasil o Estado português decidiu utilizar o sistema).
Manuel Gonçalves Ribeiro foi aí, o primeiro concessionário de uma sesmaria em 1732.
Outra via de penetração deu-se através do litoral, fundando-se em 1737, onde hoje se situa o Rio Grande, com o objectivo de assistência à Colónia do Sacramento, no Uruguai, então na posse dos portugueses.
Depois do Tratado de Madrid em 1750, o rei de Portugal, D. João V determinou, a ida de um grupo de 4.000 casais dos Açores para povoar o sul, na realidade só chegaram 1.000.
A cidade constituiu-se com a chegada desses casais açorianos em meados XVIII. Já no século XIX, chegou outra leva de emigrantes; alemães, italianos, espanhóis, africanos, polacos e libaneses, desenvolvendo-se esta com rapidez.
O Rio Grande do Sul, em 1763 foi de novo invadido por espanhóis, a população portuguesa fugiu e o governo da Capitania à pressa, mudou-se para Viamão, que foi elevado a freguesia, com o nome de Freguesia de São Francisco do Porto dos Casais.
Em 26 de Março de 1772, actualmente estabelecida como a data da criação oficial de Porto Alegre. Tendo em vista a sua melhor situação geográfica e estratégica, em 25 de Julho de 1773 o governador da Capitania, Marcelino de Figueiredo, decretou que a capital se situasse lá.
Com a paz entre Portugal e Espanha, pelo Tratado de Santo Ildefonso, acordo em 1 de Outubro na província espanhola de Segóvia, a posse da terra foi regularizada assim como a administração.
Foi então mandado erguer o Palácio do Barro, a primeira sede de governo, assim como a igreja matriz. As ruas foram calcetadas, foi criado serviço postal e o comércio cresceu rapidamente.
Em 1814 o novo governador, Dom Diogo da Cunha, obteve a concessão de uma grande sesmaria ao norte, com o fim expresso de estimular a agricultura local.
Com o crescimento de cidades próximas como Rio Pardo e Santo António da Patrulha, em vista da sua situação geográfica privilegiada, na confluência das duas maiores rotas de navegação interna: Rio Jacuí e Lagoa de Patos – Porto Alegre começou a ser o maior centro comercial da região.

Daniel Costa





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

RIO GRANDE DO SUL

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RIO GRANDE DO SUL

À época da descoberta do Brasil, a região que actualmente forma o Rio Grande do Sul era habitada pelos índios minuanos, charruas e caaguarás que já lá viviam há 12 mil anos aC.
Sabe-se que foram bons ceramistas e que na caça usavam boleadeiras (espécie de fundas, que eram lançadas aos pés dos animais, em corrida, causando-lhes a queda e assim possibilitando ao caçador, matar as peças). A boleadeira é até hoje um dos instrumentos do peão gaúcho.
Essas tribos viveram bastante tempo com os brancos colonizadores e as disputas entre Portugal e a Espanha sobre os limites das suas possessões das Américas fizeram com que a região só viesse a ser ocupada no século XVII.
Os jesuítas espanhóis foram os primeiros a estabelecer-se no local.
A geografia do estado do Rio Grande do Sul, que se divide em onze regiões fisiográficas e o Tratado das Tordesilhas, de 1494, que dividiu a soberania sobre os descobrimentos entre Portugal e Espanha, influíram para retardar a ocupação a leste, por aqueles.
No caso do Brasil, o meridiano estendia-se a cerca da ilha de Marajó até à baia de Laguna, em Santa Catarina.
Dadas as dúvidas, sobre o ponto exacto, onde devia passar a linha que se convencionara e situando-se o rio de São Pedro na zona discutida, nenhuma das nações, se apressava a ocupá-lo, por temer de novas dificuldades diplomáticas.
No entanto, em princípios do século XVII a Espanha penetrou na margem esquerda do Rio Uruguai, por intermédio dos jesuítas, os quais, a partir do Paraguai, estabeleceram as suas “reduções” (aldeamentos indígenas organizados pelos jesuítas espanhóis no novo mundo), chegando perto donde se situa a hoje Porto Alegre.
A seguir, chegam os Bandeirantes, que destruíram a província do Guairá e descendo à província de Tape, no coração do Rio Grande do Sul, assim como à do Uruguai, desbarataram as aldeias, com o aprisionamento dos índios, levando-os como escravos para as suas lavouras.
António Raposo Tavares foi um dos maiores chefes dessas expedições predatórias.
Os sobreviventes fugiram com os jesuítas mais para sul, onde se fixaram na margem direita do rio Uruguai.
Depois de bastantes batalhas e escaramuças entre portugueses e espanhóis reivindicando direitos, tendo em vista, sobretudo, o tratado das Tordesilhas, celebrado entre ambos os países, onde o força guerreira, se foi fazendo sentir, finalmente os portugueses puderam colonizar o Rio Grande do Sul.
Evangelizar os indígenas foi sempre um dos objectivos, no caso os missionários procederam sempre outras forças.
Nem a pressão dos bandeirantes pôs fim à presença dos jesuítas na margem oriental do rio Uruguai, que cinquenta anos depois, sempre atraídos pelas disponibilidades económicas da região, sobretudo pelo gado, retomando o território perdido, fase que veio a terminar, precedida de longas indecisões diplomáticas, que só terminaram com uma rápida acção militar em 1801.
A conquista do Rio Grande do Sul e seu povoamento são obra do carácter da gente portuguesa.
O litoral do actual território do Rio Grande do Sul, só foi explorado pela expedição de Martim Afonso de Sousa, provavelmente cabendo-lhe a primazia da descoberta da barra do rio Grande, ou de São Pedro.
O Tratado das Tordesilhas não impediu que a coroa Portuguesa se atribuísse o território do Rio Grande do Sul, na verdade.

Daniel Costa








quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

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Foto de Daniel Costa.
BRASÍLIA – DISTRITO FEDERAL

Sendo capital da República Federativa do Brasil, Brasília é ao mesmo tempo, capital de uma das 27 unidades federativas daquele país, situada na Região Centro Oeste.
Aquele Distrito Federal é, na prática, um enclave no estado de Goiás, idealizado por num projecto do então presidente Juscelino Kubitschek, de mudança da capital, da cidade do Rio de Janeiro, para o centro do país.
Aconteceu já na década de 1960, também separado do de Minas Gerais por uma ponte de 130 metros sobre o rio Preto.
Até à chegada, no século XVI, aquela zona central onde está hoje o Distrito Federal, era ocupada por indígenas do tronco macro-jê, como os acroás, os xavantes, os caiapós, os javaés…
No século XVIII, a região era cortada pela linha do tratado das Tordesilhas que, como se sabe, dividia os domínios dos portugueses dos espanhóis e tornou-se rota de passagem para os garimpeiros de origem portuguesa, em direcção às minas de Mato Grosso e a Goiás.
SABEDORIA DOS ÍNDIOS
“Nós os índios, conhecemos silêncio.
Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
“Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.      
Observa os animais para ver como cuidam dos seus flhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Observa primeiro, com o coração e a mente quietos e aprenderas. Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar”.

A partir de 1500, da expedição, que aportou a terras, que viriam a chamar-se Brasil, comandada por Pedro Álvares Cabral, a região habitada por indígenas ameríndios, até à sua independência, em 1822 é apenas o espaço - tempo, que Teodósio de Mello se propôs estudar.
Foi isso que o motivou a morar no hotel Tambaú, à vista daquele excelso mar da cidade de João Pessoa.
Entretanto, ia observando toda a integração étnica, que os colonizares portugueses iam suscitando e provocando com a sua presença. Observou haver bastantes cruzamentos étnicos. Os portugueses, devido talvez a uma longa tradição de, internamente terem convivido com variados povos, para além dos escravos, podem orgulhar-se de não terem semeado xenofobia. Na observação de Teodósio de Mello, tal como em Portugal, o povo em si é tolerante.
O que se possa aventar é esse mal: do racismo de classes, que afinal é da condição humana.
Senão veja-se, no desenvolvimento de qualquer sociedade, três componentes estão sempre presentes; a religiosa, a económica e a política.
Era este prisma que também guiava Teodósio de Mello, afinal o que motivou tantos portugueses a desembarcar e a desbravar o Brasil?
- Claro que, mais que tudo, a ambição económica!
Uns conseguiram enriquecer, outros jamais o conseguiram, dai que as desigualdades sociais continuassem a ser um facto, originando as classes económicas.
Talvez nenhum lugar do mundo tenha passado por uma miscigenação tão intensa como o Brasil.
Grande parte dos colonizares portugueses ali se miscigenou com índios e africanos, dando origem a entre outras, a bonita mulher cafusa.
Teodósio de Mello, no próprio hotel que elegera como morada, a determinada altura, estava na sala do pequeno-almoço, a amada Samira, eis que se lhe deparam, também no repasto, duas mulheres a parecerem índias.
A primeira reacção foi a ideia de meter conversa com elas, mas retraiu-se e preferiu tentar fazer uma boa observação. Assim fez, sempre a balbuciar e comentando com a namoradinha.
No dia seguinte, como estava certo que aconteceria, lá estavam de novo, ambas, agora acompanhadas com a filhota de uma, apresentando também traços de índia.
Então Teodósio de Mello, declinando o seu nome, apresentado um semblante sorridente, apresentou-se e pediu para as fotografar. Elas de imediato, bem simpáticas se predispuseram a aceitar.
Depois do que resultou, a almejada troca de conversa; não elas, embora com os traços bem vincados não eram índias, mas sempre sorridentes, admitiram ser descendentes dessa etnia.
Em conversa, veio a saber, estarem ali de férias vindas de Brasília, sua cidade.
De facto as mulheres foram muito simpáticas e por mais dias, tantos quantos elas ali permaneceram, conversaram ao pequeno - almoço, até às despedidas.
Aconteceu que, Teodósio de Mello, sentiu-se transportado à contemporaneidade do início da colonização do Brasil.

Daniel Costa







quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

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MACEIÓ E PORTO GALINHAS

 No início da colonização, século XVII, navios portugueses fundeavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, sendo ai carregadas madeiras das florestas do litoral. Mais tarde, o porto também serviu para o embarque de açúcar, produzido pelos engenhos locais.
Antes da fundação de Maceió, capital colonial de Alagoas, em 1609, Manuel António Duro, morou no onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diogo Soares, uma sesmaria.
Em 1673, as terras mudaram de dono. O rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena, a construção de um forte no bairro de Jaraguá.
Com isso, deu-se um grande desenvolvimento na região e o povoado recebeu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, mais tarde padroeira da cidade.

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A praia de Porto de Galinhas, de início, foi chamada de Porto Rico, devido ao pau-brasil ser ali muito abundante.
No auge da escravatura no Brasil, era o principal ponto de escravos ilegais do nordeste.
Muitas vezes, os mesmos chegavam escondidos em baixo de engradados de galinhas-d’angola.
Achegada dos escravos ilegais ao porto, era costume ser anunciada com a frase: “tem galinha nova no porto”!
Da forma resultou que, a praia de Porto Rico, acabou mesmo por ficar conhecida e designada, oficialmente, por Porto de Galinhas.

Daniel Costa










domingo, 25 de dezembro de 2016

IGREJA DE SÃO FRANCISCO - CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA




Foto de Daniel Costa.
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GREJA DE SÃO FRANCISCO - CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA

A monumental igreja de São Francisco pode ser considerada, como um dos paradigmas da evangelização que fez parte da colonização. Assim meditou Teodósio de Mello, ao visitá-la, demoradamente, o que fez parte do seu estudo sobre a colonização do Brasil.
Dado ter estabelecido morada, naquele paraíso tropical, que é João Pessoa, a grande cidade atlântica, por natureza. Já por lhe parecer ter uma das melhores localizações, para miradouro da história da colonização do Brasil, tendo em conta a extensão das suas costas marítimas, estava também a deparar-se com valiosos monumentos históricos.
A arquitectura franciscana da igreja, é historicamente, e não só, extremamente valiosa, para o estudo da missionação e até da aculturação, sobretudo do Nordeste do Brasil, por consequência, de toda a grande Nação Sul-Americana, de língua portuguesa.
A igreja de São Francisco faz parte do Centro Cultural, do mesmo nome, de João Pessoa, criado já no século XX, no governo de Tarciso de Miranda Burity. Ali funciona o complexo arquitectónico, que além desta igreja, que possui no adro um cruzeiro, notável testemunho, do Barroco no Brasil.
A igreja destaca-se, em primeiro lugar como pode ver-se, um cruzeiro na entrada do adro. Uma grande cruz monolítica, onde se vislumbram diversas águias bicéfalas, cujas representariam a chamada união ibérica, entre Portugal e Espanha, uma vez que Filipe II de Espanha, governava Portugal, como Filipe I a partir 1556.
Antes da porta principal, pode ser visto um terraço, mais conhecido como galilé, uma área onde os indígenas e as prostitutas ficavam a assistir à missa, visto que não lhes era permitido entrar na igreja com outras pessoas.


Remontam, as suas origens, à chegada ao local, em 1588 de Frei de Melchior de Santa Catarina, designado para instalar ali uma missão franciscana.
Todo um convento foi fundado em 1589, com projecto de Frei Francisco dos Santos, quatro anos depois da ocupação da região pelos portugueses, tendo sido concluído em 1591 pelo Guardião Frei António do Campo Maior.
A sua conformação, presente, é fruto de várias reformas dos séculos XVII e XVIII.
Inicialmente, era apenas uma pequena edificação de taipa com doze celas e um claustro, depois ampliada nos anos seguintes, já em alvenaria e pedra calcária.
Em 1634 foi ocupada pelos invasores holandeses e transformada em fortificação.
Depois recuperada pelos franciscanos, que a reformaram, concluindo-a em 1661. Nos seguintes dois séculos sofreria outras intervenções, até a fachada da igreja ser concluída em 1779, conforme a data gravada no frontispício.
Os interiores foram ricamente decorados, destacando-se a azulejaria, talha dourada e pintura.
Todo o convento se tornou o maior centro franciscano a norte de Pernambuco tendo um papel decisivo na ocupação da região, devido ao trabalho missionário e cultural dos frades.
A decoração interna apresenta várias alegorias ao assunto.
O conjunto arquitectónico é considerado, o mais perfeito representante da escola franciscana de arquitectura do nordeste brasileiro, no estilo; Barroco-Rococó.
O tecto da igreja é decorado com uma das mais importantes pinturas de arquitectura ilusionística do Barroco brasileiro mostrando a glorificação dos Santos Franciscanos.
A tradição atribui a José Joaquim da Rocha, fundador da escola baiana de pintura, a sua autoria, mas há pesquisadores a defender outros autores.
O claustro, é a parte mais antiga, terminado cerca de 1730. Este revela influência mourisca,  sendo constituído por um pátio quadrado, cercado por uma galeria coberta, para onde se abrem as celas.
Os azulejos das paredes laterais são decorados com motivos vegetais. No interior e no adro também há vários painéis de azulejos. Na primeira os motivos são a história de José do Egipto, no segundo, cenas da Paixão.
O púlpito, cuja beleza é indesmentivelmente maravilhoso, foi considerado pela Unesco, único no mundo, pelo esplendor da sua talha revestida a ouro.
 A igreja é uma verdadeira obra de arte que emociona, como emocionou Teodósio de Mello, pela sua grandiosidade, harmonia e graciosidade. Até pela intemporalidade.
O piso do adro é em lajes bem antigas.

Daniel Costa












segunda-feira, 21 de novembro de 2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016

ALAGOAS, A GUERRA COM OS HOLANDESES E O QUILOMBO DE PALMARES

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ALAGOAS, A GUERRA COM OS HOLANDESES E O QUILOMBO DE PALMARES

No princípio do século XVII, Penedo, Porto Calvo e Alagoas, admitindo-se essas promoções fossem atribuídas no século anterior. Mas em 1636 é foram elevadas a vilas, com a economia baseada na actividade açucareira, visto que os engenhos de açúcar se tornaram os núcleos principais da ocupação da terra.
A partir de 1630 Alagoas é atingida pela invasão holandesa, tendo povoados, igrejas e engenhos incendiados e saqueados.
Os portugueses reagiram duramente. Batidos por sucessivos reveses, os holandeses, já desanimavam, pensando em retirar-se quando para eles se passa o mameluco Domingos Fernando Calador, de Porto Calvo.
Grande conhecedor do terreno, orientou-os em nova expedição a Alagoas.
Tendo os invasores, aportado à Barra Grande passaram a vários pontos com êxito. Em Santa Luzia do Norte, a população ainda resistiu.
Após encarniçada batalha os holandeses, recuaram e retomaram a Recife.
No entanto, caindo em seu poder o arraial do Bom Jesus, entre Recife e Olinda, adregaram vitórias.
Alagoas, Penedo e Porto Calvo, foram os pontos principais se travou a luta em terras alagoanas.
Por fim, os portugueses retomaram Porto Calvo e aprisionaram, que morreu na forca em 1635.
Clara Camarão, uma mulher porto-calvense de sangue indígena, também se salientou na luta com os holandeses, acompanhando o marido, o índio Filipe Camarão, na maior parte dos lances, arregimentando outras mulheres, tomando-lhes a dianteira.
Por volta de 1641, um chefe holandês afirmou a região estar quase despovoada. João Maurício de Nassau pensou em repovoá-la, contudo o projecto não foi em frente.
À época também se produzia fumo (planta, antigamente conhecido por “ouro verde”) em Alagoas, considerado de qualidade excelente, o da Barra Grande.
Em 1645 a população participou na reacção nacionalista, na luta sob o comando de Cristóvão Lins, neto homónimo do primeiro povoador de Porto Calvo.
Expulsos os holandeses do território, em Setembro de 1645, a prossegue na luta, agora em território de Pernambuco.
No fim do século XVII, São intensificadas lutas contra os quilombos, os negros agrupados nos Palmares.
Frustradas as primeiras tentativas de Domingos Jorge Velho em 1692. Dois anos depois o quilombo é derrotado, com ataques simultâneos de três colunas: uma, de paulistas; outra de pernambucanos, comandados por Bernardo Vieira de Melo, a terceira, de alagoanos sob o camando de Sebastião Dias.
Palmares, começou a formar-se ainda no em fim do XVI século, durando cerca de em anos.
Dos maiores redutos de escravos foragidos da era colonial, Palmares ocupava, a vasta área que, coberta de palmeiras, se estendia do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. A superfície, progressivamente, reduzida com o passar do tempo viria, em fins do século XVII, a concentrar-se, na ainda extensa região delimitada pelas vilas de Una Serinhaèm em Pernambuco e Porto Calvo, Alagoas e São Francisco penedo, também em Alagoas.
Os escravos se organizaram reduto, um verdadeiro estado, em moldes africanos com o quilombo constituído de diversas populações (mocamos) cerca de onze, governadas por oligarcas, na chefia suprema do rei Ganga-Zumba.
A partir de 1667, intensificaram-se as entradas contra os negros, a princípio com a finalidade de os recapturar, em seguida com a de reconquistar as terras de que aqueles se tinham apoderado.
As investidas do sargento-mor Manuel Lopes em 1835 e de Fernão Carrilho 1677, foram desastrosas para os quilombos. As hostes aguerridas em seguida a uma primeira expedição punitiva, em 1679, que liquidaria o velho, verdadeira e última resistência.
Desapareceu o quilombo de Palmares, em 20 de Novembro de 1695.

Daniel Costa