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MINAS GERAIS - BANDEIRANTES
A
maior parte da história do estado de Minas Gerais, sem dúvida, foi determinada pela
riqueza mineral do território.
O
seu próprio nome provém da quantidade, sobretudo, da variedade presente, de
minas que são exploradas, desde o século XVII.
Isto
observado, por Teodósio de Mello, que em jeito de explorador, há muito decidira
desvendar mais, sobre a cultura do Brasil, após a descoberta, oficialmente,
pelo navegador português Pedro Álvares Cabral.
O
corredor – São Paulo – Rio de Janeiro, no âmbito da colonização, intrigava-o
porquanto, saia da zona costeira, onde navegadores continuavam a aportar e onde
iam travando batalhas para expulsar e travar pretensões a usurpações, de
navegadores de outros países.
Em
virtude desta maquinação, munido de vastas informações a propósito, decidiu se
fazer presente no terreno, viajando até à cidade de Ouro Preto, a Capital
Colonial, da capitania de Minas Gerais.
Mais
de cem grupos de indígenas, do tronco linguístico macro-jê, como xacribás,
maxacalis ou aranãs, habitavam, ocupando,
o território até ao século XVI.
Décadas
depois do descobrimento do Brasil, passaram a ser visados a servir como
escravos, sendo capturados, pelos Bandeirantes, para os usarem nas suas
fazendas ou para serem vendidos.
Os
que resistiam, revoltando-se eram, pura e simplesmente, exterminados.
Teodósio de Mello
ficou assim ciente que a criação do estado de Minas Gerais foi obra dos
Bandeirantes.
Então é necessário
saber quem são e como surgem estes bravos colonizadores.
Bandeirantes é a
denominação dos sertanistas do período colonial, que a partir do século XVI,
que em boa parte contribuíram para a expansão territorial do Brasil, além dos
limites exarados no Tratado das Tordesilhas.
Ocuparam o Centro
Oeste e o Sul do Brasil e foram os descobridores de ouro em Minas Gerais, Goiás
e Mato Grosso.
Os Bandeirantes
seriam descentes de primeira e segunda geração de portugueses em São Paulo,
havendo também descendências variadas, como de galegos, castelhanos e cristãos
novos e outros casos diversos.
Minoritariamente, as
suas tropas, também eram compostas de índios escravos e aliados, chegando
normalmente, no máximo a vinte por cento, executando tarefas secundárias.
]Os clérigos
continuaram a fazer parte, a fé estava sempre presente.
A maioria andavam descalços, geralmente levavam como
equipamento, botas e alpargatas, feitas
de couro, coletes, armaduras e outras armas como as espadas.
Os mais famosos Bandeirantes nasceram no que hoje é o estado
de São Paulo.
De certo modo, foram os responsáveis pela conquista do
interior e extensão para além do limite do Tratado das Tordesilhas, do acordo
entre os reinos de Portugal e de Castela.
Robert Southey observou a propósito:
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Enquanto os
espanhóis, no Paraguai, deixaram-se ficar onde os pusera Irala, tratavam de
resto as descobertas que os primeiros conquistadores haviam feito,
indiferentes viam perder-se cobertas de nova vegetação as picadas que estes
tinham aberto, e quase esqueciam os hábitos e a própria língua da Espanha,
continuavam os brasileiros, por dois séculos, a explorar o país ; meses
e anos passaram estes obstinados aventureiros pelas florestas e serranias a
caçar escravos ou a procurar ouro e prata, seguindo as indicações dos índios.
E afinal, lograram assegurar-se a si e à casa de Bragança, as mais ricas minas,
a maior extensão da América do Sul, de toda a terra habitável, a região mais formosa
As
bandeiras de prospecção nasceram no final do século XVII.
Na década
de 1690 foi descoberto ouro nas Serras de Minas, o então chamado Sertão de
Cuieté, hoje o estado de Minas Gerais.
A
interiorização do povoamento deu origem a esta capitania, separada da de São
Paulo na década de 1720.
Por intervenção
dos Bandeirantes, outras se seguiram.
Daniel
Costa
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