quinta-feira, 23 de junho de 2016

CRIAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO




CRIAÇÃO CIDADE DO RIO DE JANEIRO
 
O litoral do actual, estado do Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara foi descoberto pelo explorador português Gaspar de Lemos a 1 de Janeiro de 1502.
Em 1 de Novembro de 1555, os franceses capitaneados por Nicolas Durand de Villegagnon, vieram a apossar-se da maravilhosa Baía e estabeleceram uma colónia na ilha de Sergipe, actual ilha de Villegagnon.
Ali ergueram o Forte Coligny.
Entretanto, consolidavam alianças com os povos tamoios, também conhecidos por tupinambás, que ocupavam o redor da Baia de Guanabara.
Foi com o auxílio dos temiminós, rivais daqueles, que os portugueses atacaram e destruíram a colónia francesa em 1560.
Persistindo os franceses na região, os portugueses, comandados por Estácio de Sá, acompanhados por um grupo de fundadores como, D. António Mariz, desembarcaram num istmo entre o Morro Cara de Cão e o Morro Pão de Açúcar e fundaram a Cidade de “São Sebastião do Rio de Janeiro”, a 1 de Março de 1565.
Logo que foram tomando conta do território, numa pequena praia protegida pelo Morro Pão de Açúcar, edificaram uma fortificação, o embrião da Fortaleza de São João.
Devido às dificuldades da colonização, só apenas em 1565 com reforços da Capitania de São Vicente conseguiu reunir uma força de ataque, com o auxílio dos jesuítas, para cumprir a sua missão.
A definitiva expulsão dos franceses acabou por se dar só em 1567, com a subjugação dos remanescentes elementos franceses, os quais aliados aos tamoios, se dedicavam ao comércio, ameaçando o domínio português na costa do Brasil.
Foi assim que Estácio de Sá, fundou a cidade do Rio de Janeiro, tornando-se o seu primeiro Governador-Geral.
Durante a maior parte do século XVII a cidade foi tendo desenvolvimento lento. Na segunda metade do mesmo século, o Rio de Janeiro, tornou-se a cidade mais populosa do Brasil, o que lhe deu importância a estratégica fundamental para o domínio do território colonial.
No século XVI a pecuária e a lavoura da cana do açúcar iam impulsionando o progresso, definitivamente, assegurando-o, quando o porto começou a exportar ouro extraído em Minas Gerais, no século XVII, entre 1583 e 1623.
A maior área destacada da produção da cana-de-açúcar do sul, do Brasil, deslocara-se de São Vicente, para o Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara.
Em 1640 havia ali 60 engenhos de produção, em 1639, 110 e no final do século 120.
Então  o Rio de Janeiro passou a fornecer o açúcar a Lisboa, devido à tomada de Pernambuco pelos holandeses.
A importância que se acentuou, no século XVIII com as jazidas de ouro de Minas Gerais. A proximidade tornou a consolidação daquela cidade como grande centro portuário e económico.
Foi assim que em 1763, o Marquês de Pombal, Primeiro - Ministro do rei D. José I, transferiu a capital do Brasil colonial, de Salvador para o Rio de Janeiro.
Face a estes pressupostos, Teodósio de Mello, perorando, em pensamento, sobre todas estas ocorrências, não deixava de ter em conta a moderna sociologia, sobretudo, a de Augusto Comte.
Em verdade, a história das colonizações têm a componente sociológica, que bem pode ser aplicada ao seu estudo actual, sempre em aberto em certas variáveis.
No sistema hereditário, o actual estado do Rio de Janeiro, era então compreendido entre as Capitanias de São Tomé e São Vicente.
 
Daniel Costa
 
 

terça-feira, 7 de junho de 2016

OS JESUÍTAS E A ACULTURAÇÃO DO BRASIL




OS JESUÍTAS E A ACULTURAÇÃO DO BRASIL
 
Sendo de importância, no estudo da colonização do Brasil mencionar o papel os Missionários Franciscanos que lá chegaram pelo menos até 1949, embora não tendo sido os únicos missionários, até chegaram os Jesuítas.
Deve ser destacado que, religiosamente, o Brasil nasceu franciscano. Foram estes a fundar muitos conventos, que hoje são relíquias arquitectónicas do passado.
Outras congregações religiosas também enviaram missionários, que erigiram as suas igrejas e conventos.
Em 1549 chegavam à Bahia os seis primeiros Jesuítas, chegando muitos outros nos anos seguintes.
A Companhia de Jesus, cujos membros ficaram conhecidos como jesuítas, foi fundada em 1534 pelo basco Inácio de Loyola.
A Congregação reconhecida por bula papal em 1540.
A Companhia desde logo se difundiu muito por Portugal e D. João III pediu missionários, que lhe iam sendo enviados.
Os primeiros seis jesuítas chegaram, pois, ao Brasil em 1549, integrados na armada de Tomé de Sousa.
Chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega, foram eles Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Vicente Rodrigues, António Pires e seu irmão Diogo Jácome.
Iniciaram a sua catequese, erguendo um colégio em Salvador da Bahia e fundando aí a Província Brasileira da Companhia de Jesus.
A segunda vaga chegou em 1550, na armada de Simão da Gama.
O primeiro Bispo chegou em 1952, em 1553 José de Anchieta, na armada de Duarte Góis.
Mais tarde, cinquenta anos depois, os jesuítas já tinham colégios por todo o litoral, do Ceará a Santa Catarina, do nordeste a sul portanto.
A sua arquitectura religiosa, adaptada localmente, continua marcante a impor-se.
Quando foram expulsos, em 1759, havia 670 por todo o Brasil, distribuídos em aldeias, missões, colégios e conventos.
Bastantes nomes se podem destacar, mas os que ficaram mais conhecido são Manuel da Nóbrega, José de Anchieta e o Ilustre orador que foi o Padre António Vieira.
Além da vila de São Vicente, foram sendo fundadas outras povoações, secundadas por missionários, para catequisar os Índios autóctones.
São os jesuítas que mais se destacaram na missionação no Brasil e consequentemente, mais influenciaram a aculturação dos povos do Brasil, já que passaram a ser eles quem acompanhavam as vastas expedições de colonizadores.
Destinavam-se às missões, religiosas, em 1570, os designados Quarenta Mártires do Brasil. Um grupo da Companhia de Jesus, de 40 jovens, (entre 20 e 30 anos), 32 portugueses e 8 espanhóis, liderados por Inácio de Azevedo.
Durante a viagem, a sua nau foi interceptada nas Ilhas Canárias por navios de huguenotes calvinistas franceses. Ao saberem que os tripulantes eram missionários católicos atiram-nos ao mar a 15 de Julho de 1570.
Beatificados a 11 de Maio de 1854, a sua festa litúrgica tem lugar a 17 de Julho.
Sem dúvida estes mártires são o paradigma dos que se deram as vidas em prol da colonização.
Paradigmática foi também a cultura bem, destacada, do jesuíta Padre António Vieira.
Viera, além de lutar conta a “Santa Inquisição”, de que os jesuítas foram guardiões administradores, combateu essa ignominiosa heresia, se insurgindo, sobretudo na sua prodigiosa actividade de comunicador.
Denunciou também a injustiça humana da escravatura.
Além de que, a nível mundial, terá sido o primeiro homem a falar nos devidos termos de humanismo, com uma clarividência, muito à frente da época em que viveu.
Trinta volumes, da sua obra, que legou para a posterioridade o seu pensamento, o seu e saber, foram editados já no século XXI, pelo Circulo de Leitores e oferecidas cópias a Sua Santidade o Papa, Francisco I.
Em suma, o Padre António Vieira foi um dos maiores oradores de sempre, mas também exímio defensor da tolerância entre etnias.
 
Daniel Costa
 
 
 
 

 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

CAPITANIA DE SÃO VICENTE




CAPITANIA DE SÃO VICENTE
 
Em 1530, o Rei D. João III tornava oficial a colonização do Brasil, dando seguimento ao que já estava em curso por iniciativa de bastantes privados.
A Capitania de São Vicente, sendo a primeira a ser fundada, é uma das mais conhecidas da história da colonização brasileira.
Foi assim que o rei, em 1530 enviou de Lisboa, Martim Afonso de Sousa, no dia 3 de Dezembro de 1530 com uma armada de navios, gente, armas, apetrechos de guerra e nobres povoadores.
Tendo como imediato, seu irmão Pero Lopes de Sousa, a quem o rei tinha concedido oitenta léguas de costa a fim de fundar a sua capitania, porém este veio a falecer afogado no mar.  
A expedição foi feita à custa do próprio Martim Afonso de Sousa, que além da sua nobreza, levava outros fidalgos da casa real, como Pedro de Góis que depois, pelos anos de 1558, veio a ser capitão-mor da armada.
A histografia encara esta, como a primeira expedição colonizadora do Brasil, já que levava Regimento para expulsar os franceses da costa brasileira, colocar padrões de posse desde o Rio Maranhão até ao Rio da Prata, o que não alcançou, em virtude de ter naufragado antes, dividir a costa em capitanias medidas em léguas de costa, que em seguida o rei as concederia a donatários.
Martim Afonso de Sousa estava autorizado a escolher para si mesmo, uma de cem, da melhor terra.
Fundou assim, em 22 de Janeiro de 1322 a primeira vila do Brasil que batizou de vila de São Vicente, em homenagem a São Vicente, por o ser esse o dia daquele mártir, confirmando o nome anterior já dado por Gaspar de Lemos, trinta anos antes, quando aportou à ilha, por coincidência, em 22 de Janeiro.
Graças a Martim Afonso de Sousa, São Vicente, localizado no litoral paulista, tornou-se a precursora das vilas brasileiras, e berço da democracia americana, visto que, a 22 de Agosto de 1532, elegeu a primeira câmara de vereadores. Tendo sido assim a primeira eleição popular realizada naquele continente.
A capitania de São Vicente foi criada antes da primeira capital Salvador, devido à necessidade do reino de Portugal afirmar os seus Direitos de País descobridor, que lhe era atribuído pelo tratado das Tordesilhas, celebrado entre os Reinos de Portugal e  de Castela, em virtude da região se situar na embocadura do Rio da Prata, que cabia ao reino de Castela.
Também devido a que caravelas de outros países, nomeadamente franceses, bordejavam aquelas paragens, na pirataria para o que iam guerreando, não só os primeiros colonos portugueses, como até os Índios naturais, que para os vencer, ora se aliavam aos colonizadores, ora os combatiam sós.
De todo o modo, estavam a constituir aliança, como pode deduzir Teodósio de Mello.
Ali distribuiu lotes de terras aos novos habitantes, dando inicio à plantação de cana-de-açúcar.
Montou o primeiro engenho da Colónia, o “Engenho Governador”, situado no centro da ilha de São Vicente, região do atual estado de São Paulo.
Aqui esteve a importância da armada de Martim Afonso de Sousa, que para ali navegou com a autonomia concedida pelo Rei Piedoso.
Além da vila de São Vicente, seguidamente foram fundadas outras, como Santos, São Paulo, Sant’Ana de Mogi e outras mais.
Destaque para Brás Cubas, um dos fundadores da vila de Santos.
 
Daniel Costa
 
 

sábado, 12 de março de 2016

BAHIA E A LENDA







A BAHIA E A LENDA
 
Américo Vespúcio, italiano, nasceu em Florença em 9 de Março de 1454, tendo falecido em Sevilha em 14 de Fevereiro de 1512. Foi mercador, navegador, geógrafo.
Explorador de oceanos ao serviço dos Reinos de Portugal e de Espanha, viajou pelo Novo Mundo, escrevendo sobre essas terras.
Como representante de armadores florentinos, o navegador Américo Vespúcio, veio a encarregar-se em Sevilha do aprovisionamento de navios.
A 13 de Maio de 1501, ao Serviço do rei D. Manuel I de Portugal, partiu de Lisboa na expedição de Gaspar de Lemos, constituída por três naus, o objectivo era investigar as potencialidades económicas e explorar a recém, descoberta costa do Brasil.
Munido de um calendário litúrgico, começou a dar nomes religiosos, ou de santos, às costas onde atracava, como exemplo, em 1 de Novembro de 1501, descobriu e atribuiu nome à Bahia de Todos os - Santos, maior reentrância de mar, desde a foz do Rio Amazonas ao estuário do Rio da Prata.
Teodósio de Mello, muito dado á pesquisa e estudo destes pormenores, deu em pensar na má apreciação que, em geral, os portugueses fazem dos grandiosos feitos, dos seus antepassados, que já no século XVI contribuíram muito para a globalização que hoje se verifica do mundo.
Há que reportar toda e qualquer apreciação à ideia humana prevalecente na época, procurando ser justos, o que se impõe.
Os descobrimentos portugueses e posteriores colonizações são monumental obra de um povo.
O imenso Brasil, de hoje, é bem o exemplo de uma colonização mais ou menos, bem conseguida, mercê de o nosso povo, nada ter de xenófobo.
Depois o primeiro Imperador do Brasil, D. Pedro era filho do Rei de Portugal.
Portugal que teve a corte estabelecida no Brasil, com a chegada à costa da Bahia a 18/01/1808, desembarcando em Salvador a 24 de mesmo mês com grande solenidade.
A chegada da mesma corte, ao Rio De Janeiro deu-se a 08/03/1808, com um séquito de 15.000 pessoas, tendo ali permanecido até 1821.
Eis o resultado da pesquisa de Teodósio de Mello, sobre uma das lendas, que a colonização do Brasil produziu, a que envolve o nome de Diogo Álvares Correia que diz o quanto bem a aculturação portuguesa, foi assimilada no que, viria a ser o grande Brasil.
Diogo Álvares Correia, natural de Viana do Castelo, foi um náufrago português que viajando para São Vicente, entre, 1509 e 1510, numa embarcação francesa, que naufragou, nas proximidades do Rio Vermelho, Salvador da Bahia.
Seus companheiros foram mortos pelos índios Tupinambás. No entanto ele sobreviveu e passou a viver entre os índios, tendo sido bem acolhido por estes
Posteriormente recebeu a alcunha de Caramuru, por ter sido, supostamente, encontrado pelos indígenas em meio de algas, como se fosse uma lampreia. Posto que em tupi, lampreia é designada pela essa palavra pelos Tupinambás.
A prova de que o náufrago português, Diogo Álvares Correia, foi bem acolhido é da que o chefe dos índios Tupinambás, Taparica lhe ter dado uma das filhas, Paraguaçu, como esposa.
Ao longo de quatro décadas, Caramuru manteve contactos com os navios europeus que aportavam no litoral da Bahia na busca de madeira “pau-brasil” e outros géneros tropicais.
As relações com os franceses da Normandia, entre 1526 e 1528, levaram-no a visitar aquele país, onde a companheira foi baptizada em Saint-Malo, pelo que passou a chamar-se Catarina Álvares Paraguaçu.
Sob o governo do donatário da capitania da Bahia, Francisco Pereira Coutinho, recebeu importante “sesmaria”, procurando mediar entre colonos e índios.
Porém não conseguiu evitar o recontro de Itaparica, onde Pereira Coutinho perdeu a vida.
Conhecendo os costumes nativos, Diogo Álvares, contribuiu para facilitar o contacto entre os primeiros missionários e administradores europeus.
Em 1548, tendo o rei de Portugal, D. João III, formulado o projecto de instituição do governo-geral do Brasil, recomendou a Caramuru que criasse condições, para que a expedição de Tomé de Sousa fosse bem recebida.
O fato revela bem a importância que o antigo náufrago, já alcançara na Corte portuguesa.
O seu naufrágio e vida, junto aos índios, tomaram contornos de lenda, que a filmografia do Brasil consagrou, com o filme CARAMURU – INVENÇÃO DO BRASIL.
Teodósio de Mello deu em pensar que, reside muito em lendas como esta, partindo de realidades, que abundam no País, o podermos fazer ideia de como se este se tornou o grande Brasil de hoje.
Foi assim que, de mãos dadas com seu esposo, Samira, também de descendência índia, deram por terminado a jantar daquele dia.
 
Daniel Costa
 

 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

SALVADOR DA BAÍA


SALVADOR  DA  BAHIA

Teodósio de Mello já gostava deveras da cidade de João Pessoa, sobretudo daquela faixa marítima, que incluía Tambaú, onde ficou a morar.

Assim como Samira tinha o condão de o fazer viver um verdadeiro idílio, uma paixão, para o que muito estaria a contribuir o clima tropical ameno que se faz sentir ali.

Naturalmente o que já teria atraído, bastantes expedições, de Portugal desde o século XVI.

No entanto, não esquecia o objectivo de continuar as suas pesquisas, sobre a aculturação portuguesa que o ano de 1500 originou.

Foi assim que, se fazendo acompanhar de Samira, se encontrou em Salvador da Bahia, a cidade que foi a primeira capital do Brasil.

Fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, por Tomé de Sousa, em 1549 a mando de D. João III, rei de Portugal, o que seria a capital do extenso Brasil, por 214 anos.

Foi na Bahia de que, Salvador  foi capital, onde aportou Pedro Álvares Cabral, entre o que se denomina na actualidade, Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro em 1500.

A primeira capital do Brasil colonial, Salvador é notável pela sua gastronomia, música e arquitectura. A influência africana, em muitos aspectos culturais, tornam a cidade o centro da cultura afro-brasileira.

O Centro Histórico da cidade, de que o seu pelourinho é ícone, reconhecido pela sua arquitectura colonial portuguesa, com monumentos históricos do século XVII até ao início ao século XIX.

Tendo sido declarado Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1985, Salvador candidatou-se a ser uma das cidades a integrarem a Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

O Centro Histórico de Salvador (CHS), compreende a área histórica da cidade, capital do estado da Bahia, que por ruas e monumentos arquitectónicos da época do Brasil Colónia.

Sendo a área mais antiga da cidade, entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta, ela compreende várias ruas, becos e ladeiras, torneando a Praça Municipal, Terreiro de Jesus, Caminho de São Francisco, Largo do Pelourinho, Largo de Santo António e Largo do Boqueirão, um local bastante turístico com museus, teatros igrejas, apresentações musicais e comércio de lembranças.

Abrange áreas dos bairros do Pelourinho, da Sé e do Pilar. A via principal de acesso é a Rua do Chile, que se inicia na Praça Castro Alves termina na Sé.

Temos assim o maior conjunto arquitectónico do período colonial da América Latina.

Foi também o primeiro mercado de escravos do continente, que chegavam para trabalhar nas plantações do açúcar.

Entre 1938 e 1945 o Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promoveu o tombamento de vários monumentos a património nacional, o que não foi suficiente para impedir a sua degradação.

Isso se veio a acentuar, principalmente, depois de 1960, quando o local perdeu importância para novas áreas de expansão urbana.

Só em 1984 o IPHAN promoveu o tombamento de uma área, de 80 hectares, necessária para que a UNESCO, declarasse o sítio Património Mundial em 1985.

Desde então o local passou por vários processos de restauração e revitalização, tendente à preservação da área histórica da cidade.

Com cerca de 2,9 milhões de habitantes Salvador é o município mais populoso do Nordeste e o terceiro do Brasil. O oitavo da América Latina, só superado por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago.

A sua região metropolitana, mais propriamente, Grande Salvador, é o terceiro município mais populoso do Brasil, ficando somente atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Sendo mesmo o mais populoso do Nordeste do país.

Salvador possui ainda o maior colégio eleitoral brasileiro.

A cidade é o centro da cultura afro-brasileira, onde a maior parte da população é negra ou parda, assim; cerca de metade da população é parda (genes multirraciais); cerca de um quarto é negra; Cerca de um terço branca e a restante asiática e ameríndia.

Salvador é ainda a cidade no mundo, com maior número de descentes africanos.

A capital Federal da Bahia tem 365 igrejas católicas, resultado da muita devoção religiosa dos colonizadores.

Na ocasião da celebração dos 450 anos o historiador, antropólogo e sociólogo Cid Teixeira, fez a comparação o empreendimento da construção da primeira capital do Brasil no século XVI, com a construção de Brasília no século XX.

As duas cidades surgiram de uma decisão política, de ocupação de território, cada uma a seu tempo apresentaram inovações urbanísticas.

Pelo porto, a cidade ficou articulada com o mundo, assim Salvador, foi desde o primeiro instante cosmopolita.

Não se tratou de um povoado que foi crescendo. A cidade já surge estruturada, não vinha de um passado, mas já visava um projeto de futuro. O futuro do imenso Brasil analisa o historiador, sociólogo e antropólogo António Risério.

A cidade seguiu o modelo de urbanização das várias cidades costeiras portuguesas, incorporando as características do meio físico ao desenho urbano. A escolha de sítios elevados para a implantação de núcleos defensivos; com a estruturação da cidade em dois níveis, a cidade alta institucional e política e a cidade baixa portuária onde se desenvolveram

Actividades marítimas e comerciais.

 

Daniel Costa

 

 

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

CENTRO HISTÓRICO E CULTURAL DE JOÃO PESSOA



CENTRO HISTÓRICO E CULTURAL DE JOÃO PESSOA
João Pessoa, por ter sido a terceira cidade, capital de Estado, do Brasil, encerra muita história da colonização. Em virtude da qual a Paraíba de que é capital, foi reconhecida como Património Nacional do Brasil.
O Centro Histórico de João Pessoa, no dia 6 de Dezembro de 2007, foi inscrito nos Livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, do Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Foram “tombados” 37 hectares de área e estimadas cerca de 700 edificações, além de ruas praças e parques históricos que integram esse conjunto.
Estes compreendem a maior parte dos bairros do Varadouro e do Centro da cidade.
As suas edificações compõem um cenário de diferentes estilos e épocas, cheios de Sobrados, Praças, Casarios Senhoriais e Igrejas Seculares, relatando as diversas fases da história local.
Ao mesmo tempo é um dos mais importantes sítios históricos do Brasil.
Teodósio de Mello, ao escolher a cidade de João Pessoa, como sede - cenário da sua investigação sobre a descoberta do grande território, a que hoje se dá o nome de Brasil, deveu-se ao que muito investigara.
Face ao que acaba de ser dito, por lhe parecer significativo, devido ao fato da missionação por ordens religiosas, que sempre acompanhavam os navegadores.
Logo em 1500 Pedro Álvares Cabral, foi acompanhado de missionários Franciscanos, um dos quais, Henrique de Coimbra que, como já vimos, celebrou a primeira missa em terras de Vera Cruz.
A área delimitada é representada por bens, bem como o barroco, Igreja da Ordem Terceira de São Francisco; rococó, Igreja de Nossa Senhora do Carmo; estilo maneirista, Igreja da Misericórdia. Todas do século XVII, da arquitectura colonial ecléctica. Do casario civil, além do art-noveau  e art-deco das décadas de 20 e 30,  predominantes na Praça Antenor Navarro e no antigo Hotel Globo, o primeiro da cidade, tudo transformado em centro cultural.
Em meio a casarões coloniais e edificações, um destacado conjunto arquitectónico com características do barroco, como a igreja de São Francisco e o Convento de Santo António, que os frades franciscanos administravam no passado. A igreja de São Francisco possui adro com azulejos portugueses, representando as estações da Paixão de Cristo. À esquerda, a Capela Dourada, com a imagem de Santo António e talhas revestidas de ouro.
No pátio externo, está um cruzeiro imenso de pedra calcária, considerado o maior monumento da América Latina.
Na Praça João Pessoa, pode ser encontrado o edifício da Assembleia Legislativa em arquitectura moderna, a contrastar com a antiguidade do Palácio da Redenção, sede do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça.
Na praça está também, situado o prédio da antiga Faculdade de Direito, local de muitos acontecimentos históricos e políticos, destacados pela beleza da sua arquitectura.
Na Praça Pedro Américo temos o Teatro Santa Roza, cuja inauguração é de 1889, em estilo barroco, fachada greco-romana. Sendo um dos teatros mais antigos do Brasil.
Toda esta estética histórica, mais a pessoana descendente de India, Samira, sua excelsa namorada, estavam a contribuir para que Teodósio Mello bendissesse a hora em que escolheu João Pessoa, para morar, já que toda a Paraíba era cheia de motivos da saga colonial, o que afinal desejava investigar.
Em suma, João Pessoa é o cento económico e financeiro de estado da Paraíba e a oitava cidade mais populosa da Região do Nordeste.
A cidade com os onze municípios que a compõem, tem uma população de cerca de 2.500.000 habitantes.
É também conhecida como Portas do Sol, devido estar localizado nela a Ponta do Seixas, o ponto mais oriental das Américas, onde o sol nasce primeiro.
Fundada em 1585 com o nome de “Nossa Senhora das Neves” é a terceira de capital de estado mais antiga do Brasil, tendo já sido fundada como cidade.
Durante a Conferência das Nações Unidas, sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, João Pessoa recebeu o título de “segunda capital mais verde do mundo”.
No dia 5 de Agosto de 1585, os colonizadores portugueses fundaram a “Cidade Real de Nossa Senhora das Neves”, em homenagem ao orago do dia, numa colina nas margens rio Sanhauá, afluente do rio Paraíba.
Em 1985 o nome, primeiramente escolhido, passou a Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem ao Filipe II de Espanha, I de Portugal, em que a Coroa Portuguesa foi incorporada à Coroa Espanhola.
1634, Friedericksat, ou Frederica em homenagem ao príncipe de Orange, Frederico Henrique de Nassau, durante 20 anos de ocupação holandesa no nordeste brasileiro.
1654, Cidade da Parahyba, ao ser iniciado o período da restauração, após a expulsão dos holandeses.
1930, finalmente, João Pessoa, numa homenagem ao político, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, paraibano de Umbuzeiro e então presidente do Estado da Paraíba, assassinado na cidade de Recife em Julho de 1930. A Assembleia Estadual aprovou a mudança de nome da capital em 4 de Setembro de 1930.
Daniel Costa