Sem duvida, o Brasil é o País do futuro. Há apenas, de não se adiar esse futuro.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
CENTRO HISTÓRICO E CULTURAL DE JOÃO PESSOA

CENTRO
HISTÓRICO E CULTURAL DE JOÃO PESSOA
João Pessoa,
por ter sido a terceira cidade, capital de Estado, do Brasil, encerra muita
história da colonização. Em virtude da qual a Paraíba de que é capital, foi
reconhecida como Património Nacional do Brasil.
O Centro Histórico
de João Pessoa, no dia 6 de Dezembro de 2007, foi inscrito nos Livros do Tombo
Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, do Instituto do
Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Foram
“tombados” 37 hectares de área e estimadas cerca de 700 edificações, além de
ruas praças e parques históricos que integram esse conjunto.
Estes
compreendem a maior parte dos bairros do Varadouro e do Centro da cidade.
As suas
edificações compõem um cenário de diferentes estilos e épocas, cheios de Sobrados,
Praças, Casarios Senhoriais e Igrejas Seculares, relatando as diversas fases da
história local.
Ao mesmo tempo
é um dos mais importantes sítios históricos do Brasil.
Teodósio de
Mello, ao escolher a cidade de João Pessoa, como sede - cenário da sua
investigação sobre a descoberta do grande território, a que hoje se dá o nome
de Brasil, deveu-se ao que muito investigara.
Face ao que
acaba de ser dito, por lhe parecer significativo, devido ao fato da missionação
por ordens religiosas, que sempre acompanhavam os navegadores.
Logo em 1500
Pedro Álvares Cabral, foi acompanhado de missionários Franciscanos, um dos
quais, Henrique de Coimbra que, como já vimos, celebrou a primeira missa em
terras de Vera Cruz.
A área delimitada
é representada por bens, bem como o barroco, Igreja da Ordem Terceira de São
Francisco; rococó, Igreja de Nossa Senhora do Carmo; estilo maneirista, Igreja
da Misericórdia. Todas do século XVII, da arquitectura colonial ecléctica. Do
casario civil, além do art-noveau e art-deco
das décadas de 20 e 30, predominantes na
Praça Antenor Navarro e no antigo Hotel Globo, o primeiro da cidade, tudo transformado
em centro cultural.
Em meio a
casarões coloniais e edificações, um destacado conjunto arquitectónico com
características do barroco, como a igreja de São Francisco e o Convento de
Santo António, que os frades franciscanos administravam no passado. A igreja de
São Francisco possui adro com azulejos portugueses, representando as estações
da Paixão de Cristo. À esquerda, a Capela Dourada, com a imagem de Santo
António e talhas revestidas de ouro.
No pátio
externo, está um cruzeiro imenso de pedra calcária, considerado o maior
monumento da América Latina.
Na Praça João
Pessoa, pode ser encontrado o edifício da Assembleia Legislativa em
arquitectura moderna, a contrastar com a antiguidade do Palácio da Redenção, sede
do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça.
Na praça está
também, situado o prédio da antiga Faculdade de Direito, local de muitos
acontecimentos históricos e políticos, destacados pela beleza da sua
arquitectura.
Na Praça Pedro
Américo temos o Teatro Santa Roza, cuja inauguração é de 1889, em estilo
barroco, fachada greco-romana. Sendo um dos teatros mais antigos do Brasil.
Toda esta
estética histórica, mais a pessoana descendente de India, Samira, sua excelsa
namorada, estavam a contribuir para que Teodósio Mello bendissesse a hora em
que escolheu João Pessoa, para morar, já que toda a Paraíba era cheia de
motivos da saga colonial, o que afinal desejava investigar.
Em suma, João
Pessoa é o cento económico e financeiro de estado da Paraíba e a oitava cidade
mais populosa da Região do Nordeste.
A cidade com os
onze municípios que a compõem, tem uma população de cerca de 2.500.000
habitantes.
É também
conhecida como Portas do Sol, devido estar localizado nela a Ponta do Seixas, o
ponto mais oriental das Américas, onde o sol nasce primeiro.
Fundada em 1585
com o nome de “Nossa Senhora das Neves” é a terceira de capital de estado mais
antiga do Brasil, tendo já sido fundada como cidade.
Durante a
Conferência das Nações Unidas, sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, João
Pessoa recebeu o título de “segunda capital mais verde do mundo”.
No dia 5 de
Agosto de 1585, os colonizadores portugueses fundaram a “Cidade Real de Nossa
Senhora das Neves”, em homenagem ao orago do dia, numa colina nas margens rio
Sanhauá, afluente do rio Paraíba.
Em 1985 o nome,
primeiramente escolhido, passou a Filipéia de Nossa Senhora das Neves, em
homenagem ao Filipe II de Espanha, I de Portugal, em que a Coroa Portuguesa foi
incorporada à Coroa Espanhola.
1634, Friedericksat,
ou Frederica em homenagem ao príncipe de Orange, Frederico Henrique de Nassau,
durante 20 anos de ocupação holandesa no nordeste brasileiro.
1654, Cidade da
Parahyba, ao ser iniciado o período da restauração, após a expulsão dos
holandeses.
1930, finalmente,
João Pessoa, numa homenagem ao político, João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque,
paraibano de Umbuzeiro e então presidente do Estado da Paraíba, assassinado na
cidade de Recife em Julho de 1930. A Assembleia Estadual aprovou a mudança de
nome da capital em 4 de Setembro de 1930.
Daniel Costa
sábado, 12 de setembro de 2015
CABO BRANCO E PONTA DE SEIXAS



CABO BRANCO E
PONTA DO SEIXAS
Completamente
tranquilo, visto já estar unido, de facto, com a adorada Samira no Residencial
Apart Vitory, Teodósio de Mello, agora enquadrado no meio, tinha tudo para se
dedicar ao que planeara:
- Viver no
Brasil, a estudar os efeitos da presença e influência de Portugal naquele Pais.
Foi assim que,
planeou observar a Ponta do Seixas, ao Cabo Branco, depois de saber que é ali o
sítio mais ocidental das Américas do Sul, portanto, onde o onde o sol nasce
mais cedo, naquela parte do Globo.
Este fato, atualmente,
está consubstanciado na Ponta do Seixas, junto, a menos de mil metros de
distância, devido à erosão da costa.
Escolher a
Paraíba, para viver, numa das cidades de paisagens de costas, de praias mais
emblemáticas do Nordeste do Brasil. Já que, por ali terão passado, por certo,
elevado número de navegadores, a partir de 1500, senão ainda antes.
A costa
marítima aprazível, que o estado vai sabendo explorar, a todos os níveis. No
entanto, por agora fale-se de Cabo Branco e zona envolvente.
Em primeiro
lugar, da vasta avenida e do calçadão, que já passando em Tambaú, também pode
ser seguida em Cabo Branco, com a particularidade de dali se ver um nascer de
sol fabuloso.
A mesma encerra
ao trânsito automóvel, até certa hora da manhã, para dar lugar a caminhadas ou
cicloturismo.
No calçadão,
junto à praia, também se realizam espectáculos lúdicos, o mesmo acontece, em
Tambaú.
Foi a Estação
Cabo Branco - Ciência, Cultura & Artes, uma extensão monumental,
projectada, pelo Arquitecto Óscar Niemeyer, que nascido no Rio de Janeiro, em
1907, se viria a tornar famoso, pela realização de outros grandiosos projectos,
como os de vários edifícios de Brasília que, proporcionou admirável visita.
Na verdade a Estação
de Cabo Branco deslumbra, pelo seu moderno complexo arquitectónico, pela
estrutura de serviços que ali podem ser notados a começar por uma Torre
Mirante, Anfiteatro, Administrativo, Salas de Convenções, Auditório.
Depois a Ciência,
porque a Estação de Cabo Branco, é um núcleo de conhecimentos e saberes, estabelecendo
um diálogo com as comunidades educativa, científica, cultural e artística,
capaz de transformar a vida societária.
Conta com
Planetário, Caminho de Conhecimento, 900 metros, localizados em área externa
com 12 expertos científicos, que têm por função interagir com os visitantes,
propiciando aulas de campo sobre matemática, física, química e ciência em geral,
para estudantes e professores das escolas públicas e particulares.
Laboratórios de
Astronomia, Robótica.
Muito mais, no
que respeita à cultura e arte, foi o que Teodósio de Mello, pode saber, não sem
sentir grande fascinação.
À vista, o
caminho desejável para uma sociedade moderna.
Daniel Costa
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
DECLARAÇÃO DE AMOR


DECLARAÇÃO DE
AMOR
Teodósio de
Mello jamais pensava noutra coisa, que não naquela doce e Angelical, visão que
tivera no recinto deromagens de Nossa Senhora da Penha.
Foi assim que
um dia, acordou no seu apartamento do Residencial Apart Vitory, e tomou uma
resolução tendente a resolver, o que se lhe tornara já obsessivo.
Via
diariamente que na via em frente, paralela pelo menos, junto ao mar de
Manaíra e Tambaú, ao nascer do sol, fechava ao trânsito motorizado a ficar
disponível, para caminhadas pedestres ou ciclísticas.
Pois bem,
passaria diariamente, sobretudo nos fins-de-semana, a fazer também ali palco
de passeios pedestres, já que até se lhe afigurava actividade agradável,
respirar o ar da maresia, e assistir ao lindo nascer sol daquele lado do
Atlântico.
Foi assim que
um dia voltou a avistar a mulher, que tanto o impressionara na romaria de Nossa
Senhora da Penha.
Era Sábado e
ainda que, em passo estugado os seus olhares voltaram a encontrar-se e mesmo a
fixarem-se.
Tanto bastou,
para Teodósio de Mello, chegar à fala com ela, uma vez que as gentes da Paraíba
são de fácil abordagem.
Não havia
dúvida que esta parecia não ser indiferente aquilo que ele pensou, mesmo pelos
modos tímidos da abordagem, que seria seu pretendente.
Assim foram abrandando
o passo, até que sentaram no paredão.
Ali se fizeram
as apresentações, Samira de seu nome, a ele já conhecemos.
Ela era, era
muito desejável, aos olhos do assumido pretendente, em todos os aspectos
físicos, até os seios que, pressentiu serem tipo maçã que adorava.
Depois de
conversarem, ela, a Samira mais desinibida, deu para ele sentir e observar, um
tipo de conversação inteligente, muito do seu agrado.
Foi ouvindo e falando de si, ficou a saber que ela
morava na cidade, e ali trabalhando numa livraria.
A conversação
estava tão agradável até que, entretanto, chegara a hora de almoço, como num ápice.
Teodósio de
Mello, ainda esboçou um convite a fazer-lhe companhia a almoçar, o que seria
agradável para ambos como ficou entendido. Porém, Samira, nesse dia tinha um almoço
em família, a que não deixaria de estar presente, dizendo: “há mais marés, que marinheiros”, quis dizer que
aceitaria de bom grado.
Tanto bastou
para ser convidada para, o dia seguinte, Domingo.
Como o
combinado, no dia seguinte, encontraram-se em Tambaú, junto ao busto do Marquês
de Tamandré.
Foi dali que
partiram, para o restaurante “Maré Alta”, já em Manaíra, na romântica beirinha
mar, sempre a escutar o seu marulhar, era assim que, o par se ia entendendo,
estava à vista uma futura união.
Nisto chegam,
ao restaurante, onde o “mestre” Gii, fez questão de os receber bem.
Afinal Samira,
de passagem, conhecia o “Maré Alta” e sabia ser agradável, não obstante, o
serviço ser de “bufet”.
Teodósio de
Mello, com os dedos na da palma das mãos de Samira, olhou-a a sorrindo e disse:
- Sempre se
oferece aos amigos do que se gosta!
Passaram a
tarde no hotel, onde Samira recebeu uma bonita declaração de amor, o que esta
era incapaz de rejeitar.
Doravante,
estava constituída a união tanto desejada.
Daniel Costa
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
SENHORA DA PENHA



SANTUÁRIO DA SENHORA DA
PENHA
Já no recinto da
Senhora da Penha, esperando a chegada dos romeiros, foram conversando, sobre as
origens e tradições, de tão luzida romaria, que atrai tantos forasteiros à
capital da Paraíba.
Na verdade, a
festa pode ser considerada, uma das maiores atracções turísticas da Paraíba.
Como, acima de
tudo, a missão a que Teodósio de Mello se propunha, naquelas paragens era, a de
sentir a importância portuguesa na aculturação do Brasil, para além do seu
descobrimento e posterior colonização.
E o estar ali
presente, já era por dar importância a esse aspecto, pois, já vinha reparando
que, entre portugueses e brasileiros havia uma grande fraternidade, e muita
hospitalidade, de parte a parte. Quer dizer, tanto em Portugal, como no Brasil.
Porém agora cabe destacar o navegador português
Sílvio Siqueira em 1763. Comandava este uma embarcação, rumo à Europa. No entanto,
no litoral da Paraíba, deparou-se-lhe grade tempestade.
Enfrentou a
grande provação e no meio de grande aflição, reuniu a tripulação, pediu e
implorou protecção a Nossa Senhora da Penha, prometendo erigir uma ermida, no
local onde conseguisse aportar em segurança.
Graça obtida, foi erigida
a capela num alto, dispondo de uma linda vista. Ainda nesse ano, mais tarde
foi ampliada. No entanto, ao lado já existe a grande igreja de Nossa Senhora da Penha.
Daí esta se
transformou em Santuário, pertencente à Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, de
Cabo Branco.
É ai, na zona
da praia Senhora da Penha, que tem lugar a concentração, da grande Romaria, que
vem contando muitos milhares de forasteiros.
A tradicional
Romaria da Senhora da Penha, é realizada no último Domingo do mês de Novembro
de cada ano.
Saída da igreja
de Nossa Senhora de Lourdes, centro de João Pessoa, capital da Paraíba.
Numa caminhada
de 14 quilómetros, um veículo conduz a imagem de Nossa Senhora da Penha, até à
Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, sendo de lá, reconduzida até ao Santuário.
O Santuário da
Senhora da Penha, já faz parte do roteiro histórico e turístico do litoral paraibano,
do Instituto do Património Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep).
Foi na espera,
que Teodósio de Mello, avistou um luzido grupo de mulheres, no qual os seus olhos,
se cruzaram com os de uma a parecer, miscigenada.
Olho-a
longamente, como se repente, se tivesse deixar hipnotizar. Não era o caso, mas
terá ficado deveras apaixonado.
Foi levando o
companheiro a ficar mais perto do, para a observar mais de perto.
Ficaram feitas as
pretendidas observações, referentes ao encaminhamento Teodoro de Mello àquele
Santuário.
Por outro
surgiu um dado sentimental, que não lhe passou da mente.
Havia de voltar
a ver a mulher, que tanto o impressionara.
Daniel Costa
quarta-feira, 29 de julho de 2015
TAMBAÚ - JOÃO PESSOA

TAMBAÚ - JOÃO
PESSOA
Um permanente estado de sonho
pode sempre pressupor o caminho para a realidade.
Foi o que aconteceu com
Teodósio de Mello, que de tanto imaginar, sonhando e pesquisando sobre a
colonização do Brasil iniciada em 1500, acabou por se decidir viajar até às costas do
Nordeste brasileiro.
Pelo que foi sabendo e admirando,
aquele sertão, no seu atraente folclore, na sua cultura étnica, que o tornava
distinto a merecer um estudo aprofundado, sobretudo em vista da participação
portuguesa, posterior à descoberta de terras de Vera Cruz, pelo grande
navegador Pedro Álvares Cabral.
Decidiu então viajar para a
Paraíba, sabendo que faz parte sua capital, a cidade de João Pessoa, com a sua Ponta do
Seixas, onde o sol nasce mais cedo, nas Américas
Depois, durante a Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento, recebeu o título de
“segunda capital mais verde do mundo”, depois de Paris.
Acresce ainda que, fundada em
1585, com o nome de Nossa Senhoras das Neves, João Pessoa, é a terceira capital
de estado, mais antiga do Brasil, depois de Salvador e Rio de Janeiro.
Uma vez chegado ali, Teodósio
de Mello, veio a hospedar-se num hotel de Tambaú, o “Smart”.
Com uma praia lindíssima.
Aliás, toda a zona é fascinante.
A cidade é considerada uma
das melhores do mundo, para se viver a aposentadoria.
Assim após se instalar, logo
foi tomar contacto com a praia de Tambaú, e por conseguinte, dar início ao que
pensou fazer naquele grande País de expressão portuguesa.
Com o seu jeito para relações
humanas, logo ali, fazer conversa, com um outro individuo, que veio a saber,
decidiu viver só, a fazer ali a sua aposentaria.
Sendo do sul, gaucho
portanto, aportou ali numas férias e logo elegeu o local para viver, o que veio
a concretizar.
Por alguns contactos já tidos,
com mais este do Veroni, de seu nome próprio, até pelo que lhe já era do seu
conhecimento pessoal, estava mesmo a notar a hospitalidade do povo do Brasil
Encetaram o regresso, em
companhia sempre conversando, sobre a razão de cada qual estar ali.
Era no mês de Novembro,
dentro de dias, mais propriamente no último, fim-de-semana, dava-se a grande
romagem anual, do centro da cidade ao santuário de Senhora da Penha.
Então Veroni,
que tinha carro, simpatizando verdadeiramente, com Teodósio de Mello, propôs
estarem no Santuário, na espera da Romaria, que partiria da capela de Nossa
Senhora de Lourdes.
Para depois
viverem as já tradicionais festividades, que atraiam milhares de devotos.
Daniel Costa
sábado, 11 de julho de 2015
LISBOA E PORTO SEGURO


LISBOA E PORTO SEGURO - 1500
Pedro Álvares Cabral, o
navegador português, a quem é atribuída a descoberta do Brasil, nascido em
Belmonte, em 1467 ou 1468, filho do Alcaide-mor da localidade.
Ido para corte com cerca de 10
anos, casando mais tarde com uma sobrinha, de Afonso de Albuquerque, o célebre
Vice-Rei da Índia Portuguesa.
A 9 de Março de 1500, depois
do adiamento por um dia, devido a tempo muito instável, dava-se a partida do
grande navegador, enviado pelo Rei D. Manuel I, em missão diplomática para a
Índia.
A armada foi constituída por
treze embarcações, frota capitaneada por Pedro Álvares Cabral.
A partida deu-se no porto de
Lisboa, antecedida de uma missa, em grandiosa cerimónia que, além corte, comportou
numeroso povo.
Logo após, a frota seguiria
rota, previamente traçada, empreendimento com o objetivo de retornar com
especiarias valiosas e estabelecer relações comerciais com a Índia.
Essas estavam então nas mãos
de árabes, turcos e italianos.
No entanto, a frota afastou-se
muito da costa africana, intencionalmente ou não.
Veio, a encontrar e
desembarcar no que lhe pareceu uma grande ilha a que deu o nome se Vera Cruz.
Explorando o litoral,
percebeu que a grande massa de terra seria, provavelmente um continente.
Despachou em seguida um dos
navios, a avisar o rei D. Manuel I da descoberta de terras.
Uma vez que estas estavam
dentro de famoso tratado das Tordesilhas, reivindicou-as para a coroa
portuguesa.
Havia desembarcado na América
do Sul, em terras que mais tarde constituiriam o Brasil.
Porto Seguro é tido oficialmente, pois, o primeiro ponto, a ter sido descoberto pelos portugueses, no atual
território brasileiro.
Em 21 de Abril de 1500, Pedro
Álvares Cabral, depois de ter deixado a costa africana um mês antes, aportou ali.
O lugar avistado foi o Monte
Pascoal, 62 quilómetros a sul de Porto Seguro.
No dia seguinte, pela
primeira vez, os portugueses desembarcaram em terra firme, no que é hoje
território brasileiro, num local, cujo ponto exato é, ainda hoje debatido por
historiadores.
“E velejando nós pela costa, na
distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os
ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro,
com uma mui larga entrada.”(Pero Vaz de Caminha)
As expedições marítimas,
rumo às descobertas, enviadas pelos reis de Portugal, uma vez que tinham como
fim; “dilatar a fé e o império”, eram sempre acompanhadas de elementos do
clero.
Assim logo no
dia 26 de Abril de 1500, um Domingo, foi celebrada a primeira missa no Brasil,
pelo franciscano Henrique Coimbra, na praia da Coroa Vermelha.
A mesma, no
dizer de Pero Vaz de Caminha, em carta enviada para Portugal, ao rei D. Manuel I,
traçou um marco na História do Brasil.
O momento encontra-se
num quadro de Victor Meireles, “A Primeira Missa no Brasil”, pintado em 1860.
O dia é ainda
marcado como feriado municipal em Belmonte, por ser a terra de nascimento, do
descobridor do Brasil.
Daniel Costa
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