sábado, 11 de julho de 2015

LISBOA E PORTO SEGURO




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LISBOA E PORTO SEGURO - 1500
 
Pedro Álvares Cabral, o navegador português, a quem é atribuída a descoberta do Brasil, nascido em Belmonte, em 1467 ou 1468, filho do Alcaide-mor da localidade.
Ido para corte com cerca de 10 anos, casando mais tarde com uma sobrinha, de Afonso de Albuquerque, o célebre Vice-Rei da Índia Portuguesa.
A 9 de Março de 1500, depois do adiamento por um dia, devido a tempo muito instável, dava-se a partida do grande navegador, enviado pelo Rei D. Manuel I, em missão diplomática para a Índia.
A armada foi constituída por treze embarcações, frota capitaneada por Pedro Álvares Cabral.
A partida deu-se no porto de Lisboa, antecedida de uma missa, em grandiosa cerimónia que, além corte, comportou numeroso povo.
Logo após, a frota seguiria rota, previamente traçada, empreendimento com o objetivo de retornar com especiarias valiosas e estabelecer relações comerciais com a Índia.
Essas estavam então nas mãos de árabes, turcos e italianos.
No entanto, a frota afastou-se muito da costa africana, intencionalmente ou não.
Veio, a encontrar e desembarcar no que lhe pareceu uma grande ilha a que deu o nome se Vera Cruz.
Explorando o litoral, percebeu que a grande massa de terra seria, provavelmente um continente.
Despachou em seguida um dos navios, a avisar o rei D. Manuel I da descoberta de terras.
Uma vez que estas estavam dentro de famoso tratado das Tordesilhas, reivindicou-as para a coroa portuguesa.
Havia desembarcado na América do Sul, em terras que mais tarde constituiriam o Brasil.
Porto Seguro é tido oficialmente, pois, o primeiro ponto, a ter sido descoberto pelos portugueses, no atual território brasileiro.
Em 21 de Abril de 1500, Pedro Álvares Cabral, depois de ter deixado a costa africana um mês antes, aportou ali.
O lugar avistado foi o Monte Pascoal, 62 quilómetros a sul de Porto Seguro.
No dia seguinte, pela primeira vez, os portugueses desembarcaram em terra firme, no que é hoje território brasileiro, num local, cujo ponto exato é, ainda hoje debatido por historiadores.
 
E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada.”(Pero Vaz de Caminha)
 
As expedições marítimas, rumo às descobertas, enviadas pelos reis de Portugal, uma vez que tinham como fim; “dilatar a fé e o império”, eram sempre acompanhadas de elementos do clero.
Assim logo no dia 26 de Abril de 1500, um Domingo, foi celebrada a primeira missa no Brasil, pelo franciscano Henrique Coimbra, na praia da Coroa Vermelha.
A mesma, no dizer de Pero Vaz de Caminha, em carta enviada para Portugal, ao rei D. Manuel I, traçou um marco na História do Brasil.
O momento encontra-se num quadro de Victor Meireles, “A Primeira Missa no Brasil”, pintado em 1860.
O dia é ainda marcado como feriado municipal em Belmonte, por ser a terra de nascimento, do descobridor do Brasil.
 
Daniel Costa
 
 
 
 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

VILA DE BELMONTE

  

VILA DE BELMONTE


Teodósio de Mello, nascera descendente de fidalgos e bastante novo herdara grande fortuna, cuja lhe valia grande rendimento.
Depois de o consolidar, de modo algum desejou ficar de braços cruzados.
Bem no fundo do seu ser, o homem era mais de fazer acontecer, do que esperar que acontecesse.
Senhor de grande sabedoria, relativamente, à verdadeira saga do que foram os descobrimentos portugueses.
Essa grande epopeia, de uma gesta histórica que a nós, lusos, sem favor pode orgulhar, tendo em conta, que as descobertas e a sequente colonização deverão de ser vistas à luz da época.
Sendo assim, os portugueses bem se podem orgulhar e enaltecer os feitos dos seus antepassados, o seu modo de promover a cultura das populações, com que iam entrando em contacto.
No entanto perguntava-se:
- Então, o que foi feito dessa grande sociedade humana, que teve vultos da visão de um Infante D. Henrique, que se soube rodear de outros grandes homens, para levar por diante, o seu genial projecto?
Foi isso que Teodósio de Mello, homem já bastante culto, desejou ver mais esclarecido.
A isso se iria devotar.
Primordialmente no caso do Brasil, onde a cultura portuguesa, é mais visível nos variados aspectos .
Foi assim que quis conhecer Belmonte, vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral, o registado, achador do Brasil, terra a que uma vez ali aportado, deu o nome de Terras de Vera Cruz.
Belmonte, na realidade é uma vila de tradicional referência, que faz parte da Beira interior, no Distrito Castelo Branco.
Sendo vizinha da cidade da Covilhã. Apesar das duas localidades, estarem localizadas no interior de Portugal, como poucas regiões portuguesas, estão muito conotadas com os descobrimentos marítimos portugueses.
Com a curiosidade de Pedro Alvares Cabral, descobridor do Brasil, ser oriundo da vila de Belmonte
No século XII, mais propriamente, em 1199, já o rei D. Sancho I, concedera foral à vila.
Depois ali se vieram a refugiar bastantes judeus sefarditas, tentando fugir à obrigatoriedade, que lhes era imposta de se converterem ao cristianismo.
Teodósio de Mello, ficando uns dias na vila, conheceu a ancestralidade, das suas ruinas de fortificações.
Tomou ainda conhecimento, que Belmonte foi, onde se refugiou um grupo de judeus, que se decidiram isolar do mundo exterior, cortando o contacto com o resto do país, podendo seguir as suas tradições à risca.
Numa alusão à proibição ritual de comerem carne de porco, foram chamados de “marranos”.
Durante séculos os “marranos” de Belmonte puderam manter as suas tradições quase intactas, tornando-se um caso excepcional de comunidade criptojudaica.
Só muito mais tarde, já no século XX a comunidade estabeleceu contactos com os judeus de Israel e oficializou o judaísmo como a sua religião.
Em 2005 foi inaugurado o Museu Judaico de Belmonte, o primeiro do género em Portugal, que mostra as tradições e o dia-a-dia dessa comunidade.
O facto teve ainda o condão de mostrar a tolerância dos portugueses, em relação a outras etnias.
Foi o que aconteceu no caso das terras descobertas.


 
Daniel Costa

segunda-feira, 16 de março de 2015

INICIO

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

APRESENTAÇÃO DA CAPA DO LIVRO


CAPA DO MEU LIVRO, "TOP SECRET OLAVO" , A GRANDE LIÇÃO HISTÓRICO -
GEOGRÁFICA, PARA PORTUGAL E BRASIL. UM LIVRO DE QUE BRASILEIROS E PORTUGUESES BENEFICIARÃO, POSSO GARANTIR.
 

sábado, 17 de maio de 2014

TELA PARA A CAPA

TELA PARA A CAPA - OBRA DE SEVERA CABRAL

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

PREFÁCIO


Mariazita em conversa com o autor, imediatamente, antes do lançamento do seu segundo livro
AMOR NA GUERRA.

PREFÁCIO

 
Conhecer o Daniel foi um milagre.
Um milagre que Daniel Costa vai celebrando dia-a-dia, através do seu optimismo sempre presente, e que se reflecte na sua profusa e variada escrita.
Com 3 livros de poemas e 3 em prosa publicados, e com o lançamento programado de novo livro de poemas para Outubro, este autor revela uma força interior gigantesca.
Quem conhecer o percurso de Daniel nos últimos dez anos compreenderá porquê ele considera ter adquirido o direito a uma segunda vida.
A primeira oportunidade de vida terminou há mais de dez anos atrás (em 2000), quando foi vítima de um fortíssimo AVC, que teria derrubado qualquer simples mortal; mas Daniel é homem de rija têmpera, e não só lhe sobreviveu após dois meses em coma, como reaprendeu tudo o que a doença lhe fizera esquecer, tendo começado a partir do zero, qual bebé recém-nascido.
Hoje encontra-se quase totalmente recuperado – o seu intelecto parece até que saiu revigorado – produzindo uma obra atrás de outra, sem descanso ou interregno.
No presente livro o autor lança-nos no mundo da intriga detectivesca, criando um charmoso detective – Olavo – que alia, ao seu brilhante e sempre bem sucedido trabalho de investigação, sucessivos casos amorosos, sem esquecer nunca a sua adorada esposa, Vera, que o aguarda sempre com um sorriso quando ele regressa das suas aventuras.
Mas será que Vera estará disposta a perdoar para sempre os casos amorosos em que Olavo se envolve, e de que ela tem sérias desconfianças? Só no decorrer da leitura destas páginas o iremos descobrir.
Daniel Costa, autor, dá-nos, com este livro, mais uma prova do seu inegável talento e valor intelectual.

 
Maria Caiano Azevedo
 
AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.

 


 

 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

NOSSA SENHORA DA LUZ

 
 
NOSSA SENHORA DA LUZ 
 
 
Olavo continuava de férias em Guarabira, não como o que havia previsto, pois as prolongara, em virtude de se ter deixado apaixonar por Diana.
Já tinha convencionado com a nova amante, passarem a viver juntos no seu apartamento de Angra dos Reis.
O fato a levava a arrumar e a planear todos os seu interesses e bem assim emalar toda a sua vasta indumentária, assim como todos os objectos pessoais.
Sentia-se prazer em vê-los assim tão enamorados.
Como o detective, tinha gosto em tomar o maior conhecimento possível das localidades por onde passava, esse redobrou por ser Guarabira, a bela cidade da sua namorada, a quem já se afeiçoara muito.
Para ele era já um amor indestrutível.
Sentia-se muito correspondido, pela meiguice e amor dela.
Um par perfeito, em todos os aspectos, visíveis no modo como de entendiam.
Todos dias tinham os seus tempos de visita aos diversos pontos da cidade, que Diana ia apontando e se constituindo cicerone.
Certo dia deslocaram-se à catedral da Nossa da Luz. Ali sós, de mãos dadas, juraram amor e fidelidade para toda a vida.
Depois visitaram, demoradamente, o templo e as imediações.
Entretanto, Olavo já havia estudado um pouco do seu historial.
Fica uma resenha desse estudo:
- Em 1 de Novembro de 1755 com o grande terramoto de Portugal, que danificou muito a cidade de Lisboa e dizimou bastantes milhares de pessoas.
José Rodrigues Gonçalves da Costa, tomado de pânico, fugiu da Póvoa de Varzim, cidade onde residia.
Conduzindo a família e uma imagem de Nossa Senhora da Luz, a que tinha muita devoção e a quem erigiria uma ermida
Escolheu o Brasil:
- Dentro da Paraíba e em terras desta, escolheu a Guarabira, para cumprir a sua promessa.
A 27 de Abril de 1832, o Bispo da Diocese cria no estado da Paraíba a Freguesia de Nossa Senhora da Luz, sendo o seu primeiro pároco o Padre José Pereira de Araújo.
Em 18 de Outubro 1980 é instalada canonicamente, a Diocese de Guarabira. A 27 de Dezembro de 1981, teve como seu primeiro bispo, Dom Marcelo Pinto Carvalheira.
Na mesma data, a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, foi elevada à dignidade de Catedral da Diocese.
Durante todo o tempo, o novo casal viveu junto no Vitor’s Centre Hotel, numa perfeita união de fato.
Entre o muito que o detective ia vendo, com a sua amada, estando próximo da época de Natal, altura em que as empresárias, Maria de Fátima e Ana Maria Tomaz, abririam a sua casa ao público com um gigantesco presépio, decidiram passar a quadra festiva em Guarabira.
Depois então, rumariam à nova morada.
Valeu a pena observar, a grandiosa estrutura do presépio, que a família Tomaz, há anos, construía e franquiava ao público.
Quem passar em frente ao lar, localizado na Praça Nossa Senhora da Luz, em frente à Catedral, começa por ficar maravilhado com a decoração.
Mas só entrando é que se poderá notar a verdadeira dimensão ornamental.
Cascatas, banda musical, Papai Noel da floresta, vitrais, presépios com o menino Jesus, anjos, árvore do pecado, casa das bonecas, duendes moradores de árvores, quebra-nozes, e uma infinidade de bonecos, podem ser vistos na residência.
Uma grande riqueza de detalhes, altamente, impressionante, só notados, se vistos pormenorizadamente.
Além de tudo estar provido de música ambiente, a proporcionar a visita também muito envolvente.
Segundo Olavo apurou, a grande magia natalícia é muito visitada por naturais de todo o Estado da Paraíba e está a atrair bastantes forasteiros de todo o nordeste.
O grandioso evento, não conta com apoio da administração pública municipal.
Estava cumprida a visita de sonho dos dois enamorados.
Depois viveram, muito entrelaçados, a última noite no hotel.
Ao outro dia já dormiram, festejado com extremo amor, no apartamento de Angra dos Reis.
Olavo, antes de mostrar a Diana a riqueza paisagística local, tratou de verificar os contactos recebidos no computador.
Tinha realmente bastante trabalho em mãos.
Tornara-se já um detective muito conceituado!
Depois voltou a abraçar muito forte, a beijar e acarinhar a sua Diana, de quem jamais se separaria.
Seguidamente, ambos foram a um mergulho, que seria como aspergir a amor que os unia.
Só na hora do almoço, feito num dos bons restaurantes locais. Olavo lhe deu conta das deslocações que já tinha de fazer.
No entanto, Diana acompanhá-lo-ia sempre, tal como haviam já acordado.
Daniel Costa