
Sem duvida, o Brasil é o País do futuro. Há apenas, de não se adiar esse futuro.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
APRESENTAÇÃO DA CAPA DO LIVRO

sábado, 17 de maio de 2014
terça-feira, 6 de agosto de 2013
PREFÁCIO

Mariazita em conversa com o autor, imediatamente, antes do lançamento do seu segundo livro
AMOR NA GUERRA.
PREFÁCIO
Conhecer o Daniel foi um milagre.
Um milagre que Daniel Costa
vai celebrando dia-a-dia, através do seu optimismo sempre
presente, e que se reflecte na sua profusa e variada escrita.
Com 3 livros de poemas e 3 em
prosa publicados, e com o lançamento programado de novo livro de poemas para
Outubro, este autor revela uma força interior gigantesca.
Quem conhecer o percurso de Daniel nos últimos dez anos compreenderá porquê ele
considera ter adquirido o direito a uma segunda vida.
A primeira oportunidade de vida
terminou há mais de dez anos atrás (em 2000), quando foi vítima de um
fortíssimo AVC, que teria derrubado qualquer simples mortal; mas Daniel é homem de rija têmpera, e não só lhe
sobreviveu após dois meses em coma, como reaprendeu tudo o que a doença lhe
fizera esquecer, tendo começado a partir do zero, qual bebé recém-nascido.
Hoje encontra-se quase totalmente
recuperado – o seu intelecto parece até que saiu revigorado – produzindo uma
obra atrás de outra, sem descanso ou interregno.
No presente livro o autor
lança-nos no mundo da intriga detectivesca, criando um charmoso detective –
Olavo – que alia, ao seu brilhante e sempre bem sucedido trabalho de
investigação, sucessivos casos amorosos, sem esquecer nunca a sua adorada
esposa, Vera, que o aguarda sempre com um sorriso quando ele regressa das suas
aventuras.
Mas será que Vera estará disposta
a perdoar para sempre os casos amorosos em que Olavo se envolve, e de que ela
tem sérias desconfianças? Só no decorrer da leitura destas páginas o iremos
descobrir.
Maria Caiano Azevedo
AO LEITOR RECOMENDA-SE ABRIR O LINK PARA TER ACESSO A UMA PASSAGEM DO ESCRITOR DANIEL COSTA, EM 16/04/2013 PELA TELEVISÃO. CONVIDO-O POIS A VER O QUE FOI UM AVC, DE ESTREMA GRAVIDADE QUE ULTRASSEI.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013
NOSSA SENHORA DA LUZ

NOSSA SENHORA DA LUZ
Olavo
continuava de férias em Guarabira, não como o que havia previsto, pois as
prolongara, em virtude de se ter deixado apaixonar por Diana.
Já
tinha convencionado com a nova amante, passarem a viver juntos no seu
apartamento de Angra dos Reis.
O
fato a levava a arrumar e a planear todos os seu interesses e bem assim emalar
toda a sua vasta indumentária, assim como todos os objectos pessoais.
Sentia-se
prazer em vê-los assim tão enamorados.
Como
o detective, tinha gosto em tomar o maior conhecimento possível das localidades
por onde passava, esse redobrou por ser Guarabira, a bela cidade da sua namorada, a quem
já se afeiçoara muito.
Para
ele era já um amor indestrutível.
Sentia-se
muito correspondido, pela meiguice e amor dela.
Um
par perfeito, em todos os aspectos, visíveis no modo como de entendiam.
Todos
dias tinham os seus tempos de visita aos diversos pontos da cidade, que Diana
ia apontando e se constituindo cicerone.
Certo
dia deslocaram-se à catedral da Nossa da Luz. Ali sós, de mãos dadas, juraram
amor e fidelidade para toda a vida.
Depois
visitaram, demoradamente, o templo e as imediações.
Entretanto,
Olavo já havia estudado um pouco do seu historial.
Fica
uma resenha desse estudo:
-
Em 1 de Novembro de 1755 com o grande terramoto de Portugal, que danificou
muito a cidade de Lisboa e dizimou bastantes milhares de pessoas.
José
Rodrigues Gonçalves da Costa, tomado de pânico, fugiu da Póvoa de Varzim,
cidade onde residia.
Conduzindo
a família e uma imagem de Nossa Senhora da Luz, a que tinha muita devoção e a
quem erigiria uma ermida
Escolheu
o Brasil:
-
Dentro da Paraíba e em terras desta, escolheu a Guarabira, para cumprir a sua
promessa.
A
27 de Abril de 1832, o Bispo da Diocese cria no estado da Paraíba a Freguesia
de Nossa Senhora da Luz, sendo o seu primeiro pároco o Padre José Pereira de
Araújo.
Em
18 de Outubro 1980 é instalada canonicamente, a Diocese de Guarabira. A 27 de Dezembro
de 1981, teve como seu primeiro bispo, Dom Marcelo Pinto Carvalheira.
Na
mesma data, a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, foi elevada à dignidade de
Catedral da Diocese.
Durante
todo o tempo, o novo casal viveu junto no Vitor’s Centre Hotel, numa perfeita
união de fato.
Entre
o muito que o detective ia vendo, com a sua amada, estando próximo da época de
Natal, altura em que as empresárias, Maria de Fátima e Ana Maria Tomaz,
abririam a sua casa ao público com um gigantesco presépio, decidiram passar a
quadra festiva em Guarabira.
Depois
então, rumariam à nova morada.
Valeu
a pena observar, a grandiosa estrutura do presépio, que a família Tomaz, há anos,
construía e franquiava ao público.
Quem
passar em frente ao lar, localizado na Praça Nossa Senhora da Luz, em frente à
Catedral, começa por ficar maravilhado com a decoração.
Mas
só entrando é que se poderá notar a verdadeira dimensão ornamental.
Cascatas,
banda musical, Papai Noel da floresta, vitrais, presépios com o menino Jesus,
anjos, árvore do pecado, casa das bonecas, duendes moradores de árvores,
quebra-nozes, e uma infinidade de bonecos, podem ser vistos na residência.
Uma
grande riqueza de detalhes, altamente, impressionante, só notados, se vistos
pormenorizadamente.
Além
de tudo estar provido de música ambiente, a proporcionar a visita também muito
envolvente.
Segundo
Olavo apurou, a grande magia natalícia é muito visitada por naturais de todo o
Estado da Paraíba e está a atrair bastantes forasteiros de todo o nordeste.
O
grandioso evento, não conta com apoio da administração pública municipal.
Estava
cumprida a visita de sonho dos dois enamorados.
Depois
viveram, muito entrelaçados, a última noite no hotel.
Ao
outro dia já dormiram, festejado com extremo amor, no apartamento de Angra dos
Reis.
Olavo,
antes de mostrar a Diana a riqueza paisagística local, tratou de verificar os
contactos recebidos no computador.
Tinha
realmente bastante trabalho em mãos.
Tornara-se
já um detective muito conceituado!
Depois
voltou a abraçar muito forte, a beijar e acarinhar a sua Diana, de quem jamais
se separaria.
Seguidamente,
ambos foram a um mergulho, que seria como aspergir a amor que os unia.
Só
na hora do almoço, feito num dos bons restaurantes locais. Olavo lhe deu conta
das deslocações que já tinha de fazer.
No
entanto, Diana acompanhá-lo-ia sempre, tal como haviam já acordado.
Daniel
Costa
domingo, 28 de julho de 2013
GUARABIRA - PARAÍBA

GUARABIRA – PARAIBA
Certa
manhã esfumou-se o encanto de Mizé, viver o papel de amante, do já muito
querido Olavo.
Ela
já sabia, que aconteceria isso, uma vez que o detetive nunca lhe escondera, que
tão logo arrumasse, todos os seus assuntos com Vera e tivesse na definitiva
posse do apartamento, iria refazer a sua vida no Brasil.
Como
já gostava muito dela, ainda lhe propôs que o acompanhasse.
O
que, devido a considerar-se bem instalada na vida rejeitou.
Feitas
as despedidas, com muita ternura, e algumas lágrimas, Olavo embarcou para o
aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto.
É
este aeroporto, situado a onze quilómetros, no município de Bayeus, que serve a
capital da Paraíba, a bela cidade de João Pessoa.
Como
o inspetor, num trabalho, tinha conhecido um pouco o local e tão bem lhe
referenciaram Guarabira, que se decidiu por férias nessa cidade paraíbana.
Foi
assim que ao desembarcar, tomou um táxi, que o conduziria ao Victor’s Centre
Hotel, por indicação do profissional que o conduzira.
Chegou
junto da hora do almoço, depois de se instalar no aposento, que lhe foi
destinado, de imediato foi almoçar.
Depois
se estirou, a descansar no seu aposento.
Após
um sono reparador, sentiu-se muito leve e livre.
Depois
de mais informações recolhidas na receção foi vaguear um pouco pela cidade.
Pelo
que foi conhecendo e por informações que foi recolhendo, sentiu que Guarabira,
podia ser na verdade apelidada - rainha do Brejo, por ser a principal cidade da
microrregião do Brejo da mata da Paraíba.
É
realmente, magnífica a sua situação geográfica.
Depois
recolheu ao Hotel, para jantar e voltar a repousar, ver e sobretudo ouvir
televisão, fazendo a sua indispensável leitura.
Guarabira,
além de outros atrativos, tem na tradição, as chamadas Vaquejadas, orgulho dos
moradores locais e polo de atração para muitos forasteiros.
Depois
da tão premiada Vaquejada, em espaço próprio, a organização promove, um grande
e sempre animado espetáculo de forró.
O
forró é, por excelência, a música nordestina, com exímios e conhecidos interpretes
daquele tipo de canção muito alegre.
Olavo,
não sendo muito apreciador do género de espetáculos que são as Vaquejadas, não
pelo sofrimento dos animais, mais pelo do homem, entenda-se!
No
entanto para ele, era forçoso observar tudo, por onde passasse e ao recinto se
deslocou.
Chegado
ali se foi dando conta, da grande movimentação humana verificada. Aspeto que
sempre lhe agradava, por conseguir alhear-se e se entregar de todo, a uma observação
muito abrangente.
Foi
no decorrer que, em especial, foi atentando nos elementos femininos, menos
dominante naquele anfiteatro, mesmo assim, bastante numerosos.
Foi
assim que o seu olhar se fixou em determinada mulher, acompanhada de outras.
Acontecia
que, a presença do Inspetor, nunca deixava as mulheres indiferentes, já que
era um homem atraente e elegantemente, bem constituído.
A
mulher, pelo seu jeito muito feminino de estar, o impressionou favoravelmente
bem.
Daí
até se fazer notado, demorou pouco.
Seguiu-se
uma troca de olhares.
Em
pouco tempo, estavam em animada conversação.
Depois
de se apresentarem e ela declinar o nome, ele ficou a saber que a seu bonita graça
era:
-
Diana!
Ele
a prendera, de tal modo, que a Vaquejada pareceu terminar depressa.
Olavo
e Diana, depois ficarem de se voltarem a encontrar no espetáculo de forró,
depois do jantar.
Aconteceu
mesmo assim, ambos recém-divorciados, já pareciam namorados.
Atrevido
o detetive, no fim convidou-a a ir com ele, tomar café no hotel.
Sem
resistência, ela aceitou, com prazer.
O
que já era previsível aconteceu:
-
Diana se foi chegado, cada vez mais, até que cheia de ternura o beijou
languidamente!
Em
resultado, os dois ficaram a dormir juntos.
Depois
muito se amaram, apaixonadamente.
Ao
outro dia era já tarde, depois do pequeno-almoço, foram visitar vários pontos
de interesse da cidade de Guarabira.
Pararam
junto à estátua em homenagem ao frade capuchinho, Frei Damião de Buzzano,
missionário do nordeste brasileiro, a quarta maior do mundo e orgulho da
cidade!
Assentaram
que daí em diante seriam eternos amantes.
Olavo
apaixonara-se por Diana e face ao desaire que o seu casamento acabara de sofrer,
prometeu a si mesmo, passar a ser homem de uma mulher só:
-
Diana!
Daniel
Costa
segunda-feira, 22 de julho de 2013
CARNIDE - ADEGA DAS GRAVATAS

CARNIDE – ADEGA DAS
GRAVATAS
Embora
não tenha ainda deixado transparecer, o inesperado divórcio solicitado por
Vera, estava-lhe atravessado no peito.
Se
ficara de imediato acordo, fora por muito a amar.
Ela
não merecia que ele, Olavo, lhe pusesse obstáculos.
Porém,
para atenuar a mágoa decidiu, de imediato, fixar residência no paraíso
brasileiro, que é Angra dos Reis, onde já tinha apartamento.
Como
se sabe o apartamento, servia também como sede das suas atividades no País
irmão.
Ao ter uma certa paixão por Mirta, consentira que ela também disfrutasse do
apartamento.
Porém
sem alegar razões, enviou-lhe E-Mail, a informar que, doravante, passaria o
morar ali.
Deixando-a
pensar que seria com a sua Vera, com quem na prática já estava separado.
Depois
deste assunto tratado e ter contatado a imobiliária, para ver como decorria o
assunto, apartamento, que desejava adquirir em Lisboa mais para, alojar a sua
razoável biblioteca.
Tratou
de contatar a sua cliente Mizé, para lhe dar conta da resolução da investigação,
para que o contratara.
Contatada
esta, o encontro recaiu em novo almoço no aprazível restaurante Adega das
Gravatas, em Carnide.
a
hora aprazada, ali estavam petiscando alguns dos variados, aperitivos, que
serviam em todas as mesas do grande e renomado espaço da gastronomia lisboeta.
Muito
normalmente, o detetive particular, foi dando conta a Mizé do trabalho de que
o encarregara.
Paiva
o corcunda pinga amores, tinha-se decido por outra mulher e não fazia conta de
voltar mais a sua casa.
Esta
choramingou e ficou como que perdida.
Ela
que sempre se apresentara, senhora da situação, perdeu a postura e agarrou-se a
Olavo.
O
inspetor para a consolar, prometeu apoio, dizendo-lhe ser uma atraente mulher
e de sucesso, que depressa poderia arranjar novo amor.
Para
a ajudar a passar a crise, convidava-a desde já, para jantarem em ambiente
acolhedor.
Sem
se fazer rogada ela aceitou, iria ter com ele ao hotel, onde já sabia ele estar
hospedado.
Acabou
o repasto que ambos remataram com uma sericaia, doce mais típico da cidade
fronteiriça alentejana de Elvas e da relativamente vizinha Vila Viçosa, onde
nasceu a grande poeta Florbela Espanca.
O
doce é apresentado, com calda de ameixa seca e encimado por uma destas, também
seca.
Doce
de origem conventual.
Depois
um café e um licor Beirão, como digestivo, acabou o almoço.
Mizé
e Olavo, metendo-se nos respetivos carros, seguiram os seus destinos.
O
inspetor foi à imobiliária, saber o andamento do caso apartamento.
Como
tudo, estava bem encaminhado, pode logo ver o que foi proposto.
Como
era próximo do seu escritório e reunia as condições desejadas aceitou.
Fez
de imediato contrato de compra e venda, pedindo que o ato de escritura fosse o
mais rápido possível.
Depois
passando pelo seu escritório, abriu o computador, para ver o expediente.
Dali
partiu para o hotel, onde Mizé já estava no bar à sua espera.
Ao
juntarem-se subiram os dois, ali estavam eles, cada qual com a sua mágoa e sem
palavas.
Mizé
foi a primeira abeirar-se, era cedo e Olavo, curiosamente, estava em Lisboa, na
firme disposição de nunca mais se render aos encantos, das cientes.
Passaria
a ser de uma mulher só … Vera!
E
agora?
A
instintiva reação foi arrastar Mizé para o leito.
Depois
de bastantes carícias ela se lhe entregou perdidamente.
Deram
conta depois, então de precisarem comer.
Mesmo
do quarto encomendaram, algo para degustar e ali ficaram numa conversa animada.
Dela,
resultou a confissão de Olavo.
Depois
dos seus problemas solucionados, o seu destino seria morar definitivamente no
Brasil.
Foi
a vez de Mizé propor-se ficar com ele todos os dias, enquanto este estivesse em
Lisboa.
Por
fim, deram-se as mãos e juntos pernoitaram.
Daniel
Costa
Texto e foto
Texto e foto
quarta-feira, 17 de julho de 2013
NATURISMO

NATURISMO
Ao
outro dia, Olavo depois de se ter instalado num hotel das redondezas, tomou o
pequeno-almoço e dirigiu-se escritório, objetivando adquirir um apartamento
por perto.
Depois
de contacto telefónico, com uma determinada agência imobiliária, obteve a
promessa de ter rápido o apartamento desejado.
Com
esta garantia, partiu de novo para a praia do Meco.
Ali
daria umas braçadas, depois uma passeata, ao longo da imensidão da praia, com
as suas arribas de calcário, muito recomendado para tratamentos de pele.
Aquela
praia, que fora apenas de pescadores, tornara-se muito conhecida e frequentada,
devido a ser autorizada a ter a sua parte de naturismo, vulgo nudismo.
A
parte de nudismo seria interdita a quem o não praticasse integralmente.
Porém,
Olavo estava disposto a fazer tábua rasa desse preceito.
Depois
do banho, percorreu em linha reta todo o extenso areal.
Entrado
na parte demarcada, do naturismo, com o seu à vontade natural foi entabulando
conversas, sobretudo com mulheres, que olhando o seu calção de banho e a sua
postura trocava, aqui e ali, impressões normalmente.
O
inspetor, sempre com os seus olhos de lince, pôde ver alguns “voyeur’s”
postados a espreitar, escondidos em várias moitas das arribas.
A sociedade é de facto composta de tudo!
Depois
foi almoçar ao “Mequinhos”, tendo por objetivo o seu trabalho de investigação encomendado
pela Mizé.
Ficou
na mesma mesa, onde logo o empregado o cumprimentou cordialmente
Este
trazia logo a ementa, para ele fazer a sua escolha.
Não
tardou muito, apareceu sorridente o corcunda Paiva, como se fosse a elegância
feita homem.
A
corcunda era bem visível, o que admirou Olavo, em face da elegante mulher que
reconhecera na sua.
Enfim,
o empregado, entretanto chegara com o almoço já solicitado e enquanto o servia,
com os olhos no corcunda, ia cochichando com Olavo.
Logicamente
o cliente, recém-chegado, como assíduo e vivaz, não podia deixar de notar que o
alvo dos cochichos era ele.
Tratou
logo de indagar do que se tratava, o que criou um certo mau estar no empregado.
No
entanto, foi sossegado pelo detetive, que logo se propôs ir ter uma conversa
com Paiva, quando acabasse de almoçar.
Após
o almoço, ambos se encontraram, na mesma mesa, dando-se a curiosidade de, entre
eles, logo se estabelecer mutua simpatia.
Ambos
eram bem formados e habituados a estabelecer contactos.
Foram
dialogando, até o corcunda, oferecendo um digestivo a Olavo, tratou de indagar
o que procurava da sua pessoa, visto não ter dívidas, nem ter solicitado algum
empréstimo a nenhuma entidade bancária.
O
inspetor ficou assim com o espaço para lhe falar de Mizé.
Foi
ouvido com uma risada:
-
Meu amigo, a Mizé já era, apenas falta eu a abordar a pedir o divórcio.
Amigo…
Já
tenho uma nova companheira com quem vivo e nos amamos!
Pode
já contactar a sua cliente com a resolução!
Agora,
ergamos os copos, à nossa saúde, mais por o mistério ter deixado de o ser.
Como
já conhecera a Mizé, restou a Olavo, pensar com os seus botões:
-
Mas onde o corcunda Paiva, embora bom conversador, depositará o lixo?
Daniel
Costa
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