segunda-feira, 22 de julho de 2013

CARNIDE - ADEGA DAS GRAVATAS

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CARNIDE – ADEGA DAS GRAVATAS  
 
Embora não tenha ainda deixado transparecer, o inesperado divórcio solicitado por Vera, estava-lhe atravessado no peito.
Se ficara de imediato acordo, fora por muito a amar.
Ela não merecia que ele, Olavo, lhe pusesse obstáculos.
Porém, para atenuar a mágoa decidiu, de imediato, fixar residência no paraíso brasileiro, que é Angra dos Reis, onde já tinha apartamento.
Como se sabe o apartamento, servia também como sede das suas atividades no País irmão.
Ao ter uma certa paixão por Mirta, consentira que ela também disfrutasse do apartamento.
Porém sem alegar razões, enviou-lhe E-Mail, a informar que, doravante, passaria o morar ali.
Deixando-a pensar que seria com a sua Vera, com quem na prática já estava separado.
Depois deste assunto tratado e ter contatado a imobiliária, para ver como decorria o assunto, apartamento, que desejava adquirir em Lisboa mais para, alojar a sua razoável biblioteca.
Tratou de contatar a sua cliente Mizé, para lhe dar conta da resolução da investigação, para que o contratara.
Contatada esta, o encontro recaiu em novo almoço no aprazível restaurante Adega das Gravatas, em Carnide.
a hora aprazada, ali estavam petiscando alguns dos variados, aperitivos, que serviam em todas as mesas do grande e renomado espaço da gastronomia lisboeta.
Muito normalmente, o detetive particular, foi dando conta a Mizé do trabalho de que o encarregara.
Paiva o corcunda pinga amores, tinha-se decido por outra mulher e não fazia conta de voltar mais a sua casa.
Esta choramingou e ficou como que perdida.
Ela que sempre se apresentara, senhora da situação, perdeu a postura e agarrou-se a Olavo.
O inspetor para a consolar, prometeu apoio, dizendo-lhe ser uma atraente mulher e de sucesso, que depressa poderia arranjar novo amor. 
Para a ajudar a passar a crise, convidava-a desde já, para jantarem em ambiente acolhedor.
Sem se fazer rogada ela aceitou, iria ter com ele ao hotel, onde já sabia ele estar hospedado.
Acabou o repasto que ambos remataram com uma sericaia, doce mais típico da cidade fronteiriça alentejana de Elvas e da relativamente vizinha Vila Viçosa, onde nasceu a grande poeta Florbela Espanca.
O doce é apresentado, com calda de ameixa seca e encimado por uma destas, também seca.
Doce de origem conventual.
Depois um café e um licor Beirão, como digestivo, acabou o almoço.
Mizé e Olavo, metendo-se nos respetivos carros, seguiram os seus destinos.
O inspetor foi à imobiliária, saber o andamento do caso apartamento.
Como tudo, estava bem encaminhado, pode logo ver o que foi proposto.
Como era próximo do seu escritório e reunia as condições desejadas aceitou.
Fez de imediato contrato de compra e venda, pedindo que o ato de escritura fosse o mais rápido possível.
Depois passando pelo seu escritório, abriu o computador, para ver o expediente.
Dali partiu para o hotel, onde Mizé já estava no bar à sua espera.
Ao juntarem-se subiram os dois, ali estavam eles, cada qual com a sua mágoa e sem palavas.
Mizé foi a primeira abeirar-se, era cedo e Olavo, curiosamente, estava em Lisboa, na firme disposição de nunca mais se render aos encantos, das cientes.
Passaria a ser de uma mulher só … Vera!
E agora?
A instintiva reação foi arrastar Mizé para o leito.
Depois de bastantes carícias ela se lhe entregou perdidamente.
Deram conta depois, então de precisarem comer.
Mesmo do quarto encomendaram, algo para degustar e ali ficaram numa conversa animada.
Dela, resultou a confissão de Olavo.
Depois dos seus problemas solucionados, o seu destino seria morar definitivamente no Brasil.
Foi a vez de Mizé propor-se ficar com ele todos os dias, enquanto este estivesse em Lisboa.
Por fim, deram-se as mãos e juntos pernoitaram.
Daniel Costa
Texto e foto

quarta-feira, 17 de julho de 2013

NATURISMO




NATURISMO
 
Ao outro dia, Olavo depois de se ter instalado num hotel das redondezas, tomou o pequeno-almoço e dirigiu-se escritório, objetivando adquirir um apartamento por perto.
Depois de contacto telefónico, com uma determinada agência imobiliária, obteve a promessa de ter rápido o apartamento desejado.
Com esta garantia, partiu de novo para a praia do Meco.
Ali daria umas braçadas, depois uma passeata, ao longo da imensidão da praia, com as suas arribas de calcário, muito recomendado para tratamentos de pele.
Aquela praia, que fora apenas de pescadores, tornara-se muito conhecida e frequentada, devido a ser autorizada a ter a sua parte de naturismo, vulgo nudismo.
A parte de nudismo seria interdita a quem o não praticasse integralmente.
Porém, Olavo estava disposto a fazer tábua rasa desse preceito.
Depois do banho, percorreu em linha reta todo o extenso areal.
Entrado na parte demarcada, do naturismo, com o seu à vontade natural foi entabulando conversas, sobretudo com mulheres, que olhando o seu calção de banho e a sua postura trocava, aqui e ali, impressões normalmente.
O inspetor, sempre com os seus olhos de lince, pôde ver alguns “voyeur’s” postados a espreitar, escondidos em várias moitas das arribas.
A sociedade é de facto composta de tudo!
Depois foi almoçar ao “Mequinhos”, tendo por objetivo o seu trabalho de investigação encomendado pela Mizé.
Ficou na mesma mesa, onde logo o empregado o cumprimentou cordialmente
Este trazia logo a ementa, para ele fazer a sua escolha.
Não tardou muito, apareceu sorridente o corcunda Paiva, como se fosse a elegância feita homem.
A corcunda era bem visível, o que admirou Olavo, em face da elegante mulher que reconhecera na sua.
Enfim, o empregado, entretanto chegara com o almoço já solicitado e enquanto o servia, com os olhos no corcunda, ia cochichando com Olavo.
Logicamente o cliente, recém-chegado, como assíduo e vivaz, não podia deixar de notar que o alvo dos cochichos era ele.
Tratou logo de indagar do que se tratava, o que criou um certo mau estar no empregado.
No entanto, foi sossegado pelo detetive, que logo se propôs ir ter uma conversa com Paiva, quando acabasse de almoçar.
Após o almoço, ambos se encontraram, na mesma mesa, dando-se a curiosidade de, entre eles, logo se estabelecer mutua simpatia.
Ambos eram bem formados e habituados a estabelecer contactos.
Foram dialogando, até o corcunda, oferecendo um digestivo a Olavo, tratou de indagar o que procurava da sua pessoa, visto não ter dívidas, nem ter solicitado algum empréstimo a nenhuma entidade bancária.
O inspetor ficou assim com o espaço para lhe falar de Mizé.
Foi ouvido com uma risada:
- Meu amigo, a Mizé já era, apenas falta eu a abordar a pedir o divórcio.
Amigo…
Já tenho uma nova companheira com quem vivo e nos amamos!
Pode já contactar a sua cliente com a resolução!
Agora, ergamos os copos, à nossa saúde, mais por o mistério ter deixado de o ser.
Como já conhecera a Mizé, restou a Olavo, pensar com os seus botões:
- Mas onde o corcunda Paiva, embora bom conversador, depositará o lixo?

Daniel Costa


quinta-feira, 11 de julho de 2013

PRAIA DO MECO



 
PRAIA DO MECO
Conforme o combinado, ao outro dia o detective, foi logo para o escritório, esquematizar todos os elementos que possuía, tendo em vista, resolver o problema de que se queixara Mizé.
Depois de muito imaginar esquemas, logo pensou em ir almoçar à Aldeia-do-Meco, grande povoação, perto da praia do mesmo nome, onde o corcunda Paiva tinha o seu atelier.
Não passaria sem fazer ali o almoço, visto ser ali a base dos veraneantes.
O dia estava magnífico e Olavo, primeiro aproveitou ir de manhã cedo refrescar-se, dando umas braçadas e uns mergulhos.
Fê-lo rapidamente, na medida que, objectivava saber onde era habitual almoçar Paiva.
Tomou um banho de chuveiro vestiu-se e com rapidez, começando a imaginar onde era usual almoçar o desenhador gráfico.
Com a sua característica de saber conhecer os bons restaurantes pelo aspecto exterior.
Observou o restaurante petisqueira, o Mequinhos que pareceu adequado a um artista gráfico, por excelência, bom gastrónomo.
Qualidade que Olavo também possuía, razão porque resolveu ficar para almoçar ali.
Em boa hora o fez, já se vai ver porquê.
O restaurante, o Mequinhos era muito frequentado por Paiva, quer ao almoço, quer a petiscar.
Era na hora dos peticos, várias vezes aparecia acompanhado de uma bela mulher.
O inspector foi, desde logo, insinuando-se ao empregado de mesa no sentido de sem ele sentir, ir respondendo a um verdadeiro questionário, tendo em vista saber certos hábitos de Paiva.
Sabia como o fazer, eficazmente. Nada como gratificar principescamente.
Acabado o repasto, foi para uma esplanada tomar café e como digestivo, um cálice de Vinho do Porto seco.
Dali entrou em contacto telefónico com a sua amada Vera, uma cortesia de marido!
Não era hábito, mas acho-a muito estranha, a dar mostras que algo de diferente ia na sua mente.
Fez-lho notar, ao que esta respondeu:
- São coisas minhas, logo saberás!
Olavo ficou deveras apreensivo, mas como a mulher se encontrava no trabalho, seguiu o que tinha planeado.
Era ainda cedo, foi visitar o Cabo Espichel, perto da praia e porto piscatório da vila de Sesimbra.
Quem está pelas redondezas, é quase obrigatório explorar o Santuário de Nossa Senhora do Cabo. Uma ampla e antiga construção, a servir de local de peregrinação, com casas anexas, para os peregrinos pernoitarem, como havia em vários locais do país, como aquele, actualmente desativados
Foi isso que Olavo fez, por pouco tempo. Pretendia saborear um dos afamados petiscos, que o Mequinhos servia nas tardes.
Mais visando conhecer os hábitos do artista gráfico, corcunda Paiva.
Já então o Inspector soubera que, por vezes ele era acompanhado por uma bonita mulher.
Entretanto, Olavo ficara deveras preocupado com a atitude de Vera, a sua verdadeira amada.
Cedo chegou a casa, para tentar saber o que se passava na cabeça dela.
Vera, como qualquer mulher, nas mesmas circunstâncias, a soluçar, disse que entre eles, já não havia mais nada do que simples amizade.
O até então marido perguntou se ela estava certa do passo que ia dar, pedindo o divórcio.
Ela aquiesceu.
Sempre imaginara que o marido a traía disse; embora por motivos profissionais.
Tolerou isso sempre, até que agora se apaixonara por um colega que enviuvara.
Solicitava-lhe o divórcio.
Cabisbaixo e pensativo, Olavo olhou-a bem de frente, depois foi passeado, de costas pela sala.
Pensou rápido, afinal Vera merecia-lhe toda a consideração e amizade do mundo,
Voltou a olhá-la bem de frente, dizendo:
- Pois bem, divórcio concedido!
Hoje já não me tens em casa. Podes tratar da papelada, quanto mais depressa melhor, para eu assinar o desquite.
Ditou o que pretendia, que se resumia todo o ser acervo literário.
O mesmo ficaria à sua guarda, apenas enquanto ele, não arranjasse um espaço próprio.
A casa e recheio, pertença de ambos, prescindia de tudo.
Ficou assim acertado o divórcio entre Olavo e Vera.
 Daniel Costa

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARNIDE - LISBOA


CARNIDE – LISBOA
Ao outro dia, regressado a Angra dos Reis onde, logicamente foi companhia de dormida da doce Mirta.
No dia seguinte, depois de uma manhã numa das praias do sítio, foi na habitual carreira de pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Dali tomou um voo para Lisboa.
Já na capital de Portugal, seguiu para casa, onde a sua Vera o espera levantada e acordada, para receber bem o seu sempre, bem-vindo príncipe.
Dentro de enorme ternura e carinho, Vera e Olavo, entrelaçados foram fazer o seu almejado sono, depois de terem tomado um chá com biscoitos.
Pelo que se conhece do Inspector, as suas obrigações matrimoniais não terão ficado por mãos alheias.
No dia seguinte, não muito cedo já refeito das viagens e das constantes actividades sexuais, foi para o seu escritório de Lisboa.
Ali abriu o seu computador, um dos seus mundos. Além de vários E-Mail’s, um lhe despertou muita atenção. A sua intuição o fez, de imediato contactar, telefonicamente Mizé.
Era desta o contacto, a desejar os seus serviços de investigação.
Ao falar com Mizé, esta propôs se encontrarem nesse mesmo dia, para que sugeriu almoçarem no restaurante Adega das Gravatas, em Carnide, perto do escritório do detective e não longe do seu atelier de desenhadora.
Conforme o combinado, na hora do almoço, Olavo já estava com o seu livro, numa mesa, à espera de Mizé.
Antes, porém foi remorando os dados do famoso restaurante que já conhecia.
O restaurante Adega das Gravatas é o resultado da transformação de uma típica adega de bons vinhos do princípio do século vinte.
A sua decoração, é muito peculiar, pois conta de cerca de três mil gravatas, na sua maior parte, oferecidas por clientes.
Há que convir que, o binómio qualidade preço, também é um factor deveras atraente.
Olavo, para quem a refeição é como um ritual e como bom apreciador da boa mesa, deu em pensar ter sido encaminhado para um dos melhores restaurantes que conhece.
Nisto uma atraente senhora se lhe dirigia e vendo o livro apresentou-se como a Mizé.
Convidada a sentar-se, foram encetando conversação, enquanto esperavam o cardápio.
Era o seguinte:
- Mizé encantara-se com Paiva, um tanto corcunda, em comum tinham a profissão de desenhadores, a trabalhar em regime liberal, cada qual com seu atelier.
Ela em Lisboa, ele na Aldeia do Meco, a localidade mais próxima da praia do mesmo nome.
Ambos se encontraram a fazer trabalhos, para uma mesma empresa.
Namoram e em breve casaram, não havia dúvida, Mizé era uma mulher atraente, como se deixou prender por um corcunda?
Ficaram na mesma com os seus atelier’s e a morar em Lisboa na casa dela.
Ele como grande profissional que era, encarregavam-no de bastantes trabalhos. Tinha necessidade de pernoitar na sua casa do Aldeia-do-Meco.
A certa altura ela se sentiu traída, deu mesmo em entender que, cada vez mais os serões se intensificavam, como capa para esconder “afaires” com amantes.
- Imaginava ela!
O almoço já ia decorrendo, quando Olavo, depois de a ouvir bem, lhe pediu dados.
Muito naturalmente desvendaria o assunto que a trazia preocupada.


Daniel Costa

 


terça-feira, 5 de março de 2013

RIO ACRE

 
RIO ACRE


Olavo como teria de ser evidente, entendeu e bem, continuar hospedado na capital acreana.
Aprecia, junto com o seu trabalho, ir conhecendo, outros meios ambientais, outras gentes e costumes próprios.
Logo pela manhã, o Inspector enquanto tomava o seu pequeno almoço, reviu o modo da condução da investigação.
Prevendo o desfecho que se ia dar, no almoço aprazado para esse dia com Márcio, em restaurante de sua indicação.
Do que saísse desse encontro, sairia a resolução do caso, a transmitir à sua cliente Erika, com quem jantaria.
Depois destas conjunturas, como já tinha decidido conhecer o Rio Acre, na parte que banha a cidade de Rio Branco.
Documentou-se sobre o rio, depois andou ao longo de uma das margens.
Pela vasta documentação foi tomando nota, que o rio Acre, cruzando a cidade do Rio Branco, capital federal, do Estado de mesmo nome, nasce no Perú, indo desaguar no Brasil, no Rio Purus, na Amazónia.
Sendo que o Purus é dos rios mais famosos da Região Norte do Brasil, já que foi ali o principal palco das mais marcantes guerrilhas da história brasileira: A Revolução Acreana.
Além de Rio Branco, onde este se a divide em dois distritos, banha os munícipios, Boca do Acre, Brasiléia, Xapuri.
No município de Assis Brasil, o rio marca fronteira entre Brasil, Iñapari, Peru e Bolpebra, Bolívia.
O Acre percorre a localidade de Seringal Paraguaçu, actua como divisa entre Brasil e Perú. Deste ponto até Brasiléia entre Brasil e Bolívia.
A partir daí, percorre cerca de 1,190 Km, até à desembocadura na margem direita do Purus, na cidade de Boca do Acre.
O vale do Rio Acre é bastante povoado.
As principais cidades instaladas à beira do rio são: Ipñapari (Perú), Assis Brasil, Brasiléia, Cobija (Bolívia), Epitaciolandia, Xapuri, Rio Branco, Porto Acre, Floriano Peixoto e Boca do Acre.
Olavo já sentado, a reter a anotar os dados, reparou nas horas, era o tempo de apanhar um táxi e correr ao encontro de Márcio, no almoço que ambos haviam combinado.
Aquele já o esperava.
Depois dos amistosos cumprimento, sentaram-se no Churrascaria Tapiri, o restaurante reservado por Márcio, dado o seu nível e localização.
Estavam ainda nos aperitivos e já o anfitrião se ia manifestando sobre o caso.
Este começou com a seguinte questão:
- O que for aqui dito, é confidêncial?
É muito natural que sim, serve apenas para eu ter presente a questão e tirar conclusões para elaborar o relatório final a entregar à minha cliente, retorquio Olavo
Era o que eu esperava mesmo!
Então, pode saber que ambas, Erika e Glayce, eram minhas amantes, no mesmo tempo!
Erika, tendo filhas adoptivas, embora tendo outra casa, nem sempre estava disponível.
Elas sempre desconheceram o caso, fazia e faço questão, que assim aconteça.
E aí está porque Erika, contra o que previ o contratou, meu caro Olavo!
Desviando-me de Erika, para quem há algum tempo estava indisponível, tinha optado por Glyce com quem estou a morar.
E é tudo!
Tem o que queria saber.
Claro, ainda hoje, entregarei o relatório à minha cliente!
Depois terminaram o repasto, em amena cavaqueira!
Até que se despediram com cortesia.
Em pouco, Olavo estava, de novo no hotel AFA, a pensar como abordar o caso com Erika, a que ficara de lhe entregar as conclusões ao jantar desse dia.
Dai a pouco ela chegava, pronta a saber o que a esperava!
Depois passaram ao bar do hotel, onde tomaram um aperitivo conversando.
Até que chegou a hora do jantar.
Escolhido o menú e os pedidos feitos, ao solícito empregado, Erika tratou logo de querer saber, as conclusões da investigação.
Ao que Olavo, logo a esclareceu:
- Simplesmente, tinha acabado, o seu Márcio, a deixara de todo!
Ela pareceu conformada, porém, a partir daquele momento, não mais deixou de cruzar olhares com o Inspector, insinuando-se.
Este ao subir, esta se agarrou a ele, pedindo se o podia acompanhar para que pudesse ficar na sua companhia.
O leitor ponha-se no seu lugar, ela era uma interessante mulher. 
- Tal como ele aceitaria!
Ela se lhe entregava mais uma vez com todo o calor.
Ao outro dia Olavo regressaria a Angra dos Reis, onde  Mirita o esperava.

Daniel Costa


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SERINGAIS



SERINGAIS

O Inspector arranjou-se cedo, depois de tomar o pequeno-almoço, foi na biblioteca do hotel AFA, com o objectivo de pesquisar o Estado Federal do Acre que lhe parecia ter história interessante.
Depois, mesmo dali, tentou e conseguiu ser atendido por Márcio.
Este não se fez rogado e marcaram um almoço de reunião, onde o assunto seria esclarecido.
Este iria também ter lugar no próprio hotel.
Olavo nunca descurava de procurar saber um pouco de historiografia dos locais por onde passava.
Encontrou um volume sobre a anexação do Acre, como território brasileiro e a sua ascensão.
Aconteceu assim:
- O Estado Federal do Acre é uma das vinte e sete unidades federativas do Brasil e fica situado no sudoeste da região norte, tendo como limites os estados do Amazonas a norte, a Rondónia a leste, a Bolívia a sudoeste e o Peru a sul e a oeste.
Sendo um dos estados menos povoados do Brasil, foi o último a sê-lo, constituindo o seu ponto extremo a oeste.
A sua capital é, como já sabemos, Rio Branco.
Em 1887 começaram a aportar ao Acre, à época território boliviano, os primeiros colonizadores, quase todos nordestinos, em busca da borracha, encontrada na floresta amazónica.
Em final de século XIX, já havia na região 50 mil brasileiros.
Os seringueiros entraram em luta com as tropas para ocupar a região.
Em 1903, sob a liderança de Plácido de Castro, proclamaram o Estado Independente do Acre.
O governo brasileiro ocupou então, militarmente a região.
Em seguida, entrou em conversações com a Bolívia, dando como resultado a compra do Acre pelo Brasil à Bolívia.
Criado como Território Federal em 1904, o Acre foi elevado a Estado em 1962.
A produção de borracha, que promoveu a sua ocupação e desenvolvimento, entrou em decadência a partir de 1913.
No entanto, o Acre é um dos maiores estados brasileiros na produção e exportação de borracha.
Chegado à hora de almoço, segundo o combinado, Olavo que tinha reservado mesa, com o habitual livro, aguardava Márcio.
Este não se fez esperar e em pouco, ei-los com a ementa a escolher, cada qual. o seu prato,
Enquanto este, não era servido, passaram aos factos que já preocupavam, a cliente Erika.
Daí que entregasse o desvendar do que, pensava ser traição, ao Inspector.
Depois de gentilmente servidos, Márcio e Olavo, escalpelizaram os factos a fundo.
O que acontecia, era Márcio se ter deixado apaixonar por uma outra mulher Glayce:
Esta era alheia, ao envolvimento, com Erika.
Apesar de Olavo se propor, mediar o caso, Márcio recusou e não forneceu elementos.
Preferiu nova reunião, para o almoço do dia seguinte, num restaurante do seu agrado.
Ele próprio convidava e prometia levar tudo aclarado.
Olavo esperava resolver o impasse no dia seguinte para transmitir as conclusões a Erika.
Prolongaram a conversação à mesa:
Depois cada qual seguiu o seu destino, depois de Olavo ficar ciente que poderia, assentar no dia seguinte reunir com a cliente para lhe fornecer as conclusões.
Foi conhecer, um pouco da capital Rio Branco.
Deambulava, quando o celular tocou, era a Erika muito melosa a fazer convite para jantar, o que foi recusado.
Ficou sim, logo reiterado no dia seguinte jantarem no hotel AFA, onde seriam apresentadas as conclusões finais.

Daniel Costa








terça-feira, 6 de novembro de 2012

RIO BRANCO

             
         
RIO BRANCO

Em Angra dos Reis no seu apartamento acordou, não sonhou, estava no seu segundo céu com Mirta ao lado.
Olava estava a disfrutar de uma certa liberdade.
Acordado sentia-se bem, a sentir os afagos desta.
Ao mesmo tempo desconfortável, ao lembrar-se de Vera, sua legítima amada que, em circunstância alguma esquecia.
Mirta, esmeradamente, preparou-lhe o pequeno-almoço, findo o qual fora ver o expediente que havia vindo através do E-Mail.
Entre os habituais, pedidos de simples aconselhamento, encontrou um de investigação.
Como sempre, com uma solicitação, como outras anteriores, vinha indicado com SOS.
Era de uma tal de Erika e vinha da cidade capital do Estado do Acre, Rio Branco.
Em virtude do Inspector estar sempre de serviço de imediato, estabeleceu contacto, via celular, com a futura cliente.
Ficou a saber da pressa dela.
Como tinha de determinar as vias para a viagem, local de estadia e de encontro, ficou com mais dados e observações, e dizendo voltar em breve a novo contacto.
De seguida desligou e tratou estudar como viajar e onde se alojar em Rio Branco, capital da província federal do Acre.
O primeiro assunto visto foi: teria de se deslocar ao Rio de Janeiro e aí apanhar voo directo para aquela cidade, assim como o espaço que consumiria no trajecto.
A seguir   tratou da inevitável escolha de alojamento.
Olavo pesquisou e optou pelo AFA hotel, no centro da cidade, a quinhentos metros do Palácio governamental.
Com estes dados, no mesmo dia pode entrar de novo em contacto com Erika, com vista a ter um encontro, logo no dia seguinte a jantarem, no próprio hotel, de que ela conhecia bem a localização.
Ao outro dia, dia Olavo equipado do se Notebook, cedo despediu-se ternamente de Mirta tomou o vou regular num dos pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Do aeroporto internacional Galeão – António Carlos Jobim, embarcou para Rio Branco.
De seguida apresentou-se no AFA hotel, marcado de antemão, a tomar conta do seu aposento,
Dali fez todos os contactos, via E-mail a comunicar s sua chegada.
Mais tarde, conforme o combinado, dirigiu-se à recepção com o livro que andava a ler de momento e que servia de referência, para ser reconhecido por Erika.
Não tardou muito, ela chegou e cumprimentando-se, efusivamente, numa prova de hospitalidade daquela.
A mulher aos olhos de Olavo era bonita e muito elegante.
Sentaram-se a uma mesa e depois de consultar o cardápio e de fazerem os seus pedidos, abordaram o assunto que os reunia ali.
Erika já não desgrudava a vista do cavalheiro Inspector, de facto um homem de atraente presença pessoal.
Tratou de o ir pondo ao corrente do problema que a afectava.
Ela vivia com duas miúdas que havia adoptado, para o que dispunha de uma ama.
A determinada altura, Márcio a conquistou.
Ficaram sempre como namorados e como ela tinha segunda casa na cidade, ali iam fazendo o seu ninho de amor, consoante ela podia deixar as filhas adoptivas só com a ama.
Por amor do Márcio, fazia-o muitas vezes.
Trocavam telefonemas, diariamente e era desses que saía a motivação e a consequente combinação.
Acontece que Márcio sempre lhe jurara amor, agora estava a espaçar, cada vez mais os encontros.
Estava certa que, estaria a ser traída e era o que desejava fosse investigado!
Olavo foi ouvindo com inteira atenção e prometeu no dia seguinte começar aclarar o problema.
Pediu mais dados do namorado, do Márcio, local de trabalho, números de telefones e mais dados que entendesse úteis.
A mulher já não deixava fixar o nele o olhar.
Estava findo o repasto e esta ousou convida-la a ir a um bar de ambiente muito intimista, tomar uma bebida e conversarem mais.
Olavo aquiesceu:
- Em pouco tempo Erika e o Inspector, sem este entender  como  aconteceu, estavam de mãos dadas, com esta a afaga-lo.
Depois aconteceu a mulher querer entregar-se-lhe no quarto do hotel.
Olavo não se fez rogado a viveu a dádiva de amor da jóia de mulher:

Daniel Costa