quinta-feira, 11 de julho de 2013

PRAIA DO MECO



 
PRAIA DO MECO
Conforme o combinado, ao outro dia o detective, foi logo para o escritório, esquematizar todos os elementos que possuía, tendo em vista, resolver o problema de que se queixara Mizé.
Depois de muito imaginar esquemas, logo pensou em ir almoçar à Aldeia-do-Meco, grande povoação, perto da praia do mesmo nome, onde o corcunda Paiva tinha o seu atelier.
Não passaria sem fazer ali o almoço, visto ser ali a base dos veraneantes.
O dia estava magnífico e Olavo, primeiro aproveitou ir de manhã cedo refrescar-se, dando umas braçadas e uns mergulhos.
Fê-lo rapidamente, na medida que, objectivava saber onde era habitual almoçar Paiva.
Tomou um banho de chuveiro vestiu-se e com rapidez, começando a imaginar onde era usual almoçar o desenhador gráfico.
Com a sua característica de saber conhecer os bons restaurantes pelo aspecto exterior.
Observou o restaurante petisqueira, o Mequinhos que pareceu adequado a um artista gráfico, por excelência, bom gastrónomo.
Qualidade que Olavo também possuía, razão porque resolveu ficar para almoçar ali.
Em boa hora o fez, já se vai ver porquê.
O restaurante, o Mequinhos era muito frequentado por Paiva, quer ao almoço, quer a petiscar.
Era na hora dos peticos, várias vezes aparecia acompanhado de uma bela mulher.
O inspector foi, desde logo, insinuando-se ao empregado de mesa no sentido de sem ele sentir, ir respondendo a um verdadeiro questionário, tendo em vista saber certos hábitos de Paiva.
Sabia como o fazer, eficazmente. Nada como gratificar principescamente.
Acabado o repasto, foi para uma esplanada tomar café e como digestivo, um cálice de Vinho do Porto seco.
Dali entrou em contacto telefónico com a sua amada Vera, uma cortesia de marido!
Não era hábito, mas acho-a muito estranha, a dar mostras que algo de diferente ia na sua mente.
Fez-lho notar, ao que esta respondeu:
- São coisas minhas, logo saberás!
Olavo ficou deveras apreensivo, mas como a mulher se encontrava no trabalho, seguiu o que tinha planeado.
Era ainda cedo, foi visitar o Cabo Espichel, perto da praia e porto piscatório da vila de Sesimbra.
Quem está pelas redondezas, é quase obrigatório explorar o Santuário de Nossa Senhora do Cabo. Uma ampla e antiga construção, a servir de local de peregrinação, com casas anexas, para os peregrinos pernoitarem, como havia em vários locais do país, como aquele, actualmente desativados
Foi isso que Olavo fez, por pouco tempo. Pretendia saborear um dos afamados petiscos, que o Mequinhos servia nas tardes.
Mais visando conhecer os hábitos do artista gráfico, corcunda Paiva.
Já então o Inspector soubera que, por vezes ele era acompanhado por uma bonita mulher.
Entretanto, Olavo ficara deveras preocupado com a atitude de Vera, a sua verdadeira amada.
Cedo chegou a casa, para tentar saber o que se passava na cabeça dela.
Vera, como qualquer mulher, nas mesmas circunstâncias, a soluçar, disse que entre eles, já não havia mais nada do que simples amizade.
O até então marido perguntou se ela estava certa do passo que ia dar, pedindo o divórcio.
Ela aquiesceu.
Sempre imaginara que o marido a traía disse; embora por motivos profissionais.
Tolerou isso sempre, até que agora se apaixonara por um colega que enviuvara.
Solicitava-lhe o divórcio.
Cabisbaixo e pensativo, Olavo olhou-a bem de frente, depois foi passeado, de costas pela sala.
Pensou rápido, afinal Vera merecia-lhe toda a consideração e amizade do mundo,
Voltou a olhá-la bem de frente, dizendo:
- Pois bem, divórcio concedido!
Hoje já não me tens em casa. Podes tratar da papelada, quanto mais depressa melhor, para eu assinar o desquite.
Ditou o que pretendia, que se resumia todo o ser acervo literário.
O mesmo ficaria à sua guarda, apenas enquanto ele, não arranjasse um espaço próprio.
A casa e recheio, pertença de ambos, prescindia de tudo.
Ficou assim acertado o divórcio entre Olavo e Vera.
 Daniel Costa

 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARNIDE - LISBOA


CARNIDE – LISBOA
Ao outro dia, regressado a Angra dos Reis onde, logicamente foi companhia de dormida da doce Mirta.
No dia seguinte, depois de uma manhã numa das praias do sítio, foi na habitual carreira de pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Dali tomou um voo para Lisboa.
Já na capital de Portugal, seguiu para casa, onde a sua Vera o espera levantada e acordada, para receber bem o seu sempre, bem-vindo príncipe.
Dentro de enorme ternura e carinho, Vera e Olavo, entrelaçados foram fazer o seu almejado sono, depois de terem tomado um chá com biscoitos.
Pelo que se conhece do Inspector, as suas obrigações matrimoniais não terão ficado por mãos alheias.
No dia seguinte, não muito cedo já refeito das viagens e das constantes actividades sexuais, foi para o seu escritório de Lisboa.
Ali abriu o seu computador, um dos seus mundos. Além de vários E-Mail’s, um lhe despertou muita atenção. A sua intuição o fez, de imediato contactar, telefonicamente Mizé.
Era desta o contacto, a desejar os seus serviços de investigação.
Ao falar com Mizé, esta propôs se encontrarem nesse mesmo dia, para que sugeriu almoçarem no restaurante Adega das Gravatas, em Carnide, perto do escritório do detective e não longe do seu atelier de desenhadora.
Conforme o combinado, na hora do almoço, Olavo já estava com o seu livro, numa mesa, à espera de Mizé.
Antes, porém foi remorando os dados do famoso restaurante que já conhecia.
O restaurante Adega das Gravatas é o resultado da transformação de uma típica adega de bons vinhos do princípio do século vinte.
A sua decoração, é muito peculiar, pois conta de cerca de três mil gravatas, na sua maior parte, oferecidas por clientes.
Há que convir que, o binómio qualidade preço, também é um factor deveras atraente.
Olavo, para quem a refeição é como um ritual e como bom apreciador da boa mesa, deu em pensar ter sido encaminhado para um dos melhores restaurantes que conhece.
Nisto uma atraente senhora se lhe dirigia e vendo o livro apresentou-se como a Mizé.
Convidada a sentar-se, foram encetando conversação, enquanto esperavam o cardápio.
Era o seguinte:
- Mizé encantara-se com Paiva, um tanto corcunda, em comum tinham a profissão de desenhadores, a trabalhar em regime liberal, cada qual com seu atelier.
Ela em Lisboa, ele na Aldeia do Meco, a localidade mais próxima da praia do mesmo nome.
Ambos se encontraram a fazer trabalhos, para uma mesma empresa.
Namoram e em breve casaram, não havia dúvida, Mizé era uma mulher atraente, como se deixou prender por um corcunda?
Ficaram na mesma com os seus atelier’s e a morar em Lisboa na casa dela.
Ele como grande profissional que era, encarregavam-no de bastantes trabalhos. Tinha necessidade de pernoitar na sua casa do Aldeia-do-Meco.
A certa altura ela se sentiu traída, deu mesmo em entender que, cada vez mais os serões se intensificavam, como capa para esconder “afaires” com amantes.
- Imaginava ela!
O almoço já ia decorrendo, quando Olavo, depois de a ouvir bem, lhe pediu dados.
Muito naturalmente desvendaria o assunto que a trazia preocupada.


Daniel Costa

 


terça-feira, 5 de março de 2013

RIO ACRE

 
RIO ACRE


Olavo como teria de ser evidente, entendeu e bem, continuar hospedado na capital acreana.
Aprecia, junto com o seu trabalho, ir conhecendo, outros meios ambientais, outras gentes e costumes próprios.
Logo pela manhã, o Inspector enquanto tomava o seu pequeno almoço, reviu o modo da condução da investigação.
Prevendo o desfecho que se ia dar, no almoço aprazado para esse dia com Márcio, em restaurante de sua indicação.
Do que saísse desse encontro, sairia a resolução do caso, a transmitir à sua cliente Erika, com quem jantaria.
Depois destas conjunturas, como já tinha decidido conhecer o Rio Acre, na parte que banha a cidade de Rio Branco.
Documentou-se sobre o rio, depois andou ao longo de uma das margens.
Pela vasta documentação foi tomando nota, que o rio Acre, cruzando a cidade do Rio Branco, capital federal, do Estado de mesmo nome, nasce no Perú, indo desaguar no Brasil, no Rio Purus, na Amazónia.
Sendo que o Purus é dos rios mais famosos da Região Norte do Brasil, já que foi ali o principal palco das mais marcantes guerrilhas da história brasileira: A Revolução Acreana.
Além de Rio Branco, onde este se a divide em dois distritos, banha os munícipios, Boca do Acre, Brasiléia, Xapuri.
No município de Assis Brasil, o rio marca fronteira entre Brasil, Iñapari, Peru e Bolpebra, Bolívia.
O Acre percorre a localidade de Seringal Paraguaçu, actua como divisa entre Brasil e Perú. Deste ponto até Brasiléia entre Brasil e Bolívia.
A partir daí, percorre cerca de 1,190 Km, até à desembocadura na margem direita do Purus, na cidade de Boca do Acre.
O vale do Rio Acre é bastante povoado.
As principais cidades instaladas à beira do rio são: Ipñapari (Perú), Assis Brasil, Brasiléia, Cobija (Bolívia), Epitaciolandia, Xapuri, Rio Branco, Porto Acre, Floriano Peixoto e Boca do Acre.
Olavo já sentado, a reter a anotar os dados, reparou nas horas, era o tempo de apanhar um táxi e correr ao encontro de Márcio, no almoço que ambos haviam combinado.
Aquele já o esperava.
Depois dos amistosos cumprimento, sentaram-se no Churrascaria Tapiri, o restaurante reservado por Márcio, dado o seu nível e localização.
Estavam ainda nos aperitivos e já o anfitrião se ia manifestando sobre o caso.
Este começou com a seguinte questão:
- O que for aqui dito, é confidêncial?
É muito natural que sim, serve apenas para eu ter presente a questão e tirar conclusões para elaborar o relatório final a entregar à minha cliente, retorquio Olavo
Era o que eu esperava mesmo!
Então, pode saber que ambas, Erika e Glayce, eram minhas amantes, no mesmo tempo!
Erika, tendo filhas adoptivas, embora tendo outra casa, nem sempre estava disponível.
Elas sempre desconheceram o caso, fazia e faço questão, que assim aconteça.
E aí está porque Erika, contra o que previ o contratou, meu caro Olavo!
Desviando-me de Erika, para quem há algum tempo estava indisponível, tinha optado por Glyce com quem estou a morar.
E é tudo!
Tem o que queria saber.
Claro, ainda hoje, entregarei o relatório à minha cliente!
Depois terminaram o repasto, em amena cavaqueira!
Até que se despediram com cortesia.
Em pouco, Olavo estava, de novo no hotel AFA, a pensar como abordar o caso com Erika, a que ficara de lhe entregar as conclusões ao jantar desse dia.
Dai a pouco ela chegava, pronta a saber o que a esperava!
Depois passaram ao bar do hotel, onde tomaram um aperitivo conversando.
Até que chegou a hora do jantar.
Escolhido o menú e os pedidos feitos, ao solícito empregado, Erika tratou logo de querer saber, as conclusões da investigação.
Ao que Olavo, logo a esclareceu:
- Simplesmente, tinha acabado, o seu Márcio, a deixara de todo!
Ela pareceu conformada, porém, a partir daquele momento, não mais deixou de cruzar olhares com o Inspector, insinuando-se.
Este ao subir, esta se agarrou a ele, pedindo se o podia acompanhar para que pudesse ficar na sua companhia.
O leitor ponha-se no seu lugar, ela era uma interessante mulher. 
- Tal como ele aceitaria!
Ela se lhe entregava mais uma vez com todo o calor.
Ao outro dia Olavo regressaria a Angra dos Reis, onde  Mirita o esperava.

Daniel Costa


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SERINGAIS



SERINGAIS

O Inspector arranjou-se cedo, depois de tomar o pequeno-almoço, foi na biblioteca do hotel AFA, com o objectivo de pesquisar o Estado Federal do Acre que lhe parecia ter história interessante.
Depois, mesmo dali, tentou e conseguiu ser atendido por Márcio.
Este não se fez rogado e marcaram um almoço de reunião, onde o assunto seria esclarecido.
Este iria também ter lugar no próprio hotel.
Olavo nunca descurava de procurar saber um pouco de historiografia dos locais por onde passava.
Encontrou um volume sobre a anexação do Acre, como território brasileiro e a sua ascensão.
Aconteceu assim:
- O Estado Federal do Acre é uma das vinte e sete unidades federativas do Brasil e fica situado no sudoeste da região norte, tendo como limites os estados do Amazonas a norte, a Rondónia a leste, a Bolívia a sudoeste e o Peru a sul e a oeste.
Sendo um dos estados menos povoados do Brasil, foi o último a sê-lo, constituindo o seu ponto extremo a oeste.
A sua capital é, como já sabemos, Rio Branco.
Em 1887 começaram a aportar ao Acre, à época território boliviano, os primeiros colonizadores, quase todos nordestinos, em busca da borracha, encontrada na floresta amazónica.
Em final de século XIX, já havia na região 50 mil brasileiros.
Os seringueiros entraram em luta com as tropas para ocupar a região.
Em 1903, sob a liderança de Plácido de Castro, proclamaram o Estado Independente do Acre.
O governo brasileiro ocupou então, militarmente a região.
Em seguida, entrou em conversações com a Bolívia, dando como resultado a compra do Acre pelo Brasil à Bolívia.
Criado como Território Federal em 1904, o Acre foi elevado a Estado em 1962.
A produção de borracha, que promoveu a sua ocupação e desenvolvimento, entrou em decadência a partir de 1913.
No entanto, o Acre é um dos maiores estados brasileiros na produção e exportação de borracha.
Chegado à hora de almoço, segundo o combinado, Olavo que tinha reservado mesa, com o habitual livro, aguardava Márcio.
Este não se fez esperar e em pouco, ei-los com a ementa a escolher, cada qual. o seu prato,
Enquanto este, não era servido, passaram aos factos que já preocupavam, a cliente Erika.
Daí que entregasse o desvendar do que, pensava ser traição, ao Inspector.
Depois de gentilmente servidos, Márcio e Olavo, escalpelizaram os factos a fundo.
O que acontecia, era Márcio se ter deixado apaixonar por uma outra mulher Glayce:
Esta era alheia, ao envolvimento, com Erika.
Apesar de Olavo se propor, mediar o caso, Márcio recusou e não forneceu elementos.
Preferiu nova reunião, para o almoço do dia seguinte, num restaurante do seu agrado.
Ele próprio convidava e prometia levar tudo aclarado.
Olavo esperava resolver o impasse no dia seguinte para transmitir as conclusões a Erika.
Prolongaram a conversação à mesa:
Depois cada qual seguiu o seu destino, depois de Olavo ficar ciente que poderia, assentar no dia seguinte reunir com a cliente para lhe fornecer as conclusões.
Foi conhecer, um pouco da capital Rio Branco.
Deambulava, quando o celular tocou, era a Erika muito melosa a fazer convite para jantar, o que foi recusado.
Ficou sim, logo reiterado no dia seguinte jantarem no hotel AFA, onde seriam apresentadas as conclusões finais.

Daniel Costa








terça-feira, 6 de novembro de 2012

RIO BRANCO

             
         
RIO BRANCO

Em Angra dos Reis no seu apartamento acordou, não sonhou, estava no seu segundo céu com Mirta ao lado.
Olava estava a disfrutar de uma certa liberdade.
Acordado sentia-se bem, a sentir os afagos desta.
Ao mesmo tempo desconfortável, ao lembrar-se de Vera, sua legítima amada que, em circunstância alguma esquecia.
Mirta, esmeradamente, preparou-lhe o pequeno-almoço, findo o qual fora ver o expediente que havia vindo através do E-Mail.
Entre os habituais, pedidos de simples aconselhamento, encontrou um de investigação.
Como sempre, com uma solicitação, como outras anteriores, vinha indicado com SOS.
Era de uma tal de Erika e vinha da cidade capital do Estado do Acre, Rio Branco.
Em virtude do Inspector estar sempre de serviço de imediato, estabeleceu contacto, via celular, com a futura cliente.
Ficou a saber da pressa dela.
Como tinha de determinar as vias para a viagem, local de estadia e de encontro, ficou com mais dados e observações, e dizendo voltar em breve a novo contacto.
De seguida desligou e tratou estudar como viajar e onde se alojar em Rio Branco, capital da província federal do Acre.
O primeiro assunto visto foi: teria de se deslocar ao Rio de Janeiro e aí apanhar voo directo para aquela cidade, assim como o espaço que consumiria no trajecto.
A seguir   tratou da inevitável escolha de alojamento.
Olavo pesquisou e optou pelo AFA hotel, no centro da cidade, a quinhentos metros do Palácio governamental.
Com estes dados, no mesmo dia pode entrar de novo em contacto com Erika, com vista a ter um encontro, logo no dia seguinte a jantarem, no próprio hotel, de que ela conhecia bem a localização.
Ao outro dia, dia Olavo equipado do se Notebook, cedo despediu-se ternamente de Mirta tomou o vou regular num dos pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Do aeroporto internacional Galeão – António Carlos Jobim, embarcou para Rio Branco.
De seguida apresentou-se no AFA hotel, marcado de antemão, a tomar conta do seu aposento,
Dali fez todos os contactos, via E-mail a comunicar s sua chegada.
Mais tarde, conforme o combinado, dirigiu-se à recepção com o livro que andava a ler de momento e que servia de referência, para ser reconhecido por Erika.
Não tardou muito, ela chegou e cumprimentando-se, efusivamente, numa prova de hospitalidade daquela.
A mulher aos olhos de Olavo era bonita e muito elegante.
Sentaram-se a uma mesa e depois de consultar o cardápio e de fazerem os seus pedidos, abordaram o assunto que os reunia ali.
Erika já não desgrudava a vista do cavalheiro Inspector, de facto um homem de atraente presença pessoal.
Tratou de o ir pondo ao corrente do problema que a afectava.
Ela vivia com duas miúdas que havia adoptado, para o que dispunha de uma ama.
A determinada altura, Márcio a conquistou.
Ficaram sempre como namorados e como ela tinha segunda casa na cidade, ali iam fazendo o seu ninho de amor, consoante ela podia deixar as filhas adoptivas só com a ama.
Por amor do Márcio, fazia-o muitas vezes.
Trocavam telefonemas, diariamente e era desses que saía a motivação e a consequente combinação.
Acontece que Márcio sempre lhe jurara amor, agora estava a espaçar, cada vez mais os encontros.
Estava certa que, estaria a ser traída e era o que desejava fosse investigado!
Olavo foi ouvindo com inteira atenção e prometeu no dia seguinte começar aclarar o problema.
Pediu mais dados do namorado, do Márcio, local de trabalho, números de telefones e mais dados que entendesse úteis.
A mulher já não deixava fixar o nele o olhar.
Estava findo o repasto e esta ousou convida-la a ir a um bar de ambiente muito intimista, tomar uma bebida e conversarem mais.
Olavo aquiesceu:
- Em pouco tempo Erika e o Inspector, sem este entender  como  aconteceu, estavam de mãos dadas, com esta a afaga-lo.
Depois aconteceu a mulher querer entregar-se-lhe no quarto do hotel.
Olavo não se fez rogado a viveu a dádiva de amor da jóia de mulher:

Daniel Costa




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SÃO VICENTE DE FORA

 
SÃO VICENTE DE FORA

O labor de Olavo era elevado, tendo em vista a cabal missão de investigar o caso da sua cliente Vanessa.
Na verdade, acordara tarde, pela exaustão acumulada.
Partes da noite a dormir com Tila no hotel, a preparar a amante para o Swing, cuja ocorrência seria já nessa noite de Sábado, era trabalho duplo.
Mais uma vez, iria ter o almoço a dois no Centro Comercial Colombo, a cumprir o que já se estava a tornar rotineiro, contra os princípios do Investigador.
Porém serviço é serviço, a que o zeloso Olavo programava ao pormenor.
Depois do almoço dirigiu-se, de novo a observar a zona onde se situava o Clube de Swing.
O que o levou a visitar o vasto Mosteiro de São Vicente, dedicado ao padroeiro de Lisboa e a riquíssima zona monumental envolvente.
Zona envolvente, onde se podia ver o Panteão Nacional, ou a igreja de Santa Engrácia. Mais acima a famosa Igreja da Graça, e um miradoiro junto, com uma magnífica vista sobre a parte antiga da cidade.
Olavo romântico, por natureza, apelidava estas vivências, por romagens de saudade!
Debruçou-se mais, sobre o Mosteiro de São Vicente:
- Este remonta de uma igreja principiada em 1582, no local onde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, havia mandado construir um primitivo templo.
Este também sob a invocação de São Vicente.
O Santo foi proclamado padroeiro de Lisboa em 1173, quando as suas relíquias foram transferidas do Algarve, para uma Igreja fora das muralhas da cidade.
Concluído em 1627, a sua traça é da autoria do arquitecto Filipo Terzi
A 4 de Dezembro de 1720, João Frederico Ludovice foi nomeado como “Mestre Arquitecto das Obras do Real Mosteiro de São Vicente de Fora”.
É da autoria deste profissional o imponente altar barroco, encomendado por D. João V de Portugal, que ocupa o centro da capela-mor.
Colocado sob o baldaquino, assenta em quatro potentes colunas.
Sobre altos plintos destacam-se oito imagens monumentais, de madeira pintada de branco, ao gosto italianizante da Escola de Mafra Ludoviciana.
Representam São Vicente de fora e São Sebastião, executadas por Manuel Vieira, a quem se devem ainda as belas esculturas de anjos, colocadas sobre as portas de acesso o côro dos cónegos.
Ainda com estes factos a matraquear-lhe a cabeça, Olavo degustava um lauto jantar de arroz de marisco, nas redondezas do Clube de swing.
Era dia de facto, Sábado em que este funcionava e nesse dia ali faria a estreia, com a sua amante especial.
Jantou calma e tranquilamente, até dali partir para o “Europa Bar”, onde havia marcado, obviamente, encontro com Lila.
Com ela planeara, partir dali para o Swing.
Precisamente, à meia-noite, a porta ia-se entreabrindo a cada casal, previamente inscrito.
Cerca de quarenta e cinco minutos mais tarde, já com todos vestidos, apenas de gravata vermelha, dependurada no pescoço. Com a distribuição de uns drink’s, dava-se início à sessão.
Para essa a indumentária foi assim constituída e uma espécie de bailado, constituía a primeira parte lúdica.
Enquanto isto, dois invólucros com amarelos papéis, um para a escola pelas mulheres e outro para os homens, tantos quantos os presentes, dobrados em quatro.
Assim eram os pares encontrados!
Olavo indo contra os seus princípios de rectidão, conseguiu subornar, a mulher incumbida de proceder ao sorteio, para lhe caber a bonita Ana, amante de Adolfo.
Acabado o sorteio, cada casal tinha gabinete reservado.
Era ai que se tinha conhecimento, com quem ia formar para par.
Foi assim que Ana, ficou a saber que lhe calhara Olavo.
A nudez, que a gravata vermelha, realçava manteve-se até final.
Foi assim que Olavo e Ana conversaram, ela era uma boa conversadora, o que muito interessou o Inspector.
Houve apenas conversação e nada de consumação.
No fim ambos estavam satisfeitos!
Os primitivos casais voltaram a reunir-se, seguindo cada um o seu destino.
Ao outro dia Olavo podia, com propriedade, apresentar conclusões à sua cliente Vanessa.
Com um telefonema a esta, estabeleceu uma reunião de almoço com ela.
Aí a pôs ao corrente de como lhe era feita a traição e de como se tornara vítima.
Como esta já tinha dissipado dúvidas, agradeceu a Olavo a colaboração, fornecendo-lhe dados concretos.
No dia seguinte, entraria com o processo de divórcio.

Daniel Costa






quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CASTELO DE SÃO JORGE

 
O Castelo pode ser observado, no alto
foto de Daniel Costa

CASTELO DE SÃO JORGE

Já o dia ia avançado, quando o Inspector meteu a chave na porta do seu escritório.
Pouco se demorou, uma vez que combinara almoçar com a Tila, a quem iria oferecer o almoço.
Pensava em como a abordar, no mesmo, para a tornar sua amante.
Ao mesmo tempo, queria consumar o namoro na noite desse dia, afim de que pudesse ser rápida, também a sua possível aceitação para parceira, na inscrição e entrada com ele no Clube de Swing.
Ia remoendo tudo isto, quando se encaminhava, para o restaurante, no Colombo, conforme o combinado, onde a aguardaria.
Em pouco avistou a elegante Tila, desfilando a sua beldade, na grandiosa rua que ia dar ao restaurante.
Como cavalheiro, levantou-se e ofereceu-lhe um panorâmico lugar.
Após consultarem as listas com o menu e de fazerem os seus pedidos ao solícito empregado, fluiu a conversa, que Olavo foi encaminhando a seu belo prazer, no melhor sentido do seu interesse.
Ia caminhando para que ela assumisse o namoro.
Como a mulher para se entregar, pelo menos, precisa fingir imaginar-se conquistada.
Assim aconteceu:
- No fim do almoço, Olavo e Tila, eram garbosos namoradinhos!
Seguiu-se o café, adquirido num dos “nichos” especializados, de uma galeria e tomado numa das mesas junto ao gradeamento, acentuando a visão das ruas inferiores.
O local era o ideal, para se fixarem as novas conquistas amorosas.
Ali namoraram algum tempo, até que se despediram, ficando novo encontro marcado, para a noite no Europa Bar.
Acontece que Olavo se dedicara, em exclusivo, a resolver o caso da sua cliente Vanessa.
Como já observara, o mesmo era motivado pelo Swing, pelo que ia actuando bastante a rondar o Clube, o mesmo em que vira Adolfo entrar.
Mais uma vez por lá passou, ficando informado que o mesmo, funcionava apenas três dias por semana.
Sabido este pormenor, subiu ao antiquíssimo Castelo de São Jorge, situado nas redondezas.
O chamado Castelo de Lisboa, localiza-se, na freguesia, que se denomina mesmo Castelo.
O nome actual deriva da devoção do castelo a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, por ordem de D. João I no século XVI.
Na primeira metade do século XX, o Castelo chegou a estar num avançado estado de ruína.
Na década de 1940 foram implementadas grandes obras de reconstrução.
Por esse motivo, ao contrário do que se poderia pensar, o “carácter medieval” deste conjunto militar deve-se a esta campanha de reconstrução e não à preservação do espaço do castelo, desde a Idade Média até aos nossos dias.
Este ergue-se em posição dominante sobre a mais alta colina do centro histórico, proporcionando aos visitantes, deslumbrante panorâmica sobre a cidade e o estuário do rio Tejo.
O castelo vem de tempos remotos, tendo pertencido a variados povos que iam constituindo de Lisboa a praça-forte dos seus domínios.
O Inspector bastante conhecedor da cidade, de Lisboa, não deixou de recuar no tempo e pensar no do islamismo lisboeta.
O castelo já havia defendido a antiga cidadela islâmica, o Alcazar, abrindo nos seus muros com ameias, doze portões, sete dos quais, para o lado da freguesia de Santa Cruz do Castelo.
Pensando, em como teria sido, a cidade dos tempos a. C., dirigiu-se para o jantar.
Logo após foi, para o Europa Bar, tomar café.
Porém para o fazer aguardou a chegada da Tila, em boa companhia iria ter outro sabor.
Esta não se fez esperar!
Ambos bem instalados, solicitou ao barmen, os dois cafés acompanhados de um Vinho do Porto de trinta anos.
Como conhecedor de bons vinhos e de como se degustam.
Propositadamente, foi como que, embalando-a, com o assunto a que prestou muita atenção.
Depois lhe apontou Adolfo e a amante, que estavam numa mesa próxima, como dois Swingrs.
Era intróito, para falar do assunto e sua profissão de detective particular.
Depois disto, ela muito terna, foi-o ouvindo e cada vez mais atraída, aceitou ser levada a dormir num hotel.
Tita mostrado toda a sua sensualidade, com prazer ao Olavo se entregou!

 

Daniel Costa