sábado, 4 de agosto de 2012

LENÇÓIS MARANHENSES



LENÇÓIS MARANHENSES


O Parque dos LENÇÓIS MARANHESES, não fugia da cabeça de Olavo.
Contratou um pequeno aviao, para fazer o périplo de ida e volta.
Em pouco, estava perante essa maravilha natural, que são, sem sombra de dúvida, os LENÇÕIS MARINHENSES.
Pode dizer-se, de nível mundial, senão veja-se:
- O Parque Nacional dos LENÇÓIS MARANHENSES, é um parque nacional brasileiro, criado em 2 de Junho de 1981, com uma área de 155 mil hectares.
Distante, 260 quilómetros da cidade de São Luís, a capital do Maranhão, ocupando, uma área de 270 quilómetros quadrados.
Trata-se dum ecossistema costeiro, que associa ventos fortes e chuvas regulares.
Consiste num faixa de dunas que avança entre 5 e 25 em direcção ao interior.
As dunas formam pequenas lagoas de água doce.
Já está explícito que se localiza no Estado do Maranhão, o que Olavo não disse, é que o parque se estende pelos municípios de Barreirinhas, Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro do Maranhão e Paulino das Neves.
Além da via terrestre, o acesso, pode se feito, entrando o canal do Rio Preguiça, que nasce no parque.
A sede do parque, fica a 2 quilómetros de Barreirinhas.
Todo este esplendor foi observado, por Olavo numa viagem de barco, pelo Rio Preguiça, que tem o leito a cortar o parque a meio, até desaguar no mar.
Depois deste périplo, o Inspector regressou a São Luís, onde almoçou o pôde entrar em contacto, com Fábio.
Dizendo porque, queria ir a Arari falar-lhe, marcaram uma reunião, mesmo para a tardinha desse dia.
Ora, Arari, dista 162 quilómetros de São Luís.
Contratou os serviços de um operador de táxi, que o informou ser a estrada boa.
De Facto, antes da hora marcada chegava a Arari.
O motorista transportou-o à empresa onde trabalhava Fábio.
Este bastante solicito, atendeu Olavo, cordialmente e porque o Inspector o inteirara, por alto, do que lhe queria questionar!
Fábio conduziu o Inspector à sala de reuniões, onde puderam conversar, sem serem incomodados.
Uma vez ali, Olavo perguntou, o motivo, porque abandonara a esposa, a trocara por outra, indo fixar-se em Arari?
Este respondeu:
- Refizera a vida em Arari, devido à mulher ter a doença bipolar, bastante acentuada, com crises muito frequentes.
Em suma:
- Luna, era uma excelente mulher, que lhe fizera da vida um Inferno.
No entanto, propôs-se ficar a criar os filhos, como nunca deixou de ser boa mãe, Fábio consentiu, mas manteve o casamento, para melhor controlar esse aspecto.
Agora já havia netos, sobre esses, também Luna, o punha ao corrente.
Olavo, ficara esclarecido, já tinha a solução do puzle para, na reunião marcada para esse dia à noite, confrontar a cliente e lhe fornecer a conclusão.
Engraçado!...
O inspector que dormira com ela, não dera por nada!
Rebuscou na memória, então era o seguinte:
- O distúrbio bipolar, é uma forma de humor, caracterizado, por ideias maníacas, umas vezes hiperactivas, outras depressivas, ou maníacas.
 Sintomas de depressão, ou triteza, devido a repentina ansiedade.
O sintoma pode revelar-se no ocaso da vida.
Apenas a recorrência a um psiquiatra, pode ajudar.
As crises podem ser mais ou menos frequentes.
No caso de Luna, segundo Fábio, eram bastante frequentes, de tal maneira que, mesmo gostando dela achou por bem o abandono, não fosse ele contrair alguma doença do género.
De Arari, só ficou a conhecer o que o motorista, o foi informando durante a viagem de regresso:
- Arari, signica pequena arara, é também cidade e município maranhense.
O município foi fundado pelo padre jesuíta português, José da Cunha D’Eça.
A actividade económica da região, consta da pesca, da melancia e do arroz.
Arari, de 27.000 habitantes, é banhada pelo rio Mearim.
Ao jantar, no Hotel Pestana São Luís, deu à sua cliente as conclusões, que obtivera, do próprio Fábio.
A seguir, confrontou-a sobre o distúrbio bipolar.
Ela respondeu, agarrando-se a ele, com a pergunta:
- Achaste alguma coisa em mim?
De facto, Olavo achou-a uma mulher muito interessante e culta, com quem dava gosto conversar.
Tinham acabado jantar, era tarde, só largou Olavo, aquando possuída.
Depois dormiu junto e muito agarradinha!

Daniel Costa




segunda-feira, 23 de julho de 2012

ILHA DE UPAON.AÇU



ILHA DE UPAON-AÇU

Ao regressar ao apartamento de Angra dos Reis, Mirta toda sorridente e atraente, estava pronta a seduzir Olavo, o que logo aconteceu.
Depois disso, por algum tempo, se quedaram a saborear o amor.
Naquele dia, o trabalho esperou.
No dia seguinte, o Inspector, reiniciou-o, na sala respectiva.
Lá estava, na sua Internet, a mensagem vinda da cidade de São Luís, capital do nordestino Maranhão.
Quem fazia o apelo era uma senhora, a Luna.
Como deixou os dados, para rápido contacto, como o número telefónico.
Olavo pegou no seu celular e carregou nos respectivos números, para lhe falar. O que de imediato aconteceu.
Ficou ao corrente do que se tratava, ela queria ter uma reunião com ele na sua cidade.
O Detective, primeiro iria, pesquisar onde se instalar. Depois de tudo tratado voltaria a contacto para, posteriormente, estabelecerem o encontro.
Só depois de tratar com o hotel Pestana São Luís, voltou a contactar e a marcar encontro com Luna, no bar do próprio hotel, dois dias depois, próximo da hora do jantar.
A reunião ficou assente,
Olavo chegou no dia antes para ver, algumas maravilhas da ilha.
O hotel situado à beira-mar, com as suas piscinas, logo o atraiu.
Seguiu a dar o seu mergulho nas cálidas águas, entre coqueiros.
São Luís, do Maranhão, é única cidade brasileira fundada por franceses, no dia oito de Setembro de 1612.
Posteriormente, foi invadida por holandeses.
Acabando por ser colonizada por portugueses, como todo o Brasil.
A capital do Maranhão, situa-se na Ilha de Upao-Açu.
Estar em São Luís, também pode ser imaginar os famosos lençóis maranhenses, situados no Parque Nacional, a cerca de duzentos quilómetros da cidade.
Ao Município de São Luís, são dados os seguintes atributos: “Jamaica Brasileira”, “Ilha do Amor”, “Atenas Brasileira”, “Cidade do Azulejo” e “Capital Brasileira do Reggae”.
Olavo, muito observador das características locais. Foi com este espírito que se encontrou com Luna, uma mulher bastante atraente.
Era perto da hora de jantar, o Inspector sempre galante e solidário, ao sentar-se, começou por dizer, em forma de questionamento:
- Se a nossa reunião decorresse à mesa do jantar?
Sugestão bem aceite pela sua interlocutora.
Decorria o jantar e Luna, enquanto ia explanando, os motivos que a apoquentavam.
Enquanto isto mais os olhos se fixavam nos de Olavo.
O que pretendia, era ver desvendado o porquê do marido, Fábio, a ter trocado por outra, estando agora a morar a cidade de Arari e querer manter o casamento, sem conceder o divórcio.
Em dado instante mais se adensavam os seus olhares e as suas carências.
Olavo, já com o número de celular, e outros dados, comprometeu-se a procurar, no dia seguinte, reunir-se com Fábio em Arari.
Tudo certo, Luna confiava nele, podia dizer-se demais.
Não descansou, enquanto o Inspector não a convidou a fazer-lhe companhia nessa noite.
Daniel Costa





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quarta-feira, 11 de julho de 2012

CASA DE PORTUGAL - SÃO PAULO


         

CASA DE PORTUGAL – SÃO PAULO

Até ao fim das férias da esposa, o Inspector manteve-se em Lisboa.
Diariamente iam a uma praia, dos arredores, onde almoçavam.
De regresso, Olavo deixava Vera em casa, passava o resto do dia no seu escritório, a tratar do expediente, acusado no seu mundo, o computador.
Era de lá, que sempre enviava o E-Mail à sua namorada no Brasil, Mirta de Nova Lima, instalada quase em permanência, no seu apartamento de Angra dos Reis.
Foi assim que lhe fez saber da sua chegada na semana seguinte.
Olavo chegou na Terça-Feira, encontrou a namorada muito feliz, esperando-o com um requintado jantar.
Sob ténue luz de velas, calmamente jantaram, em clima muito romântico, a pressupor o que se seguiria.
De facto Olavo, acabou por mais nada fazer já, do que corresponder aos meigos e doces olhares da amada.
No fim, sempre num clima de romantismo foram, tranquilamente tomar café.
Só ao outro dia Olavo foi ver o expediente, lá tinha um pedido de contacto, que guardou para depois de ter novo encontro com Bernardo.
De seguida estabeleceu contacto com ele.
Ficou logo decidido, o encontro num jantar na Casa de Portugal, em São Paulo.
Na sua maioria, Luso Descendentes, ali existe um grande núcleo.
A Casa de grandes instalações, na Avenida da Liberdade, 602, onde se exibem, das maiores atracões do espectáculo de Portugal e não só.
Olavo voltou a marcar dormida, por uma noite, no Paulista Center Hotel.
Depois dirigiu-se à Avenida da Liberdade, a jantar com o cliente, a dar-lhe conta das conclusões do seu processo.
Jantaram em reunião, no sofisticado restaurante da casa, o Marquês Buffet.
Foi durante esse, que Olavo disse que se encontrara no “Java”, em Peniche, com Rosália e Amaral, o tal armador.
Confrontando estes, acabaram por decidir casar, logo após obtido o divórcio de Rosália, já que Amaral era viúvo.
A realidade era essa, a que Bernardo jamais podia fugir.
Como resposta, este disse:
- Refarei a vida em São Paulo, desejaria não voltar mais Peniche!
Um amor fará esquecer outro!
Disse!
Olavo revelou, ter sido logo contratado para mediar o processo de divórcio.
Todas as despesas inerentes, inclusive a deslocação de Bernardo a Peniche, à conta de Amaral.
A conversação com o detective terminou, com o cliente a revelar, que a esposa, deixara de o ser a partir do momento.
Ficou acordado um novo contacto, a determinar a formalização, à posteriori.

Daniel Costa


quinta-feira, 21 de junho de 2012

PERCEBES DO BALEAL


         

PERCEBES DO BALEAL

Dois dias volvidos e novo encaminhamento para Peniche.
Desta vez calhou, irem para a paradisíaca praia do Baleal.
Passaram antes, pela vila de Atouguia da Baleia, onde em tempos mais antigos, chegava o mar.
Antes do assoreamento da região, era ali que se situava o porto de pesca, que ora floresce em Peniche.
A igreja matriz, a catedral de S. Leonardo, visitada por Olavo e Vera, a sua viga mestra era de osso da baleia, segundo ali souberam.
Este ficara a fazer parte do seu espólio, ficando em local visível, após obras de requalificação.
Logo após foram para a praia do Baleal,
O Baleal, em si, é como um ilhéu, rodeado de água em cerca de três partes, sendo a quarta composta de areal.
Até há poucos anos, só se podia atravessar em carro, todo o terreno, para transportar mantimentos para terra.
Depois foi construída, pela praia uma estrada, em altura que permite a circulação rodoviária
No mar junto ao Baleal, existe um penhasco, muito perigoso de abordar devido ao fluxo das marés.
O facto permite o percerbe, crustácio que nele se cria, ter tempo de se desenvolver bastante, pela difícil acessibilidade humana.
Em tempos de Verão, o mar acalma, com marés mais propícias à sempre difícil abordagem.
Assim bastantes mariscadores, a bordam, a fazer a apanha possível, vendendo o produto d seu trabalho.
Olavo sempre, atento ali estava, acompanhado da sua bela Vera.
Na abordagem a um outro casal próximo, soube que em Ferrel, da mesma freguesia há um restaurante a apresentar, diariamente percebes para petisco, depois das três horas da tarde.
Petiscar é o seu forte, gastronómico, quando se trata de bons sabores, como no caso.
Determinou com Vera saltarem a Ferrel, naquela hora, a almoçarem, deglutindo o petisco, constituído por percebes cozidos.
Antes porém, no Baleal, tomaram um refresco, acompanhado com chocolate.
A chegarem a Ferrel, junto ao restaurante, ainda na rua, já o cheiro exalava convidativo.
Entraram e regalaram o palato, com aquele marisco.
Repetindo a dose, foi almoço e jantar, um grande prazer!
Sempre, como policial, ainda que partícular, estava sempre de serviço.
Em breve trecho, já estava familiarizado com gente local.
Logo soube, ser já da tradição, uma corrida de burros, por ocasião da festa local.
A corrida festiva atrai muitos forasteiros e tem um motivo particular,
Até cerca dos anos setenta de século passado, um ferralejo adolescente, para ser homem, teria de ser possuidor de um burro e porquê?
A certa distância, há a lagoa de Óbidos. Na época do berbigão, ali se produzia a apanhava muito, os burros serviam de transporte.
O seus donos, carregam-nos e faziam a distribuição do mesmo, por inúmeras aldeias.
Também era feita limpeza, no famoso, pinhal de Leiria, de sama (caruma de pinheiro). Esta era constituída, por dois artísticos molhos, carregados em burros, a serem vendidos em aldeias da vizinhança.
Por fim os burros de Ferrel em fila, frequentemente, preenchiam toda berma da estrada, cerca de quatro quilómetros, de Ferrel e o Baleal.
Chegada a hora, estava em Peniche, no bar “Java”.
Já estava Amaral e Rosália, à sua espera.
Aquele acenou, para que se sentasse!
Olavo fê-lo, depois de cumprimentar Abel e lhe pedir permissão, para sentar Vera na sua mesa.
Tomou então lugar na mesa de Amaral.
Este sem cerimónia disse:
Rosália e eu, resolvemos casar, assim que Bernardo lhe conceda o divórcio.
Olavo apenas ouvia:
- De seguida Amaral,contratou-o na sua qualidade de  Inspector para intermediar o processo.
Contactaria o ainda marido, em São Paulo, com despesas por sua conta, viria a Peniche, assinar o divorcio.
Olavo estaria presente e procuraria fazer com que a assinatura fosse amigável.
Depois o Inspector aceitou a proposta e prometeu, na semana seguinte estar, com Bernardo em São Paulo.
No fim, na mesa de Abel reuniu-se à sua Vera e regressou a Lisboa.

Daniel Costa


quinta-feira, 7 de junho de 2012

BERLENGA E FARILHÕES

 

BERLENGA E FARILHÕES


Juntando o útil ao agradável, tendo em atenção Vera, que muito amava, mantendo-se ela de férias, tencionava proporcionar-lhe tempos de lazer e prazer,
Porque Peniche e arredores se lhe apresentavam, como boa opção, enquanto lhe dava o ensejo de prosseguir ali o seu trabalho de investigação.
Entretanto, procurou saber horário dos barcos, Peniche – ilha da Berlenga e vice – versa.
Em face disso, optou pelo barco Cabo Avelar Pessoa, que parte do Cais da cidade, ás 10H00 da manhã, regressando ás 16H00.
Disse à Vera, a opção para o dia.
Ela exultou e numa demonstração de felicidade, a Olavo se abraçou e carinhosamente e o beijou.
Acordaram cedo, para partir para Peniche, tomaram lugar no barco e navegaram para a ilha.
Mesmo com o mar tranquilo, como um rio, entre o Cabo Carvoeiro e a ilha, a navegação  do barco, como que a descer a proa a ré e a subir ao contrário, num lento vai e vem.
Para evitar ali enjoos, muitos passageiros tomam um comprimido contra.
Chegados à ilha, depois de uma volta, a conhecer especialmente, a sua fauna, como o coelho bravo e gaivotas, principalmente.
Há outras aves marinhas, ou não marinhas a nidificar na ilha.
Berlenga Grande, a única do arquipélago habitável, que consta de vários ilhéu, destacando-se Farilhões.
Depois foram almoçar, no Pavilhão restaurante Sol e Mar.
Vista a ementa escolheram, de novo caldeirada, um prato de maravilhoso sabor local.
Chegados ás 16H00, foi a vez de regressarem, no horário escolhido e conforme o vai e vem do Cabo Avelar Pessoa.
De novo em Peniche, era ainda cedo.
Subiram ao grande terreiro do Alto da Vela.
Visitaram a famosa fortaleza da cidade, que servira de quartel, às tropas Inglesas, na época das guerras napoleónicas.
Mais tarde, já no século XX Salazar instituiu ali uma cadeia de alta segurança, para presos políticos.
De entre outros políticos, em 1960, conseguiu evadir-se dali Álvaro Cunhal, o Secretário-Geral, do partido Comunista Português.
Depois da Revolução de Abril de 1974, que pusera fim à Pide, a polícia política do Estado Novo, a fortificação, como todo os outros, do mesmo teor, deixou de ser cárcere,
Em 1984, um dos três pavilhões, passou a ser Museu Municipal.
Foi esse que Vera e Olavo visitaram.
Depois do que jantara no restaurante Gaivota, com uma ementa variada, onde não falta o marisco.
Uma lagosta suada, foi o prato escolhido.
Vinho verde da Quinta da Brejoeira (Monção – Minho), um dos melhores do país, muito fresquinho, acompanhou.
O ambiente era maravilhoso e com vista para o mar.
Com olhares de cumplicidade, tranquilamente, o casal ali conversou, em troca de impressões, sobre a excursão.
A Avenida do Mar começa logo ali.
Perto estava o bar “Java”.
Para lá se dirigiram, conforme Olavo prometera a Abel.
O novo amigo, já estava na mesma mesa!
Olavo solicitou licença para o casal ali se sentar, o que foi aceite com prazer.
Enquanto, iam sendo pedidas as bebidas: dois cafés e um uisque, Abel não tirava o olhar do casal da mesa vizinha.
Foram conversando, Vera ouvia e quando era a vez do marido assentia.
Depois Abel olhou, mais uma vez, para a mesa do lado.
Disse baixinho:
- Naquela mesa, estão Rosália e Amaral, posso apresenta-los.
Olavo foi apanhado de surpresa, mas nem pensou e aquiesceu.
Era de sua conveniência!
Apresentações feitas, Olavo no seu jeito peculiar disse logo:
-  Sou Inspector, estive em São Paulo, com Bernardo e precisava de vos falar.
Amaral, convidou-a sentar-se, enquanto Vera e Abel por descrição se retiram para a sua mesa.
Rosália e Amaral, olhavam-se calados, em jeito de culpados.
De repente:
 - Amaral disse, nos dá dois dias, para ponderar o assunto?
Pois bem!...
Disse Olavo, dentro de dois dias encontramo-nos, de novo aqui, à mesma hora para falarmos.

Daniel Costa

sexta-feira, 25 de maio de 2012

NAU DOS CORVOS

 
NAU DOS CORVOS

Passados os dias em Angra dos Reis, de antemão previstos, como um casalinho de apaixonados, em Lua-de-Mel.
Vera e Olavo voltaram a Lisboa.
Só na tarde do outro dia este, voltou ao seu escritório e ali foi pondo em ordem o expediente.
Ao outro dia o casal deslocou-se à cidade piscatória de Peniche, ver do caso de Bernardo.
Peniche é uma cidade, cosmopolita, derivado a ser um dos maiores portos de pesca de Portugal.
Distando, apenas cerca de cem quilómetros de Lisboa, Olavo programou sair da capital com a sua Vera, para chegar na hora do almoço.
Estudando o roteiro gastronómico da cidade, muito rico em peixe, já levava na mente, almoçar no típico restaurante, situado no Cabo Carvoeiro.
Com o seu JPS, à entrada principal do que resta das muralhas da cidade, da península, sob um arco, as coordenadas deram a estrada marginal a passar a norte.
No sítio, que veio a saber denominar-se Papoa, Olavo e esposa, curvaram-se, perante uma cruz a assinalar um antigo naufrágio de um cargueiro espanhol, cujas vítimas ali ficaram sepultadas.
Dali seguiram sempre até ao Cabo Carvoeiro, a seguir o rochedo, que se domina precisamente, Nau dos Corvos, que inspirou a designação do restaurante.
A Nau dos Corvos, é um rochedo, a vista do arquipélago das Berlengas, zona protegida pára as espécies de fauna ali existentes.
Caracteriza-se por ali poisarem muitos corvos.
Depois o restaurante, é encimado por um miradouro, de uma panorâmica marítima e do arquipélago, inolvidável.
Depois destas sensações o almoço no restaurante!
Da ementa, mais de pratos regionais, a caldeirada foi o preferido.
Esta estava com maravilhoso sabor, no encontro de opiniões gustativas, diria cúmplices entre Olavo e Vera.
Segundo esta, além de variadas espécies de peixes, como tamboril, safio raia, não faltava o sabor da navalheira, um crustáceo com sabor muito fino a maresia.
Apenas do tomate se sentia o sabor.
Em suma um almoço divinal!...
O ambiente era como o de um restaurante de navio de cruzeiro, como a flutuar em pleno oceano, já que este abrange as suas vistas e se debruça sobre o mar.
Depois do agradável almoço, o casal desceu a escadaria, construída na rocha, com bastantes degraus até ao mar, que se apresentava tranquilo.
Vários pescadores desportivos com quem conversou, ali estavam no seu exercício lúdico.
Foram estes que o informaram, a designação das escadas serem as de Pilatos.
Depois voltou pela marginal sul com arribas, sempre com um deslumbrante panorama.
Até que entrou na Avenida do Mar.
Para verificar um certo ambiente, dos bares existentes naquela artéria, nas proximidades do cais e muito concorrida, optou pelo bar “Java”.
O principal motivo que levava Olavo, a Peniche era, investigar o que se passava, realmente, com Rosália.
O jeito cordial que o inspector tem para se insinuar, levou a que o casal ao lado, os convidasse a estarem na sua mesa e conversarem melhor entre si.
Foram entabulando conversação!...
Estava estabelecido já, um à vontade amistoso.
Olavo conduziu a conversa para o que lhe dominava o espírito:
- Infidelidades!...
Veio então a saber que, Rosália era muito vista com o viúvo Amaral, Armador e gestor de sete traineiras de pesca, como, o amigo de mesa Abel, era de três.
Acontece esde que o marido, Bernardo, fora para o Brasil.
Olavo pensou que tinha acertado em escolher o Bar “Java”.
Ficando de no dia seguinte estar ali, com Vera, regressou a Lisboa.

Daniel Costa


quinta-feira, 17 de maio de 2012

ALFAMA DOS MARINHEIROS


 

ALFAMA DOS MARINHEIROS

Tal como o previsto, à tardinha Olavo estava no apartamento de Angra dos Reis.
Mirta esperava-o, não sem ansiedade, muito produzida para o receber, como mulher ainda mais sedutora.
Jantaram com som de música romântica de fundo.
Como sempre, predominavam os seus olhares cúmplices, deixando adivinhar as consequências.
Ainda assim, na melhor harmonia, combinaram que Mirta voltaria para sua casa, em Nova Lima, afim de deixar o apartamento liberto.
Dentro de dois dias chagaria Vera, para passar oito dias de férias com o maridinho, Olavo, em Angra dos Reis.
O apartamento, dois dias, ficaria livre de cheiro de mulher.
Aquela, não o devia sentir!
Chegado o dia combinado, Vera chegou à Cidade Maravilhosa, onde era esperada pelo excelso marido.
Ali apanharam novo voo, para Angra dos Reis.
Chegaram era noite, seguiu-se o jantar, onde houve lugar à suprema intimidade do casal.
No dia seguinte, Olavo, mostrava à esposa o que, localmente, já conhecia, ficando esta maravilhada, à vista da sua paisagem natural.
Por lá passaram o dia, na idílica praia do Anil, com vista, da baía de Angra.
Nos quiosques do calçadão, que segue toda a sua extensão, encontram modo de se alimentarem.
Ao voltarem, Olavo sempre atento, a qualquer comunicação, entre os vários Mail’s, tinha um vindo de São Paulo.
Era de Bernardo, que deixara o seu contacto telefónico.
Tinha projectado com Vera passarem, de novo, o dia seguinte na Praia do Anil.
Mas logo entrou em contacto com Bernardo, que disse sentir-se traído, ficando agendada, para daí a dois dias, uma reunião durante um jantar no Restaurante “Alfama dos Marinheiros”.
O cliente era português, da cidade piscatória de Peniche, a cerca de noventa quilómetros a norte de Lisboa.
Sendo o restaurante tipicamente português, onde nem faltava Show de fados, seria o lugar ideal para o encontro.
Em seguida, Olavo, pesquisou um bom hotel para ele e a esposa pernoitarem.
A opção recaiu no Paulista Center Hotel, na Rua da Consolação, onde pelo celular marcou aposento para um casal
Vera, que nada queria intervir na agenda profissional do marido, aceitou de bom grado acompanhá-lo.
Assunto arrumado, no outro dia voltaram à paradísiaca Praia do Anil.
No dia combinado, voaram para São Paulo, para o encontro profissional agendado.
O “Alfama dos Marinheiros”, situado na Rua Pamplona, tem um interessante cardápio, com destaque, para o um prato de bacalhau, tido na casa, como o melhor do mundo.
Degustado como outros, com os sentidos no Show de fados, onde pode ser ouviada essa bela voz de fadista, de Conceição Freitas.
Foi naquele ambiente, tipicamente português, que Olavo, tomando apontamentos, escutou Bernardo:
- Após o casamento, este fora trabalhar para São Paulo.
Depois de consolidada a sua posição, a esposa, Rosália ia morar com ele, na maior cidade do Hemisfério Sul.
Como familiares lhe comunicaram, ela dera em traí-lo, com um Armador.
Olavo recolhera os dados possíveis, inclusive o nome do Armador apontado.
Antes de terminada a sessão, o inspector ficou de ir a Peniche, daí a oito dias e apurar toda a trama.
Após o que entraria, de novo em contacto, com Bernardo para nova reunião em São Paulo, onde contava ter apurado as conclusões a transmitir-lhe.

Daniel Costa