sexta-feira, 25 de maio de 2012

NAU DOS CORVOS

 
NAU DOS CORVOS

Passados os dias em Angra dos Reis, de antemão previstos, como um casalinho de apaixonados, em Lua-de-Mel.
Vera e Olavo voltaram a Lisboa.
Só na tarde do outro dia este, voltou ao seu escritório e ali foi pondo em ordem o expediente.
Ao outro dia o casal deslocou-se à cidade piscatória de Peniche, ver do caso de Bernardo.
Peniche é uma cidade, cosmopolita, derivado a ser um dos maiores portos de pesca de Portugal.
Distando, apenas cerca de cem quilómetros de Lisboa, Olavo programou sair da capital com a sua Vera, para chegar na hora do almoço.
Estudando o roteiro gastronómico da cidade, muito rico em peixe, já levava na mente, almoçar no típico restaurante, situado no Cabo Carvoeiro.
Com o seu JPS, à entrada principal do que resta das muralhas da cidade, da península, sob um arco, as coordenadas deram a estrada marginal a passar a norte.
No sítio, que veio a saber denominar-se Papoa, Olavo e esposa, curvaram-se, perante uma cruz a assinalar um antigo naufrágio de um cargueiro espanhol, cujas vítimas ali ficaram sepultadas.
Dali seguiram sempre até ao Cabo Carvoeiro, a seguir o rochedo, que se domina precisamente, Nau dos Corvos, que inspirou a designação do restaurante.
A Nau dos Corvos, é um rochedo, a vista do arquipélago das Berlengas, zona protegida pára as espécies de fauna ali existentes.
Caracteriza-se por ali poisarem muitos corvos.
Depois o restaurante, é encimado por um miradouro, de uma panorâmica marítima e do arquipélago, inolvidável.
Depois destas sensações o almoço no restaurante!
Da ementa, mais de pratos regionais, a caldeirada foi o preferido.
Esta estava com maravilhoso sabor, no encontro de opiniões gustativas, diria cúmplices entre Olavo e Vera.
Segundo esta, além de variadas espécies de peixes, como tamboril, safio raia, não faltava o sabor da navalheira, um crustáceo com sabor muito fino a maresia.
Apenas do tomate se sentia o sabor.
Em suma um almoço divinal!...
O ambiente era como o de um restaurante de navio de cruzeiro, como a flutuar em pleno oceano, já que este abrange as suas vistas e se debruça sobre o mar.
Depois do agradável almoço, o casal desceu a escadaria, construída na rocha, com bastantes degraus até ao mar, que se apresentava tranquilo.
Vários pescadores desportivos com quem conversou, ali estavam no seu exercício lúdico.
Foram estes que o informaram, a designação das escadas serem as de Pilatos.
Depois voltou pela marginal sul com arribas, sempre com um deslumbrante panorama.
Até que entrou na Avenida do Mar.
Para verificar um certo ambiente, dos bares existentes naquela artéria, nas proximidades do cais e muito concorrida, optou pelo bar “Java”.
O principal motivo que levava Olavo, a Peniche era, investigar o que se passava, realmente, com Rosália.
O jeito cordial que o inspector tem para se insinuar, levou a que o casal ao lado, os convidasse a estarem na sua mesa e conversarem melhor entre si.
Foram entabulando conversação!...
Estava estabelecido já, um à vontade amistoso.
Olavo conduziu a conversa para o que lhe dominava o espírito:
- Infidelidades!...
Veio então a saber que, Rosália era muito vista com o viúvo Amaral, Armador e gestor de sete traineiras de pesca, como, o amigo de mesa Abel, era de três.
Acontece esde que o marido, Bernardo, fora para o Brasil.
Olavo pensou que tinha acertado em escolher o Bar “Java”.
Ficando de no dia seguinte estar ali, com Vera, regressou a Lisboa.

Daniel Costa


quinta-feira, 17 de maio de 2012

ALFAMA DOS MARINHEIROS


 

ALFAMA DOS MARINHEIROS

Tal como o previsto, à tardinha Olavo estava no apartamento de Angra dos Reis.
Mirta esperava-o, não sem ansiedade, muito produzida para o receber, como mulher ainda mais sedutora.
Jantaram com som de música romântica de fundo.
Como sempre, predominavam os seus olhares cúmplices, deixando adivinhar as consequências.
Ainda assim, na melhor harmonia, combinaram que Mirta voltaria para sua casa, em Nova Lima, afim de deixar o apartamento liberto.
Dentro de dois dias chagaria Vera, para passar oito dias de férias com o maridinho, Olavo, em Angra dos Reis.
O apartamento, dois dias, ficaria livre de cheiro de mulher.
Aquela, não o devia sentir!
Chegado o dia combinado, Vera chegou à Cidade Maravilhosa, onde era esperada pelo excelso marido.
Ali apanharam novo voo, para Angra dos Reis.
Chegaram era noite, seguiu-se o jantar, onde houve lugar à suprema intimidade do casal.
No dia seguinte, Olavo, mostrava à esposa o que, localmente, já conhecia, ficando esta maravilhada, à vista da sua paisagem natural.
Por lá passaram o dia, na idílica praia do Anil, com vista, da baía de Angra.
Nos quiosques do calçadão, que segue toda a sua extensão, encontram modo de se alimentarem.
Ao voltarem, Olavo sempre atento, a qualquer comunicação, entre os vários Mail’s, tinha um vindo de São Paulo.
Era de Bernardo, que deixara o seu contacto telefónico.
Tinha projectado com Vera passarem, de novo, o dia seguinte na Praia do Anil.
Mas logo entrou em contacto com Bernardo, que disse sentir-se traído, ficando agendada, para daí a dois dias, uma reunião durante um jantar no Restaurante “Alfama dos Marinheiros”.
O cliente era português, da cidade piscatória de Peniche, a cerca de noventa quilómetros a norte de Lisboa.
Sendo o restaurante tipicamente português, onde nem faltava Show de fados, seria o lugar ideal para o encontro.
Em seguida, Olavo, pesquisou um bom hotel para ele e a esposa pernoitarem.
A opção recaiu no Paulista Center Hotel, na Rua da Consolação, onde pelo celular marcou aposento para um casal
Vera, que nada queria intervir na agenda profissional do marido, aceitou de bom grado acompanhá-lo.
Assunto arrumado, no outro dia voltaram à paradísiaca Praia do Anil.
No dia combinado, voaram para São Paulo, para o encontro profissional agendado.
O “Alfama dos Marinheiros”, situado na Rua Pamplona, tem um interessante cardápio, com destaque, para o um prato de bacalhau, tido na casa, como o melhor do mundo.
Degustado como outros, com os sentidos no Show de fados, onde pode ser ouviada essa bela voz de fadista, de Conceição Freitas.
Foi naquele ambiente, tipicamente português, que Olavo, tomando apontamentos, escutou Bernardo:
- Após o casamento, este fora trabalhar para São Paulo.
Depois de consolidada a sua posição, a esposa, Rosália ia morar com ele, na maior cidade do Hemisfério Sul.
Como familiares lhe comunicaram, ela dera em traí-lo, com um Armador.
Olavo recolhera os dados possíveis, inclusive o nome do Armador apontado.
Antes de terminada a sessão, o inspector ficou de ir a Peniche, daí a oito dias e apurar toda a trama.
Após o que entraria, de novo em contacto, com Bernardo para nova reunião em São Paulo, onde contava ter apurado as conclusões a transmitir-lhe.

Daniel Costa

sábado, 5 de maio de 2012

VALHA-NOS SANTA CATARINA

         
        

VALHA-NOS SANTA CATARINA

Olavo isolado, naquele moderno hotel em Florionopolis, cidade capital da Província brasileira de Santa Catarina, meditou no modo de apresentar o que tinha observado.
Confirmaria as suas certezas, com questões que poria ao mesmo elemento do pessoal menor.
Mais uma gratificação e comprava o sabiá!...
A seguir, refugiou-se no Notebook:
- Enviou o sacramental, E-Mail à sua adorada Vera.
Dai a três dias, passariam uma semana juntos, em Angra dos Reis.
Depois pelo celular, contactou Mirta, a confirmar, que ela no dia seguinte, se ausentaria do apartamento de Angra dos Reis.
Instruiu-a para se preparar a jantarem juntos, ainda nesse dia.
Por fim, contactou, Carina para almoçarem, onde ela receberia as suas conclusões.
Em grande ritmo, muito próprio de Olavo, dirigiu-se ao edifício do Parlamento.
Fez as perguntas, que já levava engatilhadas e obteve o comprovativo do que já apurara na véspera.
Porque já tinha voo marcado, numa actividade de loucura, em breve esperava Carina à entrada do restaurante do hotel.
Carina fez o seu aparecimento de sedução, com um olhar meigamente provocante.
Iam ingerindo o almoço:
- O Inspector, dera por terminado, assim o seu trabalho, nenhuma mulher traíra Carina!
Então?
Perguntou esta!...
Ao que Olavo, respondeu secamente:
- Trata-se da formação de um casal de homens gays.
Adilson, deu em entender-se sexualmente, com o seu assessor, Renato e perdeu o interesse pela esposa, ela!
Tinha desvendado o caso que a cliente lhe apresentara.
Carina, mais o tentava, mas íntegro nas suas combinações e convicções, deu por cumpridas as suas obrigações na capital de Santa Catarina.
Cumprira conscientemente o contrado dever!

Daniel Costa


terça-feira, 1 de maio de 2012

LAGOA DO PERI


L

LAGOA DO PERI
Olavo, depois de se arranjar e tomar o pequeno-almoço.
Pesquisou no Notebook, pontos turísticos, nos arredores de Florianopolis.
Optara pela Lagoa do Peri.
Leu um pouco, o seu hobbi preferido, depois consultou o relógio.
Era a hora tida como certa, para dar início à investigação ao deputado.
Eis que, sem esperar, recebeu um telefonema de Carina, a informar que o seu Adilson, acabara da sair para a sessão parlamentar.
O inspector agradeceu e depressa se pôs em campo, mais alerta.
Apanhou um táxi e chegou a tempo de ver Adilson entrar no parlamento.
Sentou-se num bar, em frente, com o seu refresco.
Ali pode verificar, a sessão da manhã, ter sido breve.
Rapidamente, Adilson saia, acompanhado de outro homem.
Reparando bem nos trejeitos de ambos, o duo pareceu-lhe suspeito, caminhavam em jeito de casal de gays!
Discretamente, seguiu-os até um certo restaurante, onde foram almoçar.
Esperou que se sentassem numa mesa, decerto habitual, visto não esperarem indicações.
Olavo, em presença do empregado, escolheu uma mesa, contigua para os poder observar bem.
Estes, pelos portes indiciavam um comportamento incomum.
Logo ali o Inspector pensou nova estratégia!
Voltou, discretamente, a segui-los de volta ao parlamento.
Sabendo que seria mais profícuo, abordar um elemento do pessoal menor, assim o fez.
Muniu de uma quantia mais, para gratificação e abordou um desses elementos.
Depressa soube que Adilson constituíra o seu assessor, Marco em seu amante.
Ficou também a saber o espaço-tempo que duraria a sessão da tarde.Na posse destes dados, para gozar mais o que lhe pareceu bela paisagem, tomou um ônibus para a Lagoa do Peri.
Esta é a maior lagoa de água doce da costa catarinense, com cerca de 5 km2 de extensão.
A área em volta, tem uma mata e trilhas belíssimas, que levam a cachoeiras e antigos engenhos coloniais.
Em 1981, o Parque da Lagoa do Peri, sob jurisdição da Fundação Municipal do Meio Ambiente, foi preservada como Património Natural, por Decreto Municipal.
Foi isto que Olavo, observando, ficou a saber.
Depois voltou a estar de atalaiaà porta do Parlamento, com atenção às saídas.
Acabou por sair Adilson com o seu parceiro, o inevitável Marco.
Meteram-se no potente carro daquele e arrancaram.
Para saber o destino, o Inspector tomou um táxi e segui-os.
Até que sumiram num bloco de apartamentos.
Duas horas depois ainda não tinham saído.
Olavo, já podia dar por concluída a investigação encomendada.
Só não o fazia, por profissionalismo.
No dia seguinte, tencionava aclarar certos pormenores.
Voltou, ao Mercure Florianopolis Convention.
Encontrou Carina, a espera-lo no espaço da recepção, mas se tinha marcado com ela, o dia seguinte para lhe transmitir conclusões!...
Porem ela ia convidá-lo para jantar, o que foi aceite.
Já tinha previsto o restaurante, muito acolhedor, com atendimento simpático, muito ao gosto de Olavo.
Carina, não para de atrair o Inspector, provocantemente.
 Este, não encontrou outro remédio, que não fosse convidá-la a subir.
Uma vez na intimidade, Carina já não provocava… se entregava!...

Daniel Costa


 

domingo, 8 de abril de 2012

FLORIANOPOLIS

                  
                             

FLORIANOPOLIS

Regressado a Lisboa, dirigiu-se de imediato a casa, onde a sua Vera o esperava, tendo ela abordado, ternamente a saudades que sentira dele.
Olavo, além de saber, pelos registos no notebook, entrava diariamente em contacto com Mirta, que ficara no seu apartamento de Angra dos Reis.
Num Mail’s, esta informara haver recebido telefonema de Carina, sobre o assunto de que já estabelecera contacto.
Tinha pressa de que o mesmo fosse aclarado.
No dia seguinte, depois de passar cedo pelo escritório de Lisboa, dirigiu-se ao aeroporto Internacional da Portela.
Num dos voos TAP, de imediato partiu para o Rio de Janeiro.
Chegado à cidade Maravilhosa, fez a sua partida para Angra do Reis.
Mirta esperava-o ansiosa e também com manifesta saudade, traduzida em beijos e mimos.
Depois de contactar telefonicamente Carina, Olavo combinou estar em Florianopolis, no dia seguinte.
Como ainda nada sabia de horários de voos para a Capital do Estado de Santa Catarina, de lá a contactaria.
A seguir Mirta e Olavo jantaram, numa atmosfera de troca olhares enternecedores.
Depois do que regressaram ao apartamento e finalmente, se enlearam, ternamente, por bastante tempo.
Chegado ao outro dia, de manhã cedinho, o inspector foi tomar o avião para Florianopolis.
Ali, depois de instalado, no hotel – Mercure Florianopolis Convention, de novo, estabeleceu contacto com Carina.
Combinaram um encontro, logo nesse dia no bar do hotel.
Esta apareceu bastante excitada e desatou logo a apresentar contornos da sua história.
Aparentemente, não diferia muito de outras que, pacientemente ouvira.
Era o seguinte:
- Seu marido, o Adilson, Deputado pelo Estado catarinense, ultimamente parecia desmotivado de cumprir as suas obrigações matrimoniais.
Teria embeiçado com outra mulher e ter perdido o interesse por ela?
Olavo, depois de a ouvir, questionou, não serão apenas suspeitas, infundadas suspeitas?
Carina, como que surpreendida com a pergunta negou, porque isso se estava a passar há bastante tempo.
Visto ser assim, o inspector anotou dados e iria agir, decerto veria do que se tratava, em concreto, dentro de dois dias a contactaria de novo.
Entretanto, já Carina se ia insinuando a Olavo.
Os deuses sabem que, este sem o prever, quase se viu na obrigação de a mandar subir.
Já no seu aposento reparou que, ela era uma mulher, pouco menos que irresistível.
De certo modo, ali estava desafiadora, que fazer?
Vendo-a carente, Olavo achou por bem satisfazer-lhe os desejos.
Era uma cliente, não podia recusar-lhe a almejada felicidade que parecia implorar.
Em determinado momento entregaram-se mutuamente.
No fim, ambos saciados, pareciam ter vagueado numa galáxia, chamada felicidade.
Carina, consultou o relógio e ia-se a despedir.
Olavo não o consentiu e acompanhou-a à saída do Mercure Florianopolis Convention,
Aí sim, fizeram as suas despedidas.
O inspector ficou ainda a observar o porte de Carina, até ela se meter no carro e arrancar.
Voltou ao seu aposento, a meditar no doce que de mulher que acabara, de satisfazer gostosamente.
Nisto ficou a equacionar a estratégia, para dar início à investigação ao deputado.

Daniel Costa


sábado, 24 de março de 2012

O COMBÓIO DO TUA

  
                    
O COMBOIO DO TUA

Desta vez Olavo, um pensador por natureza, ali esta de braços cruzados, a meditar no melhor modo de encerrar a investigação, abordando Filipe sobre a conclusão.
Tomou o pequeno-almoço no próprio quarto do hotel, lendo meditativo.
Resolutamente, acabou por tornar uma decisão e consultando a relógio, viu chegada a hora do menos agradável encontro.
De facto, não seria agradável um homem saber-se traído.
Antes das doze horas, chegava à empresa de Filipe, onde uma recepcionista o acompanhou à sala do gerente.
Este sem indicar que se sentasse, ergueu-se e convidou-o a saírem para almoçar.
Já no carro e a rodar para o restaurante, sempre pensativo, Olavo continuava meditando, então veio-lhe à ideia o pensamento de Cesterton, numa citação que lera:
“A ideia que não procure tornar-se palavra é inútil, e a palavra que não procure tornar-se acção é palavra inútil”.
Nisto, rodando na retaguarda de Filipe ia seguindo, já ao lado da linha férrea do antigo comboio do Tua, que passava, numa paisagem linda, parecendo selvagem ao mesmo tempo.
Para Olavo, o comboio do Tua, que a cantora Florência imortalizara numa canção designada mesmo COMBOIO DO TUA. Adoptara a comparação com o lendário EXPRESSO ORIENTE, da Rússia, que Aghata Christie se servira como cenário ao seu romances policial:
- ASSASSINATO NO EXPRESSO ORIENTE.
Imbuído destes pensamentos, muito comuns seus, estava a chegar à localidade de Romeu, freguesia de Jerusalém do Romeu ao, localmente, famoso restaurante MARIA RITA.
O restaurante fora uma antiga estalagem do mesmo nome, o da sua própria proprietária.
Dada a sua proximidade de Espanha, foi ponto de transição e de etapa, para espanhóis que se dirigiam, em tempos idos, à cidade do Porto, a segunda capital de Portugal.
Tudo ali, a própria arquitectura, falam do passado.
No interior do restaurante Filipe, acercou-se a uma mesa do canto e convidou Olavo a sentar-se.
Este embevecido com o que era dado mirar, acordou do seu torpor e reagiu, sentando-se.
O restaurante, mantendo as suas antigas, modernizara-se na arquitectura interior.
O menu que o distinguia, continua a ser marca indelével.
Uma característica que prendeu a atenção de Olavo, foi o azeite no prato, para molhar no pão como entrada.
Depois um dos pratos é o “bacalhau à Maria Rita”, confeccionado como no passado, a divina maravilha das maravilhas.
Enquanto ia decorrendo o repasto foi, então abordado o assunto que os levara ali.
Sem rodeios, Filipe disse:
- Meu caro, por seu mérito a minha suspeita foi já aclarada, Ana Paula decidiu abandonar-me de vez.
Contactou-me a informar da resolução de me trocar e a pedir para ir, acompanhada de uma amiga, recolher os seus objectos pessoais.
De imediato aceitei e prometi não estar em casa de modo a não interferir.
No fundo, outro novo amor a fará esquecer!
Ficava assim de modo abrupto, terminada a investigação do caso, de Chaves.
Porém Filipe ainda o quis apresentar a um descendente de Clemente Meneres que, negocia em vinhos e cortiça nos mercados da Europa do sul e Brasil, procurando estabelecer-se como, grande agricultor, pernoitara na estalagem “Maria Rita”.
Ficou enfeitiçado e optou pela localidade de Romeu.
Por ali adquiriu terrenos e criou uma grandiosa quinta, nomeadamente de vinhas e olivais.
De vinho tem a sua marca especial.
A localidade de Romeu continua a beneficiar do grande complexo agrícola, ali estabelecido, ainda nas mãos do clã Meneres.
Como corolário o restaurante abastecido, exclusivamente por produtos da quinta, é provido de uma grande e magnífica sala à parte para grandes reuniões de comensais.
Complementado com museu de antiguidades, destacando-se antigos automóveis, velhos rádios, grafonolas e telefones etc.
Finda esta visita de que Filipe fez questão de ser cicerone, despediram-se, de certa maneira efusiva.
Mostrou assim, Filipe uma grande urbanidade muito transmontana.
Dali, Olavo regressou a Lisboa!

Daniel Costa


terça-feira, 13 de março de 2012

ILUSTRE CASA DE SAMAIÕES


Um friso de Chves - foto Internet

ILUSTRE CASA DE SAMAIÕES

Ainda no dia do encontro com Filipe, Olavo de posse de todos os dados precisos, sobre a empresa em que a mulher, Ana Paula, era Secretária de Direcção.
Foi para observar as saídas.
Em vão, ela já não estava, veio a indagar, já ter saído com Hermano, o maior accionista Gerente.
Porém, o investigador deu por bem empregue o tempo.
Ficou o reconhecimento feito!
Ao outro dia, Olavo postou-se de modo a não ser notado, para ver as entradas.
Continuou a ver goradas as intenções:
- Nada de especial se passou!
Já ao almoço, tudo foi diferente. Todo o pessoal saíra, quando viu saírem Ana Paula e Hermano.
Viu dirigirem-se ao “Mercedes” deste e arrancarem.
Deduziu de imediato, que iriam almoçar juntos.
Não pensou mais, pegou no seu carro e procurou seguir-lhes o rasto.
Conseguiu-o, a certa altura, Hermano estacionou e ambos se dirigiram a certo restaurante.
Olavo imitou-oa e no mesmo, escolheu mesa, onde ia também almoçar, expiando-os discretamente.
Hermano mostrava-se a delicadeza em pessoa, ambos exibiam gestos e olhares cumplíces de vivamente apaixonados.
Assim, como entraram, depois do almoço saíram.
Olavo não perdeu de voltar a acompanhar, tal guarda-costas.
Dali, deambulou pela cidade de Chaves, como sabia, havia sítios de visita obrigatória.
Foi à zona termal, com os seus balneários, cujas águas minero-medicinais, jorram quentes, mercê de um acidente teutónico claro e feliz.
Como qualquer turista, bebeu um copo da água quente a sair da fonte termal.
Tendo chegado a hora calculada, Olavo dirigiu-se a um ponto estratégico, a tentar observar as saídas de Hermano e Ana Paula.
Não tardou a vê-los sair à vez, bastante antes da hora do fecho, para se juntarem depois junto do carro do Administrador e seguirem.
Para onde?
Foi para saber que o Inspector quis ver, conduzindo o seu carro seguiu-os, até os ver entrar num prédio da apartamentos.
Tinha confirmado o que já imaginara sobre o caso e regressou ao hotel.
Já na sua suite, deu uma passagem no Notebook, fez o seu quotidiano telefonema à sua amada Vera.
Depois foi lendo, enquanto meditava na melhor maneira de abordar Hermano e a secretária, Ana Paula.
Obviamente, tomara uma decisão de falar-lhes sem rodeios, do caso que se encarregado de desvendar.
Ao outro dia discou, para chegar à fala com Hermano.
O telefonema passou pela secretária, porém este apenas declinou o nome.
Hermano, ouvindo Olavo, pareceu não ter ficado surpreendido, convidou-o a reunirem a almoçar no afamado restaurante da Casa de Samaiões.
Depois disto pediu para passar, a chamada para Ana Paula. Sentiu hesitação e obteve uma negativa.
Foi então pedido para, de momento, deixar a secretária em paz, ele próprio lhe iria falar, dentro de uma hora lhe comunicaria uma decisão.
Passou pouco tempo, o celular de Olavo tocou, era Hermano, a informar que a secretaria os acompanharia, no almoço, que já mandara marcar para as treze horas e trinta, no mesmo local.
Olavo, em tempos, tinha ali almoçado num Domingo, dia em que o mesmo é servido em jeito de “bufetf”, num verdadeiro desfile de variadas e saborosas comidas, mais transmontanas.
Como dispunha de tempo foi cedo para observar bem e de novo o grande espaço circundante,
A Casa situa-se na franja sul da cidade, ainda fazendo parte da mesma, mas tanto o restaurante, bem como o hotel junto, estão rodeados do meio rural.
No restante são servidos casamentos e outros eventos, dispondo de um grande e bem tratado espaço, para fotos e filmagens.
Dali se pode avistar um magnífico panorama rural
Foi tudo isto que o inspector, muito contemplativo, teve o prazer de rever.
Tenho a chegar a hora combinada, Olavo postou-se junto do portão, como o combinado, para aí de encontrar com Hermano e secretária.
A hora marcada, chegaram estes, depois do estacionamento seguiram a almoçar.
Foi então que Olavo, viu o belo pedaço de mulher que é Ana Paula.
Sentaram-se, cada qual com seu cardápio, encomendou o prato desejado.
Uma vez servidos, sem que o Inspector se pronunciasse, Hermano iniciou falar sobre o assunto que os reunira.
Este disse:
- A partir daquele momento, Ana Paula passaria a ser somente sua e a viverem juntos.
Esta aquiesceu, em jeito de felicidade.
O repasto processou-se de duas dadas!
Olavo apenas testemunhava a união de facto, que se iniciava.
No outro dia já sabia, como iria relatar as conclusões da investigação a Filipe.

Daniel Costa