segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

LÉSBIANISMO

                              
Porto da cidade de João Pessoa, em Cabedelo

LÉSBIANISMO


Na tarde do dia seguinte, Olavo tinha marcado encontro, num café local, com Clonisse, sobre mais um problema, de suposta infidelidade.
Pensava fazer-se acompanhar de Mirta e apresentá-la, como sua secretária.
Como tinham a manhã ainda livre passaram a manhã na Praia do Amor, depois do tradicional mergulho, descontraíram-se num banho de sol tropical.
Aproveitando a delicia, trocaram muitas carícias, como preparação para, de novo, se envolverem no quarto do hotel.
Assim veio a acontecer, como seria de prever, na hora do encontro com Clonisse, já estavam no café, aguardando-a.
Clonisse não se fez esperar, depois de feitas as apresentações, esta começou a desbobinar.
Tinha passado, como namorada, uns dias em casa de Rúben, na portuária cidade de Cabedelo.
Ao fim dos quais, este acordeonista duma banda de forró, “Clã Brasil”, a actuar no restaurante Felini, em João Pessoa, cidade capital da Paraiba.
Local bastante recomendado a turistas, por menos perigoso, nesta segunda cidade do Brasil, quanto a assaltos de rua.
Clonisse foi explanando razões, a motivar a sua expulsão.
Enquanto isto, não tirava os olhos, tanto de Olavo, como de Mirta.
Olavo tomando notas de tudo, inclusivamente, do endereço e telefone e E-mail do músico.
O trabalho actual da interlocutora, era servir de modelo a grandes pintores e fotógrafos de arte.
Com a posse de todos os dados, afirmou tentar marcar encontro, em Cabedelo com Ruben, para o questionar.
Nisto despediram-se, ficando, novo encontro aprazado, logo passado o dia seguinte, com a informação pretendida.
O casalinho de namorados, voltaram ao hotel onde, entre olhares de cumplicidade e ternura ambos, haviam concluído que Clonisse, além de gostar de viver com homem, seria gay.
A seguir, Olavo conseguiu contactar, telefonicamente, com Rúben, ficando agendada reunião, para a tarde do dia seguinte, na sua própria casa.
Depois de jantarem, seguindo por tempo indeterminado, voltaram, para dormir.
No dia seguinte, deslocaram-se a Cabedelo.
Visitaram a bela zona portuária, depois do que se dirigiram ao encontro.
Após as apresentações, Rúben mostrou ser bom anfitrião, preparando-lhe um dos seus, irrecusáveis manjares de sabor nordestino.
Depois, conversaram sobre o desaguizado.
Era o que Mirta e amado tinham conjecturado, Clonisse ter dado mostras irrefutáveis de também ser gay.
Em novo encontro, foram essas as conclusões, que no dia seguinte Olavo, sem rodeios, transmitiu a Clonisse.
Sem esperar este desfecho, também sem rodeios, esta confirmou.
Investigação dada por terminada, no dia seguinte, no aeroporto de Bayeux, o de João Pessoa, a quarenta quilómetros da cidade, tomaram avião para o Rio de Janeiro.
Dali, em jactinho regressaram, a Angra dos Reis.

Daniel Costa
 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

PRAIA DO AMOR


                               

PRAIA DO AMOR


Depois de arrumadas várias questões, secretariado eficientemente, pela bonita Mirta, sua amada em Angra dos Reis, tinha em suspenso, um caso na Praia do Amor.
Era numa das edílicas praias do Departamento Federal de Paraiba, perto da capital daquele Estado, João Pessoa, onde se situava a Praia do Amor.
Cerca de cento e cinquenta quilómetros de praias são um dado.
Uma vez que se tratava de ir estar também numa zona paradisíaca, imaginou ir acompanhado da sua linda Mirta, que apresentaria como sua secretária.
Fora dali ao Aeroporto do Rio de Janeiro, apanhar um voo para a cidade de João Pessoa.
Ali apanharam um táxi até à Praia dos Amores.
O motorista recomendou o Hotel Rieger, Baneário de Camboriú, perto do destino.
Ali se instalaram, não sem antes a sós, se darem a manifestações intensamente amorosas, pensaram então na praia
Dado que só na tarde do dia seguinte, Olavo tinha aprazado encontro com Clonisse, Viveram o resto da tarde as delícias que a Paria do Amor, pode proporcionar.
Os seus numerosos penhascos, na própria praia ou já no mar, esculpidas por este, ao longo de milénios, um espectáculo digno de ser visto.
Sempre em jeito de casalinho de rolas, entregaram-se a uma sessão natatória.
De seguida, sempre no mesmo jeito de ternura, dedicaram-se a um demorado banho de sol, à vista daquele agradável mar de um lindo azul, escutando o seu doce marulhar.
Posto que veio a noitinha, regressaram ao hotel.
Chegados, Olavo através do notebook, contactou a unidade do apartamento de Angra dos Reis.
Depois enviou E-Mail, o que fazia diariamente, à sua amada Vera, a mulher da sua vida.
Jamais esqueceria, a sua terna esposa. Ela estaria sempre pronta a esquecer a suas infidelidades.
Na verdade Olavo, que nunca fora o que se chama de pinga amor, pensava:
- Hum… infidelidades profissionais!...
O casalinho, entregando-se, mas uma vez a uma ternura ímpar, acabou por jantar no quarto.
Parecia que Mirta, encontrara a felicidade completa, na sua entrega de alma e coração, ao “gentleman” Olavo.
Na manhã seguinte, voltaram, à Praia do Amor, tinham sabido que por perto, havia um espaço reservado a nudismo.
Sem ideias de “voyerismo” foram observar de relance.
Após o que voltaram a mergulhar e de seguida, a mais um aprazível banho de sol.

Daniel Costa


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

IDÍLIO EM ANGRA DOs REIS

                            
Angra dos Reis, foto Net

IDÍLIO EM ANGRA DOS REIS

Imediatamente após, Olavo regressou a Lisboa, passando pelo escritório, antes de ir para casa.
Ali demorou pouco, dado já havia tomado nota dos E-Mail’s, pelo notebook.
Porém, sentia saudades da doce Vera, que o esperava, com a saudade habitual.
Como havia vários casos pendentes, ficou vários dias pela cidade capital do rectângulo, mais a sul de Europa.
Em Lisboa foi resolvendo, e usufruído o “dolce far niente” com a sua amada Vera.
Depois de tudo, ordenado preparou-se para passar a pôr em ordem vários assuntos, que foram chegando a Angra dos Reis.
Ali contava também ter a fidelidade de Mirta.
Para tal, enviou-lhe E-Mail, para vir ao encontro dele no Aeroporto internacional do Rio de Janeiro – António Carlos Jobim.
Depois do que seguiriam, para o apartamento de Angra dos Reis juntos.
Dera o horário previsto da chegada, tendo a resposta efusiva de aquiescência.
Seria que Mirta, se prestava a deixar-se passar também por sua secretária?
A seu tempo veria!
Mais ou menos a hora aprazada, encontraram-se. Ela veio logo ao seu encontro, dando largas à sua alegria muito brasileira.
Ainda deu tempo para tomarem um lanche, após o qual num voo de jactinho, rumaram à Ilha, onde ficariam a sós, no apartamento que lhe servia de escritório.
Era tarde!...
Foram jantar, só dia seguinte estabeleceria os contactos que estavam em aberto.
Registados no seu P.C. local, dos quais ia tomando conhecimento pelo notebook.
Ali passaram dois dias, em belo idílio, Olavo fazendo contactos, ela secretariando-o, estabelecendo ambos, agradável cumplicidade.
Mirta, aos olhos de Olavo, era uma mulher atraentemente bonita, a mostrar-se extremamente agradável.
No entanto já lhe fizera ver que nunca poderia substituir Vera, no que ela aquiesceu, tinha a questão muito presente, apenas pedia lealdade para com ela.
Ele desejava o mesmo dela.
Pondo-a à vontade, para tomar as suas resoluções, em plena liberdade.
Deram-se as mãos e enleando-se carinhosamente, entregaram-se largamente, às vincadas sensualidades.

Daniel Costa


sábado, 3 de dezembro de 2011

AEMDOEIRAS EM FLOR

                               

AMENDOEIRAS EM FLOR

O Algarve é a Província mais a sul de Portugal, suas costas são marítimas do lado nascente, de clima mediterrânico, de belas praias, de areias muito brancas e finas, um mar sempre tranquilo, de águas com temperaturas muito agradáveis.
Na agricultura, a figueira, a laranjeira, a alfarrobeira e sobretudo a amendoeira. predominam.
As praias, toram-se paraíso de turistas nacionais e estangeiros.
Os Ingleses e os nórdicos, muito, além de muitos que ali passam as suas férias. Nomes muito conhecidos, se fixam, com Elton Jones, ali têm uma das suas moradas numa sua quinta.
Este, no caso, por lá criou uma propriedade vinícola, onde produz vinho com marca própria.
Outro cartaz turístico é a amendoeira em flor, que de facto, no início da Primavera é um espectáculo de brancura inolvidável.
A sua aguardente de medronho, quando pura, pode ser considerada um bom conhaque
Olavo conhece tudo, e admira, mas a desenvoltura, das mulheres!...
A própria amenidade do clima, terá muita influência, também nesse aspecto.
Enfim!...
Olavo, ainda que “bon vivan”, nunca descurava o trabalho.
No entanto, este, dá para alargar conhecimentos.
Depois de estar com Milena e esta ter rumado a Faro, onde morava.
Olavo deslocou-se ainda a Loulé, mais com a intenção de marcar terreno.
Foi dando, uma volta pela cidade, e num dos cafés que lhe pareceu interessante, sentou-se e passando um empregado solicito, pediu uma bica.
Calmamente a foi degustando, enquanto ia tomando nota visual da distinta clientela.
Depois pagou e deixou interessante gorjeta com o fim de visitas posteriores.
Regressou então a Olhão, onde foi pernoitar, pensando na doçura de Vera.
Coitada!...
Manhã cedo, iria para Lisboa e ali ficaria uns dias e resolver, assuntos de somenos importância o outros, que entretanto o seu E-Mail registara, segundo o Not Book.
Regressado a casa fez as delicias de Vera, a sua bonita mulher, cuja meiguice sempre o encantava.
Uns dias, uns encontros em Lisboa, assuntos em ordem e de novo em Loulé.
Nada parecia acontecer.
Resolveu interpelar o empregado, veio a saber que o Flávio, bem acompanhado, de vez em quando, ali confraternizava com a Dona Telma.
Mais nada sabia!
A seguir a aparição do par deu-se.
Nestes casos Olavo, tenta passar despercebido lendo um livro, que sempre o acompanha.
Foi reparando no carinho que do par, do arranjinho emanava.
A quem o seguia, atentamente e era experiente, o derriço apresenta-se saliente.
Olavo foi ficando, até que o par foi embora.
Depois, mais uma vez, à distância com descrição, seguiu-os até entrarem na mesma casa.
Não ficaram dúvidas, Flávio a traía sua mulher!
Foi isso que de imediato, transmitiu à sua cliente.
Esta pediu para juntos voltarem a almoçar no dia seguinte. em Olhão.
Ficou aprazada a hora, no mesmo restaurante de que ficara agradada.
Ali poriam tudo em dia.
Como não podia deixar de acontecer, à hora combinada o encontro deu-se, ficando tudo esclarecido, enquanto saboreavam o almoço.
Acabado este, ela pediu para o acompanhar ao hotel.
Ali choramingou, enquanto dizia: já esperava, mas queria ter a certeza.
Olavo foi-a aconselhando a continuar a fingir, se de todo não queria perder o marido.
Ela foi tentando Olavo com gestos de sensualidade, enquanto dizia:
- Desejo já uma vingança!
Sempre lacrimejante, outro aspecto se sensualidade!
Olavo não resistiu!
Meigamente, satisfez-lhe a vontade!

Daniel Costa


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OLHÂO DA RESTAURAÇÃO

                             
Bela e rica igreja matriz de Olhão

OLHÃO DA RESTAURAÇÃO

Um dos apelos que tinha no E-Mail, vinha de Faro, capital da Província do Algarve, cidade bonita, de que Olavo gosta.
Quem o enviara fora Milena. Apelava receber um telefonema a fim de marcar um encontro, para explanar o seu caso.
Olavo pensou que seria na sua cidade.
Do escritório telefonou, e então Milena, propôs que o encontro tivesse lugar na cidade próxima, Olhão, evitado clamores das vizinhas.
Conhecia um café interessante, na Avenida 5 de Outubro.
Olavo marcou lugar no Hotel Real Marina Residence, com vista panorâmica para a Ria Formosa, donde saiem ferries para a bela Ilha de Armona que se pode alcançar em quinze minutos.
Sabe-se que a população, na sua maioria pescadores, ofereceram-se para ir ao Brasil avisar a Corte, da expulsão e consequente libertação do Algarve das invasões francesas, das tropas de Napoleão Bonaparte.
Foram recebidos pelo futuro Rei, Dom João VI.
Fizeram a arrojada viagem no caíque “Bom Sucesso”.
Dom João VI, compensou-os e também Olhão, entre outras formas, atribuindo-lhe o título de “Olhão da Restauração”.
O encontro deu-se, entre Milena e Olavo, a conversa desenrolou-se à volta de cafés.
Era o seguinte: Flávio, ultimamente, estava muito ausente, eram reuniões e encontros prolongados, noites havia de ausência total
É certo que sempre tinha o cuidado de avisar, mas para ela, havia uma amante, apontou o nome da localidade que a sua intuição lhe ditara:
- Loulé muito próximo e a sul de Faro.
Apresentou também foto de Flávio.
Com os dados, na posse de Olavo, este prometeu desvendar o assunto.
Entretanto, chegara a hora do almoço, Olavo projectara fazer o repasto num dos bons restaurantes, perto do porto de pesca e do mercado.
Veia à sua ideia, convidar Milena para acompanhá-lo, o que parecia esperado.
Durante o almoço, ela parecia satisfeita, deu em insinuar-se, desinibida e sensualmente, atrevida.
Passou na cabeça do companheiro do almoço: ela gostaria de ir conhecer o Hotel?
Arriscou convidá-la!
Milena aceitou de imediato e seguiu-o.
Chegados lá instalaram-se e ela desatou a mimá-lo.
Olavo nunca fica indiferente, a uma mulher atraente como ela é.
Dentro em pouco estavam enrolados!
A seguir surgiram consequências.

Daniel Costa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

GAROTAS DE IPANEMA



GAROTAS DE IPANEMA

Nesse dia à noite, feita a instalação em Angra dos Reis, depois do derradeiro encontro com a Creusa, no “Devassa”, do Rio de Janeiro, regressaria a Lisboa.
Enquanto tomava o pequeno-almoço, com as saudades da amada Vera, pensava em como passar a manhã.
Havia tanta coisa no Rio de Janeiro que gostaria de ver!
Doravante teria ensejo de passar por tudo, com tranquilidade, apesar de não ter ali as suas instalações, mas em Angra.
Seria mais por snobismo?
Talvez!...
Não podia negar isso a si mesmo.
Nisto pensou, na praia de Ipanema, que Vinicius de Morais celebrizou em poema, que deu origem à sua famosa canção, “Garota de Ipanema”.
Apanhou um transporte e para lá se dirigiu.
Uma vez chegado, o sítio e as suas vivências, encantaram-no, como teriam encantado o grande poeta.
Estar na nobre Ipanema, realmente, era um gosto. Primeiro o seu calçadão construído à portuguesa, junto à praia ladeada de palmeiras, um ambiente verdadeiramente tropical!
As garotas de que o poeta falou, lá estavam nos seus arrojados bikinis, senão em topless.
Um sonho a fazer lembrar as histórias das “Mil e uma Noites de Bagdad, relatadas por Xerazade!
Depois o “bon vivan”, Olavo, ainda visitou a igreja da Senhora da Paz, um belo monumento.
Pensando em tomar por ali o seu almoço, passou uma vista de olhos pelas bastantes ofertas que há. Escolheu precisamente, o “Gourmet” para fazer o seu repasto.
Posto isto, chegou de novo ao “Devassa”, onde calmamente, tomou o seu café, aguardando a chegada de Cleusa.
Ela, não se fez esperar!
De novo, Olavo pediu um suco para a anfitriã e retomaram o assunto que a trazia preocupada.
Afinal, Olavo tinha boas notícias para ela!
Sem desenrolar muito o novelo, informou-a sobre o que apurara:
- A rival, que de facto havia, deixaria de a assombrar, podia prometer!
Pudera!...
Comentou alguns factos, os que achou possíveis e prudentes, para justificar.
De feliz que ficou, perdendo um pouco, a noção de que não estava em local apropriado.
Lançou-se ao seu pescoço, abraçou-o e beijou-o
Olavo ficou com a sensação que tinha contribuido, para que a felicidade voltasse a alegrar aquela alma.
Chegara, entretanto, a hora marcada para apanhar o voo para Lisboa.

Daniel Costa


Abrir o link e ouvir “Garotas de Ipanema

sábado, 29 de outubro de 2011

UMA RENDIÇÃO

                            
                             

UMA RENDIÇÃO

No dia seguinte, já Olavo tinha recebido nova chamada da cidade de Nova Lima, próxima da majestosa Belo Horizonte, capital do Distrito de Minas Gerais.
Era duma mulher chamada Mirta. Combinaram encontro para o dia seguinte, na sua cas em Nova Lima.
Exactamente nesse próprio dia o encontro estava marcado com Cleusa no bar Devassa, no Rio de Janeito.
À hora marcada, a Cleusa apareceu, com a identificação devida como o combinado.
Olavo, na sua qualidade de anfitrião, indicou-lhe uma cadeira. De seguida solicitou um suco, como ela desejava.
Era uma mulher ainda nova e bonita, divorciada, agora namorada e a viver com o Emenson.
Ele inspector da famosa Petobrás, com deslocações a várias cidades, por dever de ofício, normalmente estas eram de um dia e na área da cidade maravilhosa.
Porém ultimamente, sobretudo, quando ia a Belo Horizonte, passara a demorar três dias.
Cleusa dera em crer, já não ser só e vendo a comunicação do Olavo, num dos jornais, logo pensara em contratar os seus serviços.
Era para o que estava ali!
Olavo, depois de ouvir a história, dado o facto do Nova Lima ser cidade periférica de Belo Horizonte, teve como que uma premonição:
- O contacto de Mirta, não diria respeito ao mesmo Inspector?
A sua sagaz imaginação, fê-lo ser muito inconclusivo, com o caso de Cleusa.
Disse-lhe precisava meditar, sobre o assunto e solicitou novo encontro, no mesmo local, para daí a três, ao que ela aquiesceu.
No dia a seguir embarcou no avião para Novo Horizonte e daí, de táxi, dirigiu-se a Nova Lima. Foi mesmo o condutor a dirigir-se à Rua onde morava Mirta, o número da porta tinha Olavo.
Mirta não mostrou qualquer preconceito e franqueou-lhe logo a porta.
Estava a chegar a hora do almoço, só então Olavo, olhando para o relógio reparou.
Fez tensão de se retirar para a refeição, num restaurante de jeito, que encontrasse. No que foi de imediato desencorajado a fazer.
A mulher ofereceria a refeição e juntos, no repasto iriam falado das suas preocupações.
Assim aconteceu! Afinal tratava-se mesmo do Emenson, que dizia namorar há uns tempos, sem saber do seu sério, outro namoro.
Ao saber, a princípio ficou abalada, depois recompôs-se.
Acabado o almoço, convidou Olavo a sentar-se. Serviria Wisque para ambos.
Olavo aquiesceu, desde que posse uma pequena porção.
Não tardou muito que ela não o rodeasse de mimos, foi-o enfeitiçando e ele deixando-se enlear nos laços amorosos que se lhe estendiam.
Depois… depois… era tarde para regressar ao Rio de Janeiro.
Ela, de propósito, tinha-o prendido.
Já não o deixou sair só, convidou-o tomar um café, depois jantaria e dormiria com ela, seria um prazer.
Olavo aceitou, perante a promessa de terminar com Emerson, o que foi aceite.
Contudo, em troca, na próxima ficaria com ele no seu apartamento de Angra dos Reis, e cada vez que ele estivesse lá.
Não, não estava enganada, já sabia que Olavo era casado, mas no Brasil seria a sua querida mulher.
 Mirta era uma mulher encantadora e, muito importante para Olavo, sabia conversar bem e com elegância.

Daniel Costa