

GAROTAS DE IPANEMA
Nesse dia à noite, feita a instalação em Angra dos Reis, depois do derradeiro encontro com a Creusa, no “Devassa”, do Rio de Janeiro, regressaria a Lisboa.
Enquanto tomava o pequeno-almoço, com as saudades da amada Vera, pensava em como passar a manhã.
Havia tanta coisa no Rio de Janeiro que gostaria de ver!
Doravante teria ensejo de passar por tudo, com tranquilidade, apesar de não ter ali as suas instalações, mas em Angra.
Seria mais por snobismo?
Talvez!...
Não podia negar isso a si mesmo.
Nisto pensou, na praia de Ipanema, que Vinicius de Morais celebrizou em poema, que deu origem à sua famosa canção, “Garota de Ipanema”.
Apanhou um transporte e para lá se dirigiu.
Uma vez chegado, o sítio e as suas vivências, encantaram-no, como teriam encantado o grande poeta.
Estar na nobre Ipanema, realmente, era um gosto. Primeiro o seu calçadão construído à portuguesa, junto à praia ladeada de palmeiras, um ambiente verdadeiramente tropical!
As garotas de que o poeta falou, lá estavam nos seus arrojados bikinis, senão em topless.
Um sonho a fazer lembrar as histórias das “Mil e uma Noites de Bagdad, relatadas por Xerazade!
Depois o “bon vivan”, Olavo, ainda visitou a igreja da Senhora da Paz, um belo monumento.
Pensando em tomar por ali o seu almoço, passou uma vista de olhos pelas bastantes ofertas que há. Escolheu precisamente, o “Gourmet” para fazer o seu repasto.
Posto isto, chegou de novo ao “Devassa”, onde calmamente, tomou o seu café, aguardando a chegada de Cleusa.
Ela, não se fez esperar!
De novo, Olavo pediu um suco para a anfitriã e retomaram o assunto que a trazia preocupada.
Afinal, Olavo tinha boas notícias para ela!
Sem desenrolar muito o novelo, informou-a sobre o que apurara:
- A rival, que de facto havia, deixaria de a assombrar, podia prometer!
Pudera!...
Comentou alguns factos, os que achou possíveis e prudentes, para justificar.
De feliz que ficou, perdendo um pouco, a noção de que não estava em local apropriado.
Lançou-se ao seu pescoço, abraçou-o e beijou-o
Olavo ficou com a sensação que tinha contribuido, para que a felicidade voltasse a alegrar aquela alma.
Chegara, entretanto, a hora marcada para apanhar o voo para Lisboa.
Daniel Costa
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