
O PRIMEIRO REGRESSO
Olavo acordou cedo, como é seu hábito, no entanto já se mourejava no Porto. Tomou o pequeno-almoço enquanto chegou a hora de cumprir o resto da missão, afinal testar o que já se evidenciara, o Hugo com a Rute, configurava uma pura infidelidade conjugal
No entanto depressa rumou, postando-se a ler um jornal com a finalidade de passar mais despercebido.
Primeiro entrou a Rute, logo após o Hugo.
O teste estava feito!
A demora não podia ser muita, a esposa espera-o para jantar.
Porém, desejava visitar uma das melhores livrarias do mundo. Não para adquirir livros, não levava nenhum em mente, até porque ainda tinha vários para ler, mas a Livraria Lello & Irmãos, na Rua das Carmelitas do Porto, é um verdadeiro monumento aos livros.
Televisões e jornais estrangeiros tem-lhe dado destaque em espaços noticiosos.
Depois de visitar a Lello, voltou para Lisboa. Antes porém, projectava fazer um desvio e ir almoçar a Almeirim. Vila do Ribatejo, onde o prato é tradicional a “sopa da pedra”
Olavo, para quem a refeição do almoço era, como que, um ritual, adorava o restaurante “Forno”, onde esse prato era de um requinte digno de um bom “gourmet”.
Escolheu uma mesa e com um sorriso, recordou a lenda da sopa da pedra:
- É assim:
- Em tempos um frade mendicante, passou por ali. Era hora de almoço e dirigiu-se a uma casa abastada, pedindo algo para o seu almoço, o que lhe foi negado.
Trazia um tacho e arranjou uma pedra, que limpou muito bem e disse: vou fazer uma sopa de pedra, fica maravilhosa.
A seguir, pediu um pouco de água para cobrir a pedra. Nisto, os senhores, em vista da sua tranquilidade e já curiosos, cediam a todos os pedidos que foi fazendo: se levasse mais isto, ainda ficaria melhor e assim sucessivamente.
No fim ficou um cozinhado maravilhoso, que deu a provar a todos que o acharam óptimo.
Nasceu da lenda, ou a lenda terá nascido do tradicional facto?
A tradicional “sopa de pedra” em Almeirim e arredores.
Olavo foi fazendo o seu repasto e meditando, no esclarecimento a dar à Magda.
Com outro caso, proveniente de um telefonema que tinha recebido, seguiu viagem. Primeiro ia dirigir-se a casa da cliente, depois passaria ao escritório, ver se haveria E-Mail’s provenientes dos anúncios.
No fim, em casa cairia nos braços da sua amada Vera.
Ao passar por casa de Magda, está indicou-lhe, novamente o sofá e para o ouvir, sentou-se bem juntinho.
Foi ouvindo o que já esperava, se o marido nem o fim-de-semana vinha passar a casa!
Foi sendo cada vez mais sedutoramente sensual, que de novo Olavo, perdeu a resistência e começou a afagá-la, depois ela voltou entregou-se.
Entretanto terminou o inusitado enleio, com as suas bocas coladas e enternecidas!
Depois do que Magda retribuiu principescamente, os honorários ao Olavo, sem perguntas.
Este, com tudo arrumado, depois da passagem pelo escritório, afim de abrir o computador e ver, o correio electrónico, depressa alcançou a sua morada caindo, enfim nos braços da sua adorada Vera.
Daniel Costa






