sábado, 24 de setembro de 2011

ENCONTRO PORTUITO

                               
Agência Lusa

ENCONTRO FORTUITO

Depois de equacionar o problema do local, Olavo alugou, em Lisboa, uma sala junto à Agência Portuguesa de Notícias LUSA. Muito perto está um dos maiores centros comerciais da Europa, o Colombo.
O Centro Comercial Colombo, na sua espectacular grandeza, é como uma cidade coberta, composto de ruas e praças com nomes alusivos aos descobrimentos.
Por essas pode assistir-se diariamente a um verdadeiro desfile de beldades alfacinhas (Lisboetas).
Já com a sala equipada a seu jeito, Olavo resolveu ir tomar café ao Colombo, era hora de ponta, os muitos e pequenos cafés ali existentes em fila, estavam com os balcões apinhados de gente, o mesmo acontecia nas suas, respectivas, mesas que se situam fora, com uma óptima visão de parte dos andares por debaixo.
Olavo, disposto a fazer ali uma pausa e meditar no que havia a orientar ainda, como nos pequenos anúncios a inserir em jornais da capital, etc.
Não encontrava mesa disponível.
Nisto, repara numa mulher bastante atraente, até pela sensualidade cativante de que dava mostras.
- Estava só!
Pediu-lhe licença para se sentar a tomar o seu café. A mulher, num sorriso acenou que sim.
Ao fim de minutos, tinham entabulado uma agradável conversa.
Olavo que já só pensava, na nova empresa, de investigador que criara, não tardou que a mencionasse.
Nisto, parece ter-se feito luz no olhar da mulher.
Sem mais rodeios, disse:
- Quer iniciar com um caso que me tem dado que pensar?
Olavo, como que impulsionado, disse logo:
- Adoraria!...
Ela começou de imediato a debitar pormenores; tratava-se do marido, que sendo gestor de determinada empresa deslocava-se variadíssimas vezes a uma delegação do Porto, onde permanecia, invariavelmente duas semanas.
Nesta altura, a mulher, Magda de seu nome, já se mostrara carente e ficou combinado no dia seguinte ele passar por sua casa, onde receberia mais instruções, depois partiria logo a resolver a questão.
Ela desconfiava de infidelidade e queria ter a certeza.
No dia seguinte, logo cedo estavam reunidos ambos, numa sala da casa de Magda, sem dúvida, decorada com gosto.
Ela indicou-lhe o sofá, os seus olhos olhavam o homem e faiscavam de desejo.
Em pouco ele era, carinhosamente, acariciado.
Desencorajar não, mas como fazer?
Deixou-se enlevar, saboreando, aqueles doces momentos.
Tudo foi esquecido, em pouco estava, como que hipnotizado, pelo que se lhe oferecia e saciou-a até à exaustão.
Depois calmamente voltaram à conversa sobre o assunto que o levara ali, acertaram pormenores, o resto seria de conta da astúcia de Olavo.
Ficara a saber onde se localizava a delegação. A partir dali iniciaria a investigação e rodou a caminho da cidade do Porto.

Daniel Costa


sábado, 17 de setembro de 2011

SITUAÇÃO DE DESEMPREGO

                               
SITUAÇÃO DE DESEMPREGO

Olavo é um homem de estatura mediana, tez morena, feições atraentes, não muito expansivo mas sempre sorridente. Porém de muita seriedade no trato, um bom interlocutor, ao conversar com ele, depressa se depreende ter na frente alguém em quem pode confiar.
Era assim que Olavo, juntava a essa qualidade, outras importantes e adjacentes, como uma enorme sagacidade, firmeza de carácter e, sobretudo honestidade e versatilidade.
Embora se dedicasse a um tipo de jornalismo especializado, como amador, nunca deixara de ter emprego. Teve vários no campo das artes gráficas e editorias, em que acabou por se especializar, na parte comercial de relações públicas.
Até que, pelas mudanças na sociedade, no que seria o último emprego por conta de outrem, a que tivera acesso e onde se achava realizado, chegou a vias de falência. O vencimento deixou de ser certo.
Tentou dedicar-se mais, à menina bonita dos seus olhos, a revista, viu que não daria assim. Não procurou novo lugar em empresa diferente. Afinal nenhuma empresa merecia a sua capacidade de trabalho.
Foi meditando e avaliando a situação. Até que concluiu por uma situação que a sua sagacidade, já em tempos lhe ditara: dedicar-se à investigação particular, em especial a infidelidades conjugais!
Para isso teria de ter uma conversa muito séria com a sua adorável esposa Vera, dado que poderia ter de haver, factos a ferir a sua sensibilidade de mulher.
Foi assim que ao jantar, ambos equacionavam o assunto. Escutando calada. Por fim, Vera disse que a sagacidade do marido, augurava uma feliz opção, ela sempre muito cordata e conhecedora das mentalidades femininas, estaria sempre do seu lado, ainda que sabendo as provações que, fatalmente, teria de passar.
E assim ficou assente por ela, o seu amado Olavo, seria investigador.
Por sua vez, Olavo deu-lhe conta de como iria agir. Sempre só, estabeleceria, bases em Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo. Nestas últimas cidades, procuraria estabelecer contactos com os seus velhos amigos. Os que faziam o favor de o ser, através da sua revista que não terminaria, apenas sofreria alterações de periodicidade.
No dia seguinte, encetaria a procura de alugar uma pequena sala num lugar da Lisboa moderna, onde aporia na porta apenas STOP SECRET, equipada com computador para anotar os dados de cada futuro cliente. Como telefone, usaria sómente o celular.
A seguir mandaria inserir, alguns anúncios discretos em jornais.
Daniel Costa


terça-feira, 13 de setembro de 2011

INICIO TOP SECRET OLAVO

INÍCIO - TOP SECRET OLAVO 13/09/2011

sábado, 18 de junho de 2011

CONFERÊNCIA

A CONFERÊNCIA QUE PROFERI EM 17/06/2011
NO MUSEU DA REPÚBLICA E DA RESISTÊNCIA
EM LISBOA

AMOR NA GUERRA

Porquê AMOR NA GUERRA, se o livro trata a guerra colonial?
Primeiro deve ser levado em conta que o autor é por natureza um romântico e um optimista nato. Factores que se revelam em todas as circunstâncias.
Depois, em 1962 / 1963, em que estive no Tari Lifune, a cerca de 30 quilómetros de Nambuangongo, a norte do rio Lifune. Ali a UPA, estava apenas a, uma vez por mês, cerca dos dias 20, a flagelar com disparos de três canhânguladas, cujos efeitos se saldavam por, assinalar presença, disparando, nos blindados dos carros. Era o bate e foge.
                               
Quando proferia a conferência,
ladeado do Dr. José Paulo, do Museu

O seu poderio militar ali, concentrara-se mais na famosa região do Zala, mais circunscrição de Nambuangongo.
No Batalhão 350, a que pertenci, já bastante perto do fim, em que se esteve em zona operacional, um dos esquadrões sofreu um verdadeiro massacre, seguido do rebentamento da única mina anti-carro, outro massacre.
Por fim o 297, a que pertencia, de regresso do Tari, a 5 de Abril, foi emboscado no corredor, que serviu para a coluna, comandada pelo lendário Tenente-Coronel Maçanita, progredir em direcção da retomada de Nambuangongo.
Da emboscada resultaram cinco mortos, entre eles, um motorista civil. Ficaram todos sepultados no Mucondo.
Além do nosso armamento, ser rudimentar, na circunstância, nada podia ser feito contra a guerrilha e no seu efeito surpresa, ainda atirou uma granada incendiária, para um dos carros, onde bastante material ardeu na combustão, antes do comandante do coluna o então, Capitão João Ramiro Alves Ribeiro, tomar a dianteiro de subir e atirar tudo o ao solo, evitando um mal maior.
                           
Recebia o Prof. Dr. Yebora Martins,
autor do Prefácio, amigo de há cerca de 50 anos

Vivendo este gravoso acontecimento e a chuva torrencial, que se lhe seguiu, o meu optimismo nunca deixou de estar em alta
Há talvez, ineditismos na narração que se faz no AMOR NA GUERRA:
- 1º. Terá sido sob créditos um dos raros diários de guerra colonial, portanto os dados cronológicos estão certos, porquanto eram escritos, taxativamente ao dia, mesmo em dias fora do aquartelamento. O autor andava sempre munido de papel e caneta. a esferográfica já tinha feito a sua aparição, mas ainda não era muito usada
                             
 Coversando, com o Prof. Dr. Yebora Martins

- 2º. Terá sido o único testemunho de uma praça, que só depois frequentaria o ensino liceal.
- 3º. A narrativa foca apenas factos vividos e observados. Propositadamente, não se abordam motivações politicas.
Depois convém não esquecer que aquela guerra, como se sabe, foi de libertação. Libertação que veio a servir de génese à revolução de Abril de 1974, Que no entanto se iniciou em 1960, visto que logo bastantes homens fugiam a corta mato, a fugir à guerra, por um lado e à miséria por outro.
Portanto, não causará admiração, que para o Onofre, o protagonista, apresente a estada na guerra, como se fora umas férias.
Foi já depois que, foi tendo conhecimento de quão terrível foi a guerra, mesmo em sítios tranquilos que passei como a Lunda. Na estada aí que está assinalada com a questão: seriam espiões?
Sem dúvida ali, com o refúgio, Congo ex Belga, a sete quilómetros e meio, já se andavam a preparar meios para pôr também a província a ferro e fogo.
Toda a narração está, pois impregnada de verdade e certamente, nada há mais revolucionário do que a verdade.
Quem ler o livro com atenção, poderá reparar num facto: o exército português, daquele tempo, estava muito carenciado de meios logísticos.
Como foi possível, a previsão de frescos e envio de correio bi semalmente, chegar a falhar, frequentemente, duas e três semanas?
Como foi possível, um abastecimento da vila Portugália, à então cidade de Henrique de Carvalho (Saurimo), estarmos sujeitos, a esperar três dias, por uma qualquer passagem de viatura, para ir em busca de material para concertar o meio, uma GMC imprópria para se movimentar naqueles terrenos, que ia para servir de transporte, que já havia servido na Segunda Grande Mundial, sem se ir munido de comunicações?
Como era possível, um soldado ser agraciado com a Cruz de Ferro, por acto de bravura, ser convocada, para cerimónia em Luanda, tendo como transporte, ida e volta, a boleia de colunas, de a de acampamento em acampamento, numa viagem de vários dias e regressar desidratado, e dar baixa à enfermaria, em consequência?
“Amor na Guerra”, porque o houve mesmo o platónico, resultante da correspondêncîa postal, mormente com Madrinhas de Guerra. Depois na zona sul, de diversas formas, namoros com negras, etc.
Num aparte deve ser referido o caso e um ex-camarada, ter adquirido o livro e tê-lo proibido à esposa, pelo nome AMOR NA GUERRA.

Vou mostrando fotos, as possíveis, do princípio da guerra.

Responderei a perguntas que a ilustre assistência deseje fazer.

Daniel Costa


terça-feira, 7 de junho de 2011

CONFERÊNCIA

CICLO DE CONFERÊNCIAS DE ESCRITORES DA GUERRA DO ULTRAMAR. Para a minha, a 17 de Julho, ficam convidados todos

                 


abraço
Daniel Costa

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CONFERÊNCIA

                 CICLO DE CONFERÊNCIAS DE ESCRITORES DA GUERRA DO ULTRAMAR

                                  

Ficam todos convidados a estar presentes na sessão, Estrada de Benfica, 419 Lisboa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AMOR NA GUERRA - LANÇAMENTO DO LIVRO


A APRESENTAÇÃO DA OBRA E DO AUTOR FOI DE MARIAZITA - MARIA CAIANO AZEVEDO, PARA O QUE ESCREVEU O SEGUINTE TEXTO DE QUE FEZ A LEITURA::

PALAVRAS PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO DO DANIEL

Foi um prazer e um privilégio ler o prefácio do livro que agora se lança – Amor na Guerra – da autoria do nosso querido amigo Daniel.
O Daniel é uma pessoa por quem tenho uma enorme admiração, especialmente pela sua grande força interior.
Qual Fénix, também ele renasceu das cinzas, e aqui está entre nós, nesta segunda oportunidade que lhe foi dada, e que aproveita nos mínimos detalhes.
Escritor incansável, abusa, por vezes, em meu entender…
Sobre o livro agora lançado, direi que quem viveu os tempos da chamada «guerra colonial» sentirá um sabor muito especial ao ler o relato de tantos acontecimentos vividos pelo autor.
Os que não são desse tempo gostarão igualmente, talvez de forma diferente, de saber como eram vividas essas experiências, que o Daniel tão bem descreve.
São muitas as histórias contadas, todas com a sua participação.
O texto deste livro foi publicado, em episódios, num dos blogs do autor.
Segui quase todos os capítulos. Por isso falo com conhecimento de causa: comprem o livro e deliciem-se com a sua leitura.
Vale a pena.

Obrigada pela vossa atenção.