
Agência Lusa
ENCONTRO FORTUITO
Depois de equacionar o problema do local, Olavo alugou, em Lisboa, uma sala junto à Agência Portuguesa de Notícias LUSA. Muito perto está um dos maiores centros comerciais da Europa, o Colombo.
O Centro Comercial Colombo, na sua espectacular grandeza, é como uma cidade coberta, composto de ruas e praças com nomes alusivos aos descobrimentos.
Por essas pode assistir-se diariamente a um verdadeiro desfile de beldades alfacinhas (Lisboetas).
Já com a sala equipada a seu jeito, Olavo resolveu ir tomar café ao Colombo, era hora de ponta, os muitos e pequenos cafés ali existentes em fila, estavam com os balcões apinhados de gente, o mesmo acontecia nas suas, respectivas, mesas que se situam fora, com uma óptima visão de parte dos andares por debaixo.
Olavo, disposto a fazer ali uma pausa e meditar no que havia a orientar ainda, como nos pequenos anúncios a inserir em jornais da capital, etc.
Não encontrava mesa disponível.
Nisto, repara numa mulher bastante atraente, até pela sensualidade cativante de que dava mostras.
- Estava só!
Pediu-lhe licença para se sentar a tomar o seu café. A mulher, num sorriso acenou que sim.
Ao fim de minutos, tinham entabulado uma agradável conversa.
Olavo que já só pensava, na nova empresa, de investigador que criara, não tardou que a mencionasse.
Nisto, parece ter-se feito luz no olhar da mulher.
Sem mais rodeios, disse:
- Quer iniciar com um caso que me tem dado que pensar?
Olavo, como que impulsionado, disse logo:
- Adoraria!...
Ela começou de imediato a debitar pormenores; tratava-se do marido, que sendo gestor de determinada empresa deslocava-se variadíssimas vezes a uma delegação do Porto, onde permanecia, invariavelmente duas semanas.
Nesta altura, a mulher, Magda de seu nome, já se mostrara carente e ficou combinado no dia seguinte ele passar por sua casa, onde receberia mais instruções, depois partiria logo a resolver a questão.
Ela desconfiava de infidelidade e queria ter a certeza.
No dia seguinte, logo cedo estavam reunidos ambos, numa sala da casa de Magda, sem dúvida, decorada com gosto.
Ela indicou-lhe o sofá, os seus olhos olhavam o homem e faiscavam de desejo.
Em pouco ele era, carinhosamente, acariciado.
Desencorajar não, mas como fazer?
Deixou-se enlevar, saboreando, aqueles doces momentos.
Tudo foi esquecido, em pouco estava, como que hipnotizado, pelo que se lhe oferecia e saciou-a até à exaustão.
Depois calmamente voltaram à conversa sobre o assunto que o levara ali, acertaram pormenores, o resto seria de conta da astúcia de Olavo.
Ficara a saber onde se localizava a delegação. A partir dali iniciaria a investigação e rodou a caminho da cidade do Porto.
Daniel Costa





