quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

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MACEIÓ E PORTO GALINHAS

 No início da colonização, século XVII, navios portugueses fundeavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, sendo ai carregadas madeiras das florestas do litoral. Mais tarde, o porto também serviu para o embarque de açúcar, produzido pelos engenhos locais.
Antes da fundação de Maceió, capital colonial de Alagoas, em 1609, Manuel António Duro, morou no onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diogo Soares, uma sesmaria.
Em 1673, as terras mudaram de dono. O rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena, a construção de um forte no bairro de Jaraguá.
Com isso, deu-se um grande desenvolvimento na região e o povoado recebeu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, mais tarde padroeira da cidade.

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A praia de Porto de Galinhas, de início, foi chamada de Porto Rico, devido ao pau-brasil ser ali muito abundante.
No auge da escravatura no Brasil, era o principal ponto de escravos ilegais do nordeste.
Muitas vezes, os mesmos chegavam escondidos em baixo de engradados de galinhas-d’angola.
Achegada dos escravos ilegais ao porto, era costume ser anunciada com a frase: “tem galinha nova no porto”!
Da forma resultou que, a praia de Porto Rico, acabou mesmo por ficar conhecida e designada, oficialmente, por Porto de Galinhas.

Daniel Costa










domingo, 25 de dezembro de 2016

IGREJA DE SÃO FRANCISCO - CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA




Foto de Daniel Costa.
Foto de Daniel Costa.
Foto de Daniel Costa.

GREJA DE SÃO FRANCISCO - CENTRO HISTÓRICO DE JOÃO PESSOA

A monumental igreja de São Francisco pode ser considerada, como um dos paradigmas da evangelização que fez parte da colonização. Assim meditou Teodósio de Mello, ao visitá-la, demoradamente, o que fez parte do seu estudo sobre a colonização do Brasil.
Dado ter estabelecido morada, naquele paraíso tropical, que é João Pessoa, a grande cidade atlântica, por natureza. Já por lhe parecer ter uma das melhores localizações, para miradouro da história da colonização do Brasil, tendo em conta a extensão das suas costas marítimas, estava também a deparar-se com valiosos monumentos históricos.
A arquitectura franciscana da igreja, é historicamente, e não só, extremamente valiosa, para o estudo da missionação e até da aculturação, sobretudo do Nordeste do Brasil, por consequência, de toda a grande Nação Sul-Americana, de língua portuguesa.
A igreja de São Francisco faz parte do Centro Cultural, do mesmo nome, de João Pessoa, criado já no século XX, no governo de Tarciso de Miranda Burity. Ali funciona o complexo arquitectónico, que além desta igreja, que possui no adro um cruzeiro, notável testemunho, do Barroco no Brasil.
A igreja destaca-se, em primeiro lugar como pode ver-se, um cruzeiro na entrada do adro. Uma grande cruz monolítica, onde se vislumbram diversas águias bicéfalas, cujas representariam a chamada união ibérica, entre Portugal e Espanha, uma vez que Filipe II de Espanha, governava Portugal, como Filipe I a partir 1556.
Antes da porta principal, pode ser visto um terraço, mais conhecido como galilé, uma área onde os indígenas e as prostitutas ficavam a assistir à missa, visto que não lhes era permitido entrar na igreja com outras pessoas.


Remontam, as suas origens, à chegada ao local, em 1588 de Frei de Melchior de Santa Catarina, designado para instalar ali uma missão franciscana.
Todo um convento foi fundado em 1589, com projecto de Frei Francisco dos Santos, quatro anos depois da ocupação da região pelos portugueses, tendo sido concluído em 1591 pelo Guardião Frei António do Campo Maior.
A sua conformação, presente, é fruto de várias reformas dos séculos XVII e XVIII.
Inicialmente, era apenas uma pequena edificação de taipa com doze celas e um claustro, depois ampliada nos anos seguintes, já em alvenaria e pedra calcária.
Em 1634 foi ocupada pelos invasores holandeses e transformada em fortificação.
Depois recuperada pelos franciscanos, que a reformaram, concluindo-a em 1661. Nos seguintes dois séculos sofreria outras intervenções, até a fachada da igreja ser concluída em 1779, conforme a data gravada no frontispício.
Os interiores foram ricamente decorados, destacando-se a azulejaria, talha dourada e pintura.
Todo o convento se tornou o maior centro franciscano a norte de Pernambuco tendo um papel decisivo na ocupação da região, devido ao trabalho missionário e cultural dos frades.
A decoração interna apresenta várias alegorias ao assunto.
O conjunto arquitectónico é considerado, o mais perfeito representante da escola franciscana de arquitectura do nordeste brasileiro, no estilo; Barroco-Rococó.
O tecto da igreja é decorado com uma das mais importantes pinturas de arquitectura ilusionística do Barroco brasileiro mostrando a glorificação dos Santos Franciscanos.
A tradição atribui a José Joaquim da Rocha, fundador da escola baiana de pintura, a sua autoria, mas há pesquisadores a defender outros autores.
O claustro, é a parte mais antiga, terminado cerca de 1730. Este revela influência mourisca,  sendo constituído por um pátio quadrado, cercado por uma galeria coberta, para onde se abrem as celas.
Os azulejos das paredes laterais são decorados com motivos vegetais. No interior e no adro também há vários painéis de azulejos. Na primeira os motivos são a história de José do Egipto, no segundo, cenas da Paixão.
O púlpito, cuja beleza é indesmentivelmente maravilhoso, foi considerado pela Unesco, único no mundo, pelo esplendor da sua talha revestida a ouro.
 A igreja é uma verdadeira obra de arte que emociona, como emocionou Teodósio de Mello, pela sua grandiosidade, harmonia e graciosidade. Até pela intemporalidade.
O piso do adro é em lajes bem antigas.

Daniel Costa