segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

SALVADOR DA BAÍA


SALVADOR  DA  BAHIA

Teodósio de Mello já gostava deveras da cidade de João Pessoa, sobretudo daquela faixa marítima, que incluía Tambaú, onde ficou a morar.

Assim como Samira tinha o condão de o fazer viver um verdadeiro idílio, uma paixão, para o que muito estaria a contribuir o clima tropical ameno que se faz sentir ali.

Naturalmente o que já teria atraído, bastantes expedições, de Portugal desde o século XVI.

No entanto, não esquecia o objectivo de continuar as suas pesquisas, sobre a aculturação portuguesa que o ano de 1500 originou.

Foi assim que, se fazendo acompanhar de Samira, se encontrou em Salvador da Bahia, a cidade que foi a primeira capital do Brasil.

Fundada como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, por Tomé de Sousa, em 1549 a mando de D. João III, rei de Portugal, o que seria a capital do extenso Brasil, por 214 anos.

Foi na Bahia de que, Salvador  foi capital, onde aportou Pedro Álvares Cabral, entre o que se denomina na actualidade, Santa Cruz de Cabrália e Porto Seguro em 1500.

A primeira capital do Brasil colonial, Salvador é notável pela sua gastronomia, música e arquitectura. A influência africana, em muitos aspectos culturais, tornam a cidade o centro da cultura afro-brasileira.

O Centro Histórico da cidade, de que o seu pelourinho é ícone, reconhecido pela sua arquitectura colonial portuguesa, com monumentos históricos do século XVII até ao início ao século XIX.

Tendo sido declarado Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1985, Salvador candidatou-se a ser uma das cidades a integrarem a Rede de Cidades Criativas da UNESCO.

O Centro Histórico de Salvador (CHS), compreende a área histórica da cidade, capital do estado da Bahia, que por ruas e monumentos arquitectónicos da época do Brasil Colónia.

Sendo a área mais antiga da cidade, entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta, ela compreende várias ruas, becos e ladeiras, torneando a Praça Municipal, Terreiro de Jesus, Caminho de São Francisco, Largo do Pelourinho, Largo de Santo António e Largo do Boqueirão, um local bastante turístico com museus, teatros igrejas, apresentações musicais e comércio de lembranças.

Abrange áreas dos bairros do Pelourinho, da Sé e do Pilar. A via principal de acesso é a Rua do Chile, que se inicia na Praça Castro Alves termina na Sé.

Temos assim o maior conjunto arquitectónico do período colonial da América Latina.

Foi também o primeiro mercado de escravos do continente, que chegavam para trabalhar nas plantações do açúcar.

Entre 1938 e 1945 o Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promoveu o tombamento de vários monumentos a património nacional, o que não foi suficiente para impedir a sua degradação.

Isso se veio a acentuar, principalmente, depois de 1960, quando o local perdeu importância para novas áreas de expansão urbana.

Só em 1984 o IPHAN promoveu o tombamento de uma área, de 80 hectares, necessária para que a UNESCO, declarasse o sítio Património Mundial em 1985.

Desde então o local passou por vários processos de restauração e revitalização, tendente à preservação da área histórica da cidade.

Com cerca de 2,9 milhões de habitantes Salvador é o município mais populoso do Nordeste e o terceiro do Brasil. O oitavo da América Latina, só superado por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago.

A sua região metropolitana, mais propriamente, Grande Salvador, é o terceiro município mais populoso do Brasil, ficando somente atrás de São Paulo e Rio de Janeiro. Sendo mesmo o mais populoso do Nordeste do país.

Salvador possui ainda o maior colégio eleitoral brasileiro.

A cidade é o centro da cultura afro-brasileira, onde a maior parte da população é negra ou parda, assim; cerca de metade da população é parda (genes multirraciais); cerca de um quarto é negra; Cerca de um terço branca e a restante asiática e ameríndia.

Salvador é ainda a cidade no mundo, com maior número de descentes africanos.

A capital Federal da Bahia tem 365 igrejas católicas, resultado da muita devoção religiosa dos colonizadores.

Na ocasião da celebração dos 450 anos o historiador, antropólogo e sociólogo Cid Teixeira, fez a comparação o empreendimento da construção da primeira capital do Brasil no século XVI, com a construção de Brasília no século XX.

As duas cidades surgiram de uma decisão política, de ocupação de território, cada uma a seu tempo apresentaram inovações urbanísticas.

Pelo porto, a cidade ficou articulada com o mundo, assim Salvador, foi desde o primeiro instante cosmopolita.

Não se tratou de um povoado que foi crescendo. A cidade já surge estruturada, não vinha de um passado, mas já visava um projeto de futuro. O futuro do imenso Brasil analisa o historiador, sociólogo e antropólogo António Risério.

A cidade seguiu o modelo de urbanização das várias cidades costeiras portuguesas, incorporando as características do meio físico ao desenho urbano. A escolha de sítios elevados para a implantação de núcleos defensivos; com a estruturação da cidade em dois níveis, a cidade alta institucional e política e a cidade baixa portuária onde se desenvolveram

Actividades marítimas e comerciais.

 

Daniel Costa

 

 

 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016