quinta-feira, 16 de maio de 2013

CARNIDE - LISBOA


CARNIDE – LISBOA
Ao outro dia, regressado a Angra dos Reis onde, logicamente foi companhia de dormida da doce Mirta.
No dia seguinte, depois de uma manhã numa das praias do sítio, foi na habitual carreira de pequenos jactos para o Rio de Janeiro.
Dali tomou um voo para Lisboa.
Já na capital de Portugal, seguiu para casa, onde a sua Vera o espera levantada e acordada, para receber bem o seu sempre, bem-vindo príncipe.
Dentro de enorme ternura e carinho, Vera e Olavo, entrelaçados foram fazer o seu almejado sono, depois de terem tomado um chá com biscoitos.
Pelo que se conhece do Inspector, as suas obrigações matrimoniais não terão ficado por mãos alheias.
No dia seguinte, não muito cedo já refeito das viagens e das constantes actividades sexuais, foi para o seu escritório de Lisboa.
Ali abriu o seu computador, um dos seus mundos. Além de vários E-Mail’s, um lhe despertou muita atenção. A sua intuição o fez, de imediato contactar, telefonicamente Mizé.
Era desta o contacto, a desejar os seus serviços de investigação.
Ao falar com Mizé, esta propôs se encontrarem nesse mesmo dia, para que sugeriu almoçarem no restaurante Adega das Gravatas, em Carnide, perto do escritório do detective e não longe do seu atelier de desenhadora.
Conforme o combinado, na hora do almoço, Olavo já estava com o seu livro, numa mesa, à espera de Mizé.
Antes, porém foi remorando os dados do famoso restaurante que já conhecia.
O restaurante Adega das Gravatas é o resultado da transformação de uma típica adega de bons vinhos do princípio do século vinte.
A sua decoração, é muito peculiar, pois conta de cerca de três mil gravatas, na sua maior parte, oferecidas por clientes.
Há que convir que, o binómio qualidade preço, também é um factor deveras atraente.
Olavo, para quem a refeição é como um ritual e como bom apreciador da boa mesa, deu em pensar ter sido encaminhado para um dos melhores restaurantes que conhece.
Nisto uma atraente senhora se lhe dirigia e vendo o livro apresentou-se como a Mizé.
Convidada a sentar-se, foram encetando conversação, enquanto esperavam o cardápio.
Era o seguinte:
- Mizé encantara-se com Paiva, um tanto corcunda, em comum tinham a profissão de desenhadores, a trabalhar em regime liberal, cada qual com seu atelier.
Ela em Lisboa, ele na Aldeia do Meco, a localidade mais próxima da praia do mesmo nome.
Ambos se encontraram a fazer trabalhos, para uma mesma empresa.
Namoram e em breve casaram, não havia dúvida, Mizé era uma mulher atraente, como se deixou prender por um corcunda?
Ficaram na mesma com os seus atelier’s e a morar em Lisboa na casa dela.
Ele como grande profissional que era, encarregavam-no de bastantes trabalhos. Tinha necessidade de pernoitar na sua casa do Aldeia-do-Meco.
A certa altura ela se sentiu traída, deu mesmo em entender que, cada vez mais os serões se intensificavam, como capa para esconder “afaires” com amantes.
- Imaginava ela!
O almoço já ia decorrendo, quando Olavo, depois de a ouvir bem, lhe pediu dados.
Muito naturalmente desvendaria o assunto que a trazia preocupada.


Daniel Costa