quinta-feira, 27 de setembro de 2012

CASTELO DE SÃO JORGE

 
O Castelo pode ser observado, no alto
foto de Daniel Costa

CASTELO DE SÃO JORGE

Já o dia ia avançado, quando o Inspector meteu a chave na porta do seu escritório.
Pouco se demorou, uma vez que combinara almoçar com a Tila, a quem iria oferecer o almoço.
Pensava em como a abordar, no mesmo, para a tornar sua amante.
Ao mesmo tempo, queria consumar o namoro na noite desse dia, afim de que pudesse ser rápida, também a sua possível aceitação para parceira, na inscrição e entrada com ele no Clube de Swing.
Ia remoendo tudo isto, quando se encaminhava, para o restaurante, no Colombo, conforme o combinado, onde a aguardaria.
Em pouco avistou a elegante Tila, desfilando a sua beldade, na grandiosa rua que ia dar ao restaurante.
Como cavalheiro, levantou-se e ofereceu-lhe um panorâmico lugar.
Após consultarem as listas com o menu e de fazerem os seus pedidos ao solícito empregado, fluiu a conversa, que Olavo foi encaminhando a seu belo prazer, no melhor sentido do seu interesse.
Ia caminhando para que ela assumisse o namoro.
Como a mulher para se entregar, pelo menos, precisa fingir imaginar-se conquistada.
Assim aconteceu:
- No fim do almoço, Olavo e Tila, eram garbosos namoradinhos!
Seguiu-se o café, adquirido num dos “nichos” especializados, de uma galeria e tomado numa das mesas junto ao gradeamento, acentuando a visão das ruas inferiores.
O local era o ideal, para se fixarem as novas conquistas amorosas.
Ali namoraram algum tempo, até que se despediram, ficando novo encontro marcado, para a noite no Europa Bar.
Acontece que Olavo se dedicara, em exclusivo, a resolver o caso da sua cliente Vanessa.
Como já observara, o mesmo era motivado pelo Swing, pelo que ia actuando bastante a rondar o Clube, o mesmo em que vira Adolfo entrar.
Mais uma vez por lá passou, ficando informado que o mesmo, funcionava apenas três dias por semana.
Sabido este pormenor, subiu ao antiquíssimo Castelo de São Jorge, situado nas redondezas.
O chamado Castelo de Lisboa, localiza-se, na freguesia, que se denomina mesmo Castelo.
O nome actual deriva da devoção do castelo a São Jorge, santo padroeiro dos cavaleiros e das cruzadas, por ordem de D. João I no século XVI.
Na primeira metade do século XX, o Castelo chegou a estar num avançado estado de ruína.
Na década de 1940 foram implementadas grandes obras de reconstrução.
Por esse motivo, ao contrário do que se poderia pensar, o “carácter medieval” deste conjunto militar deve-se a esta campanha de reconstrução e não à preservação do espaço do castelo, desde a Idade Média até aos nossos dias.
Este ergue-se em posição dominante sobre a mais alta colina do centro histórico, proporcionando aos visitantes, deslumbrante panorâmica sobre a cidade e o estuário do rio Tejo.
O castelo vem de tempos remotos, tendo pertencido a variados povos que iam constituindo de Lisboa a praça-forte dos seus domínios.
O Inspector bastante conhecedor da cidade, de Lisboa, não deixou de recuar no tempo e pensar no do islamismo lisboeta.
O castelo já havia defendido a antiga cidadela islâmica, o Alcazar, abrindo nos seus muros com ameias, doze portões, sete dos quais, para o lado da freguesia de Santa Cruz do Castelo.
Pensando, em como teria sido, a cidade dos tempos a. C., dirigiu-se para o jantar.
Logo após foi, para o Europa Bar, tomar café.
Porém para o fazer aguardou a chegada da Tila, em boa companhia iria ter outro sabor.
Esta não se fez esperar!
Ambos bem instalados, solicitou ao barmen, os dois cafés acompanhados de um Vinho do Porto de trinta anos.
Como conhecedor de bons vinhos e de como se degustam.
Propositadamente, foi como que, embalando-a, com o assunto a que prestou muita atenção.
Depois lhe apontou Adolfo e a amante, que estavam numa mesa próxima, como dois Swingrs.
Era intróito, para falar do assunto e sua profissão de detective particular.
Depois disto, ela muito terna, foi-o ouvindo e cada vez mais atraída, aceitou ser levada a dormir num hotel.
Tita mostrado toda a sua sensualidade, com prazer ao Olavo se entregou!

 

Daniel Costa

sábado, 8 de setembro de 2012

GALERIAS ROMANAS DE LISBOA

 

GALERIAS ROMANAS DE LISBOA

Ainda muito meditativo, Olavo tomava o ser frugal pequeno-almoço, como sempre, constituído apenas por duas tostas secas e uma chávena de café de cevada e chicória.
O Inspector abominava leite e seus derivados, custava-lhe suportar seus próprios cheiros, menos usar uma faca com indícios de manteiga, ou queijo, ainda que usada pela sua amada Vera.
Era mesmo ela, o principal motivo da sua preocupação!
Nesse dia, com a sua lealdade (?), iria abordá-la sobre a traição (?) que teria de cometer:
- Era forçoso encontrar uma amante, para parceira, possibilitando a inscrição, no tão fechado Clube de Swing que Adolfo frequentava, também com a sua amante.
Enfim!...
Foi Vera que o vendo tão sisudo, o seu homem, sempre risonho e carinhoso com ela o interpelou, sobre o caso:
- Ela lhe facilitava, assim, a abordagem!
Então, em nome da sua honestidade e criatividade, ao serviço dos clientes, teria de haver traição!
Vera não mostrou ares de surpresa:
- Disse:
- Desde o primeiro dia, conhecendo bem o desejo de eficiência do marido, sabia que, mais tarde ou mais cedo iria ser traída.
Olavo respirou profundamente!
Sua mulher acrescentou:
- Nas intenções, também sempre contava com a sua fidelidade!...
Abençoada Vera!...
Ainda bem que é sua amada, sua afeição!...
Premiou-a com um longo beijo na testa!...
Depois enternecido, despediu-se.
A seguir foi rondar muito bem aquele Clube de Swing.
Abordando então, mais pessoas de estabelecimentos de cafetaria vizinhos.
Sabendo Olavo, como eram indiscretas, por natureza tais pessoas!
Todas disseram saber, apenas que aquela era a entrada de um Clube Secreto.
Porém Olavo, sabia por alto do que se tratava, pela leitura de certo livro:
- Resumia – Swing ou troca de casais, é um relacionamento, entre dois casais estáveis, que praticam sexo em grupo!
Como estava, por perto, desceu e deambulou, pela baixa lisboeta e deu-se a pensar nas Galerias Romanas da Rua da Prata, precisamente no subsolo de várias ruas que pisava.
Ficaram a descoberto, só com o grande terramoto de 1755, sendo desconhecidas, durante séculos.
Era assim:
- As galerias romanas da Rua da Prata, ou criptopórtico da Rua da Prata, mais conhecidas por Galerias Romanas da Rua da Rua da Prata.
Abrangem, Rua da Prata, Rua da Conceição e Rua do Comércio, da baixa de Lisboa.
Esta plataforma é uma estrutura artificial nivelada, sobre a qual terão sido construídos diversos edifícios, com suporte, para fazer face à pouca consistência dos solos na zona.
A estrutura que actualmente resta teria sido, primitivamente, um vasto complexo de galerias de que não se conhece a total dimensão.
A construção é datada da época da ocupação romana, durante o governo de imperador Augusto, entre os séculos I a. C. e I d.C.
As galerias compõem-se de corredores abobadados, paralelos, uns aos outros, com cerca de 2 a 3 metros de largura, de paredes planas e verticais, com abobadas em arcos de forma circular.
Uma vez por ano, normalmente no mês de Setembro.
A água que inunda as galerias é retirada pelos bombeiros municipais, de forma a permitir a visita, em grupo, durante três dias, sobre a orientação de técnicos do museu da cidade.
A entrada, localiza-se nua Rua da Conceição e a visita, de cada grupo é de 20 minutos.
A abertura das galerias ao público realiza-se, pelo menos, desde 1986.
Desde 1906, as entradas, eram apenas permitidas a jornalistas e investigadores.
Depois Olavo, almoçou num restaurante da baixa e fez o resto da tarde no seu escritório, a ordenar os E-Mails que recebera.
Jantou em casa, tendo-se dirigido logo ao Europa Bar, o tomar café, disposto a fazer a sua conquista.
O Inspector sabia-se insinuar, também não passava indiferente, ao mundo feminino.
Depressa apareceram duas belas mulheres. Estas deram uma mirada por todo o espaço.
Este arriscou e convidou-as para a sua mesa.
Elas, com olhos faiscantes e provocadores aceitaram.
Encetaram agradável conversa, mais fascinante a que dava por Tila.
Ele simpatizou com a dita, ao ponto de a convidar a almoçar no dia seguinte.
Ela aceitou!
Trocando, números dos seus telemóveis despediram-se.

Daniel Costa