sexta-feira, 25 de maio de 2012

NAU DOS CORVOS

 
NAU DOS CORVOS

Passados os dias em Angra dos Reis, de antemão previstos, como um casalinho de apaixonados, em Lua-de-Mel.
Vera e Olavo voltaram a Lisboa.
Só na tarde do outro dia este, voltou ao seu escritório e ali foi pondo em ordem o expediente.
Ao outro dia o casal deslocou-se à cidade piscatória de Peniche, ver do caso de Bernardo.
Peniche é uma cidade, cosmopolita, derivado a ser um dos maiores portos de pesca de Portugal.
Distando, apenas cerca de cem quilómetros de Lisboa, Olavo programou sair da capital com a sua Vera, para chegar na hora do almoço.
Estudando o roteiro gastronómico da cidade, muito rico em peixe, já levava na mente, almoçar no típico restaurante, situado no Cabo Carvoeiro.
Com o seu JPS, à entrada principal do que resta das muralhas da cidade, da península, sob um arco, as coordenadas deram a estrada marginal a passar a norte.
No sítio, que veio a saber denominar-se Papoa, Olavo e esposa, curvaram-se, perante uma cruz a assinalar um antigo naufrágio de um cargueiro espanhol, cujas vítimas ali ficaram sepultadas.
Dali seguiram sempre até ao Cabo Carvoeiro, a seguir o rochedo, que se domina precisamente, Nau dos Corvos, que inspirou a designação do restaurante.
A Nau dos Corvos, é um rochedo, a vista do arquipélago das Berlengas, zona protegida pára as espécies de fauna ali existentes.
Caracteriza-se por ali poisarem muitos corvos.
Depois o restaurante, é encimado por um miradouro, de uma panorâmica marítima e do arquipélago, inolvidável.
Depois destas sensações o almoço no restaurante!
Da ementa, mais de pratos regionais, a caldeirada foi o preferido.
Esta estava com maravilhoso sabor, no encontro de opiniões gustativas, diria cúmplices entre Olavo e Vera.
Segundo esta, além de variadas espécies de peixes, como tamboril, safio raia, não faltava o sabor da navalheira, um crustáceo com sabor muito fino a maresia.
Apenas do tomate se sentia o sabor.
Em suma um almoço divinal!...
O ambiente era como o de um restaurante de navio de cruzeiro, como a flutuar em pleno oceano, já que este abrange as suas vistas e se debruça sobre o mar.
Depois do agradável almoço, o casal desceu a escadaria, construída na rocha, com bastantes degraus até ao mar, que se apresentava tranquilo.
Vários pescadores desportivos com quem conversou, ali estavam no seu exercício lúdico.
Foram estes que o informaram, a designação das escadas serem as de Pilatos.
Depois voltou pela marginal sul com arribas, sempre com um deslumbrante panorama.
Até que entrou na Avenida do Mar.
Para verificar um certo ambiente, dos bares existentes naquela artéria, nas proximidades do cais e muito concorrida, optou pelo bar “Java”.
O principal motivo que levava Olavo, a Peniche era, investigar o que se passava, realmente, com Rosália.
O jeito cordial que o inspector tem para se insinuar, levou a que o casal ao lado, os convidasse a estarem na sua mesa e conversarem melhor entre si.
Foram entabulando conversação!...
Estava estabelecido já, um à vontade amistoso.
Olavo conduziu a conversa para o que lhe dominava o espírito:
- Infidelidades!...
Veio então a saber que, Rosália era muito vista com o viúvo Amaral, Armador e gestor de sete traineiras de pesca, como, o amigo de mesa Abel, era de três.
Acontece esde que o marido, Bernardo, fora para o Brasil.
Olavo pensou que tinha acertado em escolher o Bar “Java”.
Ficando de no dia seguinte estar ali, com Vera, regressou a Lisboa.

Daniel Costa


quinta-feira, 17 de maio de 2012

ALFAMA DOS MARINHEIROS


 

ALFAMA DOS MARINHEIROS

Tal como o previsto, à tardinha Olavo estava no apartamento de Angra dos Reis.
Mirta esperava-o, não sem ansiedade, muito produzida para o receber, como mulher ainda mais sedutora.
Jantaram com som de música romântica de fundo.
Como sempre, predominavam os seus olhares cúmplices, deixando adivinhar as consequências.
Ainda assim, na melhor harmonia, combinaram que Mirta voltaria para sua casa, em Nova Lima, afim de deixar o apartamento liberto.
Dentro de dois dias chagaria Vera, para passar oito dias de férias com o maridinho, Olavo, em Angra dos Reis.
O apartamento, dois dias, ficaria livre de cheiro de mulher.
Aquela, não o devia sentir!
Chegado o dia combinado, Vera chegou à Cidade Maravilhosa, onde era esperada pelo excelso marido.
Ali apanharam novo voo, para Angra dos Reis.
Chegaram era noite, seguiu-se o jantar, onde houve lugar à suprema intimidade do casal.
No dia seguinte, Olavo, mostrava à esposa o que, localmente, já conhecia, ficando esta maravilhada, à vista da sua paisagem natural.
Por lá passaram o dia, na idílica praia do Anil, com vista, da baía de Angra.
Nos quiosques do calçadão, que segue toda a sua extensão, encontram modo de se alimentarem.
Ao voltarem, Olavo sempre atento, a qualquer comunicação, entre os vários Mail’s, tinha um vindo de São Paulo.
Era de Bernardo, que deixara o seu contacto telefónico.
Tinha projectado com Vera passarem, de novo, o dia seguinte na Praia do Anil.
Mas logo entrou em contacto com Bernardo, que disse sentir-se traído, ficando agendada, para daí a dois dias, uma reunião durante um jantar no Restaurante “Alfama dos Marinheiros”.
O cliente era português, da cidade piscatória de Peniche, a cerca de noventa quilómetros a norte de Lisboa.
Sendo o restaurante tipicamente português, onde nem faltava Show de fados, seria o lugar ideal para o encontro.
Em seguida, Olavo, pesquisou um bom hotel para ele e a esposa pernoitarem.
A opção recaiu no Paulista Center Hotel, na Rua da Consolação, onde pelo celular marcou aposento para um casal
Vera, que nada queria intervir na agenda profissional do marido, aceitou de bom grado acompanhá-lo.
Assunto arrumado, no outro dia voltaram à paradísiaca Praia do Anil.
No dia combinado, voaram para São Paulo, para o encontro profissional agendado.
O “Alfama dos Marinheiros”, situado na Rua Pamplona, tem um interessante cardápio, com destaque, para o um prato de bacalhau, tido na casa, como o melhor do mundo.
Degustado como outros, com os sentidos no Show de fados, onde pode ser ouviada essa bela voz de fadista, de Conceição Freitas.
Foi naquele ambiente, tipicamente português, que Olavo, tomando apontamentos, escutou Bernardo:
- Após o casamento, este fora trabalhar para São Paulo.
Depois de consolidada a sua posição, a esposa, Rosália ia morar com ele, na maior cidade do Hemisfério Sul.
Como familiares lhe comunicaram, ela dera em traí-lo, com um Armador.
Olavo recolhera os dados possíveis, inclusive o nome do Armador apontado.
Antes de terminada a sessão, o inspector ficou de ir a Peniche, daí a oito dias e apurar toda a trama.
Após o que entraria, de novo em contacto, com Bernardo para nova reunião em São Paulo, onde contava ter apurado as conclusões a transmitir-lhe.

Daniel Costa

sábado, 5 de maio de 2012

VALHA-NOS SANTA CATARINA

         
        

VALHA-NOS SANTA CATARINA

Olavo isolado, naquele moderno hotel em Florionopolis, cidade capital da Província brasileira de Santa Catarina, meditou no modo de apresentar o que tinha observado.
Confirmaria as suas certezas, com questões que poria ao mesmo elemento do pessoal menor.
Mais uma gratificação e comprava o sabiá!...
A seguir, refugiou-se no Notebook:
- Enviou o sacramental, E-Mail à sua adorada Vera.
Dai a três dias, passariam uma semana juntos, em Angra dos Reis.
Depois pelo celular, contactou Mirta, a confirmar, que ela no dia seguinte, se ausentaria do apartamento de Angra dos Reis.
Instruiu-a para se preparar a jantarem juntos, ainda nesse dia.
Por fim, contactou, Carina para almoçarem, onde ela receberia as suas conclusões.
Em grande ritmo, muito próprio de Olavo, dirigiu-se ao edifício do Parlamento.
Fez as perguntas, que já levava engatilhadas e obteve o comprovativo do que já apurara na véspera.
Porque já tinha voo marcado, numa actividade de loucura, em breve esperava Carina à entrada do restaurante do hotel.
Carina fez o seu aparecimento de sedução, com um olhar meigamente provocante.
Iam ingerindo o almoço:
- O Inspector, dera por terminado, assim o seu trabalho, nenhuma mulher traíra Carina!
Então?
Perguntou esta!...
Ao que Olavo, respondeu secamente:
- Trata-se da formação de um casal de homens gays.
Adilson, deu em entender-se sexualmente, com o seu assessor, Renato e perdeu o interesse pela esposa, ela!
Tinha desvendado o caso que a cliente lhe apresentara.
Carina, mais o tentava, mas íntegro nas suas combinações e convicções, deu por cumpridas as suas obrigações na capital de Santa Catarina.
Cumprira conscientemente o contrado dever!

Daniel Costa


terça-feira, 1 de maio de 2012

LAGOA DO PERI


L

LAGOA DO PERI
Olavo, depois de se arranjar e tomar o pequeno-almoço.
Pesquisou no Notebook, pontos turísticos, nos arredores de Florianopolis.
Optara pela Lagoa do Peri.
Leu um pouco, o seu hobbi preferido, depois consultou o relógio.
Era a hora tida como certa, para dar início à investigação ao deputado.
Eis que, sem esperar, recebeu um telefonema de Carina, a informar que o seu Adilson, acabara da sair para a sessão parlamentar.
O inspector agradeceu e depressa se pôs em campo, mais alerta.
Apanhou um táxi e chegou a tempo de ver Adilson entrar no parlamento.
Sentou-se num bar, em frente, com o seu refresco.
Ali pode verificar, a sessão da manhã, ter sido breve.
Rapidamente, Adilson saia, acompanhado de outro homem.
Reparando bem nos trejeitos de ambos, o duo pareceu-lhe suspeito, caminhavam em jeito de casal de gays!
Discretamente, seguiu-os até um certo restaurante, onde foram almoçar.
Esperou que se sentassem numa mesa, decerto habitual, visto não esperarem indicações.
Olavo, em presença do empregado, escolheu uma mesa, contigua para os poder observar bem.
Estes, pelos portes indiciavam um comportamento incomum.
Logo ali o Inspector pensou nova estratégia!
Voltou, discretamente, a segui-los de volta ao parlamento.
Sabendo que seria mais profícuo, abordar um elemento do pessoal menor, assim o fez.
Muniu de uma quantia mais, para gratificação e abordou um desses elementos.
Depressa soube que Adilson constituíra o seu assessor, Marco em seu amante.
Ficou também a saber o espaço-tempo que duraria a sessão da tarde.Na posse destes dados, para gozar mais o que lhe pareceu bela paisagem, tomou um ônibus para a Lagoa do Peri.
Esta é a maior lagoa de água doce da costa catarinense, com cerca de 5 km2 de extensão.
A área em volta, tem uma mata e trilhas belíssimas, que levam a cachoeiras e antigos engenhos coloniais.
Em 1981, o Parque da Lagoa do Peri, sob jurisdição da Fundação Municipal do Meio Ambiente, foi preservada como Património Natural, por Decreto Municipal.
Foi isto que Olavo, observando, ficou a saber.
Depois voltou a estar de atalaiaà porta do Parlamento, com atenção às saídas.
Acabou por sair Adilson com o seu parceiro, o inevitável Marco.
Meteram-se no potente carro daquele e arrancaram.
Para saber o destino, o Inspector tomou um táxi e segui-os.
Até que sumiram num bloco de apartamentos.
Duas horas depois ainda não tinham saído.
Olavo, já podia dar por concluída a investigação encomendada.
Só não o fazia, por profissionalismo.
No dia seguinte, tencionava aclarar certos pormenores.
Voltou, ao Mercure Florianopolis Convention.
Encontrou Carina, a espera-lo no espaço da recepção, mas se tinha marcado com ela, o dia seguinte para lhe transmitir conclusões!...
Porem ela ia convidá-lo para jantar, o que foi aceite.
Já tinha previsto o restaurante, muito acolhedor, com atendimento simpático, muito ao gosto de Olavo.
Carina, não para de atrair o Inspector, provocantemente.
 Este, não encontrou outro remédio, que não fosse convidá-la a subir.
Uma vez na intimidade, Carina já não provocava… se entregava!...

Daniel Costa