sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OLHÂO DA RESTAURAÇÃO

                             
Bela e rica igreja matriz de Olhão

OLHÃO DA RESTAURAÇÃO

Um dos apelos que tinha no E-Mail, vinha de Faro, capital da Província do Algarve, cidade bonita, de que Olavo gosta.
Quem o enviara fora Milena. Apelava receber um telefonema a fim de marcar um encontro, para explanar o seu caso.
Olavo pensou que seria na sua cidade.
Do escritório telefonou, e então Milena, propôs que o encontro tivesse lugar na cidade próxima, Olhão, evitado clamores das vizinhas.
Conhecia um café interessante, na Avenida 5 de Outubro.
Olavo marcou lugar no Hotel Real Marina Residence, com vista panorâmica para a Ria Formosa, donde saiem ferries para a bela Ilha de Armona que se pode alcançar em quinze minutos.
Sabe-se que a população, na sua maioria pescadores, ofereceram-se para ir ao Brasil avisar a Corte, da expulsão e consequente libertação do Algarve das invasões francesas, das tropas de Napoleão Bonaparte.
Foram recebidos pelo futuro Rei, Dom João VI.
Fizeram a arrojada viagem no caíque “Bom Sucesso”.
Dom João VI, compensou-os e também Olhão, entre outras formas, atribuindo-lhe o título de “Olhão da Restauração”.
O encontro deu-se, entre Milena e Olavo, a conversa desenrolou-se à volta de cafés.
Era o seguinte: Flávio, ultimamente, estava muito ausente, eram reuniões e encontros prolongados, noites havia de ausência total
É certo que sempre tinha o cuidado de avisar, mas para ela, havia uma amante, apontou o nome da localidade que a sua intuição lhe ditara:
- Loulé muito próximo e a sul de Faro.
Apresentou também foto de Flávio.
Com os dados, na posse de Olavo, este prometeu desvendar o assunto.
Entretanto, chegara a hora do almoço, Olavo projectara fazer o repasto num dos bons restaurantes, perto do porto de pesca e do mercado.
Veia à sua ideia, convidar Milena para acompanhá-lo, o que parecia esperado.
Durante o almoço, ela parecia satisfeita, deu em insinuar-se, desinibida e sensualmente, atrevida.
Passou na cabeça do companheiro do almoço: ela gostaria de ir conhecer o Hotel?
Arriscou convidá-la!
Milena aceitou de imediato e seguiu-o.
Chegados lá instalaram-se e ela desatou a mimá-lo.
Olavo nunca fica indiferente, a uma mulher atraente como ela é.
Dentro em pouco estavam enrolados!
A seguir surgiram consequências.

Daniel Costa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

GAROTAS DE IPANEMA



GAROTAS DE IPANEMA

Nesse dia à noite, feita a instalação em Angra dos Reis, depois do derradeiro encontro com a Creusa, no “Devassa”, do Rio de Janeiro, regressaria a Lisboa.
Enquanto tomava o pequeno-almoço, com as saudades da amada Vera, pensava em como passar a manhã.
Havia tanta coisa no Rio de Janeiro que gostaria de ver!
Doravante teria ensejo de passar por tudo, com tranquilidade, apesar de não ter ali as suas instalações, mas em Angra.
Seria mais por snobismo?
Talvez!...
Não podia negar isso a si mesmo.
Nisto pensou, na praia de Ipanema, que Vinicius de Morais celebrizou em poema, que deu origem à sua famosa canção, “Garota de Ipanema”.
Apanhou um transporte e para lá se dirigiu.
Uma vez chegado, o sítio e as suas vivências, encantaram-no, como teriam encantado o grande poeta.
Estar na nobre Ipanema, realmente, era um gosto. Primeiro o seu calçadão construído à portuguesa, junto à praia ladeada de palmeiras, um ambiente verdadeiramente tropical!
As garotas de que o poeta falou, lá estavam nos seus arrojados bikinis, senão em topless.
Um sonho a fazer lembrar as histórias das “Mil e uma Noites de Bagdad, relatadas por Xerazade!
Depois o “bon vivan”, Olavo, ainda visitou a igreja da Senhora da Paz, um belo monumento.
Pensando em tomar por ali o seu almoço, passou uma vista de olhos pelas bastantes ofertas que há. Escolheu precisamente, o “Gourmet” para fazer o seu repasto.
Posto isto, chegou de novo ao “Devassa”, onde calmamente, tomou o seu café, aguardando a chegada de Cleusa.
Ela, não se fez esperar!
De novo, Olavo pediu um suco para a anfitriã e retomaram o assunto que a trazia preocupada.
Afinal, Olavo tinha boas notícias para ela!
Sem desenrolar muito o novelo, informou-a sobre o que apurara:
- A rival, que de facto havia, deixaria de a assombrar, podia prometer!
Pudera!...
Comentou alguns factos, os que achou possíveis e prudentes, para justificar.
De feliz que ficou, perdendo um pouco, a noção de que não estava em local apropriado.
Lançou-se ao seu pescoço, abraçou-o e beijou-o
Olavo ficou com a sensação que tinha contribuido, para que a felicidade voltasse a alegrar aquela alma.
Chegara, entretanto, a hora marcada para apanhar o voo para Lisboa.

Daniel Costa


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